cogumelos & vagens [estilo asiático]

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Dei uma adaptada essa receita, trocando os tipos de vinagre, pois eu não tinha o da receita original [Chinkiang, o vinagre negro]. Usei o vinagre de ameixa, mas o de maçã também serve. E três tipos de cogumelos—oyster, crimini e shiitake. Ficou muito bom!

1 quilo de vagens
Sal Kosher a gosto
5 colheres de sopa de molho de soja
2 colheres de sopa de vinagre de ameixas [ou de maçã, ou o negro Chinkiang se achar]
2 colheres de sopa vinagre de arroz
1 colher de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de óleo vegetal
300 gr de cogumelos variados fatiados [*usei oyster, crimini e shiitake]
1/4 xícara de conhaque
1 cebola cortada em fatias finas
1 pimenta fresca cortada em fatias finas
2 dentes de alho cortados em fatias finas
2 colheres de sopa de molho de peixe
4 cebolinhas verde picadas

Numa tigela pequena junte o molho de soja, o vinagre de ameixa ou maçã, o vinagre de arroz e o açúcar, mexendo para dissolver o açúcar. Reserve. Aqueça 1 colher de sopa de óleo vegetal em uma frigideira grande em fogo médio-alto. Frite as vagens, mexendo com uma pinça, até elas ficarem chamuscadas. Transfira as vagens para um prato. Adicione a restante 1 colher de sopa de óleo à mesma frigideira e cozinhe os cogumelos, mexendo ocasionalmente por cerca de 5 minutos. Retire a frigideira do fogo e cuidadosamente adicione o conhaque. Retorne a frigideira para aquecer e incline-se para inflamar o conhaque. Assim que o conhaque parar de queimar, adicione a cebola, o alho, a pimenta, o molho de peixe, metade das cebolinhas e o molho reservado. Cozinhe por cerca de 3 minutos. Adicione as vagens fritas e misture bem. Transfira tudo para uma travessa, decore com o restante das cebolinhas e sirva.

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pilaf de abóbora com coco

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Resolvi fazer a receita desse arroz no último minuto para o jantar e Thanksgiving e foi a melhor decisão que tomei. Não tinha a abóbora kabocha, usei uma butternut squash pequena que eu tinha recebido na cesta orgânica. Não teve sobras desse prato, meu filho adorou e repetiu.

2 colheres de sopa de uvas passas [as currants, bem pequenas]
1 colher de sopa de vinagre de maçã
2 colheres de sopa de óleo de coco virgem
1 cebola pequena picada
4 fatias finas de gengibre descascado e picado
1 xícara de abóbora kabocha [ou outra] descascada e ralada
1 xícara de arroz basmati lavado
Sal Kosher e pimenta do reino moída na hora a gosto
Flocos de coco sem açúcar, levemente tostados numa frigideira, para servir

Misture as passas e o vinagre em uma tigela pequena e reserve. Aqueça o óleo em uma panela grande em fogo médio e cozinhe a cebola e o gengibre mexendo ocasionalmente, até ficarem macios, de 8-10 minutos. Adicione a abóbora ralada, o arroz e 1 e 1/4 xícaras de água. Tempere com sal e pimenta do reino. Deixe ferver e abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar até que o arroz tenha absorvido toda a água, uns 15-18 minutos. Retire do fogo, mexa o arroz com um garfo e deixe descansar coberto de 10 minutos. Coloque o arroz numa travessa. Escorra as passas e decore e pilaf coberto com elas e os flocos de coco tostados. Sirva imediatamente.

macarrão de arroz integral com curry verde fresco

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Enlouqueci quando vi essa receita e quis fazê-la na mesma hora. Só não fiz porque faltaram alguns ingredientes, que fui comprar especialmente. Adorei o sabor do curry verde fresco, sem falar que pude gastar parte de um estoque de coentro fresco que não parava de chegar na cesta orgânica e que estava acumulando na geladeira. Eu usei o macarrão de arroz integral, mas não precisa ser exatamente esse. Qualquer macarrão de arroz serve.

4 cebolinhas picadas grosseiramente
4 dentes de alho esmagados
3 pimentas verdes picadas grosseiramente
1 pedaço de 5cm de gengibre fresco picado grosseiramente
2 colheres de chá de pimenta verde em conserva [*se não achar omita, ou use alcaparras]
1/2 colher de chá de cúrcuma em pó
2 xícaras de coentro fresco [*pode adicionar com o caule]
1/3 xícara de folhas de hortelã fresco
1/4 xícara óleo de coco virgem derretido
2 latas de leite de coco
1 colher de sopa de suco de limão fresco
1 talo de raiz de erva-cidreira [capim-santo, lemongrass] as camadas duras removidas, amassado com as costas de uma faca
4 xícaras de folhas verdes [*usei lacinato kale, couve toscana]
1 colher de sopa de açúcar de coco ou mel
Sal Kosher a gosto
250 gr de macarrão de arroz
Fatias de limão para servir

No processador de alimentos pulse a cebolinha, alho, pimentas, gengibre, pimenta verde em conserva, a cúrcuma, 2 xícaras de coentro, ⅓ xícara de hortelã, e 2 colheres de sopa de água. Com o motor ligado, adicione o óleo de coco e processe até ficar uma pasta homogênea. Raspe a pasta com uma espátula para uma panela e cozinhe em fogo médio, mexendo ocasionalmente, até a pasta escurecer ligeiramente e ficar perfumada, cerca de 5 minutos. Adicione o leite de coco, o suco de limão e 2 xícaras de água e leve para ferver. Adicione a raiz de erva-cidreira. Reduza o fogo e deixe cozinhar até o liquido reduzir pela metade, por uns 25 – 30 minutos. Misture as folhas verdes cortadas em tiras. Cozinhe até murchar, cerca de 2 minutos. Misture o açúcar de coco e tempere com sal a gosto. Enquanto isso cozinhe o macarrão de arroz de acordo com as instruções da embalagem. Escorra e dividir entre os pratos. Adicione o curry sobre o macarrão e decore com folhas de coentro e hortelã. Sirva imediatamente acompanhado de fatias de limão.

torta de batata doce & missô [com base de chocolate e gergelim]

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Essa foi uma das melhores sobremesas que já fiz. Não estava esperando que ficasse tão boa, mas foi um sucesso de público e de crítica. Até o Gabriel, que não é fissurado em doces, elogiou e levou um pedaço extra pra comer em casa. A textura do creme é perfeita e a massinha fica com um toque de gergelim que me agradou muitíssimo. Os experts da revista Bon Appétit não recomendam o uso de batata doce em lata, então asse a batata em casa. Eu usei a batata cor de laranja. Para a massa de chocolate, a receita pede as chocolate wafer, que são bolachinhas bem fininhas de chocolate. Mas eu não achei no meu supermercado naquele dia, então improvisei com bolacha comum [as graham crackers, mas pode ser a maisena ou maria] e deu certinho. Juntei duas colheres de cacau em pó sem açúcar e voalá!

para a massa de chocolate e gergelim:
6 colheres de sopa de manteiga sem sal
1/4 xícara de açúcar mascavo claro [*usei o de coco]
1/3 de xícara de sementes de gergelim pretas
150 gr bolachas de chocolate [ou bolachas comum + 2 colheres de sopa de cacau em pó puro sem açúcar]
1 pitada de sal kosher
para o recheio:
2 batatas doces pequenas [cerca de 1/2 quilo]
1/2 xícara de açúcar mascavo claro
3 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
2 colheres de sopa de missô branco
2 gemas de ovos caipiras grandes
1 ovo caipira grande
1 xícara creme de leite fresco

Faça a massa. Aqueça a manteiga e o açúcar mascavo em uma panela pequena, mexendo para dissolver o açúcar, até que a manteiga derreta. Enquanto isso, moa bem as sementes de gergelim no pilão ou num mini processador. Moa bem as bolachas num processador de alimentos, despeje a mistura de manteiga, adicione o sal e gergelim e pulse para combinar. Pressione a mistura de biscoito firmemente no fundo e nos lados de uma forma para torta. Leve ao congelador por 20-25 minutos. Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176°C. Asse a massa por 15-18 minutos. Remova do forno e deixe esfriar.

Faça o recheio. Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176°C. Asse de batata doce sobre uma assadeira coberta por papel alumínio por 50 – 60 minutos. Corte a batata longitudinalmente e deixe esfriar. Retire a polpa com uma colher, deve dar cerca de 1 xícara ou um pouco mais. Pulse a polpa cozida no processador de alimentos. Numa vasilha separada bata o açúcar mascavo, a manteiga derretida e o missô. Adicione as gemas de ovo e ovo inteiro e bata para incorporar. Misture o puré de batata doce e em seguida o creme de leite fresco. Reduza a temperatura do forno para 300°F/150°C. Despeje o creme sobre a massa assada. Leve ao forno e asse por 50 – 60 minutos. Pode dar uma girada na torta no meio tempo. Remova do forno e deixe esfriar completamente antes de servir. Pode servir com creme chantilly ou sorvete de baunilha se quiser. Eu não quis.

*para agilizar eu comecei primeiro colocando a batata pra assar, depois fiz a massa e assei a massa junto com a batata. Quando a massa assou, a batata já estava quase pronta.

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thanksgiving dinner

Esse foi um thanksgiving onde eu tive muito o que agradecer. Um agradecimento ultra especial pela saúde de todos na minha família. Não foi um jantar super planejado, porque ando muito atolada de trabalho. Felizmente abri a edição da revista Bon Appétit no iPad a tempo e foi lá que encontrei todas as receitas que fiz para esse jantar. Fui ao supermercado antes de escolher as receitas e acabei tendo que voltar mais uma vez. O supermercado onde sou freguesa fecha no dia de Thanksgiving [coisa rara por aqui], então tive que pensar em todas as possibilidades com antecedência. No final tudo deu certo, fiz a sobremesa e um chutney de cranberries na quarta à noite e o resto na quinta. Troquei o peru pelo frango caipira, porque fomos apenas três comensais no jantar. Três humanos, dois gatos e uma cachorra. Comemos muito, estava tudo delicioso, as receitas virão em seguida.