salada de couve-flor [e agrião]

shaved cauliflower

Foi essa foto da Amanda Hesser no instagram que me inspirou pra fazer essa salada. Já refiz várias vezes, usando outras folhas verdes, até folhas da beterraba, que funcionaram muito bem. Também já adicionei pedacinhos de cebola assada, que eu recomendo fortemente, pois fica uma delicia. Essa da foto foi a primeira que eu fiz, com agrião.

Couve-flor cortada em fatias finíssimas no mandolin
Folhas de agrião
Uvas passas brancas
Pistaches
Molho vinagrete de mel:
Um limão espremido [*usei o cravo]
Vinagre de vinho branco
Azeite
Sal
Mel

Misture todos os ingredientes e bata bastante com um batedor de arame até obter um molho cremoso. Adicione as passas, a couve-flor em fatias. Coloque o agrião ou outras folhas verdes numa travessa, junte o molho com as passas e couve-flor, salpique com os pistaches, misture bem e sirva.

colhendo azeitonas & fazendo azeite

Na última primavera eu estava almoçando com uma amiga de trabalho e conversando sobre comida, quando ela mencionou um tal “clube do azeite”. (( PLIN!)) Em questão de segundos eu já tinha pedido mais informação e muito mais rápida do que um raio eu já tinha me filiado ao clube, que é mais ou menos como uma CSA do azeite. Você paga por ano e recebe dois vidros por trimestre. Num dia horrivelmente tórrido de verão eu recebi meu primeiro lote. Duas garrafas de azeite e um potinho com creme para as mãos feito com azeite e aromatizado com lavanda. Que delicia! Ainda não recebi meu segundo lote, que chegará na semana que vem, mas em novembro fomos convidados para conhecer a fazenda com seus modestos oliveirais e aprender como se faz o azeite. Num sábado chuvoso dirigimos até a pequena propriedade do simpático Mike Madison [irmão da Deborah Madison] que fica entre as cidades de Davis e Winters. Lá fomos recebidos com café, bolo de banana e caquis recém-colhidos. Fizemos uma tour pelo lugar, as crianças colheram azeitonas, ouvimos muitas histórias sobre a fazenda e a produção de azeite. Na volta pudemos ver as azeitonas serem moídas, a pasta centrifugada e provamos o azeite fresquinho que saia pelo outro lado. Duas panelonas com sopa quentinha nos esperavam num fogão com muito pão para molhar no azeite novo, que pudemos provar a vontade. Eu já tinha visto produção de azeite numa escala um pouco maior [o azeite da Séka Hills no Capay Valley], mas nunca tinha visto numa tão artesanal, com colheita manual. Na hora de ir embora avisei que ia tirar fotos das árvores de caqui e fui incentivada a pegar quantos caquis eu quisesse. É claro que eu quis—peguei uma sacola cheia!

cogumelos & vagens [estilo asiático]

asian-mushrooms

Dei uma adaptada essa receita, trocando os tipos de vinagre, pois eu não tinha o da receita original [Chinkiang, o vinagre negro]. Usei o vinagre de ameixa, mas o de maçã também serve. E três tipos de cogumelos—oyster, crimini e shiitake. Ficou muito bom!

1 quilo de vagens
Sal Kosher a gosto
5 colheres de sopa de molho de soja
2 colheres de sopa de vinagre de ameixas [ou de maçã, ou o negro Chinkiang se achar]
2 colheres de sopa vinagre de arroz
1 colher de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de óleo vegetal
300 gr de cogumelos variados fatiados [*usei oyster, crimini e shiitake]
1/4 xícara de conhaque
1 cebola cortada em fatias finas
1 pimenta fresca cortada em fatias finas
2 dentes de alho cortados em fatias finas
2 colheres de sopa de molho de peixe
4 cebolinhas verde picadas

Numa tigela pequena junte o molho de soja, o vinagre de ameixa ou maçã, o vinagre de arroz e o açúcar, mexendo para dissolver o açúcar. Reserve. Aqueça 1 colher de sopa de óleo vegetal em uma frigideira grande em fogo médio-alto. Frite as vagens, mexendo com uma pinça, até elas ficarem chamuscadas. Transfira as vagens para um prato. Adicione a restante 1 colher de sopa de óleo à mesma frigideira e cozinhe os cogumelos, mexendo ocasionalmente por cerca de 5 minutos. Retire a frigideira do fogo e cuidadosamente adicione o conhaque. Retorne a frigideira para aquecer e incline-se para inflamar o conhaque. Assim que o conhaque parar de queimar, adicione a cebola, o alho, a pimenta, o molho de peixe, metade das cebolinhas e o molho reservado. Cozinhe por cerca de 3 minutos. Adicione as vagens fritas e misture bem. Transfira tudo para uma travessa, decore com o restante das cebolinhas e sirva.

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pilaf de abóbora com coco

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Resolvi fazer a receita desse arroz no último minuto para o jantar e Thanksgiving e foi a melhor decisão que tomei. Não tinha a abóbora kabocha, usei uma butternut squash pequena que eu tinha recebido na cesta orgânica. Não teve sobras desse prato, meu filho adorou e repetiu.

2 colheres de sopa de uvas passas [as currants, bem pequenas]
1 colher de sopa de vinagre de maçã
2 colheres de sopa de óleo de coco virgem
1 cebola pequena picada
4 fatias finas de gengibre descascado e picado
1 xícara de abóbora kabocha [ou outra] descascada e ralada
1 xícara de arroz basmati lavado
Sal Kosher e pimenta do reino moída na hora a gosto
Flocos de coco sem açúcar, levemente tostados numa frigideira, para servir

Misture as passas e o vinagre em uma tigela pequena e reserve. Aqueça o óleo em uma panela grande em fogo médio e cozinhe a cebola e o gengibre mexendo ocasionalmente, até ficarem macios, de 8-10 minutos. Adicione a abóbora ralada, o arroz e 1 e 1/4 xícaras de água. Tempere com sal e pimenta do reino. Deixe ferver e abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar até que o arroz tenha absorvido toda a água, uns 15-18 minutos. Retire do fogo, mexa o arroz com um garfo e deixe descansar coberto de 10 minutos. Coloque o arroz numa travessa. Escorra as passas e decore e pilaf coberto com elas e os flocos de coco tostados. Sirva imediatamente.

macarrão de arroz integral com curry verde fresco

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Enlouqueci quando vi essa receita e quis fazê-la na mesma hora. Só não fiz porque faltaram alguns ingredientes, que fui comprar especialmente. Adorei o sabor do curry verde fresco, sem falar que pude gastar parte de um estoque de coentro fresco que não parava de chegar na cesta orgânica e que estava acumulando na geladeira. Eu usei o macarrão de arroz integral, mas não precisa ser exatamente esse. Qualquer macarrão de arroz serve.

4 cebolinhas picadas grosseiramente
4 dentes de alho esmagados
3 pimentas verdes picadas grosseiramente
1 pedaço de 5cm de gengibre fresco picado grosseiramente
2 colheres de chá de pimenta verde em conserva [*se não achar omita, ou use alcaparras]
1/2 colher de chá de cúrcuma em pó
2 xícaras de coentro fresco [*pode adicionar com o caule]
1/3 xícara de folhas de hortelã fresco
1/4 xícara óleo de coco virgem derretido
2 latas de leite de coco
1 colher de sopa de suco de limão fresco
1 talo de raiz de erva-cidreira [capim-santo, lemongrass] as camadas duras removidas, amassado com as costas de uma faca
4 xícaras de folhas verdes [*usei lacinato kale, couve toscana]
1 colher de sopa de açúcar de coco ou mel
Sal Kosher a gosto
250 gr de macarrão de arroz
Fatias de limão para servir

No processador de alimentos pulse a cebolinha, alho, pimentas, gengibre, pimenta verde em conserva, a cúrcuma, 2 xícaras de coentro, ⅓ xícara de hortelã, e 2 colheres de sopa de água. Com o motor ligado, adicione o óleo de coco e processe até ficar uma pasta homogênea. Raspe a pasta com uma espátula para uma panela e cozinhe em fogo médio, mexendo ocasionalmente, até a pasta escurecer ligeiramente e ficar perfumada, cerca de 5 minutos. Adicione o leite de coco, o suco de limão e 2 xícaras de água e leve para ferver. Adicione a raiz de erva-cidreira. Reduza o fogo e deixe cozinhar até o liquido reduzir pela metade, por uns 25 – 30 minutos. Misture as folhas verdes cortadas em tiras. Cozinhe até murchar, cerca de 2 minutos. Misture o açúcar de coco e tempere com sal a gosto. Enquanto isso cozinhe o macarrão de arroz de acordo com as instruções da embalagem. Escorra e dividir entre os pratos. Adicione o curry sobre o macarrão e decore com folhas de coentro e hortelã. Sirva imediatamente acompanhado de fatias de limão.

torta de batata doce & missô [com base de chocolate e gergelim]

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Essa foi uma das melhores sobremesas que já fiz. Não estava esperando que ficasse tão boa, mas foi um sucesso de público e de crítica. Até o Gabriel, que não é fissurado em doces, elogiou e levou um pedaço extra pra comer em casa. A textura do creme é perfeita e a massinha fica com um toque de gergelim que me agradou muitíssimo. Os experts da revista Bon Appétit não recomendam o uso de batata doce em lata, então asse a batata em casa. Eu usei a batata cor de laranja. Para a massa de chocolate, a receita pede as chocolate wafer, que são bolachinhas bem fininhas de chocolate. Mas eu não achei no meu supermercado naquele dia, então improvisei com bolacha comum [as graham crackers, mas pode ser a maisena ou maria] e deu certinho. Juntei duas colheres de cacau em pó sem açúcar e voalá!

para a massa de chocolate e gergelim:
6 colheres de sopa de manteiga sem sal
1/4 xícara de açúcar mascavo claro [*usei o de coco]
1/3 de xícara de sementes de gergelim pretas
150 gr bolachas de chocolate [ou bolachas comum + 2 colheres de sopa de cacau em pó puro sem açúcar]
1 pitada de sal kosher
para o recheio:
2 batatas doces pequenas [cerca de 1/2 quilo]
1/2 xícara de açúcar mascavo claro
3 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
2 colheres de sopa de missô branco
2 gemas de ovos caipiras grandes
1 ovo caipira grande
1 xícara creme de leite fresco

Faça a massa. Aqueça a manteiga e o açúcar mascavo em uma panela pequena, mexendo para dissolver o açúcar, até que a manteiga derreta. Enquanto isso, moa bem as sementes de gergelim no pilão ou num mini processador. Moa bem as bolachas num processador de alimentos, despeje a mistura de manteiga, adicione o sal e gergelim e pulse para combinar. Pressione a mistura de biscoito firmemente no fundo e nos lados de uma forma para torta. Leve ao congelador por 20-25 minutos. Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176°C. Asse a massa por 15-18 minutos. Remova do forno e deixe esfriar.

Faça o recheio. Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176°C. Asse de batata doce sobre uma assadeira coberta por papel alumínio por 50 – 60 minutos. Corte a batata longitudinalmente e deixe esfriar. Retire a polpa com uma colher, deve dar cerca de 1 xícara ou um pouco mais. Pulse a polpa cozida no processador de alimentos. Numa vasilha separada bata o açúcar mascavo, a manteiga derretida e o missô. Adicione as gemas de ovo e ovo inteiro e bata para incorporar. Misture o puré de batata doce e em seguida o creme de leite fresco. Reduza a temperatura do forno para 300°F/150°C. Despeje o creme sobre a massa assada. Leve ao forno e asse por 50 – 60 minutos. Pode dar uma girada na torta no meio tempo. Remova do forno e deixe esfriar completamente antes de servir. Pode servir com creme chantilly ou sorvete de baunilha se quiser. Eu não quis.

*para agilizar eu comecei primeiro colocando a batata pra assar, depois fiz a massa e assei a massa junto com a batata. Quando a massa assou, a batata já estava quase pronta.

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