couve-flor picante & adocicada, com molho de iogurte

Comprei esse livro da autora Áine Carlin pra o Kindle por 0.99 centavos na Amazon e fui surpreendida com inúmeras receitas veganas maravilhosas. Fiz essa e ficou bem interessante, mais doce do que picante. Se eu refizer, vou querer que fique o contrário.

1 couve-flor média cortada em florzinhas
70 gr de panko ou farinha de pão

massa:
70 g de farinha de grão de bico ou farinha de arroz
1 pitada de sal marinho
1/4 de colher de chá de alho em pó
1/4 de colher de chá de pimenta do reino
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
150 ml de leite de soja ou outro leite vegetal [*usei de castanhas]
suco de 1/2 limão

molho de pimenta
2 colheres de sopa cheias de gochujang [pasta coreana de pimenta]
2 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de vinagre de maçã ou de arroz
3 colheres de sopa de xarope de bordo [maple]
50 ml de água, mais se necessário
1 colher de sopa de sementes de gergelim preto

molho de iogurte para servir
150 g de iogurte de coco [*usei de amêndoas, mas pode usar iogurte de leite comum se o prato não precisar ser vegano]
1 dente de alho picado [*omiti]
raspas e suco de 1 limão
1 colher de chá de vinagre de maçã
1 pitada de sal rosa do Himalaia ou sal marinho

Pré-aqueça o forno a 475°F/240°C e forre uma assadeira com papel alumínio ou papel vegetal.

Coloque os ingredientes para o molho de iogurte no liquidificador e bata bem até ficar homogêneo ou misture com um batedor de arame numa tigela. Leve à geladeira até a hora de servir.

Para fazer a massa, misture todos os ingredientes em uma tigela até ficar bem homogêneo.

Coloque o panko ou farinha de pão em um processador de alimentos e pulse algumas vezes. Transfira para uma tigela separada.

Mergulhe as florzinhas de couve-flor na massa e escorra qualquer excesso antes de colocá-las nas migalhas panko. Vá colocando na assadeira preparada. Repita o processo com o resto das florzinhas. Leve ao forno pré-aquecido e asse por 25 minutos, virando uma vez, até que elas fiquem crocantes e douradas.

Enquanto isso coloque todos os ingredientes para o molho de pimenta em uma panela, deixe ferver e cozinhe por 2-3 minutos ou até ficar bem homogêneo e brilhante, adicionando um pouco mais de água se o molho começar a ficar muito grosso. Mantenha quente em fogo baixo.

Transfira a couve-flor assada para uma tigela grande, despeje o molho de pimenta e misture bem com as mãos ou uma espátula. Em seguida salpique com as sementes de gergelim. Sirva com o molho de iogurte.

torta de abóbora com tahini [e massa de chocolate]

Essa foi umas das sobremesas que fiz pro jantar de Thanksgiving. Meu filho achou que ficou com sabor amendoado. Como se tivesse usado manteiga de amendoim ou outra fruta oleaginosa. Mas é só o tahini!

para a massa:
1/2 xícara de manteiga [*usei a vegana]
1/3 xícara de água
1 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
1/4 xícara de cacau em pó
1/4 de xícara de açúcar
1 colher de chá de sal

para o recheio:
450 gr de purê de abóbora
1/2 xícara de tahine [mais para servir]
2 ovos caipiras
3/4 de xícara de açúcar
1 e 1/2 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de gengibre em pó
1/4 colher de chá de cravo em pó
1/4 colher de chá de noz moscada ralada
2/3 xícara de leite [*usei de castanhas]

Corte a manteiga em pedaços pequenos e coloque no congelador juntamente com 1/3 xícara de água para manter tudo bem frio. Coloque a farinha, o cacau em pó, o açúcar e sal em um processador de alimentos e pulse para combinar. Adicione a manteiga gelada e pulse 5-6 vezes até que a manteiga fique em pedacinhos do tamanho de uma ervilha. Com o processador de alimentos em funcionamento, coloque a água gelada. A massa vai parecer um pouco quebradiça no início, mas vai tornar-se úmida o suficiente para quando pressionada com com os dedos manter sua forma. Coloque a massa sobre uma folha de filme plástico. Usando o filme plástico, pressione a massa em um disco. Embrulhe bem e deixe descansar por pelo menos uma hora na geladeira. Polvilhe uma superfície de trabalho com farinha e abra a massa num circulo. Coloque a massa numa forma de torta, deixando um pouco de massa extra na borda, para fazer uma barrinha frisada. Deixe a forma na geladeira enquanto faz o recheio.

Preaqueça o forno a 425°F/220°C. Coloque o purê de abóbora, o tahine, os ovos, o açúcar, a canela, o sal, o gengibre, o cravo e a noz moscada em um processador de alimentos. Bata bem até que os ingredientes estejam totalmente combinados. Aos poucos, adicione o leite e pulse até obter uma mistura bem cremosa. Despeje tudo na massa de torta. Leve ao forno e asse por 15 minutos. Abaixe a temperatura para para 350°F/176°C e continue a assar por mais 35 minutos. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade. Sirva a torta completamente fria, acompanhada de chantilly ou mais tahini.

o jantar com peru [que não comi]

Fiquei doente uns dias antes do Thanksgiving. Nem sei o que tive. Uma febre baixa, um frio, um cansaço. Fiz as sobremesas na noite anterior e no dia do Thanksgiving trabalhei cuidadosamente na cozinha para não me exaurir e fiz metade das coisas no dobro do tempo. Pela primeira vez em muitos anos não servi nenhum queijo de appetizer. Cozinhei muitas coisas, tudo sem nenhum produto laticínio. Foi uma maratona da qual me considerei vitoriosa! Enquanto isso o meu filho preparou um peru forrado com bacon. A casa cheirou a temperos e coisas assando o dia todo. O peru deve ter ficado muito bom, mas eu não comi. E ele levou todos os restos embora. Comemos as sobras dos pratos com legumes no dia seguinte e depois eu transformei isso naquilo e encerrei a jornada desse primeiro Thanksgiving dos novos tempos.

quase vegetariana, quase vegana

Estou numa fase de pouca receita, eu sei, mas é porque estou numa fase de adaptação. Já estou no quarto mês sem laticínios e fazendo meus ajustamentos na rotina e na dieta. Tenho cozinhado muito, o tempo todo, e experimentado com ingredientes. Ainda estou nesse tipo de limbo, onde não sou vegetariana [porque ainda como peixe vez em quando] e nem vegana [porque como os ovos da fazenda]. Mas adentrei com muita animação nesse universo paralelo onde não existem produtos derivados do leite. Ainda olho os queijos no supermercado [de soslaio] sentindo uma certa tristeza. Não deveria ser assim, a gente poderia comer queijo de uma maneira humana e sustentável, se fosse possível achar alguém nessa indústria que praticasse esse estilo de negócio. Tenho conversado muito com meu marido sobre isso, de como poderíamos achar uma fazenda que usasse métodos aceitáveis e comprar algo deles em ocasiões muito especiais. Ainda não fui atrás disso nem sei se é possível. Outro dia minha amiga me trouxe um litro de leite da cabra dela, que ela mesma tirou. Daí eu fiz uma panna cotta e foi realmente algo festivo. Nenhum ser vivo sofreu e nós pudemos ter uma sobremesa especial. Estou me acostumando a ir à lugares [o que não acontece muito frequentemente] e pedir para remover o queijo do prato. No potluck de Halloween do meu trabalho achei que iria comer apenas pão e salada, mas no final acabei com um pratão cheio de gostosuras. É só prestar mais atenção no que você está colocando no seu prato. E em casa eu tem cozinhado coisas básicas, muitos feijões e lentilhas, quinoa, grão de bico, às vezes refaço uma receita do blog e substituo os ingredientes não veganos por veganos. O leite de vaca pelo leite de castanha, a manteiga por manteiga vegana, o iogurte por iogurte de amêndoa, alguns queijos veganos já entraram na minha lista de compras. Tem uns queijos cremosos feitos de castanha de caju que são muitos bons e pra pizza, depois de muitas tentativas, resolvemos [por sugestão do meu marido] remover totalmente o queijo. Fiz alguns queijos veganos em casa e o melhor foi uma ricotta de amêndoas que fica muito parecida com a de leite. A comida aqui em casa está muito boa, muito saudável, muito colorida e criativa, e bem deliciosa. Estou muito feliz com minha decisão e não estou impondo nada pra ninguém, mas cozinho apenas o que quero. O desafio será o jantar de Thanksgiving, que meu filho quer assar um peru [com bacon!]. Pode assar, eu disse, só não me peça pra ajudar, nem espere que eu vá comer. Minha lista de receitas veganas já está pronta e farei comidas maravilhosas!

sopa crua de milho [com pesto de salsinha & jalapeño]

Essa receitinha fiz no final do verão, saiu do livro Everyday Raw Express do chef Matthew Kenney. Fica incrivelmente leve e delicada!

para a sopa
4 xícaras de milho fresco [ou em lata]
1/2 xícara de pinoles [usei castanha de caju]
2 xícaras de leite vegetal [usei de castanha]
1 colher de sopa de missô branco
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de suco de limão
sal e pimenta do reino moída na hora a gosto

pesto de coentro e jalapeño
1 maço de salsinha
1/2 xícara de pinoles [usei castanha de caju]
1 colher de sopa de suco de limão tahini
1 colher de sopa de nectar de agave [ou mel]
1 pimenta jalapeño picada
3 colheres de sopa de levedura nutricional
1/4 xícara de azeite
1 colher de chá de sal
pimenta moída na hora a gosto

Bater todos os ingredientes da sopa no liquidificador. Colocar numa jarra e levar à geladeira. Para preparar o pesto, colocar todos os ingredientes, menos o azeite, no liquidificador ou processador de alimentos. Ir colocando o azeite aos poucos enquanto pulsa. Servir a sopa fria com uma colher de pesto por cima.

raw ketchup – catchup cru

Vi essa receita no canal Diário de uma Vegana de uma moça chamada Alana Rox. Ela não deixa instruções escritas no canal, então é muito difícil a gente ver e anotar os ingredientes e quantidades. E ela faz tudo num potinho minúsculo, acho que é quantidade pra uma pessoa. Mas curti essa idéia e resolvi fazer com os últimos tomates da estação, que comprei no mercadinho de frutas. Os meus eram tomates heirloom e fiz um pouco mais que a quantidade da receita dela. Ficou um molho interessante. Eu congelei três vidros, vamos ver se vai ficar tão bom depois de descongelado.

1 xícara de tomate cereja
1/3 xícara cebola roxa picadinha
1/2 xícara de gojiberry mais 2 tâmaras sem caroço [hidrata em água por uns 10 min]
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de vinagre de maçã
folhas de manjericão fresco
1 dente de alho [usei o fermentado]
1/4 de beterraba
1/3 xícara de azeite

Bater tudo no liquidificador. Colocar um potes fechados e levar à geladeira.

waffles de maçã [ feito com farinha de espelta]

spelt waffles

Fiz esses waffles para um lanche da tarde de domingo. Usei tudo o que tinha em casa, a maçã que tinha comprado no último dia do Farmers Market. Maçãs em setembro e outubro são as mais frescas e saborosas.

2 e 1/4 xícaras de farinha de espelta [pode usar a de trigo integral]
1 colher de sopa de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
2 ovos caipiras grandes
1 xícara de leite vegetal
3/4 xícara de água com gás
1/4 xícara de óleo de amêndoa [usei óleo de nozes]
1 maçã tipo Granny Smith cortada em cubinhos

Pré-aqueça a maquininha de waffle. Misture os ingredientes secos em uma tigela grande. Misture todos os ingredientes líquidos em outra tigela. Junte os ingredientes secos ao liquido e incorpore bem com uma espátula. Junte os cubinhos de maçã. Coloque colheradas da massa sobre a máquina de waffle. Preencha até perto das bordas, mas não muito perto das bordas. Feche a máquina e cozinhe por 2-5 minutos, repita com o restante da massa. Eu servi com uma manteiga de figo que fiz no final do verão e cubos de melão assados, porque recdbi um melão bem sem graça na cesta orgânica e transformei numa iguaria melhor —é só salpicar com açúcar e baunilha e levar ao forno até caramelizar.

spelt waffles spelt waffles

berinjela grelhada [ao meu estilo]

Comemos muitas berinjelas neste último verão e essa foi a minha receita clássica da estação, que fiz, refiz e modifiquei até não poder mais. Usei muitos tipos de berinjela, as comuns, as rajadas, as brancas, as japonesas. Pra fazer essa receita é só fatiar as berinjelas, temperar com sal, pimenta e azeite. Grelhar na grelha, forno ou churrasqueira—aqui é sempre churrasqueira o verão inteiro. Espalhar as berinjelas grelhadas num prato ou travessa, cobrir com um molhinho de pesto feito em casa [geralmente bato no mini-processador folhas de manjericão com azeite, só isso] ou um molho com amêndoas ou de castanhas de caju deixadas de molho de um dia para o outro e colocadas no liquidificador água, limão, azeite, sal, pimenta [algo mais ou menos como essa receita]. Nessa eu misturei o molho de amêndoa com um pouquinho do pesto, depois salpica um punhado de sementinhas de abóbora ou girassol tostadas por cima, outro tanto de ervas frescas picadas, uns tomatinhos cortados ao meio e, bon appétit, aproveitar!