polenta com molho de tomate [fresco]

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Estou com dois hóspedes em casa, dois rapazinhos de 16 anos, filhos de duas grandes amigas que já viveram aqui em Davis. Eles estão passando férias, visitando com amigos, relembrando os velhos tempos, comendo todos os rangos que sentiam saudades. Outro dia um deles me disse—Fê, estou louco pra comer sua comida, você tem tanta coisa gostosa na sua cozinha! Então fiz um almoço caprichado pra eles. Como um deles é vegetariano, pensei num prato substancioso, porém agradável para uma refeição de verão. Fiz a polenta no dia anterior e na hora de servir grelhei rapidamente na churrasqueira. Queria servir com um molho, mas não queria nada quente nem pesado. Improvisei um molho feito com tomates crus que ficou simplesmente o fino da bossa. Ficou tão bom, que eu e o Uriel devoramos as sobras com pão no lanche da noite.

Para a polenta, usei os corn grits bem rústicos. Numa panela coloque três xícaras de água, um pouquinho de sal e um pouquinho de azeite e deixe ferver. Jogue 1 xícara de farinha para polenta e deixe cozinhar por uns 5-10 minutos, mexendo de vez em quando. Desligue o fogo, deixe esfriar uns minutos e coloque a polenta numa forma ou refratário. Se fizer de um dia pro outro, como eu fiz, cubra e guarde na geladeira. Minutos antes de servir, corte a polenta em quadrados e grelhe na churrasqueira ou grelha de fogão por alguns minutos de cada lado. Sirva com o molho de tomates crus.

Para o molho e tomate, bata no liquidificador ou processador duas xícaras de tomates orgânicos bem maduros, um punhado de orégano fresco, sal, pimenta do reino moída e azeite. Bata tudo, coloque numa molheira e sirva sobre os quadrados grelhados de polenta.

polenta taragna com alho-poró

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Sem paciência para pensar em nada mais complicado que ferver água e jogar algo dentro, mas necessitando de uma comida reconfortante, optei pela polenta, acompanhada por alho-poró refogado. Pronto! A polenta taragna—que é uma mistura de milho e trigo sarraceno, com uma cor linda e textura densa, foi cozida somente na água. Eu pensei em usar um caldo de galinha [ou melhor, de peru] que fiz na segunda-feira, mas passei em branco, como eu sempre faço. Oh well, com água ficou tão bom quanto. Refoguei o alho-poró numa mistura de azeite e manteiga, tasquei umas pitadas de sal. A polenta ganhou uns pedacinhos de queijo azul de Point Reyes, que derreteram e sumiram na massa. O jantar perfeito, para esse meio de semana um bocado atribulado.

torta de pêssego, polenta e tomilho

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Adorei a idéia dessa torta, que me conquistou por causa dessa mistura bem interessante de ingredientes—polenta, tomilho, limão e pessêgo. Resolvi fazer para um almoço que tivemos em casa no domingo. Ficou bem diferente e não decepcionou. Foi a primeira vez que usei tomilho numa receita doce e agora fiquei realmente entusiasmada.

Peach and Thyme Polenta Tart
massa:
1 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de polenta/cornmeal
1/4 xícara de açúcar
1/4 colher chá de sal
2/3 xícara de manteiga (11 colheres de sopa), gelada e cortada em cubinhos
1 ovo batido
recheio:
1 xícara de creme de leite fresco
10 raminhos de tomilho fresco [usei o tomilho limão]
1 limão amarelo
3 gemas de ovos
1/4 xícara de açúcar
Uma pitada de sal
5 pêssegos bem firmes cortados em fatias bem finas
farofa:
5 framos de tomilho fresco
2 colheres de sopa de polenta/cornmeal
1 colher de sopa de açúcar

Misture a farinha, polenta, sal e açúcar. Usando os dedos ou um processador, vá acrescentando a manteiga à mistura, até conseguir uma mistura grossa. Misture o ovo e forme uma bola. Embrulhe em plástico e deixe na geladeira por pelo menos 45 minutos.
Com um descascador de legumes, remova a casca amarela do limão, tomando cuidado para não descascar a parte branca. Coloque o creme de leite numa panela e leve ao fogo. Deixe chegar ao ponto de fervura e desligue o fogo. Acrescente as cascas do limão e os dez ramos de tomilho. Tampe e deixe em infusão por pelo menos 30 minutos.

Pré-aqueça o forno em 400ºF/205ºC. Quando a massa estiver bem gelada, abra e forre uma forma redonda de fundo removível com ela. Deixe descansar por uns minutos e então leve ao forno por uns 8 minutos, até que ela fique levemente dourada. Retire do forno e deixe esfriar. Abaixe a temperatura do forno para 325ºF/162ºC.

Passe o creme de leite por uma peneira para remover as cascas do limão e os ramos de tomilho. Numa vasilha bata bem as gemas, o açúcar e a pitada de sal. Acrescente o creme de leite e bata bem.

Prepare a farofa, misturando as folhinhas de tomilho [remova dos galhos delicadamente com os dedos], a polenta e o açúcar. Misture bem e acrescente pingos de água com cuidado, vá mexendo com os dedos ou um garfo, até formar uma farofa.

Arrange os pêssegos na forma sobre a massa, começando pelo centro e formando uma flor, as fatias se sobrepondo. Coloque o molho por cima dos pêssegos, salpique com a farofa e leve ao forno por mais ou menos 40 minutos, até os pêssegos ficarem macios e o creme ficar firme. Retire do forno, deixe esfriar e desenforme. Espere mais ou menos uma hora para servir. Eu servi no dia seguinte.

polenta com carne refogada

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Fui caminhar no Arboretum quando cheguei em casa do trabalho e como a temperatura hoje chegou na máxima de 26ºC, as duas milhas e meia de camelagem me fizeram até suar. Fui avisada que jantaria sozinha – ele até dá um suspiro quando diz que tem muita coisa pra fazer. Já estou acostumada, nossa rotina incluí dias assim. Zanzei um pouco pela cozinha, olhando o que tinha na geladeira, o que tinha na despensa. Outra rotina. Tinham em mente fazer uns aspargos lindos que vieram na cesta orgânica, mas vai ficar pra amanhã, ou depois. Resolvi fazer polenta, pois ainda estou nessa fase, que está demorando pra passar.
Desta vez a combinação de ingredientes na geladeira rumou para um refogado de carne para acompanhar a polenta e foi feito do modo mais simples. A receita vai ser à moda antiga: refoga-se lá meia cebola num azeite, acrescenta-se os pedaços de carne, que no meu caso já estavam cozidos, mas podem ser crus, depois joga-se umas cenouras cortadas na diagonal. Quando estiver tudo refogadinho, joga-se um bom copo de vinho tinto e depois outro bom copo de molho de tomate. Pode usar molho em lata ou vidro, mas eu recomendo um desses deliciosos feito em casa, sobra de outro dia guardada no tupperware, ou apenas uma lata de tomates em conserva, desses sem sal, sem tempero, batido num liquidificador. Jogua-se um raminho de orégano fresco, sal e pimenta do reino a gosto. Deixa reduzir.

Enquanto a carne refogava no molho que engrossava, eu escrevi um texto para o meu blog de cinema sobre Jean Arthur, uma das minhas atrizes favoritas – lovely, lovely!

Quando a carne ficou pronta, com um molho bem denso, preparei a polenta do modo mais simples, com sal e um fio de azeite na água fervendo – 3 xícaras de água, 1 xícara de polenta. Quando ela encorpou, acrescentei um queijo cremoso, mas sinceramente nem precisava. Comi um pratão sentada no escuro, usando uma colher e acompanhando tudo com um copo enorme de vinho branco.

polenta com queijo asiago

Receita inventada, mas ficou realmente boa. Salvou a patria do jantar, e foi um excelente acompanhamento para a sopa de frango à caçadora!
3 xícaras de caldo de legumes
3 xícaras de água
2 xícaras de milho de polenta
2 colheres de sopa de crème fraîche
1 xícara de queijo asiago ralado
1 pitada de sal
Ponha o caldo de legumes, a água e o sal numa panela em fogo alto. Quando ferver, abaixe o fogo e jogue o milho da polenta. Mexa vigorosamente com um batedor de arame, tomando cuidado para não empelotar. Siga o tempo de cozimento do pacote – o meu foi cinco minutos, um pouco mais. Desligue o fogo e coloque o crème fraîche e o queijo asiago ralado. Mexa bem até o queijo derreter. Leve ao forno médio por uns 10 minutos. Essa polenta fica cremosa, no ponto certo para acompanhar a carne com molho. First-class!

Baked Polenta with Mushrooms and Gorgonzola

Estava procurando freneticamente uma receita vegetariana diferente para ser o prato principal dos que não fossem comer o peru e encontrei essa de polenta na edição de novembro de 2006 da revista Real Simple. Ficou ótima e todo mundo comeu e elogiou.

Refogue 1/2 quilo de cogumelos crimini no azeite com 2 echalotas [shallots] picadas. Acrescente sal, pimenta do reino e tomilho e reserve. Faça a polenta na quantidade desejada, acrescentando um pouco mais de água na receita básica [eu usei a da embalagem da polenta], pois ela deve ficar molinha. Aqueça o forno em 350ºF/176ºC. Quando a polenta ficar pronta, acrescente, 1/2 xícara de cream cheese e 1 xícara de queijo gorgonzola em pedaços. Teste o sal e acrescente mais, se achar que precisa. Acrescente os cogumelos refogados e leve ao forno por uns 15 minutos, até o gorgonzola derreter. Eu fiz tudo numa panela só, de ferro, do fogão ao forno e também à mesa, que essa panela tem cacife pra subir ao palco!

Uma belíssima polenta

Apesar de eu ser descendente de italianos, na minha casa nunca se fez muita polenta. O macarrão sempre foi o elemento forte e dominante da nossa cultura carcamana. Li ou ouvi que a polenta é mais comum no norte da Itália e minha família veio do sul – Potenza. Além da falta de familiaridade com esse prato, eu ainda tinha um certo preconceito com relação à sua preparação, pois eu sempre achei que dava uma trabalheira sem fim. Imaginava o feitio da polenta envolvendo horas de trabalho intenso, mexendo o fubá sem parar num tacho de ferro com uma colherona de pau. Aquela coisa de criar músculo e suar bicas. Lembro de ter ido uma vez à uma festa típica de uma comunidade tirolesa perto de Piracicaba e como chegamos tarde, ficamos a ver navios, sem comer, pois a venda da polenta tinha se esgotado. Ficamos parados lá no meio da muvuca sentindo o cheirinho e vendo bandejas cheias de pratos com o creme amarelo acompanhadas de frango passarem pra lá e pra cá, sobre as nossas cabeça. Prometemos voltar no próximo ano e comprar os ingressos para a comida antecipadamente, mas nunca fizemos. Embora eu adorasse comer os quadradinhos fritos nas churrascarias, a polenta pra mim sempre foi um prato meio desconhecido, que nunca tive a chance de realmente apreciar.
De vez em quando eu comprava no supermercado uns rolos de polenta pronta, que eu tentava fritar e matar um pouco da vontade de comer aquelas deliciazinhas fritas dos restaurantes brasileiros. Mas nunca consegui replicar a guloseima. Outro dia, olhando a seção das farinhas no Co-op, vi a farinha própria para polenta e decidi que deveria largar mão de ser frescona e arriscar um pouquinho mais nas minhas receitas. Pelas instruções da embalagem, aquilo não parecia ser um bicho-de-sete-cabeças. Comprei um pacote, apertei a ponta do nariz prendendo a respiração e tchiiguuun, mergulhei nas águas desconhecidas da preparação desse tradicional prato italiano.

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Nas fotos a polenta já é quase finita! Quando o Uriel falou brincando – essa é a piada da hora aqui em casa agora – você não vai tirar uma foto, já estávamos quase acabando de almoçar. Mas resolvi registrar o evento mesmo assim!
Polenta da Italiana do Sul
Ponha 3 xícaras de água com sal para ferver numa panela de ferro. Quando ferver, adicione 1 xícara da polenta e vai mexendo até engrossar com um batedor de arame – uns 5 minutos, nem chega a cansar! Quando já estava bem grossinha, juntei umas mini-linguiças cortadinhas em rodelas e uma colher de sopa de cebolinha picada, que era o que eu tinha na geladeira. Eu fiz tudo numa panela só, pois sou assim, sempre me arranjo pra ter menos coisas pra lavar. Usei uma panela que vai ao forno. Então por cima da polenta coloquei uma camada de molho de tomate bem grosso – usei um que fiz dos meus tomates da horta e congelei. Penerei o molho pra não ficar nenhum pedacinho de tempero. Por cima do molho coloquei fatias de dois tipos de queijo – Panela e Provolone, que era o que eu tinha na geladeira. Coloquei no forno por uns 30 minutos. Ah, ficou tão boa que nem acreditei! Eu fiz polenta! Eu fiz polenta!

Bolo rápido de polenta com limão e tomilho

Estava com essa receita engatilhada desde que recebi a edição de setembro da revista Martha Stewart Living. De hoje não podia passar, então me meti a assar um bolo, mesmo estando meio cansada e pensando em ir logo pra cama ver filmes e [tentar] ler um pouquinho da minha pilha de livros. O título da receita em inglês diz pão, mas o resultado é um bolo bem compacto com uma textura bem leve e úmida. O sabor dominante é de limão e o cornmeal contribui com a crocância. Está difícil parar de comer!

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Polenta quick bread with lemon and thyme
3/4 xícara [1 1/2 tabletes] de manteiga sem sal amolecida
1/3 xícara de farinha de trigo
3/4 xícara de açúcar
1 colher de sopa de raspas de limão [amarelo]
2 colheres de sopa do suco de um limão [amarelo]
3 ovos grandes
1 colher de sopa da tomilho fresco
1 xícara de cornmeal [um fubá um pouco mais grosso – mas acho que fubá funciona bem]
1 colher de chá de fermento em pó
3/4 colher de chá de sal grosso
1/4 xícara de pine nuts [pinoles] tostados

Pré-aqueça o forno em 325ºF/165ºC. Unte buma forma de pão com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Na batedeira coloque a manteiga e o açücar e bata em velocidade média por 3 minutos, até formar um creme bem claro. Acrescente as raspas do limão e misture por mais um minuto. Vá adicionando os ovos um a um e batendo. Adicione o suco de limão e o tomilho. Adicione a farinha, o cornmeal, o fermento e o sal e misture bem. Coloque 2/3 das pine nuts. Coloque a massa na forma untada, salpique com o resto das pine nuts e asse por 50 minutos. Deixe esfriar numa grade.