torta simples de tomate

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Tenho comido muitas refeições sozinha—almoço e jantar, pois meu marido está viajando novamente. O ingrediente que mais tenho usado é justamente o mais abundante neste momento. Os tomates. Tem sido um ôba-ôba de gazpacho, saladas de tomates coloridos, pão com tomate e azeite, macarrão com tomate fresco e manjericão polvilhado com queijo parmesão ralado, e é claro que não poderia faltar uma torta de tomates. Para essa eu usei uma massa folhada comprada pronta feita apenas com manteiga e farinha de trigo da marca Dufour. Foi só estender a massa, fazer um risco nas margens para fazer a moldura, cobrir com uma mistura de queijo de cabra e ciboulettes, uma camada de fatia de tomates orgânicos super maduros, sal e pimenta do reino moída a gosto e um fio de azeite. Vai ao forno em 365ºF/ 185ºC até a massa ficar dourada. Sirva quente, morna ou fria. Essa torta ficou enorme e deu para várias refeições e ainda sobrou para o Gabriel levar pra casa dele.

rubis & catchup

Na edição de fevereiro de 1981 da revista Food & Wine, uma enquete perguntava à alguns famosos da época qual tinha sido a sua refeição romântica mais memorável. A melhor resposta, na minha opinião foi a do Andy Warholcomendo um hamburguer com fritas num MacDonald’s com a Paulette Goddard, porque ela estava usando seus rubis e eles combinavam com o catchup. Ha ha ha ha! Genial!

pão rápido de laranja

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Esse é um daqueles famosos pão de minuto—que não é exatamente um pão, mas passa muito bem por um deles. E para algo feito tão rapidamente, o resultado fica muito bom. Não é um pão doce, portanto é perfeito para ser devorado com geléia. Eu comprei uma geléia de pink grapefruit no Farmers Market, que estou comendo tudo sozinha, de tão boa. Combinou perfeitamente com esse pão rápido de laranja.

3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1colher de chá de sal
4 colheres de sopa de manteiga
1/3 xícara de geléia de laranja [orange marmalade]
1 xícara de leite
1 colher de chá de suco de limão

Pré-aqueça o forno em 350°F/ 176ºC e unte uma forma de pão com manteiga.

Numa vasilha média misture a farinha, o fermento e p sal. Numa panela pequena coloque o leite e a manteiga e leve ao fogo médio somente até a manteiga começar a derreter. Remova do fogo, adicione a geléia e bata com um batedor de arame, até a geléia dissolver. Deixe esfriar e adicione o suco de limão.

Adicione a mistura de leite à mistura de farinha e misture bem, até ficar uma massa. Coloque na forma e leve ao forno por uns 40 minutos, até o pão ficar bem dourado. Remova do forno e da forma. Deixe esfriar numa grade antes de cortar.

salada de salsão & tofu

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Juntar dois ingredientes bem sem graça e fazer uma salada bem deliciosa é realmente uma grande façanha, que só pode ser executada pela mágica da culinária. O tofu e o salsão, temperados com especiarias, ficam deliciosos nessa receitinha perpetrada pelo minimalista Mark Bittman.

faz 4 porções
1 xícara de óleo de amendoim [*usei de semente de uva]
1 pedaço de gengibre de 5cm cortado em fatias grossas
1 pauzinho de canela
3 cravos
1 colher de chá de sementes de coentro [coriander]
1 colher de chá de sementes de cominho [cumin]
4 anis estrelado
1 colher de sopa de pimenta Sichuan [*usei pimenta preta]
1/4 xícara de pimenta vermelha em flocos
Sal a gosto
1 maço de salsão chines cortado em fatias [*usei salsão comum]
150 gr de tofu prensado cortado em tiras [*usei tofu super firme]

Numa panela coloque o óleo e aqueça em fogo médio. Quando começar a borbulhar, junte o gengibre, canela, cravos, sementes de coentro e cominho, anis estrelado, pimenta em grão e flocos de pimenta. Remova do fogo e reserve. Deixe descansar por elo manos 1 hora—preferívelmente de 2 a 3 horas. Coe o óleo para remover os temperos.
Numa panela com água salgada fervendo, jogue o salsão e cozinhe por 1 minuto. Coe e lave rapidamente com água fria.

Misture o salsão com o tofu, tempere com o óleo, sal a gosto e sirva.

cooking with Zelda

Quando a editora Harper & Brothers pediu para a escritora Zelda Fitzgerald contribuir com uma receita para o Favorite Recipes of Famous Women, ela escreveu—”Veja se há bacon e se houver, pergunte à cozinheira qual a melhor panela para fritá-lo. Então pergunte se há alguns ovos, e se houver tente persuadi-la a cozinhar dois deles poché. É melhor não tentar fazer torradas, pois elas queimam facilmente. Também, no caso do bacon, não coloque o fogo muito alto, ou você terá que sair da casa por uma semana. Sirva, preferivelmente, em pratos de porcelana, embora pratos de ouro ou madeira possam ser usados, se estiverem à mão.”

as cozinhas de M.F.K. Fisher

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Quem conhece a grande escritora gastronômica M.F.K. Fisher vai entender o meu entusiasmo por este livro. Quem não conhece, precisa sair correndo [agora!] e ler pelo menos um texto dessa mulher. How to Cook a Wolf, An Alphabet for Gourmets, The Gastronomical Me, entre muitos outros livros da autora, são leitura imprescindível para quem gosta de culinária e gastronomia.

Já li muita coisa dela, mas corri pegar o livro da Joan ReardonM.F.K. Fisher among the Pots and Pans [Celebrating her Kitchens] na biblioteca e depois de algumas páginas lidas, comprei o volume, pra ter na minha biblioteca. Neste livro, a historiadora de culinária faz um apanhado de todas as cozinhas onde Mary Frances cozinhou em toda a sua vida etinerária, entre a Califórnia e Provence. O livro começa com as casas da infância, onde Mary Frances começou suas aventuras na cozinha. No decorrer dos anos, ela muda de cidades e de países inúmeras vezes e em muitas ocasiões se viu cozinhando num fogareiro com apenas uma panela.
Reardon descreve, não somente as cozinhas, mas também as comidas que Mary Frances cozinhava e comia. O livro é uma delícia de ler, especialmente se você já estiver por dentro dos detalhes da vida da escritora, e não precisar entender muito bem os outros acontecimentos, fora da cozinha.

As ilustrações das casas e cozinhas de Mary Frances, feitas em aquarela, decoram o livro com detalhes de delicadeza.

Queria transcrever muitas partes do livro aqui—das toalhas de mesa de linóleo quadriculado, as porcelanas decoradas com flores cor de rosas e a comida que despertou os sentidos de Mary Frances ainda criança, até o diário que ela manteve na sua última casa, onde recebia hóspedes e visitas e anotava tudo o que ela servia e o que cada um comia.

Ela nunca fez aulas de culinária, cozinhava de maneira absolutamente simples, colocando os ingredientes frescos e sazonais em primeiro plano. Sempre recusou ser rotulada com jornalista ou autora de livros de culinária. E nunca se considerou uma criadora ou seguidora de receitas, uma professora ou interprete das escolas francesas. Mary Frances era uma sensualista. Ela acreditava apenas no prazer imenso proporcionado pelo ato de comer e beber.

»tudo sobre M.F.K. Fisher que já rolou por aqui.

gelado de chocolate [amargo]

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Já tinha feito um sorvete de cacau com cereja e outro de menta com chocolate, que nem pode contar como chocolate, pois usei apenas as cacau nibs. Mas nunca tinha feito um sorvete apenas com chocolate. Falha no currrículo, que só pode ser desculpada pela minha preferência pelos gelados de frutas. Desta vez não me escapou. A receita é do jornal NYTimes—bittersweet chocolate ice cream. Minha única modificação na receita foi usar um chocolate com 100% de cacau e aumentar um pouco a quantidade de açúcar.
faz 1 litro
2 xícaras de creme de leite fresco
1 xícara de leite integral
1/2 xícara de açúcar
1/8 colher de chá de sal kosher
250 gr de chocolate amargo [de preferência 72% cacau)
1 colher de sopa de rye, bourbon ou rum [*usei rum]
Numa panela sobre fogo médio aqueça o creme, leite e açúcar, mexendo bem para o açúcar dissolver. No processador pulse o chocolate até ficar bem picado. Adicione uma xícara da mistura de leite quente no chocolate e pulse até ficar um creme liso. Coloque a mistura de chocolate no restante do creme, adicione o rum, mexendo delicadamente. Coloque a mistura na geladeira. Quando estiver bem gelada, coloque na sorveteira. Transfira para um recipiente de vidro co tampa e leve a congelador por 2 horas. Retire do congelador uns minutos antes de servir.

sweet peppers

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Eu gosto de pimentão—dos verdes, vermelhos, roxos, amarelos e multicoloridos. Mas eu não saio do meu caminho para comprar, preparar ou comer esse legume. Porém, todavia, contanto, num belo dia parei na banquinha de uma família de fazendeiros no Farmers Market exatamente por causa deles. Essa família faz parte dos meus favoritos no mercado, onde paro toda semana pra ver o que eles tem de novidade ou diferente. É uma banca pequena, com produtos que tem cara de que vieram de uma pequena fazenda ou sítio. Gosto muito disso. Comprei os pimentões, e confesso sem acanhamento, porque achei lindos! E não ficou só nisso, vejam só o que aconteceu uns dias depois—eles ficaram assim mais bonitos ainda!

bolo de ruibarbo & limão

Estava com muita vontade de fazer um bolo. Depois de um monte de chatices de saúde—uma gripe chinesa e uma misteriosa intoxicação alimentar, fiquei muitos dias só nos bolo-ruibarbo-limaorangos fáceis e repetidos—gazpachos, saladas, pão com tomate, fatias de melancia, peixe grelhado, macarrãozinho. Neste final de semana finalmente consegui assar um bolo, e fiz com ruibarbo pois tinha um saco dos caules frescos esperando para serem usados. Tenho muitas receitas com ruibarbo guardadas, mas escolhi esta de lemon buttermilk rhubarb bundt cake da talentosa Hannah do blog Honey & Jam. Tenho certeza que o ruibarbo pode ser substituído por outra fruta que não solte muito líquido, como maça ou pêra. Eu fiz o glacê já achando que ele seria demais e estava certa. Se você curte doçuras, manda bala. Mas o bolo pra nós já estava perfeito sem a camada extra de açúcar.

para o bolo
2 1/2 xícaras [mais 2 colheres de sopa] de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de sal marinho fino
1 xícara de manteiga sem sal [2 tabletes de 113 gr]
1 3/4 xícaras de açúcar
Raspas da casca de 1 limão
3 ovos
1/2 colher de chá de óleo ou extrato de limão [*usei o extrato]
3/4 xícara de buttermilk
500 gr [3 xícaras] de ruibarbo descascado e cortado em fatias
para o glacê de limão
2 xícaras de açúcar de confeiteiro
Suco de 1 limão
1 colher de sopa de manteiga sem sal amolecida
Misture todos os ingredientes muito bem e jogue sobre o bolo.

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Pré-aqueça o forno a 350ºF/ 176ºC. Unte uma forma estilo bundt.
Peneire a farinha, o fermento e o sal numa vasilha. Reserve. Na batedeira, bata a manteiga, o açúcar e as raspas de limão até formar um creme bem leve, mais ou menos uns 5 minutos. Adicione os ovos, um de cada vez, raspando a massa dos lados da vasilha com uma espátula. Junte o extrato de limão. Junte a farinha, alternando com o buttermilk—comece e termine com a farinha. Vá raspando as beiradas com uma espátula e batendo até todos os ingredientes ficarem bem incorporados. A massa va ficar bem grossa.

Misture as 2 colheres de sopa extras de farinha com as fatias de ruibarbo e revolva bem com uma colher. Junte metade do ruibarbo enfarinhado à massa. Coloque a massa na forma untada e coloque o resto do ruibarbo por cima. Leve ao forno por mais ou menos 1 hora, ou até o bolo ficar dourado por cima e bem cozido por dentro. Remova do forno e deixe descansar por uns 30 minutos. Inverta e cubra com o glacê de limão.

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*quero mostrar com mais detalhes esses pratinhos que comprei na thrift store por uma merreca que nem vou dizer quanto, pois ninguém vai mesmo acreditar. achei tão brejeiros, com os bichinhos e as folhas e espiga de milho. eles são da Williams-Sonoma e estão perfeitos.