mini bolinho de limão e tomilho

mini-bolinho-limao_2S.jpg

mini-bolinho-limao_3S.jpg

mini-bolinho-limao_4S.jpg

Na mesma revistinha Delicious Living de onde tirei a torta de marmelo [maçã] estava também essa receita. Fiquei curiosa para testar a farinha de coco. Hoje em dia são tantas farinhas diferentes na seção de farinhas do supermercado—de arroz branco ou integral, grão de bico, feijão preto e feijão branco, batata, quinoa, fava, aveia, ervilha, teff, millet, amaranto, sorghum, soja, amêndoa, avelãs, tapioca, eteceterá. Pra fazer esses bolinhos vai uma quantidade minima de farinha, então sobrou bastante farinha de coco para testar com outras receitas. Dicas serão bem-vindas. E esses mini bolinhos ficaram super gostosinhos.

1/4 xícara de farinha de coco
1/4 colher de chá de sal marinho
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 xícara de óleo [*a receita indica o de sementes de uva, mas pode ser qualquer outro]
1/4 xícara de nectar de agave [ou mel]
2 ovos
1 colher de sopa de folhinhas de tomilho fresco
1 colher de sopa de raspas da casca de um limão

Pré-aqueça o forno em 350º F/ 176ºC. Numa vasilha média misture a farinha de coco, o sal e o bicarbonato de sódio. Numa outra vasilha pequena bata os ovos, o óleo e o agave. Misture os ingredientes molhados com os secos. Junte o tomilho e as raspas de limão. Misture. Coloque a massa, uma colher de sopa em cada forminha de mini muffin. Asse por 8-9 minutos, ou até os bolinhos ficarem bem dourados e cozidos. Deixe esfriar antes de servir.

pasta de berinjela [assada]

pasta-berinjela2_1S.jpg

Fiz essa pasta de berinjela inúmeras vezes. Fica uma delícia, pra comer com pão árabe torradinho, chips naturebas, torradas, bolachinhas, o que você quiser. Já fiz grelhando as berinjelas na churrasqueira e no forno. Das duas maneiras dá certo e fica ótimo. Acho que na churrasqueira o processo é mais rápido e deixa a polpa da berinjela com um sabor mais intenso, mais defumado, Mas fazendo no forno também dá certo.
Normalmente uso de 2 a 3 berinjelas. Mas pode-se fazer mais, pois essa pasta se conserva muito bem e por muitos dias na geladeira. Você pode variar as ervinhas e adicionar ou não as frutinhas secas.

2 ou 3 berinjelas médias
1 colher de sopa de tahine [pasta de gergelim]
Suco e raspas de meio limão
Azeite a gosto
Sal a gosto
Uma pitada de pimenta vermelha
Ervinhas frescas picadas a gosto
[*já fiz com salsinha, ciboulettes e até coentro]
Um punhadinho de berberis secas [zereshk]

Coloque as berinjelas lavadas e inteiras no forno [ou na churrasqueira] pré-aquecido em 400ºF/ 205ºC e asse, virando as berinjelas durante o processo, até que a casca fique bem tostada e escura. Remova do forno, deixe esfriar e remova toda a casca das berinjelas. Você pode fazer isso com bastante antecedência, até dias antes, e guardar a polpa assada numa vasilha com tampa na geladeira.

Para preparar a pasta, amasse bem a polpa da berinjela assada com um garfo, tempere com o limão, tahine, azeite, sal e pimenta. Junte as frutinhas secas e as ervinhas picadas. Guarde na geladeira até a hora de servir. Se quiser, pode decorar com sementes frescas de romã.

é sempre bom agradecer

abo-amarela_mini.jpg macasnovas-mini.jpg perasnovas_mini.jpg

Em exatamente uma semana teremos as celebrações do Thanksgiving por aqui. Esse é, sem a menor dúvida, o meu feriado favorito no ano. Troco dez Natais por um Thanksgiving. E vou dizer porque. É que me sinto uma privilegiada por tudo o que tenho, nem preciso listar aqui, mas garanto que é muito. E por isso acho super importante esse negócio de agradecer. Nem precisa ser nada formal, um pensamento apenas basta—putzgrila, muito obrigada por tudo!

Neste ano não vai ter nada de especial. Nem mesmo o infalível peru. Decidi que não quero lidar com sobras, portanto vou assar um frango caipira, que abocanhei outro dia no Co-op e que guardei no congelador para esperar uma ocasião especial. Nosso esquema de Thanksgiving mudou um pouco, depois de quase dez anos de celebrações realizadas na casa da ex-sogra do Gabriel. Com ela aprendi muitas maneiras de apreciar essa festividade.

O Thanksgiving pra mim tem a cara do outono, que aqui é demorado, lindo e está no seu ápice no final de novembro. Nessa época estamos inundados pelas mais lindas cores de amarelo, vermelho e dourado. E apesar de já estar frio, ainda não está aquele cinza úmido miserável do inverno. É um momento realmente especial e muito auspicioso, que junta uma tradição culinária, com uma reunião de família. Comidas gostosas, calor humano. O dia de dizer obrigado está chegando e apesar de ainda não ter muitos planos esquematizados, eu já estou entrando no clima de antecipação e animação.

pesto de verdura

pesto-verdura_1S.jpg

Começa o frio e o número de verduras na minha cesta orgânica semanal triplica. Nesta semana contei 7 [SETE] tipos diferentes de folhas verdes. Lord have mercy—não é fácil! Fico o inverno inteiro praguejando e correndo atrás de receitas diferentes e criativas pra usar tanta clorofila. Mas sei que estou errada reclamando, pois essas folhas verdes têm bastante nutrientes para manter o meu corpo saudável nesses meses cinzentos. E é por causa delas que acabo descobrindo receitas maravilhosas como esta da Heidi Swanson. Fiz duas vezes, da primeira vez usando um macarrãozinho tipo parafuso, e depois com este da foto, tipo fita. Das duas vezes não teve sobras.

serve de 4 a 6 porções
4 dentes de alho
4 chalotas pequenas [*usei meia cebola roxa]
1 maço de verdura
[*usei um tipo de couve chamada komatsuna, mas pode usar qualquer tipo de folhas verdes—kale, couve, espinafre, folhas de beterraba, etc]
1/3 xícara / 80 ml de azeite extra virgem
1/3 xícara de queijo de cabra
2 colheres de sopa da água do cozimento do macarrão [*opcional]
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
Suco de limão [*opcional]
350 g de macarrão seco
Tomilho fresco

Numa panela grande, coloque água e bastante sal e leve ao fogo até ferver. Quando ferver, adicione os dentes de alho e a cebola [ou chalotas] e deixe cozinhar por uns 2-3 minutos. Junte as folhas de verdura e deixe por uns 10 segundos. Remova tudo com uma escumadeira e coloque num processador de alimentos. Na água fervendo na panela, jogue o macarrão da sua preferência e cozinhe até ficar al dente. Enquanto o macarrão cozinha, bata a cebola, alho, verdura, o azeite e o queijo de cabra no processador até formar um creme. Se precisar, junte um pouco da água do cozimento do macarrão. Pra mim não precisou. Tempere com sal e pimenta. Se quiser adicione o suco do limão. Escorra o macarrão e tempere com o pesto. Sirva decorado com folinhas de tomilho fresco e um pouquinho de queijo de cabra esmigalhado com os dedos.

torta de marmelo

torta-marmelo_2S.jpg

torta-marmelo_1S.jpg

Nem sei pra que assino tanta revista, se é nas que são distribuidas de graça na porta do supermercado onde acho as receitas mais interessantes. Neste caso foi mais uma vez a Delicious Living que trazia várias sobremesas, bolinhos e cookies usando farinhas diferentes. nectar de agave, tudo muito leve e saudável. A primeira receita que decidi fazer era uma torta de maçãs, mas eu resolvi usar marmelos, que estão lindos e onipresentes pelos mercados nesta época do ano. Quando coloquei o primeiro bocado dessa torta na boca me senti transportada para um passado remoto, quando almoçava em restaurantes macrôs e naturebas. Foi uma experiência até um pouco nostálgica. A torta não fica suntuosa, mas é extremamente saborosa. Com uma massa deveras simpática e um recheio sem complicações. para quem gosta de apreciar o sabor da fruta, sem misturas de cremes e outras firulas.

recheio
4 marmelos [ ou maçãs Granny Smith] descascados e cortados em fatias finas
1 colher de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de araruta [ou maizena]
1/4 xícara de nectar de agave [ou mel]
3/4 colheres de sopa de canela moída [*omiti]
massa de baunilha e pecan
3/4 xícara de pecans [*usei nozes]
5 tâmaras sem semente [* usei 1 caqui pequeno maduro]
1 fava de baunilha [ou 1 colher de chá de extrato de baunilha]
2/3 xícara de farinha de amêndoa [ou amêndoa moída fina]
1/8 colher de chá de sal
1 ovo

Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Coloque as pecas [ou nozes] e as tâmaras [ou a polpa do caqui] no processador e pulse até moer tudo bem. Corte a fava de baunilha ao meio com a ponta de uma faca e remova as sementes. Coloque as sementes no processador [e guarde as favas no açúcar] e pulse novamente. Junte a farinha de amêndoa, o ovo e o sal. Continue pulsando até formar uma massa mais ou menos firme. Unte uma forma de aro removível de 9-inch/ 22 cm com manteiga. Espalhe a massa na forma com os dedos, alisando bem. Espete a base com o garfo e leve para assar por 10-12 minutos ou até a massa ficar ligeiramente dourada. Remova do forno e deixe esfriar.

Abaixe a temperatura do forno para 350ºF/ 176ºC. Numa vasilha grande misture bem as fatias de marmelo [ou maçãs] com o suco de limão, a araruta, o agave e a canela [*eu omiti]. Espalhe as fatias por cima da massa pré-assada. Se juntou sucos na vasilha, despeje sobre a torta. Cobra com papel alumínio e leve ao forno por 50 minutos, até a fruta estar bem cozida. Deixe esfriar antes de servir.

gelatina de maracujá

gelatina-maracuja_1S.jpg

De repente deu vontade de comer uma sobremesa refrescante e cremosa, então coloquei o agar-agar em ação. Adoro esse ingrediente, porque ele transforma qualquer suquinho/leitinho/liquidozinho numa gostosura comestível em menos de trinta minutos. Para fazer essa gelatina, medi mais ou menos 2/3 de xícara de suco concentrado de maracujá e completei com néctar de agave até chegar a 1 xícara exata. Coloquei essa mistura de suco e agave numa panela, misturei bem com um batedor de arame e juntei um envelope de agar-agar [4g ou 1 colher de sopa]. Levei ao fogo médio até ferver. Desliguei o fogo e juntei à mistura, 1 xícara de kefir. Mexi bem com o batedor de arame, coloquei num refratário molhado com água e levei à geladeira. Depois foi só cortar em quadradinhos com uma faca e servir em tacinhas. Pra comer com garfo! »o agave pode ser substituído por mel e o kefir por iogurte natural.

na fazenda Yamaguishi

Chegamos na fazenda orgânica Yamaguishi em Jaguariúna às 8:30 da manhã de um dia que prometia ser esbaforento e quente. Mas naquela hora o frescor ainda imperava e assim que desci do carro respirei um ar que me pareceu imensamente familiar. Não sei explicar exatamente o que era aquele cheiro conhecido, de coisa fresca, de infância, de tempos bons, de riacho transparente, de mangueira carregada de fruta, de terra molhada e grama pisada. Avistamos uma casa grande rodeada de um varandão que me pareceu a sede administrativa e lá batemos para perguntar pelo moço que iria nos ciceronear naquela visita.

Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi

Eu, minha mãe e meu irmão fomos recepcionados por uma senhora, que nos ofereceu um café. Foi o tempo de brincar com o gato e olhar um pouco ao redor e já chegou o Romeu, com quem eu tinha trocado breves mensagens de e-mail. Não teve muitos salamaleques para agendar uma visita. Fui ao website da fazenda, cliquei no e-mail de contato e escrevi dizendo que queria visitar a Yamaguishi e que uns amigos, professores da Unicamp, tinham me recomendado que eu falasse com o Romeu. Dias depois estávamos lá, muito bem recebidos logo pela manhã para um convercê e depois uma extensa caminhada, com direito a explicações detalhadas sobre tudo e respostas para todas as minhas perguntas.

A fazenda Yamaguishi tem 60 hectares de mata replantada e 37 de mata original. Eles fazem entregas de cestas de produtos orgânicos à domicílio e participam também de várias feiras em Campinas e região. Oferecem 66 variedades de legumes e verduras, que podem ser escolhidos ao gosto dos clientes. O Romeu explicou que as estações não muito rigorosas do Brasil possibilitam a produção ininterrupta de muitos produtos, que são oferecidos quase que durante todo o ano. A sazonalidade é muito mais flexível, devido ao clima mais ameno. Nada é produzido em estufas, tudo saí dos imensos canteiros espalhados pela extensão da fazenda. E dali também saem o ano todo frutas como laranja, banana e maracujá. A fazenda Yamaguishi dispõe seus produtos com os de mais 17 agricultores orgânicos da região, que formam o Grupo Mogiana. Eles promovem cursos, e treinamentos, dividem experiências e técnicas, que são praticadas por todos. A variedade dos produtos oferecidos pela Yamaguishi é também graças à essa organização de produtores. O grupo também participa de um planejamento de produção com os agricultores convencionais, para ajudar com controle de pestes, preservação do meio ambiente e divulgação de técnicas de agricultura orgânica e sustentável.

Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi

Nossa caminhada pela fazenda nos deixou de língua de fora e com o queixo caído. São apenas 27 pessoas cuidando da produção de legumes, verduras, frutas e de um montão de galinhas. Todos vivem em casinhas dentro da fazenda e todos administram o negócio conjuntamente. Na Yamaguishi não tem chefe, não tem dono, todos são iguais pela filosofia que é aplicada no dia-a-dia. O Romeu nos explicou como eles controlam as pestes sem químicos, como re-usam o excedente, reaproveitam tudo, fazem rotação da lavoura, preservam o rio e a mata, e os animais silvestres que vivem por lá. Eu deveria ter levado um gravador, pois foi muita informação pra memorizar. Uma das coisas que me chamou a atenção foi a lindeza dos canteiros, folhas enormes, brilhantes, quase sem nenhum ataque de bichos e o Romeu contou que isso é resultado de anos das práticas orgânicas. A fazenda já tem 22 anos e serve 800 clientes das cestas entregues semanalmente, mais as feiras e o suprimento de lojinhas, como a Macróbios de Campinas. A fazenda recebe visitantes comuns, grupos de escolas e tem também umas atividades abertas ao público nos finais de semana. É só escrever ou ligar pra eles e perguntar.

Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi

Mas a parte da fazenda que mais me impressionou foi a dos galinheiros. De longe avistamos o imenso gramado todo cercado com arame, onde as galinhas ciscam livremente das 10 da manhã até às 5 da tarde. É um espaço cercado por razões óbvias—não dá pra deixar centenas de galinhas soltas pela fazenda, expostas à predadores e depois ficar catando os ovos botados ali, aqui e acolá. Eles têm um esquema super bem organizado, com galinheiros espaçosos onde os franguinhos moços e as franguinhas moças crescem primeiro em espaços separados. Na fase adulta eles finalmente se juntam, um bando de galinhas e um seleto número de vigorosos galos. Os ovos são fertilizados, fruto do ciclo natural da vida. Mas o Romeu contou que apesar das galinhas estarem em maior número, quem escolhe o galo são elas, portanto são elas que realmente mandam no galinheiro. Entramos em alguns deles onde naquela hora matinal as penosetes ainda estavam botando ovos. Cada galinheiro tem um compartimento onde as galinhas entram e ficam lá, quentinhas e fechadinhas, colocando os ovinhos em total privacidade. O Romeu quis nos mostrar um deles e para nossa surpresa, antes de abrir bateu na porta do compartimento explicando que todos os outros funcionários também faziam o mesmo, em sinal de respeito, para avisar as galinhas de que elas iriam ter a privacidade invadida. Como adentrar um quarto de moçoilas enquanto elas estão fazendo a toilete, com um toc toc toc e um discreto com licença para mostrar respeito.

Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi

O Romeu foi nos mostrando tudo, pegou o solo do galinheiro com as mãos, explicando que aquilo iria adubar os canteiros da fazenda. Nunca vi terra tão limpa. Naquela hora um dos funcionários estava deixando os sacos de ração nas portas dos galinheiros. A ração é feita lá mesmo na fazenda, vimos a lista dos produtos—nada de porcariadas, nada de artificial, nem de químico, só ingredientes naturais. As galinhas comem até casca de ostra, que ajuda a deixar a casca do ovo mais durinha. Vimos também o pessoal pegando os ovos [e batendo na porta e pedindo licença antes], a limpeza e armazenamento, depois o empacotamento dos ovos fresquinhos que vão para as cestas domésticas ou para os mercadinhos. Os ovos da Yamaguishi são realmente de galinhas saudáveis e felizes—eu posso dizer isso, pois fui lá e vi!

Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi
Fazenda Orgânica Yamaguishi Fazenda Orgânica Yamaguishi

Saí da fazenda Yamaguishi um bocado entusiasmada, porque pude ver com meus próprios olhos, e caminhando e sujando o meu calcanhar de terrão vermelho, o trabalho bacanérrimo que tem sido feito ali com os orgânicos. Muita gente me diz que onde mora não tem orgânicos, que é difícil, eteceterá e tals. Mas eu tenho certeza que tem muito agricultor, pequeno ou grande, fazendo coisas muito bacanas, como o pessoal da Yamaguishi já está fazendo ali nas imediações de Campinas há várias décadas. O truque é começar a procurar. Olhar em volta, fazer muitas perguntas, se informar, se conectar, montar uma rede e ajudar a divulgar—quem vende os legumes, o leite que entrega em casa, o queijo, os ovos, aquele sitiante que aceita encomenda de galinha ou de um porquinho. E assim vamos devagarzinho saindo daquela imposição dos grandes produtores e distribuidores, e vamos mudando um bocado da nossa alimentação e da nossa vida, pra melhor!