mini-cozinha do Rui Gassen

panelinhas_rui_3S.jpg
panelinhas_rui_2S.jpg
panelinhas_rui_1S.jpg
Na mala do Uriel chegou uma caixinha vinda do Rio Grande do Sul, que tinha sido enviada para Campinas com a maior delicadeza gentileza pela querida Mariângela Gassen. Quando comecei a cuidadosamente remover as pecinhas de cerâmica que estavam enterradas no meio de uma serragem especial, fui tendo uma surpresa atrás da outra. Alguém deveria ter filmado a minha reação de prazer e felicidade. Eu já tinha visto as fotos das panelinhas feitas pelo marido da Mariângela, o talentoso ceramista Rui Gassen, no Come-se da Neide. Mas de perto elas são mais delicadas, perfeitas e adoráveis. E neste caso, elas são MINHAS!! Ainda não sei o que vou fazer com elas, mas quero deixá-las sempre à vista, bem protegidas daquele gato aprontão, é lógico. Muito obrigada Mariângela e Rui!
*para quem quiser encomendar peças bacanosas, lindas e esclusivas feitas pelo Rui Gassen—51-3024-8956 ou rgassen@terra.com.br

Thanks Feast

thanksgiving08_1S.jpg
thanksgiving08_3S.jpg thanksgiving08_11S.jpg
thanksgiving08_5S.jpg thanksgiving08_6S.jpg
thanksgiving08_2S.jpg
thanksgiving08_8S.jpg thanksgiving08_7S.jpg
thanksgiving08_9S.jpg
thanksgiving08_10S.jpg

Nosso almoço ajantarado de Thanksgiving aconteceu no final na casa da Melissa e Bill, que são grandes amigos do Gabriel e Marianne—a Melissa é amiga de infância da Marianne. Como eles moram na mesma vizinhança, foi fácil carregar o peru e os outros rangos, incluindo a minha sobremesa que ficou enorme. A Melissa preparou uns hors d’oeuvres com queijos diversos, bolachinhas, frutas e trufas. O menu incluiu o peru assado, cranberry sauce, gravy, o stuffing servido separado, purê de batata, ervilhas cozidas, cenouras caramelizadas, rodelas de batata-doce assadas na manteiga, salada de folhas verdes com pêra e nozes e um gratinado de abóbora com queijo de cabra. A minha sobremesa foi um trifle de chocolate com laranja, e tinha uma torta de abóbora e sorvete de baunilha feito em casa. Eu levei um Merlot excelente da vinícola Pine Ridge. A Reidun levou outros vinhos e bebidas espumantes e a Melissa comprou um vinho de romã armênio para servir com a sobremesa que ninguém gostou muito…

a metodologia do peru

besuntando_peru_1S.jpg
besuntando_peru_2S.jpg
besuntando_peru_3S.jpg
besuntando_peru_4S.jpg
Minha nora Marianne não é como eu, que soca o peru de molho no vinho d’alho por uns dias, depois recheia o dito cujo com alguma mistura interessante e adocicada, embrulha tudo em fatias de bacon, põe no forno e vai fazer outras coisas, beber vinho, conversar, até o bicho ficar torradinho e com cara de pronto. Minha nora usa receita para assar um peru e é uma receita metódica. Primeiro ela faz o recheio tradicional—o stuffing, também com receita e depois de rechear o bicho, ela amarra e prende os orifícios, de modos que tudo fique em seu devido lugar e cozinhe uniformemente. Dai ela separa a pele da carne com as mãos e coloca ali fatias de manteiga e ervas frescas. Depois ela rega tudo com vinho branco e então a grande jornada de assar o peru se inicia. Tudo é pesado e calculado de acordo, e ela fica as tantas horas que o peru vai levar pra ficar pronto besuntando o bicho de vinte em vinte minutos com um bom azeite de oliva extra virgem. Ele não assa nem de mais, nem de menos. Fica perfeito, pois o truque da besuntação deixa a carne extremamente úmida, sem aqueles ressecamentos comuns que acontecem com carnes de aves. O liquido que ela coleta na parte de baixo da forma é transformado num molho—o gravy. E antes de servir ela corta o bicho todo em partes, tudo caprichado e arrumado de uma maneira bonita numa bela travessa.

very grateful

thankyou08_2S.jpg

thankyou08_3S.jpg

thankyou08_6S.jpg

O Thanksgiving é a celebração que eu mais gosto, porque não é nada mais que reunir a família, comer coisas gostosas e agradecer por tudo que temos. E eu só tenho o que agradecer. Neste ano teremos um almoço aqui em Davis, na casa do meu filho. Eu já preparei minha sobremesa e às onze da manhã a Marianne vai colocar o seu famoso peru, que é assado lentamente besuntado na manteiga e ervas, no forno. Para o blog, eu sempre tiro essas fotos matinais da minha mesa de trabalho, que é a minha mesa da cozinha. Adoro passar minhas manhãs ali, lendo e fazendo planos culinários. Um feliz Thanksgiving para todos e muito, muito obrigada por tudo!

na onda verde

rango_whole_foods_1S.jpg
Eu e a Leila fomos bater pernas nos shoppings finos da bossa de Roseville e paramos no supermercado Whole Foods para um ranguinho rápido. Esse é o supermercado verde que foi criticado pelo Michael Pollan no O Dilema do Onívoro, por corromper a filosofia dos orgânicos, dobrando-se aos moldes das grandes corporações. Eu não faço compras no Whole Food, pois o mais próximo de mim ainda fica muito longe. Sem falar que tenho a sorte de ter o melhor Co-op do planeta a poucos blocos da minha casa, além do Nugget, um supermercado local bacanérrimo de propriedade de uma família de Woodland. Não sinto nenhuma falta de ter um Whole Foods por perto, mas tenho que admitir que a estrutura deles é bem bacana. Para o nosso almoço nos servimos das comidas dos buffets, que você escolhe dentro uma variedade quase infinita de estilos. Fiquei um pouco confusa na hora de escolher, pois escolher não é uma atividade que eu faço com leveza e precisão. Mas no meio da muvuca que estava a área de comida pronta daquele supermercado, tentamos decidir entre sanduíches feitos na hora, fatias de pizza saidas do forno, pães, queijos, saladas de todos os tipos com inúmeros molhos e toppings, comida indiana, mexicana, soul e comfort food, rangos tipicos de thanksgiving, cozinha libanesa, chinesa, japonesa, italiana, tailandesa, muitos tipos de sopas, eteceterá. Escolhi falafel com humus picante e mini pita breads com uma salada de pepino. A Leila comeu um rango indiano. Ainda tivemos que nos concentrar noutro esforço de decisão para escolher uma bebida, entre milhares de opções interessantes.
O Co-op e o Nugget de Davis também oferecem tudo isso, apenas numa escala menor. Eu adoro o olive bar do Co-op e no Nugget piro o cabeção com os pães da padaria deles e os queijos maravilhosos que eles oferecem. Todos esses supermercados têm outro detalhe em comum, além de servir comida pronta numa variedade incrível e com opcões para todos os gostos, culturas e dietas. Eles são supermercados verdes, as embalagens e pratos são feitos com papel reciclado e recicláveis, e há a opção de usar seu próprio container ou vasilhas de cerâmica, eles não oferecem copos de plástico e os talheres são biodegradáveis. Todos surfando macio na onda verde, que é sem dúvida uma onda muito auspiciosa.

um porquinho bem popular

Com minha mãe ao telefone, falávamos sobre comida. Ela me contava que tinha feito a receita da torta de tomate, mas tinha modificado um pouco a massa, e que ia fazer a torta de frango com abóbora. Depois contou do almoço do domingo na casa da minha irmã, que teve um menu diferente. Ao invés da macarronada de sempre, minha irmã preparou o frango piccata que foi servido acompanhado de um purê de feijão branco, que meu cunhado preparou baseado numa receita de um livro que ele ganhou de aniversário. É de um chef inglês, ela acrescentou. Gordon Ramsay, eu perguntei? Não, ela respondeu. É um que eu acho meio porco. Ah, o Jamie Oliver? Sim, esse mesmo! O que cozinha com as unhas sujas? Sim, ele é bem sujinho mesmo. HAHAHAHAHAHA! Gargalhadas profusas dos dois lados do telefone. Bom, felizmente tenho o respaldo da minha mãe, não foi só eu que reparou nas unhas sujas do porquinho popular….

sopa de batata & espinafre

batata-espinafre_2S.jpg

Essa sopa foi improvisada no desespero, quando guardando um sacão de folhas de espinafre lavadas na geladeira, vi que ainda tinha outro sacão, muito maior, esperando para ser usado. Usei batatas cozidas que bati no liquidificador com um bom caldo de legumes. Refoguei as folhas de espinafre rapidamente num fio de azeite, só até elas murcharem. Bati o espinafre cozido junto com o creme de batata. Coloquei numa panela, salguei a gosto e deixei ferver. Na hora de servir, reguei o creme com um fio de azeite especial. Minha sopa ficou bem grossa, pois eu não quis diluir com mais caldo e acabar com um balde de cinco litros e, consequentemente, com mais sobras na geladeira. Ela ficou bem espessa—e com essa cor verdona incrível!

chocolate cupcakes

cupcake_choc-MS_1S.jpg

Eu queria fazer uns bolinhos para trazer no trabalho, já que é a semana do Thanksgiving e eu preciso agradecer meus colegas por serem pessoas bacanas de conviver, e por fazerem o ambiente de trabalho um lugar tranquilo, sem nenhum problema de relacionamento. Essa receita da Martha Stewart, que está no seu livrão novo —Martha Stewart’s Cooking School, foi perfeita, pois faz uma batelada de cupcakes. Lá diz que faz 24, mas pra mim deu 36! E é tudo feito numa só vasilha, por isso o nome sugestivo de one-bowl chocolate cupcakes. Essa receita também pode ser usada para fazer dois bolos redondos de 20 cm, que devem ser assados na mesma temperatura de forno por 45 minutos.

1 3/4 xícara de cacau em pó puro, sem açúcar
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
2 1/2 xícaras de açúcar
2 1/2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 1/4 colher de chá de fermento em pó
1 3/4 colher de chá de sal
2 ovos caipiras grandes, mais uma gema grande
1 1/4 xícara de água morna
1 1/4 xícara de buttermilk
1/2 xícara mais 2 colheres de sopa (1 1/4 tablete) de manteiga sem sal, derretida e esfriada
1 1/4 colher de chá de extrato de baunilha

Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte ou coloque forminhas em duas formas de muffins de 12 cada. Numa vasilha bem grande misture todos os ingredientes secos, cacau, farinha, açúcar, bicarbonato, fermento e sal e bata com um batedor de arame. Junte os ingredientes líquidos, os ovos, a água, o buttermilk, a manteiga derretida e a baunilha e bata bem por uns 3 minutos até obter uma massa bem lisa. Distribua nas forminhas, enchendo em apenas 2/3. Asse por uns 20 minutos. Desenforme e deixe esfriar numa grade.