as boas compras—ninguém é de ferro!

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Quando participei daquela yard sale onde levei o bolo de figos da Elvira, não vendi quase nada—eu estava vendendo pela Brazil in Davis. Mas imaaaagineee só se eu iria voltar pra casa sem comprar nada! Sou uma gastona, uma compradora compulsiva. Mas pelo menos essas coisinhas foram baratotais. Na verdade nem comprei tudo. A linda colher de pau e a latinha francesa eu ganhei. A toalhinha foi $0,50 cents, o livro $0,25 cents, a cesta foi $1,00 pataca e ainda tem um bowl de cerâmica belíssimo, que não saiu na foto, mas me custou apenas $1,00 green buck e estou usando praticamente todos os dias.

menuteca

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Um link que é pura diversão—a coleção de menus de restaurantes da Biblioteca pública de Los Angeles. Digite o ano – comece por 1920, por exemplo, e navegue pelos menus autênticos dos restaurantes da época na cidade. Compare os preços—onde se pode comer com $0,50 cents em L.A. hoje? Analise os pratos dos menus, a carta de vinhos. É uma verdadeira viagem! Entre lá com tempo, pois você vai ficar muitas horas bisbilhotando. Delightful!

molho de azeitonas pretas

Num sábado comprei dois filés grandes de bacalhau fresco e preparei essa receita de sumac crusted cod with black olive sauce. Infelizmente o prato não fez o sucesso que eu esperava que fizesse. Na minha opinião o molho de azeitonas, mais o sumac, ficou exagerado. O bacalhau fresco é um peixe bem carnudo e leve, não combinou com temperos tão vigorosos. Não ficou do nosso gosto e, infelizmente, não conseguimos comer o que sobrou, que acabou indo pro… [ai!].. lixo…

No entanto sobrou uma parte do molho de azeitonas, que não usei para servir acompanhado do peixe por razões óbvias—o do tempero já estava demais. Guardei na geladeira e resolvi usar como molho de salada. Ficou ótimo numa salada de folhas verdes variadas. Mas quero experimentar com abobrinha.
Molho de Azeitonas Pretas
1/3 xícara de azeitonas pretas descaroçadas
1 filé de achova/aliche ou 1 colher de chá de pasta de anchova
1 xícara de azeite extra virgem
1 dente de alho
1 ramo de tomilho
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de vinagre de laranja* não estava na receita original, mas eu acrescentei para a salada
Bata tudo no liquidificador ou processador até ficar um molho bem liso e espesso. Mantém-se bem na geladeira por muitos dias.

Orzo com tomates

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Eu conheci uma pessoa que dizia que, segundo a cabala, a terça-feira era o dia mais próspero da semana. É um argumento compensador, pois a terça-feira só não é mais desanimadora que a segunda-feira—convenhamos!

Então para serenar a fome, o calor e o cansaço de uma terça-feira atrapalhada no trabalho, que me rendeu até uma sovaqueira, já fui pra casa com o menu do jantar decidido e concluido na minha cabeça. Iria fazer um orzo, temperado com as dezenas de tomatinhos cerejas que eu tinha colhido no dia anterior da minha horta. Alho, azeite e manjericão, pra ajudar a temperar. Queijo ralado pra arrematar. E assim foi feito, rápido, sem esquentar a cozinha nem a cachola, e o resultado foi compensador. Comfort food, na melhor acepção da palavra.

apenas um cacho de uva

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A uva nunca ocupou uma posição elevada na minha lista de frutas favoritas. Mas eu gostava bastante da variedade vermelha que comia na minha infância e adolescência. Uva pra mim sempre teve gosto de Natal. E a uva que consumíamos durante as festas de final de ano era aquela com casca firme, que tinha que mastigar e cuspir, muito caldo e muitas sementes. Alguém me disse que aquela variedade é mais comum pra se fazer vinho. Aqui é praticamente impossível achar daquele tipo de uva pra comprar. Encontrei uma semelhante quando estive na França. Era a variedade Moscatel. As que eu compro aqui na Califórnia são doces demais, com casca finíssima, carnudas e com pouco caldo e sem sementes, como essa que comprei no Farmers Market. Não têm gosto de Natal e me fazem arrepiar pelo seu excesso de doçura.

para fazer [mais] gelo

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Na minha casa não há forminhas de fazer gelo, pois tenho uma daquelas super-úteis geladeiras com um mecanismo interno que faz automaticamente toneladas de cubinhos. Mas quem consegue resistir à essas coloridas e charmosas, de estrelinhas e coraçõezinhos, que te seduziram com mil piscadelas cativantes, quando você passou inocentemente na frente da prateleira onde elas estavam? E por apenas $1,99 cada, na IKEA.

torta de palmito

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Duas cozinheiras de mão cheia, a Ana e a Eliana, fizeram essa receita com sucesso, então foi essa mesma a escolhida para ser o prato principal no meu jantar de sábado, para convidados vegetarianos.

Já estou meio cansada de dizer isso, mas não tem jeito: tive dificuldades com a massa. Eu sei que a culpa é minha, sei lá que raios acontece na hora de medir os ingredientes, mas sempre me enrosco. Desta vez me deu um certo desespero, porque a torta era a protagonista do jantar. Mas no final ela assou bem, apesar de não ter ficado bonita—oh, well…

A massa é qualquer coisa de saborosa. Mesmo com o estresse de sempre que tenho fazendo massas, essa vai pra categoria das massas básicas. Ela tem uma textura quase que de massa folhada e o iogurte faz a diferença.

A receita, como está na Eliana, com as adaptações da Ana:

Massa
2 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
150 g/ 1 tablete de manteiga
180 g / 3/4 xícara de iogurte natural
1 colher (chá) de sal
1 gema para pincelar
Recheio:
3 colheres (sopa) de azeite
1 cebola picadinha
1 tomate inteiro picadinho
280 g de palmito (usei o palmito já picado)
1/2 xícara (chá) de azeitonas picadas
1 lata/ 1/2 xícara de ervilha (se preferir pode usar congelada que acho melhor)
1/2 xícara (chá) de salsa e cebolinha picadinha
220 g de requeijão cremoso – 6 trângulos de queijo tipo polenguinho, da vaquinha risonha ou cream cheese
1 colher (sopa) de farinha de trigo
Sal e pimenta a gosto

Comece preparando o recheio que deve ser utilizado frio. Aqueça numa panela o azeite e refogue a cebola só até ficar transparente (não é para dourar), junte o tomate e deixe criar um caldinho no refogado, adicione o palmito, a ervilha, as azeitonas o sal e a pimenta e deixe cozinhar por alguns minutos. Acrescente o requeijão cremoso a salsa a cebolinha e farinha de trigo e mexendo deixe cozinhar por mais alguns minutinhos ele fica com textura de creme. Transfira para outra vasilha e deixe esfriar completamente.
Massa: Em um recipiente coloque a farinha de trigo (reserve um pouco) a manteiga, sal e o iogurte. Misture com as mãos (nesse momento se for necessário utilize a farinha reservada). Deixe descansar por 20 minutos tampada com um paninho ou um filme plástico. A seguir polvilhe com farinha um saquinho plástico aberto, coloque metade da massa e polvilhe a massa com farinha e cubra com outro saquinho plástico aberto e com auxilio do rolo de massa comece abrir a massa o ideal é que não fique grossa. Cubra o fundo e as laterais de uma assadeira de 22cm de aro removível e coloque o recheio frio. Abra o restante da massa seguindo o mesmo processo e cubra a torta, pincele com a gema e leve ao forno a 180ºC/355ºF por vinte minutos.

Sopa de milho com queijo de cabra e shiitake

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Procurando desesperadamente por receitinhas bacanas para um jantar que eu iria fazer no sábado, achei nos meus bookmarks um link para a Vejinha São Paulo com receitas especiais de vários chefs de restaurantes brasileiros. Gostei muito desta receita da chef Tatiana Szeles. O resultado ficou bem interessante. Servi morninha, quase fria.
1 cebola média picada
4 colheres (sopa) de azeite virgem
400 g de milho pré-cozido congelado
1,5 l de leite integral
200 g de shiitake cortado em lâminas
Sal a gosto
100 g de queijo de cabra tipo boursin
Sopa: refogue a cebola no azeite. Acrescente o milho e refogue por 10 minutos. Junte o leite, tempere com sal e deixe cozinhar por mais 20 minutos. Espere amornar, bata no liquidificador e coe.
Sauté de shiitake: aqueça o azeite numa frigideira, junte o shiitake, tempere com sal e refogue por 5 minutos ou até que fique macio.
Montagem: reaqueça a sopa, coloque num prato fundo e sirva com o queijo de cabra e o sauté de shiitake.

panna cotta de baunilha e amora

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Para não sair do meu habitual “modus operandi” de preparar uma receita, pesquisei incansávelmente e encontrei muitas variações para a feitura da panna cotta. Escolhi essa bem simples, que adaptei aos meus ingredientes. Queria usar uma berry, que inicialmente seria a framboesa, mas sei lá por que acabei optando por amoras. Não foi uma boa escolha, pois elas estavam muito maduras e algumas tinham uns carocinhos mais duros. Mas o creme ficou muito saboroso e mesmo a molenguice das frutinhas não comprometeu o sabor. O Gabriel comeu duas porções, e isso é um ótimo sinal. Usei as baunilhas do Tahiti que ganhei do Garrett.

1 litro de creme de leite fresco
14 gramas de gelatina em pó sem sabor
1/2 xícara de leite
1 xícara de açúcar de confeiteiro
1 colher de chá de extrato de baunilha ou favas de baunilha

Raspei duas favas de baunilha e coloquei, favas picadas e sementes, em 1 litro de creme de leite fresco. Deixei descansar por um tempo e acrescentei 1 xícara de açúcar de confeiteiro. Polvilhei dois envelopinhos de 7 gr cada um de gelatina em pó sem sabor em 1/2 xícara de leite integral e deixei a gelatina dissolver. Esquentei a mistura de creme de leite com baunilha e cozinhei em fogo baixo por uns minutos. Não deixei ferver. Retirei do fogo e coei, para retirar as favas da baunilha. Voltei ao fogo baixo e acrescentei a gelatina dissolvida no leite, misturei bem com um batedor de arame. Retirei do fogo. Preparei os ramequins com um punhado de amoras em cada um. Coloquei a mistura de creme de leite sobre as amoras e levei à geladeira por mais ou menos três horas, quando a panna cotta ficou firme.