torta de batata doce & missô [com base de chocolate e gergelim]

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Essa foi uma das melhores sobremesas que já fiz. Não estava esperando que ficasse tão boa, mas foi um sucesso de público e de crítica. Até o Gabriel, que não é fissurado em doces, elogiou e levou um pedaço extra pra comer em casa. A textura do creme é perfeita e a massinha fica com um toque de gergelim que me agradou muitíssimo. Os experts da revista Bon Appétit não recomendam o uso de batata doce em lata, então asse a batata em casa. Eu usei a batata cor de laranja. Para a massa de chocolate, a receita pede as chocolate wafer, que são bolachinhas bem fininhas de chocolate. Mas eu não achei no meu supermercado naquele dia, então improvisei com bolacha comum [as graham crackers, mas pode ser a maisena ou maria] e deu certinho. Juntei duas colheres de cacau em pó sem açúcar e voalá!

para a massa de chocolate e gergelim:
6 colheres de sopa de manteiga sem sal
1/4 xícara de açúcar mascavo claro [*usei o de coco]
1/3 de xícara de sementes de gergelim pretas
150 gr bolachas de chocolate [ou bolachas comum + 2 colheres de sopa de cacau em pó puro sem açúcar]
1 pitada de sal kosher
para o recheio:
2 batatas doces pequenas [cerca de 1/2 quilo]
1/2 xícara de açúcar mascavo claro
3 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida
2 colheres de sopa de missô branco
2 gemas de ovos caipiras grandes
1 ovo caipira grande
1 xícara creme de leite fresco

Faça a massa. Aqueça a manteiga e o açúcar mascavo em uma panela pequena, mexendo para dissolver o açúcar, até que a manteiga derreta. Enquanto isso, moa bem as sementes de gergelim no pilão ou num mini processador. Moa bem as bolachas num processador de alimentos, despeje a mistura de manteiga, adicione o sal e gergelim e pulse para combinar. Pressione a mistura de biscoito firmemente no fundo e nos lados de uma forma para torta. Leve ao congelador por 20-25 minutos. Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176°C. Asse a massa por 15-18 minutos. Remova do forno e deixe esfriar.

Faça o recheio. Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176°C. Asse de batata doce sobre uma assadeira coberta por papel alumínio por 50 – 60 minutos. Corte a batata longitudinalmente e deixe esfriar. Retire a polpa com uma colher, deve dar cerca de 1 xícara ou um pouco mais. Pulse a polpa cozida no processador de alimentos. Numa vasilha separada bata o açúcar mascavo, a manteiga derretida e o missô. Adicione as gemas de ovo e ovo inteiro e bata para incorporar. Misture o puré de batata doce e em seguida o creme de leite fresco. Reduza a temperatura do forno para 300°F/150°C. Despeje o creme sobre a massa assada. Leve ao forno e asse por 50 – 60 minutos. Pode dar uma girada na torta no meio tempo. Remova do forno e deixe esfriar completamente antes de servir. Pode servir com creme chantilly ou sorvete de baunilha se quiser. Eu não quis.

*para agilizar eu comecei primeiro colocando a batata pra assar, depois fiz a massa e assei a massa junto com a batata. Quando a massa assou, a batata já estava quase pronta.

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batata e nabo assados
[com harissa e laranja]

batata e nabo assados

Fiz essa receita no ano passado pra poder gastar um monte de nabos que chegavam sem parar na cesta orgânica. Tem uma época que é simplesmente insuportável, eu fico me rebolando pra fazer coisas diferentes com eles, porque mesmo sendo nabos, eles são alimentos e são orgânicos, não vou jogar fora. Fiz muitas saladas e pickles. E então o mágico Ottolenghi came to the rescue com essa boa ideia. Não vou mentir que fica a coisa mais maravilhosa do mundo, mas gasta os benditos nabos e nós comemos e até que gostamos.

1 quilo de nabos descascados e cortadas em cubinhos
500 gr de batatas descascadas e cortadas em cubinhos
1 cabeça de alho, dentes separados e descascados
1/2 colher de chá páprica doce
1 colher de chá de sementes de cominho
1 e 1/2 colher de sopa de harissa
Casca raspada de 1 laranja
2 colheres de sopa de azeite
Sal a gosto
Folhas verdes para servir [agrião, alface, rúcula]
para o molho
2 colheres de sopa de suco de laranja
1 colher de sopa de suco de limão
2 colher de chá de sementes de erva-doce tostadas e levemente esmagadas
3 colheres de sopa de azeite

Aqueça o forno a 425ºF/ 220ºC. Leve uma panela grande de água salgada para ferver, adicione os nabos, as batatas e o alho, e deixe ferver por 6 minutos. Escorra, refresque com água fria e seque com um pano ou papel toalha.

Coloque os legumes pré-cozidos em uma assadeira grande e misture com a páprica, o cominho, a harissa, a casca de laranja, o azeite e um pouco de sal. Asse por 40 minutos, virando a cada 15 minutos ou mais, até que os legumes estejam cozidos e dourados. Retire e reserve por 10 minutos para esfriar um pouco.

Enquanto os legumes estiverem assando faça o molho. Coloque os sucos cítricos em uma tigela pequena com as sementes de erva-doce e um pouco de sal. Adicione o azeite e vá mexendo lentamente com um batedor de arame, até o molho ficar totalmente homogeneizado.

Na hora de servir, coloque uma cama de folhas verdes numa travessa grande—eu usei folhas de alface, que era o que eu tinha, coloque os legumes assados por cima, regue com o molho e sirva.

batatas vienenses

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No final de semana em que comprei o livro Plenty da Diana Henry, preparei uma refeição completa só com receitas dele. Quantas idéias legais! Uma delas foi essas batatas, que eu achei simplesmente o máximo. No livro ela recomenda cozinhar as batatas em água antes de fritar, mas eu fritei direto e achei que ficou muito bom. Fiquei com medo das batatas desmancharem se fritasse já cozidas. Não sei, se alguém quiser arriscar, depois me conta.
1 e 1/2 colher de sopa de óleo vegetal
500g de batatas cortadas em pedaços pequenos
2 colheres de chá de sementes de cominho
1 e 1/2 colher de chá de páprica picante
1 e 1/2 colher de chá de páprica doce
50ml de sour cream
1 e 1/2 colher de sopa de pickles de pepino [*eu usei limão em conserva]
1 colher de sopa de endro picadinho [*usei o seco pois não tinha o fresco]
Aqueça o óleo em uma panela grande e adicione as batatas. Frite em fogo médio até que comecem a ficar douradas. Adicione o cominho, as pápricas e sal a gosto e cozinhe por mais dois minutos, mexendo para incorporar os condimentos. Coloque as batatas em uma tigela, ponha o sour cream por cima e decore com com pickles de pepino [ou o limão em conserva como eu fiz] e o endro. Sirva.

batata doce assada com laranja
& angostura bitters

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Fasten your seat belts—vamos começar outra série obsessiva com receitas do Plenty More do Ottolenghi. Essa ficou muito boa para esse comecinho de outono, quando desejamos pratos mais substanciosos com ingredientes assados. Como todas as receitas do Ottolenghi, a combinação dos sabores é perfeita. Fiz a receita inteira, mas para duas pessoas poderia ter dividido pela metade. Usei dois tipos de batata doce, a branca e a laranja.

Suco de 4 laranjas,
80 g de açúcar mascavo
60 ml de vinagre de vinho tinto
60 ml de angostura bitters [*usei orange bitter]
1 e 1/2 colher de sopa de azeite
4 ou 5 batatas-doces, com casca, cortadas em fatias [*eu descasquei]
2 pimentas vermelhas cortadas longitudinalmente [*usei pimenta em flocos]
3 galhos de sálvia
10 galhos de tomilho
2 bulbos de alho fresco cortados ao meio na horizontal
90 g de queijo de feta esmigalhado
Sal e pimenta do reino a gosto

Pré-aqueça o forno a 420ºF/ 220ºC e forre uma assadeira com papel vegetal. Coloque o suco de laranja juntamente com o açúcar e o vinagre em uma panela e leve para ferver. Deixe ferver por um tempo, até reduzir à metade. Adicione a angostura, o azeite, sal e pimenta.

Coloque as fatias de batata doce em uma tigela grande juntamente com o alho, sálvia, tomilho e alho e despeje o suco de laranja. Misture bem e coloque na assadeira, leve ao forno por 50 a 60 minutos, virando ocasionalmente para garantir que as batatas fiquem bem revestidas no molho e ficarem caramelizadas. Retire do forno, arrume tudo em um prato e polvilhe com o queijo feta esmigalhado. Sirva quente ou em temperatura ambiente.

nhoque de batata doce

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Estou tentando vencer meus medos e receios na cozinha, um passinho de cada vez. Comecei com o macarrão e desta vez foi o nhoque. Minha irmã me passou essa receita e eu adorei a ideia, mas tive um pouco de medo do resultado ficar uma droga. Acho que só fiz um nhoque bom uma vez, uns 30 anos atrás, quando num belo dia decidi preparar um nhoque de inhame que ficou uma delicia. Depois disso não acho que consegui fazer um nhoque ficar bom, todas as tentativas ficaram bem maromeno. O segredo é não encher a massa de farinha, pro nhoque não ficar pesado nem borrachudo. Desta vez fui acrescentando farinha bem devagarinho, só até dar pra enrolar. Fiz sem medidas super exatas, como minha irmã me passou. Desta vez deu certo e ficou muito bom!

3 batatas doces grandes
1 ovo caipira
Sal a gosto
Um pouquinho de noz moscada ralada na hora
Um pouquinho de canela em pó
Farinha de trigo o quanto baste [1 xícara mais ou menos]

Cozinhar as batatas numa panela com água. Depois de cozidas amassar com um garfo ou passar pelo espremedor e deixar esfriar. Acrescente o ovo batido, sal a gosto, noz moscada a gosto e canela a gosto, vá acrescentando farinha até o ponto que não grudar mais nas mãos. Enrole tiras finas corte em pedaços de mais ou menos um 1 cm, formando o nhoque. Coloque uma panela com bastante água e sal para ferver . Quando a água estiver fervendo vai colocando os nhoques na água—quando cozidos eles sobem para a superfície e devem ser retirados imediatamente com uma escumadeira. Coloque os nhoques cozidos numa travessa e sirva com molho de sua preferência—eu escolhi fazer esse de tomates super simples—e salpique com bastante queijo parmesão ralado.

brandade de bacalhau
[brandade de morue au gratin]

brandade

Essa receita também é da revista Food & Wine e foi escolhida por ser fácil de fazer, mas ter um quê de sofisticação. É a versão provençal do chef Jacques Pépin do gratinado de bacalhau. Fica um prato bem leve, e por isso foi perfeito para o nosso primeiro dia de ano quando estávamos nos sentindo chumbados por um jet lag de seis horas.

500 gr de filé de bacalhau sem pele
500 gr de batatas
1 e 1/2 xícara de leite integral
8 dentes de alho grandes descascados
1 colher de chá de raspas da casca de um limão
2 colheres de sopa de suco de um limão
1/8 colher de chá de pimenta caiena
3/4 de xícara de azeite extra-virgem
Pimenta do reino moída na hora
2 colheres de sopa de queijo fresco Parmigiano -Reggiano ralado
2 baguettes cortadas em rodelas e torradas, para acompanhar

Um dia antes, coloque o bacalhau em uma tigela e cubra com água fria. Leve à geladeira por 24 horas, trocando a água 4 vezes.

Coloque as batatas em uma panela grande, cubra com água e deixe ferver em fogo médio por cerca de 30 minutos. Escorra e deixe as batatas esfriarem um pouco.

Enquanto isso escorra o bacalhau e transfira para uma panela. Adicione 2 litros de água e dê uma fervura. Escorra o bacalhau e volte para a panela, adicione o leite e os dentes de alho e deixe ferver. Tampe e cozinhe por 10 minutos.

Descasque as batatas e transfira para um processador de alimentos. Adicione o bacalhau, com o leite e os dentes de alho, as raspas e o suco do limão e a pimenta caiena e processe até ficar homogêneo. Com a máquina funcionando despeje lentamente o 3/4 de xícara de azeite. Tempere com pimenta do reino.

Pré-aqueça o forno a 400F°/ 205ºC . Unte levemente uma assadeira com azeite e coloquer a brandade. Polvilhe o queijo ralado por cima. Leve ao forno e asse por uns 20 minutos até dourar. Sirva com as torradas.

batata doce assada
[com pimenta & limão]

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Desde 2009 que eu tenho The Flavor Bible na minha estante e vira e mexe eu o uso para me inspirar com idéias de como casar diferentes ingredientes. Esse livro é ótimo ajudante na composição de saladas, como essa de batata doce. Assei as batatas sem pensar e planejar nada antes e fiquei olhando pra elas sem saber que direção tomar.

The Flavor Bible then came to the rescue! E me deu a ideia de temperar as batatas assadas e já frias com flocos de pimenta vermelha, raspinhas da casca e suco de um limão tahiti. Para finalizar, uma pitada de sal Maldon, um fio de azeite e tchandan—essa combinação ficou simplesmente o fino da Bossa!