

Autor: Fer GuimaraesRosa
what will Obama eat?

O menu do almoço inaugural de Barack Obama, dica da Leila:
Seafood Stew
Duck Breast with Cherry Chutney
Herb Roasted Pheasant with Wild Rice Stuffing
Molasses Whipped Sweet Potatoes
Winter Vegetables
Cinnamon Apple Sponge Cake
Um belo e simples menu, com ingredientes típicos como o arroz selvagem, a batata doce, o melado e a maçã. Na carta de vinhos, somente californianos: um sauvignon blanc 2007 da vinícola Duckhorn no Napa Valley, um 2005 pinot noir da vinícola Goldeneye no Anderson Valley e uma cuvée feita pela Korbel Champagne Cellars no Russian River Valley. O website oficial da inauguração disponibilizou as receitas do menu em detalhes neste pdf para quem quiser testá-las.
Beef Stroganoff – take II


Sempre pensei que eu deveria fazer essa versão classuda do monstruoso estrogonofe para poder fotografar. Na primeira vez que fiz essa receita, num jantar para os meus amigos Tatiana e Guilherme, não poderia imaginar o sucesso que ela faria. Esse estrogonofe não é aquele horrorendo feito com catchup e creme de leite de lata—bleargh!
A receita, que eu fiz naquele jantar e repeti muitas outras vezes, saiu da revista Everyday Food. É carninha refogada com cebolas e cogumelos frescos, temperada com uma mostarda Dijon fino da bossa, o melhor iogurte grego e servida sobre uma cama de delicados egg noodles. O modo de fazer está AQUI.
mais uma
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macarronada
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Meu irmão Carlos Augusto é o atual fazedor de macarrão da nossa família. Posso afirmar, com os meus mais de quarenta anos de prática como comedora de macarronadas, que ele faz o melhor macarrão que já comi na vida!
os favoritos da hora
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Azeites e azeitonas representam uma parte importante do nosso dia-a-dia, aparecendo constantemente no nosso vocabulário, cardápio, trabalho e lazer. Nestes últimos dias tenho trabalhado na atualização de umas páginas de controle integrado das pestes das azeitonas. Na próxima semana o Uriel tem uma reunião com os produtores de azeitonas da Califórnia. O nosso jornal local, o Sac Bee, publicou no seu caderno de gastronomia desta quarta-feira uma extensa reportagem sobre azeites e azeitonas da Califórnia. Nós nos dedicamos à iniciação da minha cunhada e do meu irmão nos prazeres do azeite extra virgem californiano, pois estamos nessa viagem já faz um tempo, provando as variedades e descobrindo os nossos favoritos. Neste momento estamos apaixonados pelo azeite feito com a variedade de azeitona Arbequina e temos consumido litros desse azeite não-filtrado comercializado pelo Olive Pit. E eu nem preciso dizer que tenho uma predileção descarada pelos azeites prensados com frutas citricas. Esse da Stonehouse prensado com lima da Pérsia foi uma descoberta fenomenal. Tenho usado ele para finalizar tudo quanto é prato. É divino! Nosso aperitivo diário antes do jantar é sempre pão e azeite. E a universidade logo terá aquela bacanérrima festa do azeite, desta vez mais caprichada, pois ela irá celebrar também o primeiro aniversário do UC Davis Olive Center. Estamos com certeza na terra do vinho, mas também na do azeite, então vamos que vamos aproveitar, né?
Dicas: Mantenha seus vidros de azeite longe da luz e do calor e consuma o mais rápido que puder, no máximo dentro de seis meses. Prefira o azeite fresco e de preferência local, que tenha esperado menos tempo entre a colheita e a prensa, não tenha viajado longas distâncias e não tenha ficado muito tempo exposto em prateleiras. Ao contrario do vinho, o azeite não envelhece com elegância, pois fica rançoso e perde seu sabor original.
eat your carrot

grão-de-bico com bacalhau

Um rango que fiz para alimentar muitas bocas. Minha alegria na cozinha é poder fazer um panelão de comida, pois estou sempre me debatendo com as quantidades, tentando diminuir receitas, agora que cozinho somente para dois e de vez em quando só para um.
A idéia veio da famosa salada de grão-de-bico com bacalhau, mas o frio me fez reformular a receita para ser servida quente. Cozinhei o grão-de-bico no dia anterior em bastante água. Achei que cozinhei demais, queria que ele tivesse ficado mais durinho. Oh, well, foi assim mesmo. Dessalguei bem o bacalhau e cortei em postas retangulares. Refoguei as pequenas postas no azeite, juntei bastante cebola cortada em lascas, deixei refogar bem, então juntei o grão-de-bico cozido e refoguei mais um pouco. Acrescentei mais azeite, sal e pimenta do reino moída a gosto e bastante salsinha picadinha. Poderia ter colocado azeitonas, mas nem lembrei. Servi quente. Comemos os restos frios no dia seguinte. Esse prato é bem versátil.
o último suspiro [do atum]
Ando cansada de dizer que ando cansada, mas realmente o que eu tenho sentido não é bem um cansaço, mas uma exaustão. E tem dias que ela ataca forte, me deixando mal humorada e sem muita destreza física e mental. Depois das festas, meu maior objetivo é conseguir limpar e esvaziar a geladeira de ingredientes que sobraram das grandes comilanças. Como tive visitas durante e depois das comemorações, precisei dobrar a quantidade de ingredientes e sempre sobra um pouco aqui, outro ali.
Durante um desses meus ataques de exaustão, resolvi fazer aquela mais do que batida e super flexível e variável salada niçoice. Usei floretes de brócolis cozidos no vapor e palitinhos de cenouras coloridas, que fez os olhinhos da minha sobrinha brilharem. Cobri tudo com aquela maionese de alho que faço com gema cozida, e dessa vez usei as raspas e suco do limão cravo, que é o meu favorito e que colho na árvore de ninguém. Cozinhei uns ovos e abri duas latas de um atum italiano conservado no azeite, que temperei com salsinha picada e reguei com o mais fabuloso azeite prensado com limas da Pérsia. Esse foi o nosso jantar, acompanhado de pão de azeitonas, amêndoas frescas, vinho tinto e água com gás.
Revelou-se que duas latas de atum para quatro pessoas foi um exagero. Guardei as sobras na geladeira, esperando pela primeira oportunidade para poder gasta-la. E ela apareceu numa outra noite, em que atacada novamente pela exaustão, abri e fechei as portas da geladeira e da despensa 8754 vezes sem conseguir pensar em absolutamente nada fazível ou comível para aquele jantar. Resolvi finalmente por um macarrão, que cozinhei num potão de água com sal. Piquei um punhado de tomates secos, outro punhado de azeitonas pretas, três talos de cebolinha e separei a sobra do atum. Quando o macarrão ficou cozido al dente, escorri, voltei tudo pra panela e acrescentei os outros ingredientes, regando tudo com uma boa quantidade de azeite extra virgem. Daí foi só ralar um bocado de queijo em cima e devorar, com um ânimo que só a fome consegue dar à uma criatura tão cansada como eu tenho estado.
capeleti no caldo
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Minha cunhada Patricia fez o capeleti no caldo [cappelletti in brodo] no mesmo jantar em que meu irmão fez o seu famoso macarrão. O capeleti no caldo foi servido como entrada. Esse prato precisa de um pouquinho mais de tempo e paciência—mais ou menos uma hora e meia para fazer capeletis suficientes para alimentar cinco pessoas. A massa foi a mesma do macarrão, só que deixada mais grossa. Usamos caldo de legumes orgânico. Ficou incrivelmente bom.
200gr de carne moída
1/4 de cebola
Um dente de alho
Dois ramos de salsa e dois de cebolinha
Sal, pimenta e noz moscada moída a gosto
2 colheres de sopa de azeite
Queijo grana padano ralado
Farinha de pão o quanto baste
1 ovo
2 litros de caldo de legumes ou frango
Refogar alho e cebola picadinho no azeite, juntar a carne moída, depois salsinha e cebolinha picadinhas, temperar com sal, pimenta e noz moscada moída. Colocar esse refogadinho no processador e bater bem com um ovo, queijo ralado e farinha de pão, até formar uma pasta. Rende bastante.
Para a massa do capeleti, meu irmão usou uma xícara pequena de farinha de trigo para cada ovo grande. Trabalhar a massa com as mãos e passar no rolo da máquina de macarrão até o número dois apenas. Deixando a massa mais grossa, o capeleti nao fura quando estiver sendo cozido.
Para fazer os capeletis, corte pequenos quadradinhos de 3 X 3 cm e coloque no meio o recheio—apenas uma bolinha do tamanho de uma ervilha. Dobre o quadradinho num triângulo, junte as duas pontas e se quiser dê uma viradinha, pra formar o “chapéuzinho” do capeleti.
Cozinhar por uns 6 minutos no caldo de legumes [ou de frango*] e servir com queijo ralado fresco. Usei o Grana Padano.
*A Patricia faz o capeleti no caldo de frango, que ela faz em casa com a carcaça que sobra do frango assado.




















