macarrão de arroz integral com curry verde fresco

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Enlouqueci quando vi essa receita e quis fazê-la na mesma hora. Só não fiz porque faltaram alguns ingredientes, que fui comprar especialmente. Adorei o sabor do curry verde fresco, sem falar que pude gastar parte de um estoque de coentro fresco que não parava de chegar na cesta orgânica e que estava acumulando na geladeira. Eu usei o macarrão de arroz integral, mas não precisa ser exatamente esse. Qualquer macarrão de arroz serve.

4 cebolinhas picadas grosseiramente
4 dentes de alho esmagados
3 pimentas verdes picadas grosseiramente
1 pedaço de 5cm de gengibre fresco picado grosseiramente
2 colheres de chá de pimenta verde em conserva [*se não achar omita, ou use alcaparras]
1/2 colher de chá de cúrcuma em pó
2 xícaras de coentro fresco [*pode adicionar com o caule]
1/3 xícara de folhas de hortelã fresco
1/4 xícara óleo de coco virgem derretido
2 latas de leite de coco
1 colher de sopa de suco de limão fresco
1 talo de raiz de erva-cidreira [capim-santo, lemongrass] as camadas duras removidas, amassado com as costas de uma faca
4 xícaras de folhas verdes [*usei lacinato kale, couve toscana]
1 colher de sopa de açúcar de coco ou mel
Sal Kosher a gosto
250 gr de macarrão de arroz
Fatias de limão para servir

No processador de alimentos pulse a cebolinha, alho, pimentas, gengibre, pimenta verde em conserva, a cúrcuma, 2 xícaras de coentro, ⅓ xícara de hortelã, e 2 colheres de sopa de água. Com o motor ligado, adicione o óleo de coco e processe até ficar uma pasta homogênea. Raspe a pasta com uma espátula para uma panela e cozinhe em fogo médio, mexendo ocasionalmente, até a pasta escurecer ligeiramente e ficar perfumada, cerca de 5 minutos. Adicione o leite de coco, o suco de limão e 2 xícaras de água e leve para ferver. Adicione a raiz de erva-cidreira. Reduza o fogo e deixe cozinhar até o liquido reduzir pela metade, por uns 25 – 30 minutos. Misture as folhas verdes cortadas em tiras. Cozinhe até murchar, cerca de 2 minutos. Misture o açúcar de coco e tempere com sal a gosto. Enquanto isso cozinhe o macarrão de arroz de acordo com as instruções da embalagem. Escorra e dividir entre os pratos. Adicione o curry sobre o macarrão e decore com folhas de coentro e hortelã. Sirva imediatamente acompanhado de fatias de limão.

bolo de cenoura e gengibre
[com sementes de gergelim]

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Fiquei louca quando vi a receita desse bolo, tive que fazer. Fui até comprar umas cenourinhas orgânicas especialmente para isso. Não vou dizer que não ficou gostoso, mas achei um pouco úmido e molenga pro meu gosto. Mesmo assim comemos tudo. Adoro sementes de gergelim, mas preferi essa receita aqui, de bolo de banana.

1/2 xícara de óleo vegetal
2 xícaras de farinha de trigo
1 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
2 colheres de chá de canela em pó
1 xícara açúcar mascavo
1/2 xícara de purê de maçã [não-adoçado]
1/3 xícara de leite de amêndoa [ou outro leite]
Um pedaço de 5cm de gengibre descascado e ralado fino
1 colher de chá de extrato de baunilha
3/4 colher de chá de sal
2 cenouras grandes [200gr] raladas no grosso
2 colheres de sopa de sementes de gergelim preto

Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176°C. Pincele o interior de uma forma de pão com um pouco de óleo. Polvilhe com a farinha de trigo, batendo bem para remover qualquer excesso. Em uma tigela pequena misture a farinha de trigo, o fermento em pó e a canela. Em uma tigela grande misture o açúcar, o purê de maçã, o leite de amêndoas, o gengibre, a baunilha e o sal. Usando uma espátula coloque a mistura de farinha sobre a mistura liquida, seguida das cenouras e finalmente o óleo. Despejar a massa na forma preparada e polvilhe a superfície do bolo com as sementes de gergelim. Cubra completamente, se precisar ponha um pouco mais de sementes. Leve ao forno e asse por cerca de 1 hora e 10 minutos. Remova do forno e deixe esfriar completamente dentro da forma antes de cortar.

frango com abóbora [e bolinhos de arroz]

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Semanas atrás fui a um evento no centro da cidade com uma amiga e entramos numa lojinha de antiguidades para encaroçar. Eu vi um display lindo com muitas abóboras e tava olhando com aquela cara de encantada, quando a dona da loja falou—essas são da minha horta e estou dando pra quem quiser levar. Nem preciso dizer que sai carregando uma delas, a mais diferentona, chamada de Turk’s Cap ou Turban Squash, de origem francesa e que tem um formato de um acorn gigante. Ela ficou enfeitando a minha cozinha até eu achar esta receita. Não foi fácil cortar e descascar essa abóbora, que tem uma casca bem dura. Agora que já sei, assarei ela inteira da próxima vez que tiver uma dessas nas mãos. A receita fica mais ou menos como uma sopa, com o frango, a abóbora, leite de coco, cúrcuma e uns dumplings feitos com farinha de arroz. Uma receita de uma indiana do sul da India, que foi morar no sul dos Estados Unidos. O resultado fica bem interessante e eu gostei muito, apesar da textura mais gelatinosa dos bolinhos de farinha de arroz, que não são a minha favorita. Como a receita faz um panelão, vou ter muitas sobras e vou poder preparar com elas muitas (( M A R M I T A S !! ))

para o frango:
2 colheres de sopa de azeite
1 frango pequeno cortadas em 8 pedaços [*usei dois peitos cortados em cubos]
1/4 xícara de farinha de trigo integral
3 chalotas cortadas em fatias finas
1 pedaço de 3 cm de gengibre fresco cortado em fatias finas
2 xícaras de abóbora crua, como kabocha, Jarrahdale ou kuri descascadas e cortadas em pedaços [* eu usei a Turban Squash, foto lá embaixo]
2 talos de aipo cortados em pedaços grandes
2 folhas de louro frescas
2 raminhos de tomilho fresco
1 colher de chá de cúrcuma em pó
1 e 1/2 colheres de chá de sal
4 xícaras de caldo de galinha [*usei água]
2 xícaras de leite de coco
15 folhas de manjericão tailandês para enfeitar [*usei o comum]
para os bolinhos
2 xícaras de farinha de arroz
1 colher de chá de sementes de cominho
1/2 colher de chá de sal kosher

Faça o frango: coloque o azeite numa panela grande e robusta Numa tigela misture os pedaços de frango na farinha de trigo. Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora. Fritar o frango no óleo quente aos poucos, não encha a panela, deixe dourar, cerca de 2 minutos de cada lado.

Retire o frango da panela e reserve. Adicione a chalota e o gengibre e cozinhe, mexendo, durante 2 minutos. Adicione a abóbora, o aipo, as folhas de louro, o tomilho, a cúrcuma e o sal. Cozinhe, mexendo, durante 1 minuto; Misture o caldo ou água. Coloque o frango de volta na panela. Cubra com uma tampa, reduza o fogo para médio-baixo e cozinhe por 15 minutos. Adicione o leite de coco e mexa delicadamente.

Faça os bolinhos: em uma tigela de tamanho médio misture a farinha de arroz, as sementes de cominho e o sal. Aos poucos, acrescente 2 xícaras de água morna na mistura de farinha de arroz para fazer uma massa macia mas que não seja pegajosa; a massa terá uma textura arenosa, um pouco frágil. Forme pequenas bolas de massa com as mãos. Rende uns 24 bolinhos pequenos.

Coloque uma cesta de vapor sobre uma panela com um pouco de água. Coloque os bolinhos na cesta. Leve ao fogo para a água para ferver, em fogo médio-alto. Deixe os bolinhos cozinharem no vapor por 8 a 10 minutos, ate eles incharem um pouco e ficarem cozidos. Eles ficam um pouco grudentos.

Coloque os bolinhos na mistura de frango, mexa delicadamente, tampe a panela novamente e cozinhe por 12 minutos. Retire do fogo. Corte o manjericão em chiffonade ou fitas finas. Sirva decorado com o manjericão.

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geléia de tomate [a moda marroquina]

No meu trabalho a conversa gira na maioria do tempo em volta do assunto comida. Acabei adquirindo uma falsa reputação que me recuso a aceitar—a de que sou uma foodie, uma gourmet. Tem gente que até diz que sou uma chef, quero desintegrar no ar de tanta vergonha. Tudo isso por causa das minhas marmitas. Noutro dia decidiram ressuscitar um evento dos tempos antigos, uma competição de geléias feitas com as ameixas da árvore abundante do quintal de alguém. A organizadora, que é diretora de um setor de comunicação, veio correndo falar comigo. Eu me recusei a fazer geléia pras pessoas julgarem, porque não tenho esse espirito competitivo, nem tenho experiência suficiente fazendo conservas. Mesmo assim ela não largou do meu pé e eu então me ofereci pra ser juíza. No meio tempo ela apareceu na minha frente com essa geléia de tomate estilo marroquino que ela faz há anos e queria que eu experimentasse e desse a minha opinião. Me deu um vidrinho e eu fui pra casa com aquela infeliz missão, me sentindo um tantinho pressionada. E se eu não gostar? Pior, e se o negócio for uma bomba incomível? Sou dessas criaturas pessimistas. Acabei levando uma rasteira bem dada quando abri o vidro incrivelmente bem selado e espalhei um pouquinho da geléia numa bolacha. Que coisa maravilhosa! Adorei as especiarias e o limão, que eu consegui morder pedacinhos! Voltei pra falar com ela:

—então, o que vai ser? você vai me dar a receita ou me vender mais desses vidros?

Ela se recusou a me passar a receita, fazendo um charme, como se fosse dona do segredo do túmulo do rei Tutankamon. Minha reação foi bem simples—FINE! a internet existe pra isso mesmo, vou achar uma receita parecida e fazer eu mesma!

Coincidentemente apareceram uns tomates heirlooms na cozinha do meu trabalho e eu [obviamente] peguei um montão. A moça da geléia me olhou com ceticismo quando eu disse que iria usar aqueles tomatões. Ela disse, tem que ser com os cerejas, mas eu não quis ouvir. Eu e mais dois colegas fizemos a geléia naquele final de semana. Quando eu coloquei todos os ingredientes na panela entrei meio em pânico, porque os tomatões soltaram MUITA água. Minha geléia cozinhou por muito mais tempo do que o esperado, mas atingiu o ponto. Eu recomendo fortemente que se use o tomate cereja. As geléias dos meus colegas não vingaram. A minha ficou bem parecida com a da moça que não quis passar a receita. Ficou deliciosa! Usei muitos tomates, dobrei a receita. Já comemos dois vidros, congelei outros dois. Ainda não aprendi como selar as conservas do jeito que eles fazem aqui, pra poder guardar fora da geladeira. Um dia chegarei lá.

Essa geléia é picante e doce, com um toque meio acido e vai muito bem com queijos. Comi com diversos tipos, dos cremosos como o de cabra, até os mais duros e fortes como o manchego. Faz um tostex maravilhoso, acompanha lentilha, couscous, frango, o que a imaginação mandar.

120 gr de gengibre fresco descascado
1/2 xícara de vinagre de maçã
1 quilo de tomate cereja
1 xícara de açúcar mascavo
1 limão cortado em fatias finíssimas, depois picado
1 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de cravo em pó
1 colher de chá de cominho em pó
1 colher de chá de sal kosher
½ colher de chá de pimenta do reino moída na hora

Coloque o gengibre e vinagre no processador de alimentos e triture bem. Transfira para uma panela robusta. Adicione os tomates, o açúcar e os limões fatiados. Ligue o fogo alto e cozinhe por 15 minutos. Adicione as especiarias, reduza o fogo e deixe cozinhar, mexendo sempre, até a mistura reduzir e engrossar. Quando a geléia estiver pronta, coloque em potes esterilizados e guarde bem fechado na geladeira ou congele.

salmão selvagem a provençal

Meu supermercado manda um e-mail semanal com ofertas para um monte de produtos e uma oferta secreta, que geralmente é algo super bom, digo, com um desconto de cair o queixo. No dia que chegou a oferta secreta pro salmão rei selvagem do Alasca corri lá para aproveitar. Era um desconto incrível, porque esse peixe é bem caro. Comprei duas postas lindas com as quais pude fazer essa receita simplíssima do Mark Bittman. Ficou absolutamente delicioso!

4 filés de salmão selvagem com a pele
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
1 colher de sopa de semente de erva-doce
1 colher de sopa de alecrim fresco picado
1 colher de sopa de raspas da casca de laranja
2 colheres de azeite ou manteiga clarificada

Tempere os filés de ambos os lados com sal e pimenta. Triture as sementes de erva-doce em um moedor de café ou especiarias e misture com o alecrim picado e as raspas de laranja. Pressione esta mistura na parte superior de cada filé. Pré-aqueça o forno a 400ºF/205ºC. Pré-aqueça uma frigideira antiaderente grande em fogo médio-alto por 3 ou 4 minutos. Adicione o azeite ou manteiga e coloque os filés, lado revestido com as sementes para baixo, na frigideira. Cozinhar por cerca de 1 minuto ou até que a mistura de especiarias forme uma crosta bem dourada. Vire os filés com cuidado e cozinhe por cerca de um minuto mais. Transfira a frigideira para o forno e deixe lá por cerca de 4 minutos a 8 minutos, dependendo do seu gosto para o cozimento. Eu sempre deixo cozinhar completamente, não gosto de nada mal passado. Remova do forno e sirva. Eu servi acompanhado de um purê de lentilhas e salada de agrião.

Salmão provençal Salmão provençal

bolo de banana & gergelim

bolo banana & gergelim

bolo banana & gergelim

Comprei banana só pra fazer esse bolo, que aqui eles chamam de pão. Mas como tem textura de bolo, eu chamo de bolo. Acho tudo que vai gergelim uma delicia, especialmente quando tem bastante sementinhas pra fazer croc-croc. Essa receita faz um bolo grande e acho que eu precisava de uma forma de pão um pouco maior. O bolo não vazou, mas cresceu e caiu para os lados formando uma borda crocante e na hora de desenformar não ficou tão bonito. Mas esse detalhe não é importante. Apenas mudei um pouco o modo de fazer pra ser mais prática e usar somente uma vasilha e o processador de alimentos.

1/3 xícara de sementes de gergelim branco
1/4 xícara de sementes de gergelim preto
4 bananas muito maduras
1 e 1/4 xícara de farinha de trigo para bolo
1/4 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal kosher
2 ovos caipiras grandes
1/2 xícara de óleo vegetal
2 colheres de sopa de tahine
1 colher de sopa de extrato de baunilha
2 xícaras de açúcar mascavo

Preaqueça o forno a 350F°/176°C. Separe 1 colher de sopa das sementes de gergelim branco e 1 colher de sopa das sementes pretas e toste em uma frigideira em fogo médio, mexendo ocasionalmente, por cerca de 5 minutos.

Numa vasilha misture a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal. Coloque as bananas em um processador de alimentos pulse até fazer um purê. Junte os ovos, o óleo, o tahine, e a baunilha no processador. Junte por fim o açúcar mascavo ao purê de banana e pulse até ficar bem misturado. Despeje a mistura de banana aos ingredientes secos, usando uma espátula e incorporando tudo delicadamente. Coloque em sementes de gergelim torradas na massa.

Despeje a massa em uma forma de pão grande untada com óleo. Polvilhe o restante das sementes de gergelim brancas e pretas por cima. Leve ao forno e asse por 60-70 minutos. Remova do forno e deixe esfriar completamente na forma. Desenforme e sirva.

salada de espinafre com cogumelo [e molho de cominho]

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Sempre que vou no mercadinho da família do Laos, numa estradinha numa das saídas da cidade, compro mais coisas do que preciso. É porque eles sempre têm produtos plantados e colhidos na horta deles, no fundo da loja. Nesse dia foi o espinafre. Comprei um sacão e fiz essa salada da Deborah Madison. O molho foi o que me atraiu. A mistura de especiarias combinou perfeitamente com a frescura das folhas verdes e o sabor terroso dos cogumelos. Como exagerei na compra dos ingredientes, refiz essa salada mais duas vezes.

1 e 1/2 colheres de chá de sementes de cominho levemente tostadas na frigideira
1/4 xícara de suco de limão
1 colher de chá de raspas de raspas de limão
2 dentes de alho picados
1/2 colher de chá de páprica
1/2 colher de chá coentro em pó
1/2 xícara de azeite
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
500 gr de cogumelos frescos
1 maço grande de espinafres
1/4 de cebola roxa cortada em fatias
1/3 xícara de folhas de coentro fresco

Em um moedor de especiarias ou pilão moa bem as sementes de cominho. Em uma tigela pequena misture o suco e as raspas da casca de um limão e o alho socado com 1 colher de chá de sal. Misture o cominho, a páprica e coentro em pó. Em seguida junte o azeite de oliva.

Em uma tigela misture os cogumelos com metade do molho e tempere com sal e pimenta. Em outra tigela misture o espinafre com as cebolas, as folhas de coentro e o molho restante. Coloque tudo numa travessa, tempere com mais sal e pimenta se precisar e sirva.