soda russa [chernobyl]

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O Richmond district em San Francisco é uma região que concentra uma grande população russa, então quando o Uriel foi comprar algo para poder trocar moedas para colocar no parquimetro, as chances dele entrar num estabelecimento comercial dos camaradas eram bem grandes. E ele entrou. Pra trocar o dinheiro comprou isso—uma garrafona com um líquido verde fluorescente dentro. Ele achou que era água, perguntou e a mulher da loja disse que sim. Depois que fomos ver que era um refrigerante com sabor de estragão. Cheio de corantes e tals. Uma coisa simplesmente horrorosa. Refrigerante de fim de mundo, pós acidente nuclear, pós bomba atômica. Rimos muito, pois nem o Gabriel conseguiu beber, o treco é pior que xarope de tosse. Pois então, quando entrarem numa loja russa fiquem bem atentos e façam o favor de ignorar a garrafa verde.

biscoitos com babaçu

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Aproveitei a saidinha da Neide, que está neste momento percorrendo o circuito Paris-Dakar, pra ir lá no Come-se roubar uma receitinha. Super mintchura, né gentê? Na verdade, estava na busca de uma receita para usar a farinha de babaçu que ganhei da Maria Rê e a primeira opção que o Google me ofereceu foi essa receita de biscoitinhos da Neide. Fiz exatamente como ela fez, só não coloquei as castanhas de baru, porque não tinha e decidi não substituir por nada. Usei um chocolate com 90% de cacau [da Scharffen Berger] e açúcar mascavo. Deixei a massa na geladeira de uma noite para a outra [24 hrs] e ela ficou bem dura. Tem que tirar com antecedência e deixar amolecer um pouco para poder modelar os biscoitinhos.

cookies com babaçu e castanha de baru
[receita de Ana Tomazoni]
250 g de chocolate meio amargo
2 xícaras de açúcar [320 gr]
1/2 xícara de óleo [100 ml]
2 colheres chá de extrato de baunilha
4 ovos inteiros
2 xícaras de farinha de trigo [250 g]
1 xícara de farinha de babaçu [85 g]
1 colher sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
1 xícara de açúcar de confeiteiro [130 g]
Para decorar: 1 xícara de chá de castanhas de baru, picadas grosseiramente

Corte e derreta o chocolate meio amargo, em banho maria com o fogo desligado. Em uma tigela grande e funda, coloque o açúcar, o óleo e a baunilha e misture bem. Aos poucos, acrescente o chocolate derretido e os ovos um a um e mexa bem com uma colher após cada adição. Junte a farinha de babaçu e farinha de trigo, o sal e o cookies-babacu_2Sfermento e amasse bem até obter uma massa homogênea. Cubra com filme plástico e leve à geladeira por no mínimo 6 horas. Retire a massa da geladeira e, com a ajuda de 2 colheres de chá, modele pequenas porções, ou faça bolinhas pequenas, passando uma a uma no açúcar de confeiteiro. Coloque-as em uma assadeira retangular grande, untada e enfarinhada, deixando espaços de, aproximadamente, 4 cm entre elas. Em cima de cada bolinha coloque um pedaço de castanha de baru. Leve ao forno médio [355ºF/ 180 ºC], pré-aquecido, por cerca de 10 minutos. Retire do forno e, quando estiverem frios, armazene-os em um recipiente com tampa para que permaneçam crocantes. Rende: 130 biscoitos

the high tea

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Numa quinta-feira recebi o convite via sms para me juntar à um cházinho no sábado com Victoria e Bridget num lugarzinho super gostoso aqui em Davis. Eu já tinha ido ao Tea List beber chá, primeiro com o Uriel e depois com meu irmão Carlos e o Gabriel. Adorei o tea cake que eles servem lá e pirei numa infusão de gengibre com limão, que até já reproduzi em casa. O lugar é super pequeno e aconchegante e quem recebe e serve os clientes é a proprietária, que fala inglês com um sotaque estrangeiro que ainda não consegui identificar a origem.

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No sábado, segui caminhando para o Tea List achando que iríamos apenas beber um chá e papear. A grande surpresa foi encontrar a mesa preparada para um high tea—o chá da tarde típico inglês, com a mesa toda arrumada, xícaras e pratos de porcelana, várias rodadas de bules de chá e travessas de três andares recheadas de sanduichinhos, bolinhos, scones, madeleines, frutas frescas, mais creme e geléia para acompanhar.

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Na companhia de duas pessoas super queridas e fofas, o papo se alongou por horas, E apesar de eu ter ido ao encontro exatamente após ter almoçado, não resisti e gulosamente comi muitas coisinhas. Tudo lá é caprichadíssimo, delicado, delicioso. A atmosfera do high tea é a melhor parte. O charme do chá inglês, quem não curte?

bolo de limão & cardamomo

bolo limão & cardamomoE agora chegou a vez de gastar os limões. Minha árvore no quintal está até envergada, de tanta fruta pendurada. É a visão do paraíso pra mim, que amo meus limões a ponto de não querer dividi-los com ninguém. Mas além do meu limoeiro—que felizmente fica no meu quintal, bem escondido dos pidonchos e olhos-gordos; ainda tem duas árvores que não pertencem à ninguém carregadas de limão rosa no caminho da minha casa e um ou outro presente em forma de limão meyer que chega na cesta orgânica. E desses limões meyer eu tinha três unidades, que quis usar fazendo um bolo, mas não queria nada óbvio, nem nada muito doce, queria um bolo simples porém bem limãozudo. Achei essa receita na Everyday Food e o resultado agradou muito. Sem falar que tive a chance de gastar uns cardamomos.

1 tablete [113gr] de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1-1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
3/4 xícara de açúcar
1 colher de sopa de casca de limão ralada [usei o meyer]
6 colheres de sopa de suco de limão [usei o meyer]
3/4 colher de chá de cardamomo moído [fiz no pilão]
2 ovos grandes
1/2 xícara de sour cream
1 1/2 xícara de açúcar de confeiteiro [para o glacê, que não fiz]

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 200ºC. Unte e enfarinhe uma forma redonda de 20 cm. Numa vasilha peneire junto a farinha, o fermento, bicarbonato e sal. Na batedeira em velocidade média bata a manteiga, o açúcar, as raspas da casca do limão e o cardamomo até formar um creme. Acrescente os ovos, um de cada vez. Junte 3 colheres de sopa de suco de limão. Reduza a velocidade e adicione a mistura de farinha, alternando com o sour cream. Termine com a farinha. Coloque a massa na forma e asse por uns 30 minutos. Remova do forno, inverta o bolo numa grade e deixe esfriar. Coloque numa travessa e cubra com um glacê feito com as 3 colheres de sopa restantes do suco de limão misturado com o açúcar de confeiteiro—eu não fiz o glacê, porque essas coberturas doces não fazem sucesso na minha casa. Apenas polvilhei o bolo com um pouquinho do açúcar de confeiteiro, mas nem precisava.

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salada de brócolis romanesco

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Está para ser criado [certamente pela Monsanto] um legume que eu não goste. Não é comum eu virar o nariz para nenhum deles, talvez com exceção do nabo—que vamos admitir, não é o troço mais saboroso que existe. Por isso não sei por que peguei tanta implicância com o romanesco. Talvez por ele ficar em cima do muro, não ser nem brócolis, nem couve-flor e ter essa cara de nave espacial de animação da Pixar. É o famoso legume estrupício ou brócolis intergalactico, que começa a aparecer por essa época na minha cesta orgânica e me faz ficar naquele empurra-empurra e algumas vezes até fazendo escambos indecorosos—troco esse romanesco por qualquer outra coisa! Mas neste dia eu me enchi de coragem e declarei—não curto muito, mas ficarei com ele esta semana. E consequentemente fiz essa salada.

1 romanesco médio
1 cenoura grande
1 punhadinho de sementes de girassol
4 peppadew picadinhas
1 punhadinho de folhas de coentro fresco
Algumas azeitonas verdes pequenas

Corte as cenoras em rodelas ou em diagonal e cozinhe rapidamente no vapor. Não deixe ficar mole. Deixe esfriar. Corte as florzinhas do romanesco e também cozinhe no vapor. Não deixe amolecer. Deixe os legumes al dente. Deixe esfriar. Numa saladeira misture os legumes cozidos, as sementes tostadas [que eu tosto rapidamente na frigideira], os peppadew picadinhos, as azeitonas e o coentro picadinho.

Prepare o molho, misturando o suco de 1 limão cravo, sal marinho, azeite extra-virgem e um pouquinho de pasta de tomate [dessas no tubo]. Bata bem com um batedor de arame até formar um creme e tempere a salada. Sirva em seguida.

[quase famosos]

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—como é trabalhar com o Sr. José Firelli?
—desculpa, mas é Zefirelli.
—ah, para a senhora, que é íntima!

[narrado nas crônicas de Paulo Francis] hahaha!

A vida é realmente um sitcom. Meu chefe uma vez me contou uma história surreal que aconteceu com ele e que ele chamou de The Water Nazi—relativo ao The Soup Nazi do Seinfeld. O cara chegou na máquina de refil de água do supermercado com 17 galões vazios e ocupou as 4 torneiras. Meu chefe pediu pra usar apenas uma, pra encher apenas um galão e o cara respondeu mal humorado que NÃO. E acabou com a água da máquina.

Também tenho uma história similar—The Salad Bowl Nazi. Estava na thrift store num sábado, como é muito meu costume, garimpando coisinhas de cozinha. Achei uns potinhos, uma bandeja e numa pilha de coisas em cima do balcão, descobri uma saladeira bem bonita por $3. Peguei e segui em frente. Regra de thrift store é achou, gostou, segurou firme! Porque tá solto é de qualquer um. Bom, estava na fila pra pagar quando uma mulher se aproximou e arrancou a saladeira da minha mão com a maior violência. Fiquei atônita, como ficaram também todos os outros que estavam na fila comigo. A mulher, numa voz alterada, bradou—isso É MEU, eu já paguei! Pagou e largou em cima do balcão. Merecia perder os três mangos, pra aprender uma lição. Mulher grossa e ralé. Nem todo mundo que frequenta lojas de segunda mão é assim, pelo menos não na que eu frequento.

Uriel comentando uma edição da revista Martha Stewart Living, com ela na capa disse—usaram uma foto dela de 30 anos atrás, né? Incrível, mas a mulher, além de rica, linda e poderosa, ainda parece imortal. Preservada no formol. Muito ódio dessa específica edição de setembro da revista—com ela super xóvem na capa, mostrando a organização da cozinha dela. Isso não se faz! Mostrar aquilo pra nós, pobres e mortais, gente que envelhece e que não tem uma super cozinha organizada por uma equipe. Sem falar que a malandra se apossa de todo e qualquer objeto antigo e vintage disponível no planeta. Não sobra talheres de baquelite nem vasilhas de argila vitrificada pra mais ninguém.

panna cotta de coco
[com ameixa em calda]

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Essa é uma panna cotta, feita com uma receita de panna cotta, nem tenha dúvida. Mas confesso que a minha real intenção foi fazer um manjar branco, só que com ingredientes melhores, sem ter que engrossar o creme com maizena—que é como eu me lembro que os manjares brancos eram feitos. Tirando esse detalhe, o resto é bem semelhante à nossa sobremesa clássica brasileira. Servida com a calda de ameixas, que sempre foi a melhor parte pra mim. Uma sobremesa que é a combinação perfeita do creme com a fruta.

Usei a receita de panna cotta da Alice Waters que sempre uso porque é fácil de fazer fica sempre perfeito. Só fiz a adaptação para incluir o leite de coco. Usei um leite de coco orgânico que tive que praticamente cortar com a faca para remover da lata. E o creme de leite fresco de sempre, também orgânico e que também preciso cutucar pra ele sair do vidro. Eu acho que esses detalhes de qualidade fazem a diferença no final. Para a calda, usei umas ameixas naturebas sem sorbato de potássio. Essa panna cotta ficou absurdamente sedosa e cremosa. Um verdadeiro manjar!

para o creme:
2 xícaras de creme de leite fresco
2 xícaras de leite de coco
1/4 xícara de açúcar
1 envelope de 7 gr de gelatina em pó sem sabor
3 colheres de sopa de água
Dissolva 7 gr de gelatina em pó sem sabor em 3 colheres de sopa de água. Reserve. Numa panela, coloque as xícaras de creme de leite e de leite de coco e o açúcar. Leve ao fogo médio e esquente bem a mistura, mas não deixe ferver. Remova do fogo e adicione a mistura de gelatina e mexa bem. Se precisar bata com um batedor de arame. Coloque em uma forma grande molhada ou em forminhas individuais. Leve à geladeira por pelo menos 6 horas.

para as ameixas:
2 xícaras de ameixas secas
3/4 xícara de açúcar
1-1/2 xícara de água
Suco e raspas da casca de 1 limão [*usei o Meyer]
Misture todos os ingredientes numa panela, deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe até formar uma calda grossa. Desligue o fogo, deixe esfriar bem e sirva as ameixas com a panna cotta.

restaurante Tordesilhas

Tordesilhas

Tordesilhas Tordesilhas
Tordesilhas
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Tordesilhas
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Tordesilhas
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Tordesilhas Tordesilhas
Tordesilhas
Tordesilhas Tordesilhas
Tordesilhas
Tordesilhas Tordesilhas
Tordesilhas Tordesilhas

Demorei tanto pra escrever sobre a minha visita ao restaurante Tordesilhas em São Paulo, que agora vou ter que espremer a memória e torcer pra não ter esquecido nenhum detalhe. O plano inicial, sugerido pela Neide Rigo e acatado alegremente por mim, era ir conhecer o famoso restaurante Mocotó que conquistou a cidade com seus quitutes nordestinos. Mas o dia em que me encontrei com a Neide era o meu último em São Paulo e no Brasil. Naquele mesmo dia eu iria direto pro aeroporto e fiquei um pouco nervosa com a localização meio distante do Mocotó. Quando a Neide sugeriu o Tordesilhas como segunda opção, escolhi fazer a troca na hora. Não me arrependi. O Mocotó ficou para a próxima.

Voltando no tempo um pouco, tenho que registrar aqui o meu nervoso e a minha caipirice com o tamanho da cidade e as distâncias dentro de São Paulo e como é meu costume fazer, esquentei a moringa à beça pensando e planejando como eu iria me locomover de um lugar pro outro por lá. Eu não contava com a generosidade e gentileza das queridas amigas com quem me encontrei e que se ofereceram de me dirigir pra lá e prá cá. Assim acabei chegando na casa da Neide antes das oito da manhã, sem nenhum esforço, só no papo gourmet com a minha amiga Daniela, que bondosamente me dirigiu do Itaim-Bibi até a Lapa numa piscada.

Com a Neide então, nem vi por onde estava indo nem onde estava pisando, porque só queria saber de ouvir ela falar e papear. Fomos de trem até o Mercado da Lapa e depois de ônibus até o centro da cidade, onde fui conhecer o Marcos, marido dela e depois fomos caminhando até o Tordesilhas.

O ambiente do restaurante é uma delícia, com uma decoração cheia de detalhes folclóricos, uma bancada com frutas e legumes logo na entrada, tudo colorido, super fotogênico e aconchegante. Chegamos cedo e o lugar ainda estava bem vazio. O serviço foi extremamente cortês e teve uns salamaleques extras, por conta da presença da Neide na mesa. Então toda hora passava um e parava para cumprimentá-la. Andar com gente famosa é assim mesmo, né?

Pedimos a comida, que pra mim foi um processo de extrema dificuldade, pois eu queria provar TUDO! Escolhemos um caldinho de feijão com torresminho e uma renda de couve frita, cubinhos de queijo de coalho fresco com mel de rapadura e uma saladinha caipira, feita com almeirão, tomate, cebola e farelo de torresmo. Eu pedi um medalhão de carne de sol com risoto de pupunha e a Neide um galeto assado com curau de milho verde e arroz de abobrinha com pequi [provei o pequi pela primeira vez na vida e ele tem gosto de perfume!]. De sobremesa pedimos os três sorvetes de frutas amazônicas [açaí, cupuaçú e tapioca] sobre bandeira de jambu com biju. Só bebemos água, porque eu ainda tinha que arrumar mala, ir pro aeroporto, pegar aquele avião.

A comida do Tordesilhas estava deliciosa, mas o fato de eu estar lá almoçando com a querida Neide me trouxe um presente extra, que foi conhecer a chefe Mara Salles e a mãe dela, dona Dega. A Mara chegou na mesa e conversou muito, especialmente sobre um evento de gastronomia e sustentabilidade que estava acontecendo na cidade naquela semana. Um dos meus assuntos favoritos. Fiquei ouvindo tudo o que ela falava e só balançando a cabeça em concordância. Ela fez algumas criticas ultra sensatas e falou muita coisa legal. Adorei ouvir de uma chefe brasileira o que ela pensa sobre culinária sustentável num país tão rico de ingredientes e com estações climáticas tão produtivas, como o Brasil. Depois a dona Dega juntou-se à nós e bebericamos um licor de Baru—uma castanha do cerrado e conversamos sobre muitas coisas. A mais interessante e que me deixou boquiaberta foi sobre a abobrinha brasileira. Comi essa abobrinha verde e amarela por tantos e tantos anos e nunca soube que ela é a versão jovem da butternut squash tão abundante por essas terras onde vivo agora. Essa informação de que a abobrinha que refogamos no Brasil é a versão imatura da butternut squash que assamos aqui, me pegou realmente de surpresa. A Mara serviu um acepipe que ela faz com a abobrinha e trouxe uma abobrinha inteira até a mesa, que ela cortou no meio e me mostrou a polpa e sementes. Fiquei boba! Tão boba que até posei pra uma foto com a Mara e segurando a abobrinha na mão [foto da Neide]. Foi uma experiência ímpar e um privilégio passar umas horas naquele restaurante, papeando com pessoas tão bacanas e com tanto conhecimento. Queria ter ficado pro jantar, mas eu tinha que tomar banho, arrumar mala, rumar para o aeroporto e pegar aquele avião.