salada quente de abóbora, radichio e figo

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Corte a abóbora em cubinhos, espalhe numa forma forrada de papel alumínio e asse em forno pré-aquecidoo em 400ºF/205ºC até ficar mole. Retire do forno. Corte um radichio grande ao meio, lave, escorra bem, coloque numa forma forrada com papel alumínio e asse até os radichios murcharem um pouco. É bem rápido, portanto não distraia. Numa panela, jogue alguns figos secos—eu usei a variedade black mission, e cubra com vinagre balsâmico. Reduza no fogo médio. Monte a salada numa travessa, a abóbora de um lado, as metades de radichio do outro. Salpique a abóbora com folhas de tomilho fresco. Jogue os figos cozidos e o balsâmico reduzido sobre a abóbora e radichio. Regue com azeite, salpique com flor de sal e sirva imediatamente.

tudo por um sorvete de figo

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Culpa da Fafah, que deixou um comentário mencionando um tal sorvete de figo. Minha mente obsessiva entrou em modalidade ziriguidum. Não sosseguei enquanto não fiz o sorvete. Felizmente estamos em temporada de figo. Felizmente em moro num estado onde os figos abundam. Felizmente eu tenho acesso à uma árvore de figos. Felizmente pra Fafah também, pois se eu não conseguisse fazer o tal sorvete de figos, certamente ela iria receber mensagens ameaçadoras das minhas lombrigas mafiosas.

Para fazer o sorvete de figo foi super simples. Envolveu apenas algumas etapas que foram facilmente superadas. Primeiro fui dirigindo até a estação experimental de vegetable crops da UC Davis, onde tem uma figueira de ninguém dando sopa e muitos figos. Esses não são dos figos roxinhos, mas da variedade calimyrna, que é verde. Fui até a figueira munida de luvas e cesta, me espichei toda pra colher as frutas mais madurinhas—a árvore estava lotada, então já sei que ainda vou poder voltar lá mais vezes. A estação experimental fica no meio de um poeirão, com greenhouses de um lado, campos de milho e outros legumes do outro. Tem que ir de sapato fechado e tomar cuidado pra não pisar em figos podres e depois pisar na terra e pedregulhos. E tem que lembrar de checar as solas do sapato antes de entrar no carro.

Munida de muitos figos madurinhos, rumei para casa onde
eles foram lavados e despolpados—alguns devorados animalisticamente ali na frente da pia mesmo. Depois fiz uma mistura de 2 xícaras de creme de leite fresco, 1 xícara de leite integral, 3/4 de xícara de açúcar e 2 colheres de chá de essência de baunilha. Misturei bem com o batedor de arame, até o açúcar dissolver completamente. Acrescentei a polpa de vários figos, mexi bem e coloquei na sorveteira.

Olha, não vou nem tentar contabilizar aqui em público a quantidade absurda desse sorvete que eu devorei, enquanto murmurava palavras elogiosas e prazeirosas degustando o creminho gelado impregnado do sabor e das sementinhas de figo. Obrigada pela inspiração Fafah. As lombrigas de pança cheia mandam lembranças!

bolo de figos secos

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Não tinha como não fazer essa receita extraordinária da querida Elvira que tinha tudo pra ser um hit na parada de sucessos. Me atrapalhei um pouco com as medidas, principalmente com o “1,5 dl” que eu nunca tinha visto, mas na Elvira mesmo tem uma página de equivalências e tudo acabou bem. Dá um bolão, então na próxima vez vou tentar fazer metade da receita. Como eu tinha um evento no domingo de manhã, levei o bolo e quase cansei de tanto ouvir elogios. Participei de uma yard sale com mais seis garotas. Eu vendi para arrecadar uma graninha extra pra Brazil in Davis. Como chegamos bem cedo no local, tivemos café, mimosas, donuts e o meu maravilhoso bolo de figos secos, que sem dúvida alguma deixou os donuts com complexo de inferioridade. Delicioso!

500 g de farinha para bolos com fermento
[* ou 500 g de farinha + 1 colher (sobremesa) de fermento em pó]
500 g de açúcar
400 g de figos secos [*misturei dois tipos, escuro e claro]
250 g de manteiga amolecida (ou margarina vegetal)
6 ovos
1,5 dl/ 150ml/ 5oz de leite
5-6 colheres (sopa) de aguardente [*usei brandy]
1 colher (sobremesa) de canela em pó
manteiga e farinha para a forma

Cortar os figos secos em cubinhos pequenos e colocá-los numa tigela. Regar com a aguardente, envolver e deixar macerar por 1 hora. Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma redonda de buraco com manteiga e polvilhar com farinha. Reservar. Numa tigela, bater muito bem a manteiga com o açúcar. Juntar os cubinhos de figo previamente escorridos (reservar a aguardente) e envolver. Adicionar os ovos, a canela, o leite e a aguardente reservada. Misturar muito bem. Incorporar a farinha previamente peneirada, sem parar de bater até a massa ficar lisa e homogénea. Transferir a massa para a forma e levar ao forno por aproximadamente 1 hora, a 180ºC. Verificar a cozedura da massa com um palito ou uma lámina fina. Desenformar o bolo e deixá-lo arrefecer sobre uma grelha.

figo ao balsâmico

Quando vi aqueles os figos secos no meio das verduras e legumes da minha cesta orgânica até fiz uma careta. Eu amo figos, sou louca por figos, ando five hundred miles por um figo, mas aqueles figos estavam com uma cara tenebrosa. Eles foram cortados em quatro sem destacar do centro, ficaram como uma flor e foram secos assim, ao sol. O resultado foi um cascorão, uma múmia de figo, duro como sola de sapato e não pude imaginar o que iria fazer com aquilo. Guardei num saquinho e na despensa.

Depois da experiência da cereja seca com vinagre balsâmico no restaurante Zuni Cafe tive finalmente uma idéia para usar o tal figo. Cozinhei os quartos mergulhados num bom vinagre balsâmico – o meu, um orgânico do Napa Valley. Deixei o vinagre reduzir até ficar um caramelo envolvendo os pedaços das frutinhas. Reservei e deixei esfriar – comi alguns também, pois não sou de ferro!

Usei os figos numa salada simples de rúcula e cress. Temperei os verdinhos com vinagre de vinho tinto, azeite, sal, pimenta do reino. Salpiquei lascas de amêndoa torrada por cima, adicionei os figos caramelados e misturei bem. Não sobrou nem cheiro.

o figo é fresco

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Ganhei um monte de figos mission colhidos no quintal da minha amiga Jean. Pensei em fazer uma receita com eles. Fiquei animada. Depois pensei melhor e NHAC… Resolvi comer todos eles assim frescos. E comi! Eu adoro figo. Se tiver que escolher entre morango, pêssego, manga, cereja ou figo, eu fico com o figo.

Aqui a receita que eu não fiz:
Figo Fresco com Queijo de Cabra e Lavanda
8 figos mission frescos – eles são os pequenos, mais escuros
2 colheres de sopa de queijo mascarpone
1/4 xícara de queijo de cabra amolecido
1/4 colher de chá de flores de lavanda secas
1/2 colher de sopa da mel
Coloque os figos cortados ao meio numa travessa. Misture os queijos, as flores e o mel. Coloque uma colher dessa mistura em cima de cada metade de figo.

figo galore

* este é outro post reciclado do The Chatterbox. estou um tanto soterrada de trabalho, sem inspiração e comendo coisas nada criativas. mas logo terei uma folga, o que vai resultar em mais posts especialmente escritos para o Chucrute. explicando, este post do figo é do verão, quando as figueiras lotam aqui no norte da Califórnia. os figos da segunda foto são de uma variedade branca [ou verde claro].
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Tenho que inventar maneiras diferentes de comer a bacia cheia de figos, antes que estrague tudo. Já devorei um número enorme de unidades frescas…. e agora estou tentando comer o restante de maneiras mais criativas.

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» cortados em rodelas e misturados com yogurte grego [ah, uma das mais deliciosas maravilhas do mundo dos laticínios] e mel.

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» cortados ao meio, regados com mel e vinagre balsâmico, salpicados com feta cheese e assados em forno médio por meia hora.