Recheio para frango assado

Apesar de estar um calor desgraçado e eu não estar podendo nem ousar ligar o forno, lembrei dessa minha receitinha para encher o buraco do frango e fingir que ele é um peru de thanksgiving.

tomates secos
restos de arroz cozido
farinha de pão
ervas frescas – salsinha, manjericão, orégano
amêndoas
sal/pimenta

Moer no food processor todos os ingredientes até ficar uma massa granulada com consistência de bolinho. Rechear o frango com essa massa, cobrir o frango com fatias de bacon, assar numa assadeira com tampa ou coberta por papel alumínio por umas duas horas em forno médio. Na hora de servir, corte o frango em partes e sirva o recheio numa cumbuca separada.

it’s very goood! 🙂

roasted red pepper salad

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A minha amiga Bia está tentando montar um cardápio de comidinhas simples e saudáveis para a semana corrida dela. Quando conversamos sobre isso eu estava assando uns pimentões vermelhos na churrasqueira, pra fazer salada. Ela adorou a idéia! Eu faço muito essa salada no verão, para aproveitar os pimentões vermelhos e amarelos que recebo na cesta orgânica. É bem simples e fica muito bom.
Toste os pimentões na churrasqueira ou na chama do fogão até eles ficarem com a pele bem queimada. Enrole um a um numa folha de papel toalha, ou coloque todos num saco de papel e deixe esfriar. Esfriando, abra o papel, despele a casca preta, retire as sementes, corte em fatias ou dexe em pedaços grandes. Tempere com sal, pimenta do reino, azeite e vinagre balsâmico. Salpique com alguma erva fresca. Eu usei tomilho desta vez, pois estou com uma super produção dessa erva na minha horta. Deixe marinar por algumas horas e sirva. Fica melhor de um dia para o outro. Gostamos de comer essa salada com pão tostado com um fio de azeite. Se quiser o pimentão mais durinho, toste no fogo por menos tempo.

Garimpagem

Os objetos mais interessantes que eu tenho na minha cozinha são achados de thrift stores – como uma chaleirinha francesa vermelha sapicada de bolinhas, inúmeras jarras e saladeiras artesanais de cerâmica, panelas Le Creuset, xícarazinhas italianas para café, travessas vintage ou os impagáveis pratos decorados com moscas! Eu passo de vez em quando nas lojinhas da cidade. Gosto da loja do SPCA, porque sei que o dinheiro que eu gasto lá ajuda os cães e gatos orfãos e abandonados. E é lá que eu acho as coisas mais bonitas e diferentes. Quando vi esses pratos das moscas não acreditei…. agarrei todos bem rapidinho e fiquei com uma risada besta na cara. Geralmente é assim, eu passo os olhos pelas prateleiras e vou agarrando tudo o que eu gosto. É gostou, pegou, porque se você não pegar, alguém que virá logo depois de você com certeza pegará e então é byebye forever, porque você não encontrará algo similar tão cedo. Fico pensando em quem doa essas coisas diferentes pra lojinha. Será que comprou e não gostou? Ou enjoou? Muitas vezes são coisas lindas e novas. Eu acho que as thrift stores são uma das poucas conseqüências positivas do consumismo desenfreado que se pratica aqui. Pelo menos essas pessoas doam as tralhas, não vendem, como outras pessoas fazem em garage sales. E eu vou lá e compro, o que não deixa de ser consumismo também, mas pelo menos eu me concentro na boa causa, de ajudar os bichinhos, e me sinto muito mais leve, sem culpa.

Tommaso’s

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Pra compensar o nosso almoço meia-boca com visão panorâmica, e outros quiprocós chatos que se passaram durante o dia, sugeri que fossemos jantar no Tommaso’s em North Beach. Este é sem dúvida e nosso restaurante italiano favorito em San Francisco. Encontramos ele por acaso, num dia que procurávamos um lugar para jantar na cidade. Sei lá como fomos parar naquela quase esquina da Broadway com a Kearny Street, que é uma região meio suspeita, cheia de strip clubs e lojas de filmes x-rated. O Tommaso’s é apenas uma portinha verde, que só abre para o jantar. O que nos atraiu foi a placa dizendo que ali estava o primeiro forno a lenha da cidade, ainda funcionando. Forno a lenha – a palavra mágica! Nossa primeira experiência no restaurante foi meio bizzara, não por culpa do lugar, mas sim de um casal sem noção. O Tommaso’s tem os booths aconchegantes dos lados e uma fileira única de mesas no centro. As mesas são juntas, então não há muita privacidade. Mas quando se vai em dois, um casal, é bem raro de se sentar num booth. Já ficamos na longa mesa inúmeras vezes, mas até isso faz a atmosfera do Tommaso’s interessante.
Eu que reclamo o tempo todo da péssima qualidade da comida italiana aqui na Califórnia, calo totalmente a minha boca quando vou ao Tommaso’s, e só abro pra comer e dizer hmmmmmmmmmm! Tudo lá é bom. Tudo simples, ainda no mesmo estilo que se fazia na década de 30, quando o restaurante abriu. Eu adoro o meat antipasto, com três tipos de frios cortados finíssimo e uma cumbuca de alcachofras temperadas. O pão é bom, a pizza é ótima, as pastas são feitas lá. Amo o manicotti com molho marinara. E a berinjela a parmegiana. Vinho, água, salada caprese e de alface, nunca pedimos sobremesa, porque não cabe. Espresso com uma lasquinha de laranja e a conta!
O único problema do Tommaso’s é que está sempre lotado e tem-se sempre que esperar um tanto pra sentar. Enquanto esperamos bebemos vinho e lemos as muitas reviews pregadas nas paredes, algumas bem antigas. Com elas ficamos sabendo que o Tommaso que deu o nome ao restaurante não era um italiano, mas o cozinheiro chinês chamado Tommy. Também ficamos sabendo que na década de 70 o cineasta Francis Coppola costumava fechar o restaurante, convidar os amigos e ir pra cozinha, fazer ele mesmo as pizzas. Eu adoro o ambiente anos 30 do Tommaso’s, que pelo jeito só foi ganhando camadas de tinta, mas nunca foi reformado ou adaptado. A clientela que se adapta ao lugar pequeno, porque por aquela comida maravilhosa, se faz qualquer sacrifício!

The Beach Chalet

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A vista para a Ocean Beach era bonita no The Beach Chalet em San Francisco, mas a comida deixou bastante a desejar. O restaurante, lotado de famïliazinhas para o dia dos pais, era muito barulhento e tinha preços acima da qualidade do menu. Comemos um sanduiche de black forest ham com queijo gruyere, molho de mustard-honey, no pão acme dark rye, acompanhado de french fries, uma coleslaw murcha e uma metade de um pickles ressecado. Nunca mais voltaremos lá, nem mesmo pela vista.

Samosas

Outro dia eu escrevi sobre o restaurante nepalês, onde comemos umas samosas bem gostosas. Eu ADORO as samosas, que são uns pastéizinhos indianos fritos, alguns vegetarianos, outros com carne. Eu via as indianas fazendo para as festas e achava que dava um trabalhão. Mas como não posso negar que gosto das praticidades, descobri um short-cut lendo o caderno Taste do jornal Sac Bee um tempo atrás e agora faço samosas deliciosas quando tenho vontade! Não são fritas, mas ficam uma delicia….

Uma caixa de massa pronta para torta
Batata cortada em cubinhos pequenos
Ervilha
Cebola
Pimentão [opcional]
Tomate [opcional]
Carne moída ou frango desfiado [se for fazer o não-vegetariano]
Curry
Mistura para Taco [em pózinho, mas se não tiver, só o curry basta]

Fritar a cebola no azeite. acrescentar a carne ou frango. deixa fritar bem. Acrescentar os legumes – se for fazer vegetariano, acrescenta logo os legumes, depois da cebola. Deixar refogar um pouquinho e acrescentar o curry e a mistura para taco. Pôr um pingo de água, deixar refogar até secar bem. Reservar. Abrir a massa pronta e cortar em triângulos, rechear, dobrar em pontas como uma sfirra. Pincelar com uma mistura de um ovo batido e uma colherzinha de chá de curry. Assar em forno médio até ficar dourado. servir com chutney se quiser.

salada de atum com grão-de-bico

Hora do jantar, 40ºC. Não dava vontade fazer nada, nem mesmo de olhar para o fogão, ou para a churrasqueira, e muito menos para o forno. Eu super cansada, no final de uma semana estressante, sem nenhuma idéia e sem ânimo até pra sair para comer em restaurante. Meu gentil marido se ofereceu para sair para comprar leite e ver o que conseguiria achar para o nosso jantar num supermercado muito legal que temos aqui, o Nugget. Quando ele me liga de lá – pois ele SEMPRE liga – pra perguntar o que eu achava disso ou daquilo, me deu um ziriguidum. Pára já, falei. Compra um bom pão e vem pra casa que eu vou fazer uma bela salada. Quequiéisso, um monte de legumes na geladeira e eu marcando essa touca? Fui fazer então uma salada robusta, porém leve.

Salada de atum com grão de bico
Uma lata de atum da melhor qualidade escorrido e esmagado ligeiramente com o garfo
Uma lata de grão de bico cozido
Uma maçã cortada em cubinhos
Um pepino com casca cortado em cubinhos
Uma cenoura pequena cortada em fatias finas diagonais
Azeitonas gregas pretas
Salsinha, cebolinha e basilicão picados
No fundo de uma saladeira coloque um quarto de cebola roxa ralada em fatias finérrimas. Acrescente:
Uma colher de chá de mostarda
Suco de um limão verde
Raspas de meio limão [raspe a casca e depois esprema o limão]
Sal e pimenta do reino a gosto
Uma colher sopa de um bom vinagre de vinho
Uma colher de sopa de um vinagre adocicado – desses com champagne e fruta, eu usei um de pêra
Adicione bastante azeite de oliva extra-virgem
Misture bem esse molho com a cebola. Deixe macerar uns minutos.
Então vá adicionando, os ingredientes: a maçã em cubinhos, o atum, o grão de bico, a cenoura, as azeitonas e os temperos verdes picados. Misture bem ate o molho ficar bem incorporado. Acrescente o pepino em cubinhos uns minutos antes de servir.