
Outra vez o Mark Bittman e o seu versátil How to Cook Everything Vegetarian me socorreram quando tive uma berinjela nas mãos e nenhuma idéia de como usá-la na cabeça. A receita é para bolinho de cogumelo, adaptada e incrementada para berinjelas. Apesar de ser fritura, fui em frente. Rendeu bolinhos para outras refeições. Eles são gostosos quentes, mornos ou mesmo frios. Servidos com um molho de iogurte.
1 1/4 de xícara de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
3/4 xícara de leite
1 ovo
1 1/2 xícara de berinjela cozida no vapor e picadinha
1/4 de tahini
1/4 xícara de sementes de gergelim torradas
1/4 de xícara de folhas de hortelã fresca picadas [*usei salsinha]
Numa frigideira, coloque uns 5 cm de óleo neutro, tipo de milho ou semente de uva, e deixe esquentar bem em fogo médio-alto. Mistute os ingredientes secos numa vasilha. Em outra bata o ovo com o leite. Junte à mistura de ingredientes secos. Misture a berinjela cozida e picada, o tahini, as sementes de gergelim e as ervas picadinhas. Misture bem.
Usando uma colher de sobremesa, vá colocando a massa no óleo quente, fritando de qiatro em quatro e virando até que os dois lados estejam dourados. Remova do óleo e seque em toalhas de papel. Mantenha os bolinhos fritos num formo morno, enquanto vai fritando os outros.
Sirva com um molho de iogurte feito com 1 xícara de iogurte natural, sal e pimenta do reino a goto, rapinhas da casca e uso de um limão. Se quiser pode adicionar um alho picadinho, mas eu não quis.
Mês: novembro 2009
panelinhas

cenas de um Thanksgiving
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sol para dias nublados


bolo de lavanda e limão

Ler a palavra limão numa receita me dá um snap instantâneo. Coloco imediatamente na minha lista de receitas para fazer. Receitas com limão ou laranja nunca me escapam. E esta é a melhor época pra começar a fazer delicias citricas. Dois dos meus vizinhos já estão com árvores envergadas ecarregadas de limão Meyer, uma variedade que me agrada muito, pois é bastante aromática. Ganhei alguns e usei nesta receita simples e simpática que peguei no excelente blog da Monica Hering. Ficou um bolo no estilo do pound cake, muito macio. Todo mundo que comeu gostou. O aroma e sabor da lavanda predomina sobre o limão. Mas isso não é um defeito.
3/4 xícara de leite integral
1 colher de sopa de flores de lavanda
1 3/4 xícara de farinha de trigo
1 1/4 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
1/2 xícara [113gr] de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
1 colher de sopa de raspas de limão
2 ovos grandes
Misture o leite e a lavanda em uma panela pequena e leve ao fogo médio. Assim que ferver, transfira para uma vasilha de vidro, e deixe esfriar em temperatura ambiente. Pré-aqueça o forno em 355ºF/ 180°C. Unte e enfarinhe uma forma para bolo inglês média [12,5 x 22,5cm].
Misture a farinha, fermento e sal em uma tigela. Misture a manteiga, açúcar e raspas em uma tigela grande e bata com a batedeira até ficar cremoso e fofo [velocidade média por 3 minutos], raspando as laterais da tigela vez por outra. Junte os ovos, um de cada vez, raspando as laterais da tigela após cada adição.
Com a batedeira em velocidade baixa, adicione 1/3 da mistura de farinha e bata até incorporar. Adicione metade do leite e bata mais. Repita com o restante da farinha e do leite, terminando com a farinha. Após a última adição, bata por mais 30 segundos em velocidade média.
Coloque a massa na forma preparada e alise a superfície com uma espátula. Asse até que o bolo esteja dourado, 50 a 55 minutos. Faça o teste do palito. Deixe o bolo esfriar na assadeira por 10 minutos, vire sobre uma grade e deixe esfriar completamente antes de servir.
as pequenas arbequinas



Outro dia o Uriel me trouxe da fazenda um ramo das azeitonas arbequinas, que são as que produzem o nosso azeite favorito. Foi uma grande surpresa ver como elas são pequenas—muito pequenas! Mas que sabor. Ele me fez esmagar uma na mão, esfregar o liquido e sentir o cheiro de fruta fresca, que é o mesmo do azeite. Ele também me disse que o azeite é feito exatamente assim: as azeitonas são prensadas e nada mais.
mulled red wine
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Na primavera planejamos assistir à montagem de A Midsummer Night’s Dream que o grupo de teatro da UC Davis estava apresentando ao ar livre, na área mais bonita do arboretum, num corredor de red woods. Nas minhas caminhadas ao entardecer, observei todo o processo dos ensaios do grupo, depois tive que fazer um pequeno desvio no meu caminho durante as apresentações, passando por trás dos camarins e ouvindo e vendo um pouquinho da ação. Por razão desconhecida ou ausente, só explicada pela nossa onipresente capacidade para procrastinação, acabamos não indo e perdendo de ver essa montagem da bucólica peça de Shakespeare.
No inicio do outono o mesmo grupo anunciou que montaria uma versão modernex de MacBeth e desta vez não iríamos dormir de touca, pois teríamos um motivo particular para estar na fileira do gargarejo na estréia. Na trama sangrenta, onde o enlouquecido casal, sir e lady MacBeth, se embola numa matança sem fim, na ambição de chegar ao poder no reino da Escócia, há muitas lutas. E essas lutas precisam ser coreografadas. Nunca tinha pensado nisso até o Gabriel nos dizer que ele iria fazer a coreografia das lutas de espada e adagas para a peça.
Fiquei muito curiosa com essa história do meu filho coreografar lutas e animada para ver os resultados. O único problema é que o grupo faz as montagens ao ar livre e as noites de outono são bem frias. Três horas de peça, sentados nas arquibancadas de cimento, expostos ao frio e vento, não iria ser bolinho. Prevenida, me preparei para uma caminhada pelas planicies alasquianas. Levei um acolchoado macio, almofadas, vesti meu casacão longo de fake fur super duper quentinho, levei luvas, manta de lã, touca, uma garrafona térmica com chá de laranja e outra menor cheia de vinho quente. O chá encalhou, mas o vinho foi bebido em goles largos e felizes durante o intervalo por mim e pela namorada do meu filho. A bebida forte e fumegante nos aqueceu e nos animou para a segunda parte da peça, que teve muito, mas muito sangue e até rolou uma cabeça.
Vi a receita para esse vinho quente na edição de novembro da revista Food & Wine e deixei marcada, pois concordei que era mesmo uma idéia fantástica para detonar restos de vinho das festas. Na minha casa sempre sobra vinho, porque só eu bebo. Fiz da primeira vez usando restos de Cabernet Sauvignon e refiz uma semana depois usando o Zinfandel. Adorei a possibilidade de poder preparar tudo com dias de antecedência e depois só requentar. Esses mulled wines, assim como as cidras, são bebidas muito comuns por aqui durante as festas de final de ano. Eu já comprei as especiarias prontas para fazer essas bebidas quentes, mas achei essa misturinha feita em casa, com pimenta e erva doce, altamente picante e deliciosamente auspiciosa!
mulled red wine with muscovado sugar
2 colheres de chá de pimenta do reino inteiras [black peppercorns]
1 colher de chá de sementes de erva doce [fennel seeds]
1 pau de canela de mais ou menos uns 7 cm
1 1/2 litro de vinho tipo Zinfandel ou Merlot
[*fiz com Cabernet Sauvignon e depois com Zinfandel]
3 folhas de louro
Raspas da casca de uma laranja
1 1/2 xícara de açúcar muscovado ou outro açúcar escuro
Num pilão junte as pimentas e as sementes de erva doce e moa levemente. Numa panela coloque o vinho e todos os outros ingredientes, menos o açúcar. Tampe e ferva em fogo baixo por 10 minutos. Remova do fogo e deixe descansar, tampado, por 30 minutos. Coe para remover todos os ingredientes aromáticos. Junte o açúcar e mexa até dissolver bem. Sirva morno ou reaqueça para servir quente, em taças ou canecas. Esse vinho pode ser feito com antecedência e guardado numa jarra na geladeira por até três dias, Reaqueça na hora de servir.
the arkansas black apples

tapenade com figo e citros

A Anna Thomas comenta antes de dar a receita desse tapenade no seu livro Love Soup, que ele é uma ótima entrada para ser servido acompanhado de um vinho branco gelado numa noite de verão. Mas pra mim não rola esperar por uma noite de verão, né? Ainda mais que no inicio do outono caí de boca nos figos secos vendidos na banca do Farmers Market de um senhorzinho, que sempre tem poucas quantidades de produtos excelentes. Esses figos secos naturalmente no sol, são o fino na bossa. Feios, porem os mais gostosos, sem falar que não tem nenhuma química. O resto dos ingredientes da receita, nem preciso comentar: azeitonas, limão, laranja, temperinhos. Adorei o resultado desse tapenade, que fica mais adocicado que o feito só com azeitonas. Servi com torradinhas de pão francês e foi duro—duro não, foi mesmo quase impossível, parar de comer.
90 gr de figo seco
1 xícara [180 gr] de azeitonas pretas kalamata
1 colher de sopa de alcaparras escorridas
1 colher de chá de alho picadinho
1 colher e chá de alecrim fresco ou seco picadinho
1 colher de chá de tomilho fresco ou seco picadinho
1/4 xícara [60 ml] de azeite de oliva [do frutado se tiver]
2 colheres de chá de suco de limão
1 colher de chá de raspinhas da casca de laranja
Pimenta do reino moída na hora
Sal marinho, se necessário [*não usei]
Coloque os figos numa panela com 1 xícara de água e cozinhe tampado em fogo baixo até as frutas ficarem molinhas. Coe os figos e guarde liquido. No processador combine todos os ingredientes e pulse até obter a textura ideal de uma pasta grossa. Se precisar adicione um pouco da água reservada, onde czinhou os figos. Sirva o tapenade com torradas, crostinis, bolachas salgadas, pita bread tostado, eteceterá.
le beaujolais nouveau est arrivé!




Como manda a tradição, o vinho beaujolais nouveau chegou ontem às lojas, na terceira quinta-feira do mês de novembro. Eu comprei a minha garrafa e bebi uma taça no jantar. Esse vinho é ainda imaturo, portanto bem leve. Pode-se bebê-lo ligeiramente gelado ou em temperatura ambiente. O legal é que o beaujolais nouveau chega exatamente uma semana antes do nosso Thanksgiving. Ótima pedida, hein?
»Le Beaujolais nouveau
»10 fascinating facts about Beaujolais Nouveau






















