batatas espanholas

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Quando li o título da receita no livrão Vegetarian Cooking for Everyone, pirei. Spanish Potatoes with Safron, Almonds, and Bread Crumbs. Não soa super apetitoso? Pois foi o que eu pensei. A Deborah Madison tem muitas receitas com títulos longos assim, pondo todos os ingredientes pra desfilar na passarela e conquistando o leitor na primeira olhada. Não esperei nem um dia e coloquei a receita em prática. Felicidade é estar recebendo batatas novinhas na cesta orgânica, daquelas que nem precisa descascar, só lavando com água e esfregando os dedos, a casquinha finíssima já sai.

1 quilo de batatas cortadas em quatro ou em fatias grossas
Sal marinho e pimenta do reino moída na hora
2 pitadas de açafrão
3 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
1 fatia de pão rústico
1/2 xícara de amêndoas sem casca picadas
2 dentes de alho
2 xícaras de água fervendo
1 colher de chá de páprica [*usei a páprica defumada espanhola]
1 colher de sopa de salsinha picada [*não usei porque não tinha]

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 190ºC. Unte um refratário grande que comporte as batatas numa única camada com azeite. Adicione as batatas, adicione sal e pimenta a gosto e salpique o açafrão por cima.

Numa frigideira, em fogo médio, coloque o pão partido em pedacinhos com as mãos, as amêndoas e o alho. Refogue bem até o alho ficar dourado. Coloque essa mistura num processador e moa bem, adicionando um pouco da ágfua fervendo até formar uma pasta. Adicione sal e pimenta a gosto e espalhe sobre a camada de batatas. Regue com o restante da água fervendo, cubra com papel alumínio e asse por uns 30 minutos. Descubra, mexa com uma colher e deixe assar mais um pouco, até toda água ser absorvida e as batatas estarem bem macias. Se quiser, gratine por uns minutos no broiler. Salpique com a salsinha picada e sirva. Eu servi com uma salada de alface e pepino.

salada de radicchio, figo seco & batata doce

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O super lindo radicchio em flor teve dois fins—uma salada e um refogado. Eu não sou muito fã dessa verdura, mas o Uriel adora e devora tudo, de qualquer jeito, cru ou cozido. A primeira leva virou salada, montada muito simplesmente num prato. Uma camada de folhas de radicchio, outra camada de cubinhos de batata doce cozidos no vapor e pedacinhos de figo seco cozidos no vinagre balsãmico. Para o vinagrete usei suco de limão, azeite, flor de sal e umas sementinhas de erva-doce.

bolo de batata

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Essa receita saiu do belíssimo The Food of Italy: A Journey for Food Lovers, que faz parte de uma série de livros sobre a culinária de diversos países. Tenho o do Marrocos e o da Espanha, que ainda não testei com nenhuma receita. A Itália foi a estréia, com esse bolo de batata muito simples. Dei uma adaptada, pois não tinha cebola, nem queijo mussarela.
1 cebola pequena cortada em rodelas *omiti
75 gr de manteiga
2 dentes de alho em fatias
1 quilo de batata cortadas em fatias finíssimas
100gr [2/3 xícara] de queijo mussarela ralado *usei o Jarlsberg
50 gr [1/2 xícara] de queijo parmesão ralado
2 colheres de sopa de leite
Se for usar a cebola, coloque as rodelas de molho nbuma vasilha com água fria e deixe lá por uma hora. Se não for usar a cebola, como eu fiz, apenas prossiga ligando o forno que deverá estar pré-aquecido em 415ºF/ 210ºC. Derreta a manteiga numa panela e refogue rapidamente as fatias de alho. Reserve. Rale a batata com o mandoline e prossiga montando o bolo num refratário. Espalhe um pouco da manteiga com o alho na base de um refratário fundo. Coloque uma camada de cebola [se for usar], outra de batata, outra de queijo mussarela, outra de parmesão, outro pouco da manteiga com alho, assim sucessivamente até acabar as batatas. Regue com o leite, cubra com mais um pouquinho de parmesão ralado—se precisar rale extra, cubra com papel alumínio e leve ao forno por mais ou menos 1 hora. Remova o papel alumínio uns 15 minutos antes. Deixe esfriar um pouco antes de servir.

sopa de batata [frita]

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O título dessa receita pode parecer mais uma das minhas galhofagens de sempre, mas não é. A batata é frita mesmo! Essa sopa simplíssima ficou impressionantemente saborosa. São apenas três ingredientes, mas eles precisam ter ótima qualidade. Eu usei:

2 batatas orgânicas da variedade yellow finn
4 ramos de scunions—uma cebolinha enorme
1 litro de caldo de legumes orgânico

Numa panela robusta refogue a batata cortada em cubinhos no azeite. Refogue bem até ela começar a ficar macia e dourada. Essa é a parte onde a batata fica frita! No final, junte os ramos de scunions [ou cebolinha] picadinhos—somente a parte verde. Frite mais um pouquinho, salgue a gosto, moa pimenta branca e junte o caldo de legumes. Deixe ferver e cozinhar por mais uns minutos. Sirva bem quente. Pode acrescentar queijo ralado no prato, mas eu não fiz. Essa sopa fica cremosa, apesar das batatas fritinhas permanecerem inteiras.

sopa de batata & espinafre

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Essa sopa foi improvisada no desespero, quando guardando um sacão de folhas de espinafre lavadas na geladeira, vi que ainda tinha outro sacão, muito maior, esperando para ser usado. Usei batatas cozidas que bati no liquidificador com um bom caldo de legumes. Refoguei as folhas de espinafre rapidamente num fio de azeite, só até elas murcharem. Bati o espinafre cozido junto com o creme de batata. Coloquei numa panela, salguei a gosto e deixei ferver. Na hora de servir, reguei o creme com um fio de azeite especial. Minha sopa ficou bem grossa, pois eu não quis diluir com mais caldo e acabar com um balde de cinco litros e, consequentemente, com mais sobras na geladeira. Ela ficou bem espessa—e com essa cor verdona incrível!

gratinado de batata, abobrinha e queijo de cabra

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Outra receita da Elvira que estava na fila para ser preparada e ficou tão deliciosa que me proporcionou outra epifania sobre comida—eu tenho muitas!

São apenas fatias finíssimas de batata e de abobrinha, transformadas num verdadeiro manjar graças à combinação com o queijo de cabra. Esse prato não leva nenhum ingrediente sofisticado e pede pouquíssimos temperos, mas o resultado é excepcional.

Fiz em ramequins individuais.
2 abobrinhas médias
4 batatas médias
150 ml de creme de leite
200 g de queijo de cabra [chèvre]
sal & pimenta do reino branca moída na hora
azeite

Pré-aquecer o forno a 400ºF / 200ºC. Untar uma assadeira com azeite e reservar.

Descascar e secar as batatas. Lavar e secar as abobrinhas. Remover as pontas, sem descascar. Cortar as batatas e as abobrinhas em rodelas finíssimas. Reservar.
Cortar o rolo de queijo de cabra em rodelas finas. Reservar.

Dispor uma camada dos legumes no fundo da assadeira, alternando as rodelas de batata e de abobrinha. Temperar com a pimenta branca e uma pitada de sal.
Distribuir algumas rodelas de queijo de cabra e regar com um pouco de creme de leite. Cobrir com mais uma camada de legumes alternados, até terminar os ingredientes, finalizar com queijo de cabra e o creme de leite.

Cobrir com uma folha de alumínio e levar ao forno por 20 minutos. Remover a folha de alumínio e baixar a temperatura do forno para 355ºF / 180ºC. Assar por mais 20-25 minutos. Retirar a assadeira do forno e servir de imediato.

salada de batata e ovo

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Foi a minha amiga carioca-norueguesa Eli quem colocou a batata sob uma nova perspectiva, quando me contou anos atrás sobre a importância, as mil e uma variedades e maneiras de prepará-las. As batatas que eu recebo na cesta orgânica são como as batatas dos noruegueses—não se pode desperdiçar um naco, uma casca, nada! São preciosas, deliciosas e chegam em diferentes variedades e cores. Eu sempre cozinho com casca, às vezes preparo também com casca, que são bem lavadas e, se precisar, levemente escovadas. Nessas batatas não é necessário usar muitos ingredientes ou temperos, pois elas já são saborosas o suficiente. Para essa salada foi só cozinhar as batatinhas em água, depois remover a casca que sai facilmente, picar e juntar uns ovos cozidos, depois um punhado de chives, essas colhidas no meu quintal. Temperei com um vinagrete feito com vinagre de champagne e laranja, azeite, sal marinho, pimenta do reino moída e mostarda amarela preparada. Bati tudo muito bem com um batedor de arame, derramei e envolvi nas batatas.

salada de lentilha verde com cenoura e batata-doce

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Recomeçamos nossos picnics das quartas-feiras no Farmers Market. Até o final do verão teremos o parque disponível, com música ao vivo e toda a animação que essa atividade traz. Eu adoro fazer picnics. Tenho uma variedade de equipamento, com cestas bacanas, toalhas e mil e um utensílios. Gosto de planejar e por em prática um mini-menu, que geralmente envolve uma salada, um pão, vinho e água. Para esse picnic inaugural, levei uma salada de lentilha verde de Puy com cenoura e batata-doce—yam, a batata-doce cor de laranja. Cozinhei a lentilha no dia anterior, escorri e reservei. Uma hora antes do picnic cozinhei as cenouras e as batata-doces cortadas em cubinhos no vapor. Deixei esfriar e misturei à lentilha. Temperei com orégano fresco picado, que está abundante na minha horta, vinagre de figo, que trouxe de Portugal, flor de sal com oréganos, que ganhei da Carlota, e bastante, bastante azeite extra-virgem. Levei um vinho branco da Rosenblum que não gostei muito. É o primeiro vinho dessa vinícola que me desagrada. Mas isso não interferiu na minha animação, nem na do pessoal, que comeu, bebeu e conversou muito. Ficamos na grama do parque até às 9 da noite e voltamos para casa no escuro.