Tetería del Hammam

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No meu primeiro dia em Córdoba, camelei como uma condenada, me perdi, nem vou contar as trapalhices, que são típicas de turista em país estrangeiro. Ainda estava tentando me localizar—depois de ter entrado numa avenida enorme, sem volta para as ruazinhas e que acabou desembocando numa outra avenidona, o que me causou um quase pânico—quando reentrei novamente na parte histórica da cidade pelo bairro judeu e vi que estava passando em frente dos banhos árabes, o único lugar de Córdoba que eu tinha lido à respeito antes de viajar. Para experienciar os banhos, que simulam os rituais de limpeza feitos pelos califas nos magnificamente engenhados banheiros [que pode-se visitar as ruínas], precisa ter hora marcadas, mas para o restaurante e casa de chá ao lado dos banhos, é só entrar. E eu entrei, completamente exausta e descabelada, e pedi por um almoço. Passei pela sala dos chás e fui levada às mesas do restaurante, num ambiente lindo e relaxante. Levei um tempão pra escolher o que comer, pois tudo me parecia delicioso. Como tinha enfrentado uma camelagem homérica sob um solão de trinta e um graus, resolvi pedir coisas frias. Pedi uma salada de alface fresquissima com pinoles, nozes, passas, cubos de maçã verde e ameixa seca, temperada com um molho de mel e amêndoas. E depois pedi o salmorejo cordobês, um prato típico local, que é uma sopa fria de tomate estilo gazpacho salpicada com presunto ibérico em cubinhos e fatias de ovos cozidos. De entrada vieram azeitonas temperadas com os pimientos ahumados, que eu não conseguia parar de comer, e um pãozinho árabe quentinho e crocante. Para refrescar a moringa, bebi uma limonada com hortelã que estava perfeita—gelada, cítrica e mentolada no ponto, sem estar muito doce. Eu adorei tudo o que pedi e comi com gosto. Mas a sopa de tomate foi uma surpresa deliciosa. Tive um surto de alegria quando sorvi a primeira colherada. Minha busca pela sopa de tomate perfeita terminou naquela segunda-feira, no salão de almoço do restaurante e tetería del Hammam, na cidade de Córdoba.

as laranjas

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Se eu não estivesse tão cansada das minhas longas camelanças sob o impiedoso sol mediterrâneo, iria ficar rabiscando mil e dois adjetivos para descrever essas laranjas—que se chamam naranjos e não são comestíveis cruas, por serem amargas. Elas ficam boas somente cozidas em forma de marmelade ou como parte de receitas. Córdoba e Sevilla têm essas laranjeiras por toda a parte, é uma coisa impressionante, pois elas são praticamente onipresentes. Para mim elas são a epítome da beleza e muito mais originais do que qualquer outra planta ornamental. Também se vê muitas árvores de limão amarelo, mas as laranjas dominam. Eu dei muita sorte de chegar no inicio da primavera, quando elas começam a florir e impregnam a cidade com o cheiro delicioso da flor da laranjeira.

en la casa de Sergio & Esther

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Nossos anfitriões aqui na Espanha nos prepararam um jantarzinho com tapas bem tarde da noite. O orgulho da gastronomia espanhola é esse presunto ibérico. Segundo o Sérgio, o porco vive uma vida maravilhosa, comendo somente nozes e se refastelando ao sol. O pernil leva 18 meses de preparação e descanso, até poder ser consumido. Em todo canto se vê esse apetrecho de apoiar o presunto, que é cortado em fatias finíssimas com uma super faca afiada e por mãos habilidosas. Achei tudo muito bacana, mesmo frente àquela visão tenebrosa da pernoca com casco e tudo sendo dissecada. Só me assustei mesmo quando vi o ossão que sobra quanto de consome toda a carne—té-tri-co! Os espanhóis amam esse presunto, mas eu achei muito forte. Preferi comer a tortllla de patatas, os pimientos com atún, as croquetas de cosido, o queso manchego e as maravilhosas acetunas. O Sérgio também preparou um delicioso peixe grelhado, temperado somente com sal e o azeite especial feito pelo irmão dele. Bebemos um vinho branco andaluz.

los dulces

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Todos já devem saber que eu não sou a maior fanzoca dos dulces e que dou preferência para os que têm fruita. Por isso, entre as inúmeras opções açúcarada oferecidas pela padaria San Pedro, escolhi um recheado com doce de cidra, que não consegui terminar de comer. Bebi um chá de menta. O Uriel comeu um doce com maçãs, que ele elogiou por não estar muito doce, e bebeu um café con leche. Os outros comeram diversos tipos de tortas e bolos. Ninguém quis o flan, nem a crema catalana.

La Cazuela de la Espartería

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No dia em que chegamos, fomos comer tapas numa taberna típica de Córdoba com nossos amigos. São dezenas de tapas, eu não iria saber escolher, um por não saber o que era o que, e dois por estar uma zumbi depois de tantas horas de viagem—entra em avião, sai de avião, aquela via crucis de sempre pra gente viajar do fim do mundo [Califórnia] até o planeta Terra. Tudo o que comemos estava uma delícia. Era quase tudo fritura—talvez por isso tão delicia! Só não comi um tapa de lula, porque não gosto desses bichos do mar. Mas o resto eu comi tudo—berinjela frita, peixe frito, croquetes de carne, um enrolado com presunto que parecia uma alheira portuguesa, um salmão com molho bechamel e berinjelas, que a primeira vista pode parecer uma mistura esdrúxula, mas é uma delicia. Eu bebi um vinho branco frutado delicioso que o Sérgio escolheu pra mim e depois fui na indicação da Esther e bebi um tinto de verano, que é vinho tinto misturado com soda de limao, que eu adorei e vou fazer em casa. A taberna fica cheia, todo mundo mandando bala nos tapas, sentados ou em pé, em bancadas. A Angela me contou que por causa das tabernas os espanhóis são considerados o segundo povo mais barulhento do mundo, perdendo o primeiro lugar para os japoneses e seus divertidos karaokês. Realmente, estava animado. O Uriel ainda pediu um azeite pra gente molhar o pão. Tudo estava uma delícia. Depois dessa verdadeira comilança, fomos a uma padaria comer doces! Aguardem o próximo capítulo.

hola de España!

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Chegamos em Madrid no domingo e pegamos o trem bala para Córdoba, onde fomos recebidos pelos nossos amigos espanhóis, que nos levaram para uma farra da tapas e vinhos. Hoje o Uriel vai trabalhar e eu vou sair pela cidade. Estamos nos alojamentos da Universidade de Córdoba. Estou encantada com as árvores carregadas de laranjas que enfeitam as ruas da cidade.

para ler na sala de espera

Nem todos que passam por aqui hoje são leitores antigos. Nem todos leram o vasto conjunto de historietas publicadas neste blog no decorrer dos anos. Por isso selecionei uma lista de textos fortes, para quem ainda não leu poder ler e para quem já leu poder ler de novo, por que não? São histórias variadas, que vão entreter bastante a todos, enquanto eu me teletransporto para outro continente—beam me up, Scotty. Até já! Hasta pronto!

ler.jpgMinhas madeleines
ler.jpgO que não é blogável
ler.jpgUm dia na vida de…
ler.jpgExcuse me
ler.jpgCor-de-rosa & fumegante
ler.jpgCaçarola musical