
Nossa primeira salada de tomates, estreando na temporada!
Mês: maio 2009
salada de salmão & ovo

Estava procurando desesperadamente por uma receita para usar uma parte do salmão selvagem defumado que tinha sobrado do último picnic. Encontrei alguns quiches e tortas que não me conquistaram. Finalmente aportei nesta receita de salada que fez a minha cabeça. Servi com fatias de pão preto de centeio levemente tostadas.
5 ovos cozidos
Mais ou menos 1 xícara de salmão defumado cortado em pedacinhos
6 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
1 cebola roxa pequena cortada em cubinhos
1/3 xícara de alcaparras
4 batatas pequenas cozidas [*adição minha à receita]
2 colheres de sopa de dill fresco ou seco [*usei seco]
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de chá de raspinhas da casca do limão
Sal kosher ou marinho e pimenta do reino moída a gosto
Misture todos os ingredientes delicadamente e sirva, sobre folhas de alface ou com torradas.
The Natural

Esse assunto já é recorrente por aqui, mas eu não poderia deixar passar mais essa bufonice sem comentar. Vimos pra vender a nova Pepsi-Cola chamada de Pepsi Natural. Ela vem na garrafinhas de vidro, como era feito nos tempos longínguos e é adoçada com uma mistura de açúcar de cana e de beterraba.
Sim, vocês leram corretamente: essa Pepsi ganhou o adjetivo de NATURAL porque não é adoçada com o vilão da hora—o high fructose corn syrup [HFCS], mas sim com o ex-vilão regenerado, o nosso velho conhecido AÇÚCAR. É claro que a Pepsi Natural custa mais caro, pois afinal ela lhe dá aquela sensação de tranquilidade, que só os produtos naturais podem oferecer.
Ufa, não tem HFCS! Que alivio, hein? Voltamos para o ponto em que estavamos trinta anos atrás, só que agora com um atestado de confiança, pois essa Pepsi é Natural.
»o Uriel não aguentou a curiosidade e provou a nova bebida, que ele disse ter gosto de—Pepsi. eu passei, porque na minha cabeça essa troca de ingredientes simplesmente não faz diferença.
frogurt de damasco & gengibre

Foi uma invencionice arriscada. Primeiro perguntei pro Uriel—o que você acha, damasco combina com gengibre? Ele respondeu que sim e eu também estava com uma firme impressão positiva sobre essa mistura. Fiz uma quantidade pequena, caso nossos palpites estivessem equivocados. Felizmente estavamos certos! O frogurt ficou delicioso, um sucesso absoluto, com uma interessante mistura do docinho do damasco com o picante do gengibre.
6 damascos frescos sem os caroços e cortados ao meio
Um pedaço de uns 3 cm de gengibre fresco descascado e ralado num purê
1 xícara de iogurte natural
Nectar de agave [ou mel] a gosto
1/2 colher de chá daquela vodka que não deixa rastro no sabor, mas ajuda a deixar o sorvete cremoso
Bata tudo no liquidificador e coloque na sorveteira.
»tenho estado numa fase de encanto com o gengibre, bebendo no trabalho e em casa uma infusão que eu simplesmente adoro, feita com pedaços de gengibre e fatias de limão. é refrescante e ajuda a espantar aquelas nuvens acinzentadas que às vezes se instalam no alto da nossa cabeça. gengibre é uma raiz do bem. se você quiser saber mais sobre essa delícia benéfica, passa lá no blog da Pat, que ela pode gentilmente te explicar tudinho.
já tá pronto?
the smiling lieutenant
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The Smiling Lieutenant é um daqueles filmes que você assiste, do começo ao fim, com um sorriso apatetado na cara. Tudo nele é fofo e adorável. Dirigido pelo alemão Ernst Lubitsch em 1931, ele faz parte dos maravilhosos filmes pre-code, isto é, da fase liberal de Hollywood, antes da imposição do código careta nos roteiros dos filmes. Isso quer dizer que The Smiling Lieutenant é recheado de sexo, drogas & all that jazz! Muitas insinuações sexuais picantes, tramas ousadas e vestidos decotados, vaporosos, transparentes e acetinados—nem sombra da presença dos horripilentos sutiãs de bojo. Como sempre faço, já vi e revi o filme inúmeras vezes e me encanto ou dou gargalhadas sonoras sempre com as mesmas cenas. A história é muito divertida. Maurice Chevalier é um tenente do exército austríaco, mulherengo e fanfarrão que começa a namorar a Claudette Colbert, uma garota liberada que comanda e toca violino numa banda só de mulheres. Quando o rei e a princesa do reino de Flausenthurm chegam em Viena, o tenente está na parada de recepção. No momento em que ele vê a namorada do outro lado da calçada e dá um sorrisinho e uma piscada para ela, a carruagem real passa e a princesa Miriam Hopkins pensa que a piscada é para ela. Dali em diante cenas divertidas abundam.
Ernst Lubitsch ficou famoso em Hollywood pela elegância dos seus filmes, sempre cheios de detalhes delicados e com um humor muito inteligente e sofisticado. Muitos dizem que seus filmes tinham um toque especial, o “toque de Lubitsch”. Eu concordo totalmente. Ainda não vi um filme dele que eu não tenha adorado. Apesar de não gostar muito do Maurice Chevalier, relevei por causa da presença da foférrima Claudette Colbert—que está a cara da Betty Boop—e da Miriam Hopkins—que era a inimiga number one da Betty Davis e portanto completamente odiada pelo Moa—que eu considero uma grande comediante, além de linda e charmosa.
Eu tinha que destacar uma cena do filme que tem comida envolvida. Desta vez, comida e sexo. Nessa sequência Chevalier e Colbert tomam café da manhã juntos e cantam um pro outro, com insinuações de que passaram a noite juntos, não exatamente tocando violino e piano. Pode até ser que seja apenas uma canção romântica, sem nenhuma insinuação sexual, mas se for o caso, peloamordededeus alguém me explica o que significa quando ela diz que se esvaece quando ele invade a marmalade?

he: a dinner, a supper for two believe me I know what to do, but breakfast is colder, love seems much older, yet the exception is you. you put kisses in the coffee, such temptation in the tea
she: i get a trill that sends a chill right through me, when you pass the toast to me
he: there’s paradise in every slice of bacon
she: and you awaken such yearning when you beg for scrambled eggs
he: and you put “it” in every omelet
together: breakfast time, this must be love!
he: you put glamour in the grapefruit, you put passion in the prunes
she: i find romance each sweet entrancing moment, every time you touch the spoon
he: i must admit with every bit of liver I start to quiver
she: i’m gone… when you invade the marmalade
he: and you put magic in the muffins
together: breakfast time, this must be love!
Scones de damasco seco com sálvia – take II


Há muito tempo que eu queria refazer esta receita publicada nos primórdios deste blog. Não sei por que razão ela não foi fotografada, porque lembro do resultado ter ficado delicioso. Pois fiz de novo. Esses scones não ficam esfarelentos como é caracteristica deles ficarem. Talvez pelo uso do creme de leite, não sei. Mas ficam interessantíssimos, com essa mistura de fruta e erva, que também já virou um saboroso sorvete feito com iogurte.
I [heart] you

salada de legumes assados

Essa salada é absolutamente simples, casual e frugal, mas o resultado me surpreendeu deveras. Quando vi a receita na Everyday Food de setembro de 2008 pensei—que legal, vou poder usar muitos ingredientes acumulados na geladeira! Mas eu não poderia imaginar o quanto essa salada de legumes assados ficaria boa. Aliás, você já teve a oportunidade de avaliar como alguns minutos de forno transformam o sabor da couve-flor?
Os ingredientes para a receita original eram cenoura, cebola roxa e abobrinha, mas eu usei os legumes que tinha e a minha mistura, além da cenoura, levou alho-poró, couve-flor e favas. Use os legumes que você quiser e tiver disponível na sua cozinha.
Distribua os legumes numa assadeira forrada com papel alumínio, salpique com sal marinho grosso, pimenta do reino moída na hora e um fio de azeite. Coloque em forno alto [450ºF / 232ºC] por 20 minutos. Deixe os legumes esfriarem um pouco. E descasque as favas. Numa saladeira faça um vinagrete com vinagre de vinho ou sherry [jerez], sal e azeite.
Misture bem, junte os legumes assados. Na hora de servir junte folhas de alface rasgadas com as mãos e algumas bolotinhas de queijo de cabra.
Olha, não houve clima para fotos da salada pronta, porque atacamos a dita cuja com uma fúria só comparada à de um bando de coelhos famintos. Ficou deliciosa, deliciosa mesmo e não sobrou nem um molhinho no fundo da tigela.
sopa fria de salsão & maçã

Este ano estou muito inclinada à fazer sopas frias. Achei algumas receitas interessantes numa revista Gourmet de agosto de 2006 que estava soterrada numa pilha de revistas que fica no meu banheiro—este ano também estou mais do que inclinada, estou realmente decidida, à organizar as centenas de revistas espalhadas pela casa.
Gostei imensamente do resultado dessa sopa, que a revista chama de gazpacho. Como eu não tinha o pão branco [baguette] pedido pela receita, substituí por pão de centeio preto, que era o que eu tinha e achei que acrescentei um ponto no sabor com essa modificação. Faça como quiser, com pão branco, ou preto, mas faça, pois essa sopa é realmente um must!
celery apple gazpacho
serve 4 pessoas
3 xícaras [mais ou menos 8 talos] de salsão [aipo] picadop
1 maçã Granny Smith descascada e picada
1 1/2 xícara de água fria
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de chá de sal
1 baguette de 3-inch/ 8 cm sem a casca *usei pão de centeio preto
1/4 xícara de amêndoas despeladas e picadas
2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
Tiras finas do salsão para decorar, se quiser
No liquidificador bata bem o salsão, maçã, água, limão e sal até formar um purê. Coe tudo para uma vasilha e acrescente os pedaços de pão no liquido. Enquanto isso lave o copo do liquidificador e bata as amêndoas nele, até moer bem fininho. Junte o liquido com o pão imerso, bata bem e vá acrescentando o azeite. Coloque numa sopeira e leve à geladeira até a hora de servir. Decore com fiozinhos de salsão, feitos com o descascador de legumes, se quiser.






