a mesa nua

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Eu adoro a minha mesa da sala de jantar, porque ela tem história. Ou histórias, porque conta também a de como ela chegou à mim. Eu estava procurando uma mesa há meses e só via coisas cafonas e caras. Um dia resolvi olhar uma loja de móveis usados que tem aqui em Davis. O dono compra containers em leilões, então nunca se sabe as tralhas que vão aparecer por lá. A loja é imensa e atolada de coisarada. Dá a impressão de um junkyard. É difícil até de achar e olhar o que interessa. Fui lá sozinha um dia. Vi uma mesa interessante. Voltei lá num outro dia com a sogra do meu filho, que é uma antique dealer, pra ela avaliar a mesa pra mim. Chegamos lá e a tal mesa tinha desaparecido. Olha daqui, olha de lá, vi essa linda mesa rústica, linhas simples, pés simples, nada de rebuscagem. A Reidun olhou os micros-detalhes, até se enfiou embaixo dela pra investigar os insides. Deu cartão verde, a mesa estava em excelentes condições. Não só isso, o preço estava uma barganha e ela até me deu uma estimativa da idade da peça – feita entre os anos 20 e 40. Comprei!
Quando o dono foi entregar a mesa, confirmou a estimativa da Reidun. A mesa foi feita em Berkeley, Califórnia, nos anos 20. Portanto, tem mais de 80 anos. Ela é linda, robusta, charmosa e acomoda até 12 pessoas. Sou hoje a feliz proprietária dessa peça cheia de marcas e ranhuras, feitas por outras famílias no decorrer desses oitenta anos.
Por causa da beleza rústica dessa mesa, as toalhas de pano cairam em desgraça aqui em casa. Uso as minhas somente na mesa que tenho no quintal e que é feia pra burro. Na mesa da cozinha uso placemats porque é mais prático para o dia-a-dia e na mesa da sala de jantar muitas vezes já ousei não usar nada, apenas colocar os pratos sobre a madeira escura. Pra mim aquela madeira tem que ser mostrada e exibida. Pois não tem toalha de linho mais bonita que os nuances e ranhuras daquela esplêndida peça de carvalho.

welcome!

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Recepção simpática – um casal de fazendeiros indicando o caminho, uma taça de um italiano pinot grigio & verduzzo acompanhado de queijo asiago, queijo cremoso também italiano com pasta de tomate seco no pãozinho – não se pode beber de estômago vazio – mais vinho, desta vez californiano, zinfandel e barbera do Sonoma county.

uvalândia

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Na região do Napa tudo gira em torno dessa fruta. Uvas e videiras são praticamente onipresentes na paisagem. Essas videiras carregadas de uvas madurinhas e docinhas – eu comi uma – eram cerquinhas dividingo os lotes no estacionamento do Copia. Fica lindo, uma coisa realmente diferente. Depois as uvas secam, viram passas ali no pé, como já vi em algumas vinícolas, porque acho que ninguém colhe.

cenas de cinema

Uma parte que eu realmente gostei no Copia foi na exposição permanente, uma salinha que passava clips de filmes com cenas de comida, jantares com amigos, famílias, o clássico Thanksgiving. Charles Chaplin tem várias cenas com comida nos seus filmes – a da sola de sapato e dos pãezinhos dançantes em The Gold Rush por exemplo, são simplesmente memoráveis. As solas de sapato devoradas no filme por Chaplin e Mack Swain, eram feitas de licorice, um doce borrachudo de cor arroxeada que era muito popular – talvez ainda seja. A cena dos pãezinhos espetados nos garfos imitando pés dançando foi repetida por Johnny Depp no singelinho Benny & Joon.

American Market Café

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Outro dia voltaremos para almoçar ou jantar no Julia’s Kitchen, pois essa será a visita principal. Mas ontem comemos no American Market Café ao lado do restaurante, onde se pode pedir pratos mais simples preparados no Julia’s Kitchen, sanduiches, sopas ou fazer uma comprinha básica de queijos, pães, quitutes e preparar um picnic para se devorar sentado na grama dos jardins do Copia. Nós escolhemos pratos do restaurante e sentamos nas mesinhas do jardim. Eu quis tentar o mini hamburguer, que era mini mesmo! Três mordidas – gone! Veio num mini pãozinho de batata, acompanhado por fritas com limão e tomilho e um molho chipotle. A salada era de espinafre, três tipos de vagens e amêndoas. Eu gostei, apesar de não ser super fã das vagens. O Uriel sempre prevenildo pediu um fettucini com legumes. Tudo vem da horta e pomar orgânicos mantido lá mesmo no Copia—o edible gardens.

Copia

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Não cozinhei nem sexta nem sábado. No domingo, já tinha até pensado no menu do almoço quando ele sugeriu às dez da manhã – vamos lá no Copia?

Não precisou nem ouvir a resposta. Já fui tomar banho, me vestir e me aboletei sorridente no carro. Copia não é só a deusa romana da abundância, mas também um lugar muito bacana instalado na cidade de Napa. The American Center for Wine, Food & The Arts é uma mistura de museu, galeria de arte, restaurante fino, cafeteria, espaço para eventos, wine tasting, cinema, jardim, horta, pomar. Passamos a tarde lá, comendo, bebendo, vendo, ouvindo, cheirando, tocando comida e vinho. Primeiro fizemos uma tour do local, depois almoçamos no café, que é ligado ao restaurante Julia’s Kitchen [um dos 100 melhores da Bay Area, batizado em homenagem à Julia Child]. Depois vimos três exposições – a permanente, sobre comida, e outra sobre American Diners e garçonetes profissionais. Passeamos pelo maravilhoso jardim, que produz frutas, legumes e verduras orgânicos que provém o restaurante e o café. Não fizemos mais coisas por falta de organização e tempo. Já tínhamos visitado o Copia em 2002, mas estamos precisando ficar mais assíduos.

* seguirão fotos galore!

menus antigos

Eu não me lembro exatamente onde eu achei isso – se foi na versão online da biblioteca pública de Los Angeles ou se foi na da UC LA. Achei e guardei. Esqueci. Hoje achei. Sou fascinada por essas coisas. Esses são menus da década de 30 de restaurantes californianos. A primeira coisa notável são os preços – infinitamente inferiores aos praticados hoje. Depois o menum que consistia de alguns itens diferentes como – fígado, miúdos e cérebro frito com ovos. Eca!
Alguns dos menus – Hotel Barbara WorthKing’s Tropical InnGlenn In Cafe.

cranberry upside-down cake

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Fiz essa receita no outono de 2003, quando me meti a assar bolos. Tirei da revista Every Day Food da MS. Como agora não é época de cranberry, mas é de blueberry, acho que essa substituição ficaria bem adequada. Mas também acho que dá para fazer com qualquer tipo de fruta, que tenha uma consistência mais firme.

8 colheres de sopa de manteiga sem sal na temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
1/2 colher de chá de canela em pó
1/4 colher de chá de allspice
1 3/4 xícara de cranberries
1 ovo grande
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 1/4 xícara de farinha de trigo
1 1/2 colheres de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
1/2 xícara de leite

Pré-aqueca o forno em 350°F/ 180ºC com a grade no centro. Unte uma forma redonda de bolo de 8-inch/20 cm. Numa vasilha pequena misture 1/2 xícara de açúcar com a canela e o allspice. Espalhe essa mistura no fundo da forma untada, jogue as cranberries por cima.

Numa batedeira bata a manteiga com 1/2 xícara de açúcar até ficar bem cremoso. Adocione o ovo e a baunilha. Bata bem. Numa vasilha separada misture a farinha, o fermento e o sal. Adicione essa mistura de farinha ao creme de açúcar com a batedeira em velocidade baixa. Alterne farinha e leite, em três vezes e continue batendo até formar uma massa bem uniforme. Coloque a massa na forma, sobre as cranberries. Coloque a forma sobre uma assadeira lisa de assar biscoitos. Asse por 30 ou 35 minutos. Deixe esfriar numa grade por 20 minutos. Inverta a forma sobre um prato, assim a parte do bolo com caramelo e cranberries ficara por cima.