spätzle [de abóbora com gorgonzola]

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Inspirada e animada pelas sempre bacanérrimas idéias da Neide, elegi a receita que ela publicou do spätzle de abóbora com gorgonzola para tentar replicar na minha cozinha. Eu não tinha a escuteda correta para fazer os spätzles, nem tive tempo de pedir pro meu marido improvisar uma. Mas lembrei [plin!] que tenho o food mill—o passador de legumes, que eu uso para fazer molhos e purês—e que poderia muito bem servir para fazer o spätzle, se eu usasse a base de furos mais largos. Já tinha a abóbora assada, um pedaço modesto de queijo blue Stilton e um macinho de manjerona fresca. Pelas fotos da massa para o spätzle que a Neide mostrou, me pareceu que ela fica bem cremosa e a minha ficou mais compacta, por isso tive um pouco de dificuldade para fazê-la passar pelo food mill. Ela grudou um pouco. Sem falar que quando tenho que fazer algo na cozinha que exija destreza, precisão e rapidez, a pomba gira do desastre encarna, me deixando totalmente atrapalhada e propensa a fazer porcariada. Mas consegui fazer o spätzle, que ficou bem gostoso, temperado com o stilton, a manteiga e folhas de manjerona.

A receita, como está lá no Come-se:

spätzle de abóbora com gorgonzola
1/2 xícara de abóbora madura cozida e amassada
1 ovo
Água
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino triturada bem grosso
160 g de farinha de trigo (cerca de 1 e 1/4 de xícara + 1 colher (sopa))
1 pedaço de gorgonzola (só tinha 50 g)
2 colheres (sopa) de folhinhas de manjerona
1 colher (sopa) de manteiga

Numa xícara com 240 ml coloque a abóbora bem amassada, já fria. Coloque por cima o ovo e complete o volume com água. Bata no liquidificador até a mistura ficar cremosa. Passe para uma tigela, misture o sal e a pimenta-do-reino e mexa bem. Acrescente a farinha e bata bem até resultar numa massa firme e elástica. Passe pelo instrumento de fazer spätzle. Ou apoie uma tábua com a massa na borda da panela e vá cortando tirinhas com uma faca ou espátula, deixando cair direto sobre a água. Quando as cobrinhas boiarem como nhoque, tire com uma escumadeira e vá ajeitando numa travessa que deve ser mantida aquecida. Junte um pouco de azeite ou manteiga para que as massinhas não grudem. Numa frigideira, aqueça a manteiga e deixe começar a dourar. Desligue o fogo, junte as folhinhas de manjerona, a massa e o gorgonzola ralado. Chacoalhe a frigideira para incorporar os sabores e nhac.

minha religião é a música

Meu primeiro encontro com o Gospel — em Sacramento, maio de 2001.

Etta James, Nina Simone, Aretha Franklin, Sarah Vaughan, Morgana King, Billie Holiday, Mahalia Jackson, Ella Fitzgerald, Shirley Horn, Anita O’Day, Sharon Jones, Dinah Washington, Carmem Macrae, Ma Rainey, Bessie Smith, Whitney Houston, Tina Turner, Gladys Knight, Diana Ross, Martha Reeves, Janet Jackson, Rose Hemphill, Bessie Jones, Deborah Coleman, Koko, Taylor, Ida Cox, Alberta Hunter, Margaret Johnson, Trixie Smith, Memphis Minnie, Macy Gray, Missy Elliott, Me’Shell NdegeOcello, Tracy Chapman, Lil’ Kim, Lauryn Hill, Eve, Mary J. Blige, Cassandra Wilson, Sade, Queen Latifah.

Quem já não viu filmes onde os negros norte-americanos cantam numa igreja? As mulheres com vozeirões potentes entoam palavras de louvor ao Senhor no coro; o pastor grita e gesticula para espantar o demônio e trazer a palavra de Deus aos seus párocos; homens, mulheres e crianças cantam, dançando com as mãos levantadas e espalmadas, dizendo palavras de concordância e contentamento.

Perdi as contas de quantas vezes vi essas cenas em telas de cinema e tv. A última vez foi umas semanas atrás, quando revi o clássico The Blues Brothers, e mais uma vez me encantei com a cena musical na igreja: o coro de mulheres e James Brown de pastor comandando a sessão de canto e dança dos fiéis, que culmina com Jake Blues [John Belushi] tendo uma epifania, envolto em luz, dançando e cantando com o resto dos negros na igreja.
Eu sou amante do Blues, a música do demônio, dos marginais, dos bêbados, drogados, do sexo, da dor de cotovelo, enfim, o oposto do que é cantado nas igrejas. O Blues e o Gospel não se misturam. Quem canta Gospel normalmente não canta Blues. Dois estilos tão antagônicos—onde um glorifica o Senhor e o outro faz pactos com o diabo—mas ao mesmo tempo tão similares na maneira gutural como a música é cantada, vinda da alma, em transe, em êxtase.

Minha longa experiência com o Blues tem sido gratificante, mas eu ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir o Gospel na fonte, onde ele é mais genuíno e autêntico: na igreja. O meu dia finalmente chegou quando eu li no jornal que a Igreja Batista do Novo Testamento de North Highlands [uma das inúmeras cidades pertencentes à grande Sacramento] iria ter um concerto de Gospel aberto ao público, para celebrar o ‘Women in White Workshop Choir’. Eu não tinha a menor idéia do que iria encontrar lá, mas estava decidida a ter finalmente a minha vivência da música negra sagrada de culto e devoção.

Era uma igreja pequena, na esquina de uma avenida numa área isolada. Quando chegamos, muitas mulheres vestidas de branco já estavam esperando na porta de entrada. Todas negras, sorridentes, perfumadas, alegres, em alvoroço, se preparando para entrar. Fomos procurar um lugar para sentar, meio tímidos, sorrindo também e uma senhora nos recebeu na porta, nos deu as boas-vindas e o programa da cerimônia. Fomos sentar na frente, na terceira fileira de bancos de madeira, porque eu queria ver, ouvir e fotografar tudinho, cada movimento, cada som, cada dó, ré, mi, sol…

O coral era composto por mais de 120 mulheres, com idades variando entre 5 e 75 anos, todas vestidas de branco. Quando os músicos [piano, órgão, bateria, baixo e saxofone] começaram a tocar os primeiros acordes da música inicial, elas começaram a entrar na igreja vindas da porta principal, que emoldurava o grupo numa luz brilhante de final de tarde. Elas entraram dançando em movimentos ritmados, pra lá e pra cá, e a partir daquele momento eu não consegui mais me achar ali naquele banco de madeira, tentando segurar a câmera e ao mesmo tempo disfarçar os borbulhões de lágrimas que rolavam descontroladamente pelo meu rosto. Fiquei tão emocionada que tremi todas as fotos. As mulheres mexiam os braços, erguiam as mãos pro céu e dançavam suavemente ao ritmo da música, cada uma achando o seu lugar no mundaréu de cadeiras arranjadas no fundo do altar da pequena igreja. Quando todas estavam em seus lugares, cento e tantas vozes potentes se soltaram num único som, cantando juntas ‘He Made The Difference’.

Na igreja lotada fizemos a social com nossa vizinha de banco, que depois das apresentações perguntou à qual igreja pertencíamos. Balbuciamos algo confuso, pois na verdade não pertencemos à nenhuma igreja. Os vizinhos do banco de trás, dois casais nos seus 70 anos, comentavam sobre o último jogo do Sacramento Kings, o time de basquete da cidade. A celebração durou três horas, com muita música, palavras de louvor e até a benção do pastor, que chamou todos para pedir ou somente agradecer graças recebidas e os que foram ganharam uma oração, enquanto o resto gritava ‘Amem!”, ‘Alleluia!’, ‘Praise the Lord!’, ‘God is Mercy!‘, entre inúmeras outras exclamações de alegria e louvor.

As mulheres cantaram como divas, no coro e em solo. Algumas deveriam estar gravando discos e tirando lucro do seu enorme talento, mas ao invés disso elas escolheram dedicar suas vozes à igreja. Mulheres lindas, com sorrisos enormes, jovens, maduras, casadas, solteiras, todas negras, todas me emocionando às lágrimas e me deixando com uma sensação imensa de paz e alegria. Comentamos sobre todas as mulheres, famosas ou não, que cresceram cantando e ouvindo o Gospel nas igrejas onde as mães, tias, avós, irmãs, amigas, vizinhas também cantavam. Na saída, o senhor do banco de trás pegou na minha mão e deu tapinhas no meu braço enquanto dizia ‘beautiful! you’re beautiful!’. Confraternizamos com alguns dos fiéis, enquanto procurávamos um banheiro e alguém nos disse ‘come back next year!’. Respondemos que com certeza voltaríamos. No espelho do banheiro, não vi onde estava a boniteza naquela cara desgastada, com os olhos inchados, que ardiam de tanto chororô desopilador. Mas o coração batia feliz, e eu suspirava de alegria e prazer, pois tinha finalmente experienciado o Gospel!

**Regressamos nos dois anos seguintes, participando de algumas celebrações e até de algumas missas. Paramos de ir à igrejinha de North Highlands quando numa das missas o pastor declarou enfático que ele gostaria que as pessoas estivessem ali por causa de Jesus e não somente por causa da música. Vesti a carapuça. O pastor estava certo. A igreja abriga aos que ali vão para expressar sua fé e louvar o Senhor. E eu só estava lá mesmo pela música, que é a única religião que eu sigo.

salada de cenoura ao curry

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Mais uma salada de cenoura, porque elas ainda estão chegando e vão se acumulando na gaveta da geladeira. Essa receita saiu da revista Bon Appétit de maio/09 e não só ficou ótima no dia, como ficou boa também no dia seguinte. Nem toda salada aguenta ser servida num repeteco.

3/4 de iogurte natural
1 cebolinha grande picada *usei chives-ciboulettes
2 colheres de sopa de folhas de hortelã fresco
1 1/2 colher de chá de suco de limão
1 colher de chá de curry
500 gr de cenouras raladas
1/4 xícara de passas currant *a uva-passa micro-minúscula

Bata bem com um batedor de arame os cinco primeiros ingredientes numa vasilha, adicione as cenouras e as currants, tempere com sal a gosto e misture bem.

uma horta conceitual

Minha vizinhança é quase homogênea em termos de status profissional dos proprietários das trinta casas coloridas que formam o círculo batizado de Aggie Village. A maioria dos meus vizinhos são professores da UC Davis. A real ocupação de um deles—o da casa do nosso lado da calçada, na esquina que desemboca para o Arboretum—foi no inicio uma incógnita. Nós víamos a mulher sair pela manhã, provavelmente para ir trabalhar, mas o marido ficava por lá, cavando uns buracos, arrancando uns matos e carregando umas pedras que ele amontoava aqui e ali. Concluímos pela aparência da coisa que a mulher devia ser professora e que o cara devia estar desempregado e por isso fazia penitência da vida ociosa trabalhando em reformas necessárias na casa. A varanda desses vizinhos estava sempre cheia de cacarecos, cadeiras, vasos, pedras, bicicletas e até uns quadrados de feno. A cerca tinha sido derrubada, deixando à mostra uma paisagem desolada, sem grama, sem flores, só um imenso terreno desnudo.

Não demorou muito para descobrirmos que o nosso vizinho carregador de pedras e fazedor de buracos não estava desempregado, muito pelo contrário. Estava muito bem empregado como professor do departamento de artes da Universidade da Califórnia.

Descobrimos também que a casa dele não estava passando por nenhuma reforma. Ela é na verdade o palco para uma constante e dinâmica instalação de arte conceitual, que eu ainda não pesquei o significado, apesar de ter certeza absoluta de que há um, ou vários.
Com o passar dos anos pude perceber claramente que meu vizinho é obcecado por pedras. Há centenas delas, empilhadas ou espalhadas, ao redor da casa. No último verão ele fez uma pilha em formato triangular debaixo de uma árvore, que me fazia pensar naqueles altares que se vê em estradas, para relembrar as pessoas que foram atropeladas. Mas as instalações com pedras não permanecem, pois logo as pedras somem, são relocadas e reaparecem em outra forma, num outro canto.

Embora tudo na casa do meu vizinho seja interessante, o mais peculiar é realmente o seu trabalho de jardinagem. O quintal não tem cerca, então quando caminho pela calçada ao lado posso ver claramente o imenso poeirão, com estradinhas desenhadas com pedras [claro!] e às vezes uns panos brancos imensos pendurados em arames estendidos e cruzados pelo espaço do terrão. Uma vez vi cadeiras num arranjo íntimo, para logo em seguida presenciar o vizinho com a esposa e um amigo bebendo chá, sentados no meio do jardim árido de terra e pedras. No quintal não tem nenhuma planta. Mas ao redor da casa, numa espécie de barranco, o vizinho planta uma horta. E expande a plantação para uma área comum, que separa a nossa vila do caminho das bicicletas do Arboretum. Ali, num espaço de uns 10 X 200 metros, o vizinho planta flores—california poppies e girassóis—e legumes e verduras—milho, abóbora, pimentões, berinjelas, tomates.

Todo ano o jardim que ele planta, no barranco que circunda a casa e no canteiro separatório, vira um horrível matagal. As plantas crescem alucinadamente e se espalham pela calçada. Muitas vezes no final do verão, já não é possível caminhar por ali e temos que dar uma volta para evitar ter que desbravar a selva. Nunca entendi muito bem o propósito daquilo, até que o Uriel ficou sabendo pelo próprio vizinho, que a horta que ele planta anualmente é comunitária, para qualquer um pegar o que quiser. Pelo jeito ele não divulgou muito bem a mensagem, pois nunca vi ninguém pegando nada. O que acontece todo ano é um grande e escandaloso exercício de desperdício.

Noutro dia emergi no morro, vinda de uma caminhada pelo Arboretum, para uma visão do vizinho numa reinterpretação californiana do guru indiano dos Beatles. Vestido numa túnica longa e calças cor-de-rosa, ostentando óculos escuros, com o cabelo desgrenhado e grisalho preso num rabo de cavalo e a barba branca longuíssima apontando em direção ao sol poente, ele regava caprichosamente o vasto canteiro, que já tinha sido limpo, redecorado com pedras [claro!] e a terra preparada para o plantio. O caso é que só vamos saber o que o vizinho decidiu plantar daqui a alguns meses. Se bem que ele avisou, no dia que contou que a horta era self-service, que também aceita pedidos e plantaria o que você quisesse colher: pepinos, batatas, melancias, beterraba, morangos? Arriscaríamos, pois então, pedindo, quem sabe, se fosse possível ele plantar umas mandiocas, uns chuchus e um pé de maracujá?

o melhor lugar, aqui e agora!

Gatos são animais fofinhos, que ficam lindos deitados sobre uma almofada no sofá ou enrolados no tapete em frente à lareira, dormindo aos pés da cama, rolando e desenrolando novelos de lã. Gatos não têm absolutamente nada o que fazer na cozinha. Mas é na cozinha que meus dois gatos passam um bocado de tempo, muito mais tempo do que deveriam.

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O gato mais novo é um espevitado que chamamos de Roux—embora estejamos inclinados a acreditar que ele não sabe que se chama Roux, pois nunca responde quando solicitado pelo nome. Esse faz da cozinha o seu lugar de gastar tempo de bicho entediado. Quando ele não está dormindo e fica naquele trancetê sem ter o que fazer, a cozinha vira um parque de diversão. Ele corre para lá e para cá aos pinotes, dando botes em qualquer coisa que se movimente, real ou imaginária. Ele come as flores e as ervas nos vasos, tenta abrir as portas dos armários para ver o que tem dentro e se eu abrir gaveta ou porta e ele estiver pelos arredores, vai vir correndo para bizoiar curiosamente. Não sabemos exatamente o que ele faz na cozinha quando não estamos em casa ou quando as luzes se apagam e nós vamos dormir, mas temos suspeitas que ele dorme em cima da mesa e desfila pelas as bancadas da pia, xeretando em absolutamente tudo.

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O outro gato é um senhor austero e obcecado por comida chamado Misty Gray. Esse nunca sai da cozinha. Se eu estou lá, ele está lá. Se eu não estou, ele continua lá. Ele dorme nos tapetes da cozinha, especialmente nos tapetes por onde eu circulo. Tenho que ter um cuidado enorme para não pisar no rabo e não tropeçar no animal. Criamos o hábito de dar uma comidinha especial para ele num canto da cozinha. Então toda noite temos o que chamamos de “o ritual do snack”. O gato fica esperando, fica pedindo, se coloca em posição estratégica de frente para a parede e enquanto você não abre o pacote e ele não vê os biscoitinhos ali no chão, não há condições de se fazer muito na cozinha, porque ele não dá sossego. Se eu pego o abridor de latas, abro um saquinho de algo ou destampo qualquer coisa, ele olha para cima com aquele carão de pidão, na esperança de que vá sobrar algo para ele. É de comer—é pra mim? Pelo menos este não dorme na mesa, nem deixa marcas de patas na bancada da pia. Ou assim acreditamos.

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Meus gatos ficam à vontade na cozinha, como se ali fosse o ambiente natural deles. Assistem a vida passar pelas janelas e fazem a festa quando estão sozinhos. Mas pensando bem, não poderia ser diferente, pois é na cozinha que se concentra toda a ação da casa. Eu que o diga, pois apesar de não ser um gato, também não saio de lá.

são rosas

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O legal de viajar durante mudança de estação, é que quando você volta encontra muitas diferenças na paisagem. Eu cheguei para encontrar as rosas já pipocando, no jardim da frente e no quintal da casa. Minhas rosas não são muito bonitas, daquela beleza clássica que as rosas costumam ter. Elas abrem de uma maneira deselegante, se despetalam fácil, são espinhudas, sempre infestadas com pulgões, mas são rosas de fato. E já estão enchendo os vasos e trazendo alegria pra vida do gato Roux.

sopa de aspargos & arroz

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A edição de maio da revista Country Living traz um amor de reportagem, com vários famosos comentando as comidinhas favoritas feitas pelas suas mães. Essa sopa era preparada na Itália pela Erminia, mãe da Lídia Bastianich— cozinheira que comanda um programa de culinária italiana na rede PBS.

Como aqui os arpasgos já estão no seu esplendor, era essa justamente a receita que eu precisava! Tinha todos os ingredientes, menos o alho, que substituí por shallots—enchalotas.

Faz 8 porções — fiz metade
4 dentes de alho grandes
1/2 xícara, mais 2 colheres de sopa de azeite
2 xícaras de batata cortada em cubinhos
3 xícaras de alho-poró picadinho, parte branca e verde
1 folha grande de louro
1 colher de sopa de sal marinho ou kosher
800 gr de aspargos frescos cortados em pedaços
1 xícara de arroz arborio
Pimenta do reino moída a gosto
1/2 xícara de queijo Grana Padano ou Parmigiano-Reggiano ralado na hora

Numa panela funda refogue o alho picado em 1/2 xícara de azeite. Adicione as batatas e refogue por 5 minutos. Então adicione o alho-poró e cozinhe por mais 3 minutos. Junte 4 litros de água, a folha de louro e o sal. Misture bem, tampe e deixe ferver. Baixe o fogo, adicione os aspargos—eu separei as pontas, que só coloquei na sopa quase no final. Cozinhe por mais ou menos 1 hora, ou até que o liquido esteja reduzido em 1/3. Adicione o arroz, deixe ferver e cozinhe por 10 minutos. Coloque pimenta a gosto e ajuste o sal. Junte 2 colheres de sopa de azeite e o queijo ralado. Sirva imediatamente, ainda bem quente.