
Os primeiros morangos da temporada.
Docinhos, fresquinhos, locais & orgânicos.
Autor: Fer GuimaraesRosa
salada [morna] de abóbora
espaguete

Gastei minha última spaghetti squash fazendo essa salada interessante que saiu na revista Food & Wine do mês de março. Ela é para ser servida morna, o que não impede que você a sirva fria. Eu comi as sobras frias no dia seguinte e não deixou nada a desejar.
Serve 8 pessoas
1 spaghetti squash cozida ou assada [corte ao meio, remova as sementes e cozinhe na água, no vapor ou asse as metades com a casca para cima no forno por 40 minutos]
1 xícara de amêndoas em lascas
1/2 xícara de azeitonas verdes sem caroço e picadas
1/2 xícara de scallion-enchalotas picadas
1/2 colher de chá de raspas de limão
3 colheres de sopa de suco de limão
1/4 xícara mais 2 colheres de sopa de óleo de canola [ * usei azeite]
1/4 xícara de queijo feta
Sal kosher e pimenta branca moída
Raspe a polpa da spaghetti squash cozida com um garfo numa vasilha. Toste as amêndoas na frigideira ou forno. Num mini-processador coloque as azeitonas, a enchalota, raspas e suco de limão, sal, pimenta e óleo [ou azeite] e pulse ate obter um creme. Coloque os fiozinhos da squash numa travessa, tempere com o molho, salpique com o queijo feta, as amêndoas e sirva morno.
[da cor da] laranja

O Uriel já começou as viagens para as fazendas onde ele testa suas máquinas. E sempre que vai, ele volta com alguns presentes comestíveis. De uma delas, na cidade de Orland, ele trouxe um saco de laranjas colhidas no pé, que estavam incrivelmente frescas e doces. Devoramos todas.
pudim de limão

Estou gastando os limões colhidos como posso. O Gabriel ajudou, levando um tanto. Queria muito fazer um doce, mas queria algo diferente—e fácil! Essa receita de meyer lemon budino publicada pela revista Bon Appétit de setembro de 2006 se encaixou nos meus critérios. Substituí o meyer pelo siciliano. Ficou um pudim bem limãozudo, com uma camada fofa e esponjosa por cima e um creme sedoso por baixo.
faz 6 porçoes
1/2 xícara mais 2 colheres de sopa de açúcar
3 ovos grandes, gemas e claras separadas
1/4 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara mais 2 colheres de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa da casca do limão ralada
3/4 xícara mais 2 colheres de sopa de leite integra
1/4 colher de chá de sal
Pré-aqueça o forno em 350ºF/ 176ºC. Unte seis potinhos com manteiga. Misture 1/2 xícara de açúcar, as gemas, a farinha, o suco e raspas do limão numa vasilha grande e bata bem. Junte o leite e bata novamente. Na batedeira, coloque as claras e o sal e bata bem, junte 2 colheres de sopa de açúcar e termine de bater até formar picos. Adicione delicadamente as claras batidas na mistura de limão em duas partes. Divida a mistura entre os 6 potinhos e coloque sobre uma forma com água até a metade dos potinhos. Leve ao forno por 30 minutos, ou até que os pudins fiquem levemente dourados. Remova da forma com água e deixe esfriar um pouco. Sirva morno ou frio.
já plantei

» sálvia, menta marroquina, alecrim, orégano e tomilho.
o final de dia [calorento]
Fui caminhar durante os últimos minutos do entardecer, quando a luz já estava serena, depois do sol ter baixado daquela linha que fica bem direto com os nossos olhos e provoca uma luminosidade dolorida. O dia foi relativamente quente para essa época do ano. Fez trinta e seis graus celsius, uma onda baforenta fora de hora, que sempre nos tira dos eixos e do percurso natural das coisas. Fui caminhar mais tarde porque fiquei contando uns causos pro Uriel, enquando comia triângulos cortados de uma laranja dulcíssima e ele lavava as panelas e as travessas do nosso jantar. Quando pisei no arboretum, que é cortado nas suas três milhas de extensão por um riacho, senti na hora a umidade vinda da água, vaporizada no ar pelo calor. Caminhei meus rotineiros quarenta minutos sentindo todo tipo de cheiro. Eu tenho um olfato bem calibrado que adora perceber todos os aromas e fedores deste mundo. E ele aspirou, ora entusiasmado, ora repugnado, odores secos e molhados dos mais diversos. Cheiro de mato, de paina, de flores, de musgo, de terra, de pena de pato, de poeirão de esquilo, de casca de árvore, de chinelo de dedo, de suvaco de corredor, de bosta de cavalo, de galho quebrado, de folhas boiando na água, de brotos de cereja, de madeira vermelha, de óleo de pinho, de pavimento esfriando. O dia ferveu e o arboretum mudou seus cheiros, que foram registrados em pormenores pelo meu poderoso nariz.
o jasmim deste ano
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Meu jasmim floresce todo ano nesta época. Ele é uma flor trepadeira e, acredito, invasiva. Se você não manter ele num cabresto, ele se espalha de uma maneira irritante, se enroscando em outras plantas. Esse, da porta do fundo da guest house, já se meteu pela roseira ao lado. Como eu não tenho muitas habilidades de jardinagem, vou fazendo como posso. Quando olho pra esse jasmim penso que ele reflete muito bem o estilo do meu quintal-matagal. Um jasmim exagerado, desarrumado, imponente e um tantinho descabelado.
[outra] salada de lentilha

Fiz essa receita num dia em que cheguei em casa decidida que queria comer uma salada de lentilhas. Não tinha nenhuma idéia do que misturar nela, fui pensando conforme fui fazendo. Usei a lentilha francesa verde, a puy lentil, que cozinha rapidíssimo e fica inteira, não desmancha, portanto ótima para fazer salada. A lentilha levou mais tempo esfriando do que cozinhando [uns 15 minutos]. Depois de fria, temperei com suco de limão, óleo de avelã e flor de sal. Misturei às lentilhas um punhado de tomates secos, outro punhado de azeitonas pretas, mais um tanto de folhinhas frescas de manjerona e esfarelei duas rodelas de queijo de cabra por cima. Ficou exatamente a salada que eu queria comer naquele dia!
aspargos com ovos, bacon e molho aïoli

Com os aspargos que recebi na semana passada, adaptei esta receita para fazer deles uma refeição completa. Mudei a maneira de cozinhar o aspargos, que fiz no vapor. Fiz ovos cozidos, ao invés de fritos e usei a minha tática no microondas para obter o bacon torradinho. Essa deve ser a única verdadeira utilidade do meu microondas, pois eu acho que fritar bacon empesteia a casa com, hmhm, um cheiro de bacon. Assim não faz sujeirada e é super rápido.
Forre um prato largo com folhas de papel e coloque as fatias do bacon esticadas, uma ao lado da outra. Cubra com mais papel e coloque no forno por 5 ou 6 minutos. Remova, deixe esfriar, jogue fora o papel e use o bacon. Ele fica crocante, fácil de esmigalhar e usar em receitas como essa ou em qualquer outra.
10 aspargos — lave, remova a ponta dura do final e cozinhe brevemente no vapor
4 fatias de bacon, fritas ou microondeadas
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
2 ovos cozidos [ou fritos, se quiser]
Fatias de pão rústico tostadas na frigideira
molho aïoli
1 dente de alho
1 gema de ovo * eu uso cozida
2 colheres de chá de mostarda doce alemã ou outra a gosto
2 colheres de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de suco de laranja
½ colher de chá de sal
¼ xícara de Parmigiano Reggiano ralado na hora
½ xícara de azeite extra-virgem
Coloque todos os ingredientes num mini-processador, menos o azeite, e pulse até tudo ficar bem incorporado. Vá juntando o azeite aos poucos e pulsando. Se fizer com gema crua, pode cozinhar o molho num double-boiler por 5 minutos. Eu prefiro fazer com gema cozida. Sei lá, tenho nojinho da gema crua.
Para montar o prato, coloque os aspargos, regue com o vinagre balsâmico, coloque os ovos, salpique tudo com o bacon esmigalhado e se quiser [eu quis] salpique com mais parmegiano ralado. Sirva o aïoli num potinho ou derrame sobre os aspargos, conforme o gosto do freguês. E não esqueça das fatias de pão rústico, para completar o prato.
verde & limão




