eu, a fer e o bob

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Ele vem sempre em outubro, e eu considero isso um presente. Sou fã dele desde que eu tinha uns quinze anos e nem entendia o que ele cantava. Sempre detestei línguas e digo pra quem quiser ouvir que uma das minhas motivações para aprender o inglês foi para entender o que Bob Dylan cantava. Sou uma mulher realizada! Hoje vou vê-lo em Sacramento, pela quinta vez. Só que vai ser um pouco diferente, pois o Uriel não vai comigo. Ele está na fazenda e eu convidei uma amiga para ir ao show comigo. Eu e o Uriel temos muitas histórias com o Dylan. Apesar de que eu já era uma fanzoca do Mr. Zimmerman antes de conhecê-lo, foi com ele que vi o Dylan pela primeira vez, sem contar que considero o meu marido my private Bob Dylan. Ele detesta quando eu falo isso, mas eu tinha essa foto do Dylan colada na parede do meu quarto, e um dia olhei pra ela e tive uma luz—eu conheço esse cara! Era o Uriel! Ele nega, recusa, abomina, rejeita. Eu acho que minha vida não seria a mesma sem os meus dois Bobs. Hoje vou sentir falta dele falando as coisas engraçadas, tentando me distrair, demonstrando ciúmes de um cara completamente inatingível e que não tem a menor idéia que eu existo. A melhor história que tenho com o Uriel e o Bob foi na nossa lua de mel. Fomos pra Ilha Bela com a Caravan do meu pai—éramos dois pirralhos e estudantes pobres—e eu levei todos os meus k7s do Dylan, que tocaram sem parar no tape do carro. Na volta, um amigo do Uriel fez uma pergunta bem cretina—e ai, Uriel, como foi a Lua de Mel? E ele respondeu prontamente—ah, foi ótima, eu, a Fer e o Bob!

14 comentários sobre “eu, a fer e o bob”

  1. Fer, adoro o Bob também! Ele foi um dos responsáveis por eu aprender inglês.
    Essa foto é linda. Considero o JAcob o marido ideal porque ele vem com o sogrão Bob de lambuja.
    Beijão

  2. Putz, nada como uma fantasia que se cristalizou naqueles tempos. Eu tb adoro o Bob Dylan. Ele é mesmo tão bom, mas tão bom, que fez “Like a Rolling Stones” – considerada a 1ª entre as 500 melhores músicas de todos os tempos.
    Também gosto desta:
    “A cavalaria imitou os índios / e eles foram mortos / e o país era feliz / porque Deus estava do nosso lado / Então veio a Primeira Guerra Mundial / e nunca se soube porquê / Deus também estava do nosso lado / Depois veio a Segunda Grande Guerra / e os alemães mataram milhares / porque Deus estava do lado deles / E agora marchamos para outra guerra / Com Deus do nosso lado” (“With God on Our Side”, Bob Dylan, 1963).
    Valeu, Fer.
    Bjs
    Gorete

  3. Fer, eu devo ser uma pessoa volúvel ou nada saudosista. Meus ídolos não atravessam décadas como o seu. Amava o U2 – e ainda gosto muito das músicas da banda – mas foi uma paixão que ficou pra trás, associada à uma fase da minha vida.
    Divirta-se no show do Bob! 🙂

  4. Fer, é tão forte a sua ligação com o Bob Dylan que hoje estava lendo uma reportagem sobre o número de estréia da revista Rolling Stone no Brasil e imediatamente me lembrei de você. A reportagem enfatizava uma entrevista em que ele dizia “Sou dono dos anos 60 – quem se atreve a discutir comigo?” Modesto o moço, não?

  5. É, Fer…
    pelo menos seu maridex tem senso de humor, né não?
    Eu sou exatamente como ele, nada que me falem fica sem uma respostinha, normalmente engraçada ou demental… hehehehehe
    Beijos pra vc!

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