
Outra salada de cenoura, porque elas abundam por aqui neste momento. Desta vez investi num molho diferente, feito com suco de laranja vermelha, suco de limão, sal australiano do rio Murray* e óleo de amêndoa. Juntei umas uvas passas, umas azeitonas calamatas de Sonoma picadinhas e deixei marinar por uns minutos. Depois ralei várias cenouras e juntei ao molho. Misturei bem e servi. Mais fácil e rápido, impossível!
*tenho usado uns sais muito finos da bossa para temperar minhas saladas, que me foram presenteados pela Neide Rigo. ganhei um pacotão cheio de pacotinhos com sais de todos os cantos do mundo, cada um marcado e amarrado com um fiozinho azul.
Autor: Fer GuimaraesRosa
salada de cenoura
salada de beterraba com limão

Outra salada de beterraba, porque elas abundam por aqui neste momento. Desta vez coloquei em prática uma idéia bem simples, porque eu quis mesmo foi testar uma dica dada pela Alice Waters no livro Chez Panisse Vegetables. Ela recomenda que se tempere a beterraba como quiser, com sal, vinagre, limão e pimenta, mas acrescente o azeite só no último minuto. Segundo Alice, o azeite previne que a beterraba absorva bem os outros temperos, se for colocado junto.
Assei as beterrabas embrulhadas em papel alumínio por uns quarenta minutos em forno alto. Eu sempre asso as beterrabas no dia anterior e sempre aproveito o forno quando estou fazendo outras coisas, para assar legumes. No dia seguinte abri os pacote com as beterrabas assadas, removi as cascas com os dedos [fica super molinha] e passei pelo mandoline para fazer fatias finérrimas, como folhas de seda. Temperei com flocos de sal peruano Maras*, raspas e suco de um limão e uns pingos de vinagre balsâmico. Deixei marinar na geladeira e na hora de servir temperei com um fio de azeite prensado com limão.
*tenho usado uns sais muito finos da bossa para temperar minhas saladas, que me foram presenteados pela Neide Rigo. ganhei um pacotão cheio de pacotinhos com sais de todos os cantos do mundo, cada um marcado e amarrado com um fiozinho azul.
dia de fazer e comer peixe


Sábado é dia de farmers market, de comprar peixe fresco no peixeiro e fazer um prato com ele. Desta vez comprei o halibut, mas fiquei com uma preguiça imensa de sair atrás de receita, então fiz como eu sempre faço—assado embrulhado no papel—que fica invariavelmente uma delicia. O halibut é um peixe bem branco e bem carnudo, ficou realmente especial assado nos envelopinhos. Fiz uma cama bem confortavel com fatias bem grossas de dois tipos diferentes de maçã e um talo de aipo ralado para cada filé. O peixe foi temperado com sal grosso e pimenta do reino moída. Depois ganhou fatias de limão e bolotas de manteiga de ervas. Foi para o forno em 375ºF/ 190ºC e assou por uns 20 minutos.
sabonete de banana


Pra quem é louca por essa fruta, como eu. O presente perfeito.
Adorei, Mariana!
Il Fornaio – Sacramento
Quando recebemos visitas, sempre acabamos deixando um passeio à Sacramento para o último dia, o que passa a impressão equivocada de que lá não tem nada de interessante—o que não é absolutamente verdade. Sacramento não é San Francisco, mas certamente tem o seu charme particular. Fizemos uma tour pela pitoresca Old Sac e depois demos um pulinho no imponente e nobre Capitol, já que Sacramento é a capital do estado e o escritório de trabalho do nosso mais intrigante governador, o senhor Arnold Schwarzenegger. Lá fizemos um passeio pela parte antiga do prédio, que é muito bonita, mostrando escritórios preservados do inicio do século vinte [1916], e depois demos de cara com uma comoção jornalistica na porta do escritório do nosso atual governador. Eram muitos reporteres de tevê, rádio e jornal, esperando para entrevistá-lo. Nós ficamos super animados com a perspectiva de poder ver o super astro-político assim cara-a-cara e nos prostramos lá também, câmeras em punho, animação evidente. Mas depois de meia hora começamos a sentir fome e o bafão da muvuca foi nos dando uma agonia. Eu sugeri irmos almoçar e a idéia foi acatada unanimamente.
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Eu adoro o restaurante Il Fornaio, um italiano que fica bem no centro financeiro de Sacramento. Ele é parte de um franchising, mas isso não importa. A comida é realmente boa, sem muitos tererês de restaurante modernê. O serviço é sempre bacana, com aqueles garçons vestidos à antiga, com blaser branco e gravata borboleta preta. O prédio onde fica o restaurante pertence ao Wells Fargo, o banco mais antigo da Califórnia, que chegou no oeste junto com a corrida do ouro. O espaço do restaurante é aberto, com pé direito altíssimo e muita claridade, o que deixa o lugar com uma atmosfera extremamente agradável. Eu me sinto feliz quando vou ao Il Fornaio e nem sei explicar muito bem por que.
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Lá matamos nossa fome, que estava descabelante, com os pãezinhos fresquinhos e maravilhosos que a famosa padaria do restaurante produz. Também pedimos bruschettas al pomodoro, que vieram com azeitonas extras. Meu irmão e minha cunhada beberam um zinfandel californiano. Eu bebi água com gas, já que estava dirigindo. A comida estava deliciosa e nós comemos até dizer chega. A Lívia pediu um macarrãozinho simples com um molho de tomate tão saboroso, que eu não resisti e molhei meu pão nele—com a permissão dela, é claro! Eu devorei um peito de frango num molho picante de peperoncino, servido com purê de batata e espinafre. Meu irmão comeu um scaloppine com marsala e funghi, servido com polenta e broccolini. E minha cunhada foi de ravioli recheado com linguiça italiana, ricota e erva-doce. Depois ainda tivemos coragem de dividir uma sobremesa, que foi uma daquelas muitas sobremesas italianas que eles trazem pra gente escolher num carrinho. Saimos do Il Fornaio com a pança cheia e tão felizes que até esquecemos da frustração de não ter conseguido falar um oi para o governator!
bolinho de feijão & castanha


Massinha fofinha recheada com feijão azuki e castanha portuguesa. Mais uma delicia made in Japan que devorei durante a semana.
outra salada marroquina
de cenoura

Essa salada saiu do livro Chez Panisse Vegetables da Alice Waters e ficou deliciosamente diferente. Descasque cenourinhas e corte ao meio. Como as minhas eram pequenas porém bolotudas, cortei em quatro. Cozinhe as cenouras numa panela com água e um dente de alho amassado. Quando as cenouras estiverem macias [mas não muito macias], escorrer e deixar esfriar bem. Colocar as cenouras cozidas numa saladeira e salpicar com páprica, cominho em pó, canela e pimenta cayenne. Temperar com sal grosso ou flor de sal, suco de limão e azeite. Jogar um tantinho de salsinha picada, misturar bem [com as mãos mesmo, pra não machucar as cenouras] e deixar marinando por pelo menos uma hora antes de servir.
risoto de erva-doce & laranja

Foi a Marianne que me deu a idéia desse risoto, quando ela contou que tinha feito um com a metade do bulbo da erva-doce que ela tinha levado na outra semana. Fiz seguindo a receita básica—quatro xícaras de liquido, para cada xícara de arroz. Refoguei a erva-doce na manteiga. Cortei o bulbo no mandoline e usei também os caules e os raminhos. Depois refoguei o arroz e acrescentei uma xícara de suco de laranja [substituindo o vinho]. Depois as três xícaras de caldo de legume quente, até o arroz ficar pronto. Juntei raspas da casca de duas laranjas pequenas. Daí foi só acertar o sal, deixar descansar uns minutinhos e servir, com ou sem queijo parmesão ralado.
[pecados]
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Sofia [rosé]
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O rosé Sofia não é somente um rostinho bonito. Tá certo que a garrafa é fofa e eu acho que combina com a musa que inspirou o vinho. Mas ele também é bom demais de beber e está causando um revival dos desprezados rosés. Apesar de cor-de-rosa, ele não é um vinho doce. É bem sequinho, bem distinto, bem discreto.





















