43 graus

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Pedalando minha bicicleta pelo campus da UC Davis às cinco da tarde me senti dentro de um forno natural. O ar estava seco e amarelado e os meus olhos ardiam com o calor que estava no pico, marcando 43ºC / 109ºF. Nesses dias extremamente quentes, o departamento de saúde pede para as pessoas evitarem ficar na rua, fazer exercícios, levar crianças à piscina, pois o ar fica insalubre. Felizmente, essas ondas de calor duram no máximo três dias, embora elas aconteçam várias vezes durante o verão. Felizmente também temos uma excelente infra-estrutura e só se sente o calor na rua. Minha casa tem ar condicionado central, como a maioria das casas e locais públicos ou de trabalho. Eu fecho as janelas pela manhã para não deixar o bafão entrar e quando chego em casa, o a/c já ligou automaticamente para manter a temperatura da casa nos agradáveis 25ºC / 77ºF. Por isso eu não uso o fogão nesses dias tórridos, porque não faz sentido ter uma temperatura controlada e esquentar deliberadamente uma parte da casa. E como esquenta! Em dias secos e quentes como esse, até a chama do fogão produz calor demais. Então o jeito é cozinhar na churrasqueira, onde eu já adquiri maestria, ou fazer receitas que não precisam cozimento. Nesse dia baforento optei mais uma vez pela panzanella. Essa salada é uma refeição completa e não precisa usar o fogão para prepará-la. Nessa variação usei abobrinha. Mas já fiz várias vezes a receita clássica e a versão com aspargos. Assim jantamos no primeiro dia da ondaça, que ainda vai nos castigar por mais dois dias. E a previsão pra hoje—lord have mercy—é de 44ºC / 112ºF.

7 comentários sobre “43 graus”

  1. Todo excesso acaba sendo ruim, mas eu não reclamo do calor, até por coerência, já que reclamo muuuito do frio.
    Aqui também está quente, mas não tanto. Os locais reclamam, mas eu me sinto mais disposta no calor do que no frio.
    Claro que o ideal é uma temperatura amena. O segredo que todos conhecemos é que a virtude está sempre no equilíbrio, não é?
    Um abração

  2. Fezoca, teu marido é um cara diferenciado. Que sorte a dele. Cara, fico impressionado com a tua agilidade, criatividade, habilidade e jogo de cintura pra driblar os contratempos. Quer dizer então que esse prato foi preparado pra quebrar um galho? Imagina só! Se eu me concentrar muito, mas muito MESMO, consigo fazer um sanduba de presunto e queijo, hahahahaha!
    Bjão e parabéns. Sou tem fã no. 1

  3. Ai essa panzanella, até dá vontade de passar por uma onda de calor só para a degustar.
    Já provei a versão clássica e adorei, essa versão com courgetes está tentadora.
    Beijo

  4. Fer,que calor insuportável,eu não suporto tempo assim,ainda bem que passa logo.Aqui no sul também temos extremos e no verão já chegou a marcar sensação térmica de mais de 40C. É muito desagradável e eu não sinto vontade de fazer nada. Beijos!

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