gelatina de cereja negra

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Às vezes me dá uma vontadezona de comer gelatina, mas não daquelas de caixinha e sim das feitas com suco de fruta. Folheando a revista da MS do mês de maio, vi várias sugestões de sobremesa com gelatina. Todas me animaram, mas uma me encantou pela cor e sabor. A receita original levava vinho, mas eu não coloquei. Fiz com suco de cerejas negras e cerejas negras congeladas, pois as frescas ainda não deram as caras por aqui. A minha gelatina ficou bem mais escura do que a da MS, mas ficou deliciosa!

4 envelopes de 7 gr cada [28gr total] de gelatina em pó sem sabor
1 xícara de suco de cerejas negras orgânico frio
3 xícaras de suco de cerejas negras orgânico aquecido até o ponto de fervura
Mel ou agave nectar a gosto para adoçar
Cerejas negras orgânicas congeladas — quatro unidades cortadas ao meio para cada potinho

Numa vasilha grande e rasa, polvilhe a gelatina na xícara de suco frio e deixe dissolver bem, por 1 minuto. Numa panela esquente as 3 xícaras restantes de suco ao ponto de fervura e despeje sobre a mistura de gelatina. Mexa com um batedor de arame para dissolver bem. Junte mel ou agave nectar a gosto, misture bem, despeje nos potinhos com as cerejas divididas em cada e leve à geladeira por no mínimo 3 horas.

picles de beterraba

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Vi na revista Martha Stewart de maio de 2009 a idéia bacanuda de fazer picles com beterraba. Já estava cansada de assar as minhas e me entusiasmei com a novidade.

2 beterrabas cruas grandes
1 pimenta fresca cortada ao meio [* usei em flocos]
1 xícara de vinagre de arroz
1/4 xícara de açucar
1 folha de louro fresco
1/2 colher de chá de pimenta preta em grão

Corte as beterrabas cruas em fatias finíssimas [use o mandoline] e coloque num vidro com tampa. Numa panela ferva a mistura dos outros ingredientes e jogue sobre as beterrabas. Refrigere. Esse picles dura um mês na geladeira. Cuidado quando for retirar as fatias porque o molho fica uma tinta, excelente para manchar roupas.

from California

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Finalmente terminei as classes online de traffic school, que transformaram minhas noites numa chatice absurda. Levei uma multa por excesso de velocidade em janeiro, quando voltava do Costco de Woodland. Tinha ido comprar um presunto especial para a minha cunhada e comida para os gatos. Eu tenho um pé pesado no acelerador, porque detesto dirigir e não tenho muita paciência com estradas. Essa, onde tomei a multa, é uma linha reta e está sempre vazia. A tendência é correr. Mas aprendi minha lição, alright! Desde o dia fatídico que tenho mantido forçadamente minha velocidade entre 65 e 70 milhas por hora. A multa foi salgada, mas o mais doloroso foi ter que fazer esse curso.

»Achei essas plaquinhas nos arquivos ancestrais do The Chatterbox. Não lembro mais o endereço do website onde fiz , mas elas são o fino da bossa—da década de 30 até hoje.

sopa de bacalhau

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Quando eu fiz o bacalhau com tomates da Alice Waters, salguei três filés enormes de peixe e só usei um. Os outros dois eu congelei para usar em outras receitas. E essa de zuppa di baccalá publicada no livro Jamie’s Italy do Jamie Oliver, foi perfeita. Use bacalhau salgado ou salgue o fresco, como eu fiz. Ele também sugere que se use outros tipos de peixe fresco, salgando previamente e refrigerando. Ele aconselha lavar o peixe fresco salgado antes de usar, mas eu não fiz. Apenas não coloquei sal. Adaptei os legumes para usar o que eu tinha na geladeira, que era cenoura, alho-poró, kholrabi e batata.

Para seis pessoas
350 gr de bacalhau salgado ou 700 gr de bacalhau ou outro peixe fresco, salpicado com sal e deixado descansando na geladeira por uma noite
1 cebola picada
2 cenouras picadas
2 talos de salsão picados
2 dentes de alho picados
Salsinha
Azeite
1 pimenta seca pequena esmagada ou em flocos
1 lata grande de tomate de ótima qualidade
2 xícaras de caldo de legumes
Sal
Suco espremido de 1 limão

Faça um refogado com os legumes [eu usei cenoura, alho-poró, kholrabi e batata], adicione a pimenta e deixe cozinhar no fogo baixo com a panela tampada até os legumes ficarem macios. Adicione os tomates, deixe cozinhar por uns minutos e então jogue o caldo de legumes. Coloque os filés de peixe cortados em pedaços no molho da sopa e deixe cozinhar por uns quinze minutos. Adicione a salsinha, teste o sal e coloque mais se precisar. Esprema o limão na sopa, acrescente mais azeite se quiser e sirva em seguida.

pastured chicken eggs

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Adorei encontrar à venda no Co-op e no Corti Brothers os ovos da fazenda Alexandre Kids, de Crescent City, que usa o mesmo método da fazenda Poliface descrita no livro O Dilema do Onívoro do Michael Pollan. Essas fazendas usam o eggmobile ou os galinheiros móveis, que são levados à diversos pontos no pasto das vacas. As galinhas convivem no mesmo espaço que os bovinos, comendo insetos e ajudando a sanitizar o pasto. Como elas mudam de área constantemente, o solo também fica preservado. Os ovos da Alexandre Kids são cem por cento naturais, pois a fazenda não usa pesticidas, fertilizantes, hormônios ou organismos geneticamente modificados. Os ovos têm uma gema cor de laranja bem escura. A dúzia custa um pouco mais de cinco patacas, o que é completamente razoável e perfeitamente acessível, pois ninguém precisa comer ovos todo santo dia.

vinte e sete

Eu lembro de cada detalhe daquele dia vinte e sete de abril de mil novecentos e oitenta e dois. Lembro do dia anterior também, a partir do momento que tive a primeira contração. Eu estava vendo tevê, um programa triste sobre uma criança que iria morrer. Fui correndo arrumar a minha malinha. Tomei banho, lavei o cabelo, passei perfume, vesti aquele vestido que combinava com as sapatilhas de bailarina beige. As famílias em total alvoroço. Fomos para o hospital: eu, Uriel, minha mãe e minha sogra.
Lembro de todos os micro-detalhes: de como o médico disse ‘nooossaaa, que barriga mais linda!’, de como eu fiquei surpresa com toda aquela dor, da visita do meu cunhado com os amigos, da minha ida pra sala pré-parto e de como a dor me fez esquecer o que eu estava fazendo ali e do alívio que eu senti quando lembrei que estava sofrendo temporáriamente para ter o meu bebê, que eu já não via a hora de ver como ele era!
E quando ele nasceu eu achei que ele era a minha cara e fiquei preocupada porque nem tínhamos escolhido um nome. Eu queria descansar e as famílias não saiam do quarto, todo mundo olhando pra minha cara como se eu fosse a mãe do menino Jesus.
Tantos anos e eu não esqueci nenhum pequeno detalhe. Tá tudo aqui guardado, como se fosse um filme. E todo dia vinte sete de abril eu acordo e relembro. No aniversário do meu filho Gabriel!

e agora, as azeitonas

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O campus da Universidade da Califórnia aqui em Davis é sapecado de oliveiras, assim como a cidade. Ao lado da minha casa tem uma fileira enorme das lindas árvores, que nos fornecem uma sombra agradável nos dias quentes. O problema das oliveiras na cidade e no campus são as azeitonas, que caem no chão e deixam o pavimento oleoso e escorregadio, especialmente para as bicicletas. Anos atrás alguém teve a idéia fabulosa de colher as azeitonas do campus e transformá-las em azeite. O negócio prosperou e o azeite da produzido pela UC Davis virou coqueluche nas cozinhas da cidade e região. Agora alguém teve outra idéia—por que não produzir também azeitonas de mesa? Voilá! Na semana passada fui comprar os primeiros vidros lançados pela universidade. As azeitonas são oferecidas em três sabores—siciliano, alho e limão. Comprei a de limão e me surpreendi bastante com o sabor das azeitonas. Elas não são muito carnudas, nem super tenras, mas são bem saborosas. Para a primeira leva está excelente.