Irish Cream Bars

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Minhas incursões pelas terras das sobremesas nem sempre são bem sucedidas. Eu persisto, mas há muito o que aprender ainda. Sem falar que não somos muito chegados em coisas açúcaradas. Quando encontro uma receita que por um motivo ou outro me interesse, fico sempre animada para experimentar, especialmente se ela for fácil!
Essa é do site da Betty Crocker que por acaso eu tenho na minha personal page do Google. Eu não tenho muita afinidade com a BC, mas gostei dessa receita das barrinhas com o Irish cream. Fiz e vou ser sincera, ficam bem gostosas, mas um pouco doces demais pro meu gosto. E ficam com um sabor bem acentuado do licor, então meu maridô não vai gostar. Mais um doce encalhado, êta lasca, a não ser que eu conte com a ajuda do Super Gabe!

Irish Cream Bars
3/4 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara, 1 barra de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1/4 xícara de açúcar de confeiteiro
2 colheres de sopa de cacau em pó, sem açúcar
3/4 xícara de sour cream
1/2 xícara de açúcar
1/3 xícara de licor Irish cream – Bailey’s ou similar
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 colher de chá de baunilha
1 ovo
1/2 xícara de chantily
Chocolate granulado, se quiser – eu não usei

Pré-aqueça o forno em 350ºF/180ºC.

Numa vasilha misture os 2/3 xícara de farinha, a manteiga, o açúcar de confeiteiro e o cacau. Amasse bem com os dedos até formar uma massa meio grudenta. Forre uma forma quadrada ou retangular com papel alumínio, coloque a massa espalhada e asse por 10 minutos.

Numa outra vasilha prepare o creme, misturando com um batedor de arame o restante dos ingredientes – sour cream, Irish cream, ovo, farinha, açúcar, baunilha. Coloque sobre a massa assada e asse por mais 20 minutos, até o creme assentar. Deixe esfriar, cubra com plástico e leve à geladeira. Deixe gelar por pelo menos 2 horas antes de cortar. Decore com chantily e chocolate granulado, se quiser e sirva.

Azeitona vira azeite na UC Davis

Onde quer que se vá, aqui em Davis, vai com certeza encontrar fileiras de oliveiras, a maioria delas árvores bem antigas, que devem ter providenciado sombra para as carroças quando a cidade ainda era uma fazenda pertencente ao campus da UC Berkeley. Eu adoro as oliveiras, mesmo sabendo que elas fazem uma sujeira danada. Aqui ao lado da minha vila, na First Street, tem uma fileira delas, que fazem o chão ficar seboso e enegrecido durante certa época do ano.

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Sempre tive um sentimento de pena vendo todas aquelas azeitonas sendo desperdiçadas. Nos dez anos que vivo aqui em Davis, vi uma única vez uma família com escadas e latas pegando algumas das azeitonas. Talvez não valha a pena, não sei. Eu mesma nunca tentei, porque não vou dar micão, sozinha, com uma escada e balde no meio da avenida, e minha família iria me internar se eu sugerisse que eles me ajudassem numa empreitada dessas. Mas felizmente os cabeças da UC Davis refleriram sobre o desperdício e decidiram aproveitar, ao menos as azeitonas que pululam pelo campus. Nesta semana foi lançada uma linha de azeite & vinagre. Perdi o evento inaugural, mas vou ver onde estão vendendo esse azeite, pois ele já está na minha lista de “must have”. Meus amigos Allan e Alison não dormiram de touca, foram e compraram o azeite!

Desafiando as leis da física

Eu adoro contar histórias e essa merece ser contada. Qual a probabilidade de dois pacotes, viajando com velocidades diferentes, chegarem ao seu local de destino exatamente no mesmo dia? Em outubro, eu e a Valentina combinamos um escambo. Passei novembro pensando e escolhendo [a dedo!] o que mandar, mas só fui enviar a caixinha recheada em dezembro. Espera, espera, espera. Janeiro a Valentina me avisa que provavelmente a caixa tinha chegado lá e teria sido reenviada pra mim, pois ela não estava em casa. Espera, espera, espera. Eu sou uma pessoa toda certinha, não suporto quando as coisas não funcionam como deveriam – deve ser a combinação da minha Vênus em Virgem com o meu Saturnão pesadão no ascendente Capricórnio – então eu estresso fácil. Fui ao correio, reclamei, bufei, chutei lata, ouvi de um funcionário gentil que eles nada podiam fazer pra me ajudar, não havia como fazer um tracking da caixa. Fiquei desolada, tudo perdido. Enquanto isso, no outro continente, a Valentina enviava a caixa dela. Eu já tinha dado a minha como perdida. Quando cheguei em casa e vi os pacotes na porta de casa, rejubilei, pois é sempre bom receber presentes, mas ao mesmo tempo entristeci, pois ela nao tinha recebido o meu presente. Li horas depois. surpresa, uma mensagem da Valentina descrevendo o conteúdo da minha caixa! As caixas chegaram JUNTAS, no MESMO DIA!! Onde esteve a minha caixa todo esse tempo? Na casa da vizinha da Valentina, que viajara pra França e sofrera um acidente por lá, retornando somente um mês depois. Isso é roteiro de filme e nem estou em Hollywood. Espero que a Valentina tenha gostado da pequena amostra da Califórnia que mandei pra ela, pois eu adorei experienciar mais uma vez a multiculturalidade da terra inglesa.

sopa de cebola com maçã

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Vi uma fulana fazendo essa receita num programa de tevê. Adorei a idéia de colocar maçã na tradicional sopa de cebola. A receita é a basicona:

2 cebolas brancas descascadas e cortadas em fatias
1 maçã verde [Granny Smith] descascada e cortada em fatias
5 colheres de manteiga
1 litro de caldo de legumes [usei orgânico]
1 copo de vinho branco
Um raminho de tomilho
Sal marinho e pimenta do reino moída a gosto
Fatias de pão francês
Queijo Gruyère ralado

Derreta a manteiga numa panela funda. Jogue a cebola e a maçã e refogue, mexendo de vez em quando, longamente, até começarem a caramelizar. Jogue o vinho, o tomilho, depois o caldo de legumes. Tampe e deixe cozinhar no fogo baixo até reduzir. Salgue a gosto. Moa pimenta a gosto. Coloque a sopa em cumbucas, ponha uma fatia de pão francês no meio da cumbuca e cubra com bastante Gruyère ralado. Ponha no forno pra gratinar. Se você tiver um broiler, é questão de uns minutos.

* no programa de tevê, a fulana cobria a sopa com uma mistura de queijo Cheddar e bacon frito moído. eu achei meio over the top, não fez a minha cabeça. Preferi usar o tradicional Gruyère, mas fica a dica, se alguém quiser tentar.

and more, and more chicken!

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O restaurante Poulet em Berkeley, onde tivemos nossa aula de clara de ovo com a pastry chef Shuna Lydon é todo decorado com galinhas por razões óbvias. Achei tudo encantador, porque vocês sabem, eu adoro as galinhetes e coleciono algumas. Antes da aula começar fiquei fotografando, mas elas eram muitas! Pra minha surpresa, estavam à venda as d’ angolas brasileiras, aquelas com a ninhada penduradinha. Fui olhar o preço: 15 patacas americanas. Pois minha mãe comprou a mesmíssima galinha no Mercadão de Campinas, pra eu trazer pra sogra do Gabriel, e pagou meras 5 patacas brasileiras. A inflação deve ter ficado por conta do charme do restaurante, numa cidade também super charmosa, no norte da Califórnia. Só pode ser né? Pisc!

[mini] cornbread puddings

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Mais um cornbread. Sim, mais um cornbread. Eles não são deliciosos? Vale a pena fazer de novo, de novo, de novo! Esse saiu da edição de março de 2007 da revista Everyday Food. Era pra ser do tamanho de mini-muffins, mas eu fiz em tamanho regular, pois não tenho forma para mini-muffins. E usei blue cornmeal, que é realmente azul [um indigo bem desbotado] e é um pouco mais pesada e tem mais proteína. Os pãezinhos ficaram bem macios, com uma textura incrivelmente cremosa. Segundo a receita, isso é devido ao sour cream.

Se fizer na forma de mini-muffins, rende 24 bolinhos, na forma normal rende 12.
1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de cornmeal
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 ovo grande
1 1/2 xícara de sour cream
1 lata [400g] de milho
Unte a forma de muffins com manteiga.

Pré-aqueça o forno em 425ºF/220ºC.
Numa vasilha média misture a farinha, o cornmeal, o açúcar, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio e o sal. Faça um buraco no centro e acrescente o ovo, o sour cream e o milho. Misture tudo junto até ficar incorporado, mas não exagere. Coloque a massa na forma e asse por 15 minutos. Deixe esfriar. Pode guardar fora da geladeira num tupperware bem fechado por até 2 dias.