all you can eat at jusco

Se na minha cidade falta bons restaurantes italianos, certamente tem uma abundância de restaurantes asiáticos. Só pra se ter uma idéia da demanda, a cidade tem sessenta mil habitantes e quase quarenta por cento da população de estudante na UC Davis é asiática. Então é um restaurante em cada esquina para servir a clientela faminta e já à postos segurando chopsticks ou hashis. Lembrando de cabeça são pelo menos dois vietnamitas, uns três coreanos, uns cinco tailandeses, uns sete japoneses e incontáveis chineses, fora os indianos, nepalianos e alfaganistaneses que não sei se dá pra contar como asiático, e os lugares que só vendem suco ou chá com bolotas de tapioca, mas que também são bem populares. Então quando saimos pra comer fora, opções para comida oriental não faltam. O Uriel sempre sugere os tailandeses, dos quais eu ando meio enjoada. Fazia muito tempo que não íamos à um japonês. Em downtown, perto da minha casa, tem uns três. Um deles abre às onze da manhã e às dez já tem fila na porta. Não sei o que eles servem lá, mas o restaurante tem uma fila enorme na calçada todo-santo-dia. Resolvemos ir num outro logo a frente, que nos foi recomendado pelo Gabriel e Marianne, o Jusco.

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O lugar é pequeno e bem antigo, no velho e bom estilo ‘sujinho’, que à primeira vista nem anima. Mas como eu e o Uriel temos um histórico de indecisões em porta de restaurante, quase caímos fora no último segundo. A família inteira trabalha no restaurante, cozinham, servem, limpam. Não sabíamos que eles faziam o ‘all you can eat’ e nunca tínhamos ido à um ‘all you can eat’ japonês. Ficamos meio perdidos no inicio, mas recebemos as intruções para marcar o que queríamos numa fichinha com os nomes dos sushis, rolos e comida quente. Fui marcando tudo o que não tinha peixe cru. Marquei muita coisa, naquele entusiasmo de quem está com fome. A comida começou a chegar em pequenos pratinhos e não parava mais… Comemos muito e estava tudo delicioso. Só uma coisa nos deixou um pouco estressados: pra não haver desperdício, eles avisaram num cartaz na parede e no menu que CADA SUSHI NÃO COMIDO E DEIXADO NO PRATO CUSTARIA 0,50 CENTS EXTRA! Raspamos os pratos e abandonamos pra trás somente os rabinhos do camarão…

Cinema & Comida

* vou roubar um post antigo do Cinefilia, porque hoje estou sem tempo de pensar e escrever….
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setembro 05, 2002
Cozinha no Cinema
Duas coisas que eu adoro! Cinema e Gastronomia. E quem já não viu um personagem de filme fazendo ou saboreando alguma comida e não quis saber a receita? Wonder no More! No site Cinema & Co tem receitas dos sushis de Blade Runner, dos Muffins de Gone with the Wind, Spaghetti do The Postman, Peixe com vinho e cogumelos de Out of Africa, Suflê de queijo de Sabrina e muito mais!!
E AQUI , as receitas do banquete do filme Babette’s Feast! Trés Jolie!

comida & história

[*repeteco]

Livros de receitas também são literatura e história. Eu adoro ler sobre os hábitos alimentares do passado e como as pessoas cozinhavam e se alimentavam. Sem querer, encontrei três livros diferentes, de autores diferentes e de épocas diferentes, que fazem essa viagem ao passado. Ler essas histórias é uma atividade extremamente deliciosa, quem diria poder experimentar todas as receitas descritas pelos autores.

O primeiro livro, que comprei usado numa loja em Novato, é o relato de Margaret Rudkin, hoje famosa por ter sido a fundadora da marca Pepperidge Farm, que começou vendendo pães e hoje tem uma variedade interessante de bolachas finas. Margaret escreveu o The Pepperidge Farm Cookbook no inicio da década de sessenta, relatando toda a sua experiência dentro de uma cozinha, que se iniciou quando ela ainda era uma criança, no início do século vinte. O relato da cozinha da infância de Margaret é simplesmente delicioso. Como eles conservavam os alimentos no basement, sem o auxílio de freezers e geladeiras, como os alimentos que seguiam a regra da ‘temporada’ eram preparados em cozinhas simples, sem grandes tecnologias, mais muito eficientes.

O segundo livro é um original, reproduzido exatamente como foi publicado pela primeira vez em 1913. Escrito em linguagem literária e em sequência, como se fosse um romance, por Martha McCulloch-Williams, uma nativa do estado do Tennesse, que tornou-se uma pioneira dos livros de receita. McCulloch-Williams ensina receitas básicas consumidas no sul do país em seu livro Dishes & Beverages of the Old South. Muitas receitas são difíceis de serem preparadas hoje, pois se usava outras maneiras de assar e fritar, em utilitários domésticas que já não existem mais.

O terceiro livro é mais recente, mas o autor Victor M. Valle, um americano descendente de mexicanos, volta muito mais no tempo, republicando receitas de suas avós e bisavós, datadas do meio do século dezenove. Receitas mexicanas maravilhosas, porém difíceis de serem replicadas, tanto por causa dos ingredientes quanto pelas técnicas antiquadas de processar os alimentos. Valle descreve como a avó Delfina matou dois coelhos com uma só cajadada, livrando-se de uma imensidão de pombos que infestava o sótão da casa e ao mesmo tempo reunindo a família para um farto almoço onde prato principal era sopa de pichones [filhotes de pombo no arroz de açafrão]. Todas as receitas das mulheres da família foram preservadas na memória dos que trabalhavam na cozinha. O livro, publicado em 1995, tem o sugestivo título de Recipe of Memory e já me deixou com vontade de fazer uma viagem histórico-gastronômica ao México.

O famoso sanduba do Elvis

Apesar de não ser uma consumidora frequente do produto, tenho que ter sempre um vidro de peanut butter na despensa, para a eventualidade de dar uma vontade de comer o sanduiche favorito do Elvis Presley!

As receitas:

Peanut Butter and Banana Sandwich
do The Presley Family Cookbook
3 colheres de sopa de peanut butter
2 fatias de pão branco
1 banana — amassada
2 colheres de sopa de margarina — derretida

Misture a peanut butter com a banana amassada. Toste o pão levemente. Espalhe a peanut butter com a banana amassada na torrada. Frite na margarina derretida, virando dos dois latos até ficar dourado.

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Elvis’s Favorite Peanut Butter Sandwich
2 fatias de pão branco
2 colheres de sopa de peanut butter cremosa
1/2 banana – bem madura
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina
-Espalhe a peanut butter sobre uma das fatias de pão
-Coloque fatias da banana sobre a peanut butter
-Cubra com a outra fatia de pão
-Derreta a margarina numa frigideira sobre fogo médio.
-Frite o sanduiche até ficar dourado dos dois lados

NOTA : Elvis comia esse sanduíche com garfo e faca. Não é a toa que ele ficou bem gordutchinho nos seus últimos anos de vida!

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Minha versão do Sanduiche Favorito do Elvis
Espalhar peanut butter em duas fatias de pão branco de forma. Cortar uma banana em rodelas e colocar entre as fatias. Tostar o sanduiche fechado, numa frigideira ou aparelho de fazer sanduiche. Devorar com direito a lamber os dedos!!

cogumelos galore!

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Cogumelos são interessantes e saborosos, mas eu tenho pouquíssima experiência com eles. O máximo que faço é refogar criminis, shitakes ou os cogumelos brancos comuns com azeite e alho. Ou colocar enokis na sopa. Mas já ousei com os portobellos, que fiz assados.
A receita é da revista Everyday Food nº 14 – julho/agosto de 2004:
Portobellos com alho-poró e espinafre
4 cogumelos limpos
3 colheres de sopa de azeite
3 coilheres de sopa de vinagre balsâmico
sal grosso e pimenta do reino à gosto
2 alhos porós – somente a parte branca – cortados em fatias bem finas
2 xícaras de espinafre fresco picado
1 xícara de queijo de cabra em pedaços
Aqueça o forno no alto [450F]. Coloque os cogumelos num refratário de cabeça para baixo, a parte das fibras pra cima. Molhe com azeite e vinagre e tempere com sal e pimenta. Asse por mais ou menos 10 minutos. Coloque as fatias de alho poró, o espinafre e o queijo no topo de cada cogumelo. Tempere com mais sal e pimenta e asse por mais dez minutos, até o espinafre murchar e o queijo começar a derreter.

pimentãozada

Outro legume de verão que precisa ter um pouco de criatividade para usar é o pimentão. Eu recebo muitos pimentões, verdes, vermelhos e amarelos na cesta orgânica, mas este ano fiz a besteira de plantar dois pés no meu quintal, então passei o verão inundada por pimentões que ainda tenho na geladeira.

Os pimentões vermelhos e amarelos eu grelho na churrasqueira ou tosto na chama do fogão. Vou virando até ele ficar todinho preto e embrulho numa folha de papel toalha ou coloco num saco de papel e deixo esfriar embrulhado. Depois de frio, desembrulho e vou tirando a pele preta com uma folha de papel toalha. Não precisa colocar embaixo da água. Tiro as sementes, corto em fatias e tempero com vinagre balsâmico, sal, pimenta do reino, azeite e ervas secas. Faz uma salada bem saborosa para comer com pão.

Já o pimentão verde eu ponho no molho pra cachorro-quente ou corto em fatias bem finas pra salada. Fora isso tenho apenas uma outra receita, que é da minha tia, irmã da minha mãe, uma autêntica cozinheira frugal que faz as melhores receitas italianas do planeta!

A receita:
Pimentão Recheado – da Tia Dirce
Fritar no azeite bastante alho picado. Adicionar miolo de pão amanhecido. Refogar até o pão ficar bem úmido. Deixar esfriar e adicionar azeitonas picadas [pode ser verde ou preta], uma latinha de aliche escorrido e picado e orégano à gosto. Tirar as sementes dos pimentões verdes, rechear com essa mistura e assar.

Fica muito bom!