CIA at Copia

Visitamos o antigo Copia— The American Center for Wine, Food & The Arts algumas vezes de 2002 à 2008, quando o local foi fechado por causa da crise econômica. Fiquei super triste e algumas vezes visitando o Ox Bowl Market em Napa, paramos no prédio do Copia para olhar como tudo estava. Por anos o prédio ficou fechado, com tudo intacto lá dentro. Até o mês passado, quando foi reaberto, agora incorporado pela CIA, o Culinary Institute of America.

O CIA at Copia vai ser um pouco diferente, pois vai oferecer aulas de culinária em cozinhas auditórios, mais ou menos no esquema da escola de culinária e usando os seus próprios recursos. No final de semana da abertura pudemos assistir a uma das classes e vimos que mais duas cozinhas estão sendo construídas. As aulas começam no final do verão. Fiquei extremamente feliz em ver esse espaço reaberto. O jardim que eles tinham, com uma horta e um pomar que abasteciam o restaurante Julia’s Kitchen, já não é tão prolífico. O restaurante mudou, o jardim também, mas o Copia está de volta e é isso o que mais importa.

Mallorca — uma estrela no Mediterrâneo

Assim que saímos do aeroporto eu vi as figueiras carregadas de frutas e pensei—meudeuso, cheguei no paraíso! Daí eu vi o mar azul esverdeado e as oliveiras, e os sycamores, e os ginkgos, e as magnólias, e todos os arbustos, flores e árvores que vejo todos os dias aqui no meu pequeno rincão no norte da Califórnia. Do outro lado do mundo tem um lugar muito parecido, muito quente no verão, muito lindo no outono, muito popular com os turistas, com diferença que Mallorca é uma ilha medieval cheia de influencias árabes. Nós ficamos num resort em Alcúdia e visitamos Sóller [e Port de Sóller], Pollença [e Port de Pollença] e a Serra de Tramuntana, que é parte do patrimônio mundial. Aproveitamos muito as praias por perto e visitamos com nossos primos que moram em Pollença. Lá também tivemos a chance de fazer compras num mercado aberto, no centro da pracinha medieval. Foram dias deliciosos, com muita comida e vinho, um sol gostoso, uma água de mar tão agradável, onde podíamos ficar por horas boiando, nadando e conversando. Aproveitamos bastante o resort também, que tinha um spa sensacional onde batíamos ponto todo final de tarde. A ilha é muito grande, não deu pra conhecer muito, por isso um dia vou querer voltar.

a linda medieval Toledo

Foi uma reação unânime dizer que Toledo era belíssima quando eu mencionava que iríamos até lá. E não era exagero. A cidade é realmente linda, um monumento histórico no topo do morro, cercada por muros. A beleza também está das memórias dos cristãos, judeus e árabes convivendo harmoniosamente no mesmo território e influenciando uns aos outros. Fomos de Madrid para Toledo de trem e caminhamos por lá o dia inteiro. Visitamos a réplica da casa do pintor El Greco, comemos muito marzipã, camelamos subindo e descendo ruelas, voltamos exaustos mas valeu demais a viagem até lá.

me encantó Madrid

A Espanha nunca decepciona. Minha viagem ao sul do país, anos atrás, foi uma das melhores que já fiz. Desta vez pude finalmente conhecer Madrid. Que cidade linda e imponente. E quanta comida gostosa. Não planejei nenhum roteiro gastronômico, mas comemos muito bem por lá, desde tapas [galore!] até lugares onde devoramos postas gigantes de bacalhau. Andamos muito pela cidade, fomos aos museus do Prado e da Reina Sofia, visitamos dois mercados—o de Antón Martín e o maravilhoso San Miguel, bebemos muito vinho, comemos muitos doces com amêndoa, eu até ousei comer ostra [que coragem! hahaha!]. Foi uma visita curta, mas foi maravilhosa.

Lisboa é um sonho

Não estava nos meus planos ir à Portugal, mas o que eu realmente tinha planejado não deu certo e acabei embarcando nos planos de outros. O convite do meu irmão para que eu me juntasse à viagem dele foi totalmente auspicioso. Foi delicioso rever a romântica Lisboa, com suas ladeiras de pedras e os prédios coloniais que me lembram tanto o Brasil. Fiquei apenas dois dias lá, o que realmente não deu pra muitas aventuras, mas deu para matar as saudades. Ficamos hospedados num flat muito bonitinho no Chiado. Caminhamos bastante, subindo e descendo ladeiras. Bebemos uns bons vinhos, comemos uns bons bacalhaus e eu pude rever queridas amigas de longa data, que se prontificaram a nos encontrar no sábado e passear com a brasileirada por toda a tarde. Ficamos sem palavras para agradecer toda a atenção e a gentileza das três queridas—Isabel, Suzana e Manuela, que nos levaram pra almoçar no Palácio do Chiado, nos mostraram outras partes de Lisboa, nos levaram para comer pasteis de nata na Manteigaria e depois de muito sobe e desce, uma paradinha para visitar o Convento dos Cardaes e depois tomar um café na linda praça Principe Real, que eu não conhecia. Partimos de Lisboa para Madrid no dia seguinte. Regressamos por uma noite no final da viagem, para pegarmos nossos aviões de volta pra casa, mas conseguimos fazer um belíssimo jantar no As Salgadeiras, um restaurante muito aconchegante no boêmio Bairro Alto. Foi uma pena o tempo ser tão curto para passear em Lisboa. Ficou a vontade de voltar!