salada defumada de jaca verde

Esta foi a segunda receita que fiz usando a jaca verde como substituto da carne. Na primeira fiz um refogado com tomate, que agradou público e crítica e com as sobras fiz um escondidinho com batata, que desapareceu num minuto. Tenho olhado muitas receitas veganas e crudívoras por aí e tudo tem me encantado. Já tinha decidido fazer essa receita quando a namorada do meu filho pediu para passar o final de semana com a gente [ele tá viajando]. Ela vive dizendo que *tem* que comer carne, que *precisa* da proteína animal diária e todo aquilo e tal. Fiquei meio preocupada de servir uma salada *imitação* de frango e ela detestar, desmaiar, sei lá. Mas o contrário aconteceu. Ela repetiu e repetiu. Todos nós adoramos. Vou refazer com outros sabores. Essa jaca verde é um negócio incrível. Aqui eu compro a jaca verde em lata na salmoura, só preciso picar fininho ou desfiar. Nunca procurei pra comprar a jaca verde de outro jeito, mas ouvi que vende nos mercadinhos asiáticos.

1 lata [398 ml] jaca verde em salmoura
2 talos de salsão picados
3 ramas de cebolinha verde picadinhas
1/2 xícara de pimentão vermelho picado em cubos
3 colheres se sopa de maionese vegana [usei essa de amêndoa feita em casa]
1 dente de alho picado
2 colheres de chá de endro fresco picado
3 colheres de chá de suco de limão fresco
1/2 colher de chá de páprica defumada
1/4 colher de chá de sal marinho
Pimenta do reino moída na hora a gosto

Escorra e pique a jaca ou desfie com as mãos. Descarte as partes duras. Meça 1 e 1/2 xícaras da jaca picada. Coloque numa vasilha e junte o salsão, a cebolinha, o pimentão, a maionese e o alho. Misture bem e junte o endro. Tempere com o suco de limão, a páprica defumada, sal e pimenta. Coloque numa travessa e leve à geladeira até a hora de servir. Eu servi com folhas verdes. Mas pode servir como recheio de sanduíche.

maionese de amêndoa [no sanduíche de pepino]

Estou um pouco obcecada com receitas veganas, porque meu queixo sempre caí com o nível altíssimo de criatividade para replicar alimentos sem nenhum produto derivado de animais. Comprei uma verdurinha diferente no farmers market, um verdinho muito picante chamado wild cress. A moça que me vendeu sugeriu colocá-las num sanduíche de pepino com maionese. Decidi experimentar fazer uma maionese vegana e escolhi fazer essa com amêndoas. Adorei o resultado e preparei os sanduíches com pepinos em rodelas [com casca e tudo], pão de trigo germinado, as folhinhas de wild cress e bastante maionese.

faz cerca de 1 xícara
1/2 xícara de amêndoas deixadas de molho em água por 8 horas e as cascas removidas [fica fácil remover com os dedos depois de demolhar e escorrer a águra]
1/2 xícara de água
Suco de 1/2 limão
1/4 colher de chá de mostarda em pó
1/2 colher de chá de sal
1/4 colher de chá de pimenta do reino moída na hora
1/2 a 3/4 xícara de azeite
1 colher de chá de xarope de agave ou maple

Coloque todos os ingredientes, exceto o azeite, no liquidificador e bata até ficar homogêneo. Com o liquidificador ainda em funcionamento despeje com cuidado e lentamente uma pequena quantidade de azeite através da abertura na tampa do liquidificador. Comece com 1/2 xícara de óleo e continue até atingir a consistência correta, até 3/4 xícara. Prove e ajuste os temperos, adicionando mais suco de limão ou um pouco de vinagre de maçã se você quiser acentuar mais o sabor. Eu usei um pouquinho de vinagre de maçã. Refrigere e use.

berinjelas variadas
[com ideias para usá-las]

O casal de fazendeiros no Farmers Market de Woodland vende os primeiros tomates da estação. A barraca deles é bem popular. Eles trazem também pepinos, abobrinhas, pimentões e as berinjelas. E as berinjelas são lindas, eu *tenho* que comprar! Essas não precisam salgar pra tirar amargo, deixar de molho no vinagre, nada desses truques. Usa-se direto. E aprendi que berinjela não precisa de geladeira, desde que usada dentro de uns 3 dias. Essas fiz na churrasqueira, grelhadas. Corta no meio, tempera como quiser, eu usei um sal de limão ou sal de hibisco ou sal de alecrim, azeite, depois salpica com ervas e sementes tostadas, de abóbora, de girassol, faz um molhinho com iogurte, mais limão, xarope de romã ou de tamarindo, pimenta vermelha ou do reino, vinagre balsâmico, raspinhas de limão, decora com tomatinhos, manjericão, hortelã, salsinha. O céu é o limite pra usar a imaginação, isso fica com demais!

hummus cru de grão de bico germinado

Fiz esse hummus cru pra levar numa festa na casa das nossas vizinhas. Usei o grão de bico germinado e cru, não cozinhei. Bati no processador de alimentos os grãos germinados com um dente de alho, suco e raspas da casca de um limão Tahiti, tahini cru, sal, um punhadinho de salsinha e água gelada até dar ponto. Na hora de servir adicionei azeite extra-virgem, uma pitada de sal de hibisco [mói o sal grosso com flores secas] e sementes de girassol torradas. U-la-la!

grão de bico grão de bico grão de bico

grãos germinados

Minha nova mania tem sido germinar grãos. É muito mais fácil do que eu imaginava. Vi alguns vídeos no YouTube e mandei bala. É só deixar os grãos de molho durante a noite, depois escorrer e colocar num vidro tampado com um paninho e seguro com um elástico. Eu deixo o vidro deitado, mas se você tiver um escorredor de pratos que possibilite deixar o vidro enviezado, com a parte aberta para baixo, melhor. Por uns 2 ou 3 dias, dependendo do grão, lave os grãos pelo menos duas vezes por dia e deixe o vidro embocado ou deitado num lugar seco e fresco. Dependendo do grão os brotinhos já começam a aparecer no primeiro dia, foi o caso dos mung beans. Eu não imaginei que eles iriam crescer tanto e de um dedo de grãos, eles germinaram e encheram o vidro até a boca! Lindo de ver! Pode comê-los crus ou dar uma leve passadinha no vapor pra deixá-los mais delicados. Estou usando os brotos em saladas, cozidos nas receitas, muito bom!

pudim de chocolate — duas versões [gengibre ou caiene-canela]

Fiz esses pudinzinhos de sobremesa pra um almoço de domingo com convidados. Achei araruta pra comprar no supermercado e mandei bala. Como a namorada do meu filho não gosta de gengibre, dupliquei a receita e fiz duas versões, a com gengibre e a com caiena e canela. As duas ficaram ótimas.

1 e 3/4 xícaras de half and half ou leite integral [*para ser vegano substitua por por leite de coco sem açúcar ou outro leite vegetal, eu uso sempre o de castanhas]
1/2 xícara de açúcar
4 e 1/2 colheres de chá de pó de araruta
Uma pitada generosa de sal
250 gr de chocolate amargo picado
2 colheres de chá de extrato de baunilha

para o pudim de chocolate do gengibre:
2 colheres de chá de gengibre em pó
1/4 xícara de gengibre cristalizado picado para decorar

para pudim de chocolate mexicano:
1 e 1/4 colheres de chá de canela em pó
1/8 colher de chá de pimenta de Caiena
1/4 de xícara de nibs de cacau para decorar

Misture o leite, açúcar, araruta e sal em uma panela grande até o açúcar começar a dissolver. * Adicione os sabores de gengibre ou caiena-canela nessa etapa. Leve ao fogo e aqueça a mistura em fogo médio-alto, mexendo sempre. Quando começar a engrossar, um pouco antes de começar a ferver, desligue o fogo mas deixe a panela no fogão. Adicione o chocolate, cubra com uma tampa e espere 30 segundos. Retire a tampa e use um mixer de mão para dissolver todo o chocolate. Coloque a baunilha. Divida o pudim em tacinhas. Deixe esfriar em temperatura ambiente e leve à geladeira até a hora de servir.

*para variações de gengibre ou chocolate mexicano, misture os ingredientes respectivos com o açúcar na primeira etapa e decore com gengibre cristalizado ou nibs de cacau por cima antes de servir.

baingan bharta — berinjela defumada com tomate

baingan bharta smoky mashed eggplant

Outra receita do livrinho Indian Instant Pot® Cookbook que fiz na panela de pressão elétrica, mas que pode ser feita facilmente numa panela de pressão comum ou panela normal. Aparentemente o método mais tradicional de fazer esse prato tosta a berinjela na chama do fogão. A autora usa um líquido para simular o sabor do defumado, mas eu não usei.

1 berinjela média cortada em fatias
1/3 de xícara de óleo vegetal
3 dentes de alho
1/2 cebola picada
1/4 de colher de chá de curcuma em pó
1/8 de colher de chá de pimenta caiena em pó
Sal a gosto
1/3 xícara de tomate picado
1/2 xícara de água
1/4 colher de chá de liquid smoke [*omiti, porque não tinha]
2 colheres de sopa de folhas de coentro picadas [*usei de salsinha]

Pre-aqueça a panela de pressão elétrica selecionando “sauté” em “high heat”. Quando a panela estiver bem quente coloque algumas colheres de óleo e então uma camada de berinjela. Deixe cozinha até elas ficarem bem carbonizadas no fundo. Não mexa. Use uma espátula para remover as berinjelas. Adicione outra camada e deixe ficar bem tostada também. Assim que toda berinjela estiver bem tostadas adicione o alho, a cebola, a curcuma e pimenta e o sal. Deixe cozinhar por 1 minuto. Adicione os tomates e mexa bem com uma espátula. adicione a água, feche a panela e cozinhe por 3 minutos em pressão alta. Deixe a pressão sair, abra a panela e cozinhe em “sauté” por mais uns minutos, até todo o líquido se evaporar. Adicione o liquid smoke [não coloquei], misture o coentro [usei salsinha] e sirva. A autora recomenda servir com o pão naan.

köftes — bolinhos turcos de lentilha vermelha

koftes

Essa foi a primeira receita que marquei pra fazer no livro Oklava: Recipes from a Turkish-Cypriot kitchen da chefe Selin Kiazim. Fui até Sacramento, nos mercados mediterrâneos, para comprar a pasta picante de pimentão e o trigo bulgur fininho. No final fiz essa receita de peixe primeiro, porque sou assim enrolada. Os köftes me lembraram os kibes, porque a autora diz que pode ser feito com carne de carneiro. Mas eles não são fritos, são servidos assim só modelado. As lentilhas vermelhas são cozidas com os temperos, imagino que a carne de carneiro também. Fica um prato maravilhoso para se servir em dias super quentes de verão, como entrada ou prato principal naqueles dias que não dá vontade de comer nada. Achei os bolinhos incrivelmente saborosos, mas fiz só metade dessa receita, porque achei de 30 bolinhos iriam ser demais. Pra nós dois metade da receita deu bem e sobrou para “já te vis”. Substitua a pasta de pimentão por outra pasta de pimenta se não achar a turca. Se não encontrar o bulgur fino, moa o mais grosso, para obter um trigo mais delicado.

faz de 25 a 30 bolinhos
200 ml de azeite
2 cebolas picadas
1 colher de chá de cominho em pó
1 colher de chá de páprica doce defumada
2 colheres de sopa de pasta picante de pimentão [um ingrediente turco chamado açi biber salçasi substitua por outro tipo de pasta de pimenta]
450 gr de lentilha vermelha lavada com água fria
275 gr de trigo bulgur moído fino [se não achar o fino, moa o grosso num moedor de café ou no processador de alimentos]
1 e 1/2 maços de cebolinha fatiadas bem fino
1 maço de salsinha fresca picada
1 maço de alface Romaine
Sal a gosto

Aqueça o azeite numa panela, adicione a cebola e cozinhe por uns 10 minutos, até que elas fiquem translúcidas. Adicione o cominho, a páprica e a pasta picante de pimentão e cozinhe por mais 1 minuto. Adicione as lentilhas lavadas e escorridas, misture bem. Cubra com água até 2 cm acima das lentilhas. Deixe ferver, reduza para fogo baixo e cozinhe por uns 20 minutos. Desligue o fogo e adicione o trigo bulgur. Misture bem tampe a panela. Deixe descansar por 30 minutos.

Corte 3 ramos de cebolinha em diagonal e deixe de molho em água fria. Coloque a mistura de lentilhas e bulgur numa vasilha grande, deixe esfriar um pouco e tempere com sal. Pique o resto das cebolinhas e a salsinha e coloque na mistura. Sove a mistura por uns 10 minutos ou coloque numa batedeira com a pá e bata até formar uma bola. Forme bolinhos com essa massa. Arrume numa travessa com as folhas de alface, as cebolinhas cortadas na transversal [escorra da água gelada], folhas de salsinha e fatias de limão. Sirva, usando as folhas de alface para enrolar os bolinhos, salpique com as ervas, pingue suco de limão e aproveite!

koftes koftes

gelatina de uva branca [com agar-agar]

grape-jello

Fiz essa gelatina para gastar um pacotinho de agar-agar e porque de vez em quando tenho lombrigas de gelatina. Essa ficou tão linda, como uma jóia gigante, um objeto de arte. Mas comemos mesmo assim.

2 xícaras de suco de uva branca
1 envelope de 4 gr de agar-agar [3/4 colher de sopa]
1/4 xícara de uva passa branca

Numa panela misture o agar-agar com 1 xícara de suco de uva branca, leve ao fogo e deixe ferver por um minuto. Remova do fogo, adiciona a outra 1 xícara de suco de uva, adoce se quiser, eu não quis porque o suco da uva já é doce o suficiente pra mim. Junte as uvas passas, despeje tudo numa forma untada com uma camada bem fina de óleo vegetal e leve à geladeira até firmar completamente [1 ou 2 horas, a agar-agar é rápida]. Desenforme e sirva.

mini berinjela frita com molho de salmorejo

Eu não deveria comprar legumes no mercadinho ou no Farmers Market, onde vou basicamente pra comprar apenas frutas. Mas quando vejo os produtos tão bonitos, perco a capacidade de pensar e ser prática. É por isso que sempre acabo com mais ingredientes do que preciso, pois já recebo uma cesta orgânica lotada deles toda semana, sem falar das desovas que acontecem constantemente na cozinha do meu trabalho. Então foi assim que acabei com um monte de mini berinjelas, tão lindinhas, colhidas na horta da família do Laos que mantém um mercadinho numa estradinha nos arredores da minha cidade. Procurei por ideias diferentes para usa-las e essa receita me pareceu perfeita. Adaptei da berinjelona para as berinjelinhas. Só fiquei um pouco perturbada com a quantidade de leite desperdiçado, porque as berinjelas não absorvem tudo. Guardei o leite num vidro, pra quem sabe usar em receitas salgadas, ainda não sei se funcionará. Para fazer o salmorejo eu normalmente não sigo receita e coloco os ingredientes a olho no liquidificador. Mas estou colocando as quantidades exatas aqui, para quem não se sente tão confiante e aventureiro.

1 beringela grande [usei todas as pequenas, cerca de 1 quilo]
4 a 5 xícaras de leite integral
1/4 de colher de chá de sal
1 xícara farinha de milho amarela fina [usei cornmeal]
1 xícara de farinha de trigo
Óleo vegetal para fritar
para o molho:
1 e 1/2 xícaras de Pào amanhecido em pedaços
1 quilo de tomates maduros
1 dente de alho picado
3/4 colher de chá de sal
1/4 xícara de azeite de oliva extra virgem
1 colher de chá de vinagre de vinho xerez (preferível) ou vinagre de vinho tinto

Corte a berinjela em tiras, ou as berinjelinhas ao meio como eu fiz Combine 4 xícaras de leite e o sal em uma forma rasa grande e adicionar as berinjelas. Adicione o leite restante se precisar, para cobrir as berinjelas. Deixe de molho por pelo menos meia hora.

Para fazer o molho, coloque o pão num prato com água e esprema rapidamente. Coloque os tomates, o alho e 3/4 colher de chá de sal no liquidificador ou processador de alimentos bata bem. Com o processador rodando, adicione o pão e regue com o azeite. Adicione o vinagre e o sal. Transfira para uma tigela e leve à geladeira.

Misture a farinha de milho e farinha de trigo em um prato. Coloque uns 3 cm de óleo vegetal em uma frigideira grande e funda. Retire as berinjelas do leite, mas não seque. Rapidamente passe as fatias na mistura de farinha. Coloque as berinjelas empanadas no óleo quente e frite até ficarem douradas, virando uma vez. Escorra em papel absorvente e mantenha num forno aquecido enquanto frita as fatias restantes. Sirva imediatamente, acompanhado de molho.