rotini integral com couve lacinato, pesto de rúcula, limão & sementes de abóbora

pasta-kale

Me inspirei nessa receita da Heidi para fazer um jantar rápido para uma pessoa numa sexta-feira à noite. Usei a versão integral da pasta rotini, um pesto de rúcula que já tinha pronto na geladeira, folhas de couve lacinato normal e limão Meyer preservado no sal. Ficou super gostoso, saudável, muito melhor que pegar take out de fish tacos no restaurante mexicano!

pesto de rúcula
Processe as folhas de rúcula com um limão inteiro [retire as sementes—eu usei o limão Meyer, mas pode ser o Siciliano], amêndoas, sal, pimenta do reino moída na hora e azeite, até formar uma pasta. Pode acrescentar um pouco de água também. Coloque num vidro e mantenha na geladeira. Esse pesto fica muito bom em sanduíches.

Cozinhe uma porção de macarrão em bastante água com sal. Quando a massa estiver al dente, remova um pouco da água do cozimento, escorra e retorne o macarrão para a panela. Tempere com o pesto e acrescente a água do cozimento, aos poucos, para ajudar a espalhar bem o pesto. Acrescente folhas da couve lacinato rasgadas com as mãos [remova a parte do centro, mais fibrosa], adicione a casca de meio limão preservados no sal picadinho [*eu usei o feito com limão Meyer, a receita básica é essa]. Misture bem, salpique com bastante semente de abóbora tostada e sirva.

o reuben vegano [sanduíche de beterraba assada]

Eu não fiz esse sanduíche. Comi numa confraternização de final de ano no meu trabalho. Somos um grupo de 20 pessoas e outro dia contei: são 8 vegetarianos e eu—que não sou nem vegetariana, nem vegana, mas tenho um pé em cada caso. Eu poderia ter pedido um bagel com salmão [que era selvagem, de fonte confiável] mas resolvi optar por esse reuben vegano. Fui a única que pediu esse sanduíche. A colega que sentou ao meu lado pediu um reuben original, que é feito com corned beef ou pastrami, queijo suíço e chucrute, no pão de centeio. Era um dos meus sanduíches favoritos. A versão vegana foi feita com beterraba assada no lugar da carne, e usou um queijo cremoso vegano. Estava bem gostoso, acompanhado de pickles de pepino e chips de bagel. Achei a ideia muito boa, se alguém quiser repetir em casa. Legumes assados dentro do sanduíche são uma ótima pedida. Hoje, por exemplo, trouxe de almoço cenouras de várias cores assadas, dentro de uma ciabatta com humus e um pesto de rúcula e limão. Hmmm!

couve-flor picante & adocicada, com molho de iogurte

Comprei esse livro da autora Áine Carlin pra o Kindle por 0.99 centavos na Amazon e fui surpreendida com inúmeras receitas veganas maravilhosas. Fiz essa e ficou bem interessante, mais doce do que picante. Se eu refizer, vou querer que fique o contrário.

1 couve-flor média cortada em florzinhas
70 gr de panko ou farinha de pão

massa:
70 g de farinha de grão de bico ou farinha de arroz
1 pitada de sal marinho
1/4 de colher de chá de alho em pó
1/4 de colher de chá de pimenta do reino
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
150 ml de leite de soja ou outro leite vegetal [*usei de castanhas]
suco de 1/2 limão

molho de pimenta
2 colheres de sopa cheias de gochujang [pasta coreana de pimenta]
2 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de vinagre de maçã ou de arroz
3 colheres de sopa de xarope de bordo [maple]
50 ml de água, mais se necessário
1 colher de sopa de sementes de gergelim preto

molho de iogurte para servir
150 g de iogurte de coco [*usei de amêndoas, mas pode usar iogurte de leite comum se o prato não precisar ser vegano]
1 dente de alho picado [*omiti]
raspas e suco de 1 limão
1 colher de chá de vinagre de maçã
1 pitada de sal rosa do Himalaia ou sal marinho

Pré-aqueça o forno a 475°F/240°C e forre uma assadeira com papel alumínio ou papel vegetal.

Coloque os ingredientes para o molho de iogurte no liquidificador e bata bem até ficar homogêneo ou misture com um batedor de arame numa tigela. Leve à geladeira até a hora de servir.

Para fazer a massa, misture todos os ingredientes em uma tigela até ficar bem homogêneo.

Coloque o panko ou farinha de pão em um processador de alimentos e pulse algumas vezes. Transfira para uma tigela separada.

Mergulhe as florzinhas de couve-flor na massa e escorra qualquer excesso antes de colocá-las nas migalhas panko. Vá colocando na assadeira preparada. Repita o processo com o resto das florzinhas. Leve ao forno pré-aquecido e asse por 25 minutos, virando uma vez, até que elas fiquem crocantes e douradas.

Enquanto isso coloque todos os ingredientes para o molho de pimenta em uma panela, deixe ferver e cozinhe por 2-3 minutos ou até ficar bem homogêneo e brilhante, adicionando um pouco mais de água se o molho começar a ficar muito grosso. Mantenha quente em fogo baixo.

Transfira a couve-flor assada para uma tigela grande, despeje o molho de pimenta e misture bem com as mãos ou uma espátula. Em seguida salpique com as sementes de gergelim. Sirva com o molho de iogurte.

sopa crua de milho [com pesto de salsinha & jalapeño]

Essa receitinha fiz no final do verão, saiu do livro Everyday Raw Express do chef Matthew Kenney. Fica incrivelmente leve e delicada!

para a sopa
4 xícaras de milho fresco [ou em lata]
1/2 xícara de pinoles [usei castanha de caju]
2 xícaras de leite vegetal [usei de castanha]
1 colher de sopa de missô branco
3 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de suco de limão
sal e pimenta do reino moída na hora a gosto

pesto de coentro e jalapeño
1 maço de salsinha
1/2 xícara de pinoles [usei castanha de caju]
1 colher de sopa de suco de limão tahini
1 colher de sopa de nectar de agave [ou mel]
1 pimenta jalapeño picada
3 colheres de sopa de levedura nutricional
1/4 xícara de azeite
1 colher de chá de sal
pimenta moída na hora a gosto

Bater todos os ingredientes da sopa no liquidificador. Colocar numa jarra e levar à geladeira. Para preparar o pesto, colocar todos os ingredientes, menos o azeite, no liquidificador ou processador de alimentos. Ir colocando o azeite aos poucos enquanto pulsa. Servir a sopa fria com uma colher de pesto por cima.

berinjela grelhada [ao meu estilo]

Comemos muitas berinjelas neste último verão e essa foi a minha receita clássica da estação, que fiz, refiz e modifiquei até não poder mais. Usei muitos tipos de berinjela, as comuns, as rajadas, as brancas, as japonesas. Pra fazer essa receita é só fatiar as berinjelas, temperar com sal, pimenta e azeite. Grelhar na grelha, forno ou churrasqueira—aqui é sempre churrasqueira o verão inteiro. Espalhar as berinjelas grelhadas num prato ou travessa, cobrir com um molhinho de pesto feito em casa [geralmente bato no mini-processador folhas de manjericão com azeite, só isso] ou um molho com amêndoas ou de castanhas de caju deixadas de molho de um dia para o outro e colocadas no liquidificador água, limão, azeite, sal, pimenta [algo mais ou menos como essa receita]. Nessa eu misturei o molho de amêndoa com um pouquinho do pesto, depois salpica um punhado de sementinhas de abóbora ou girassol tostadas por cima, outro tanto de ervas frescas picadas, uns tomatinhos cortados ao meio e, bon appétit, aproveitar!

precisamos falar sobre crueldade [e compaixão]

Compaixão é a força que promove mudanças. Eu acreditava que as mudanças vinham do conhecimento e da informação, mas acredito agora que mudanças só ocorrem realmente quando uma combinação desse saber é impulsionada pelo poderoso sentimento da compaixão.

Nunca fui uma pessoa de hábitos carnívoros e costumava dizer que nasci vegetariana e fui “espancada” de volta à “normalidade”. A ideia de cozinhar sem carne sempre foi uma coisa natural e um exercício de criatividade pra mim, mas a de cozinhar sem leite, ovos e queijo era um túnel escuro onde nunca me atrevi a entrar. Por isso, e por que não gosto de rótulos nem de me encaixar em nenhum grupo, nunca me posicionei como vegetariana, muito menos como vegana.

Mas algo aconteceu. Acidentalmente eu escutei uma entrevista com o Nathan Runkle, fundador da organização Mercy For Animals. Não sei o que eu estava esperando ouvir dele quando não parei enquanto podia e prossegui ouvindo, mas levei uma chacoalhada quando finalmente escutei os fatos que por anos me esquivei de ouvir sobre a crueldade praticada com os animais de fazenda, o odioso sistema de Factory Farms.

Passei alguns dias aparvalhada. Nas minhas visitas ao supermercado naqueles dias tudo o que eu via era sofrimento nas embalagens coloridas à venda nas prateleiras e geladeiras. Demorei umas semanas para aceitar que estava fazendo parte de uma engrenagem muito bem lubrificada e sem nenhuma transparência, que nos engana dia após dia, não mostrando como é que esses animais acabam nessas caixas e bandejas.

Não me tornei vegetariana nem vegana, mas não quero mais fazer parte desse sistema, nem contribuir com essa indústria pavorosa. A humanidade vai pagar muito caro por todo esse sofrimento que estamos causando à esses bilhões de seres vivos que são destituídos de absolutamente qualquer direito. Vamos levar muitos séculos para quitar essa magnitude de carma negativo que estamos produzindo desde que transformamos os animais em apenas mais uma mercadoria.

Eu continuo comendo ovos bem moderadamente, porque sei de onde os que eu compro vêm, conheço as galinhas da fazendinha. E tenho comido peixe selvagem ocasionalmente. Mas a maioria dos outros produtos animais já não fazem mais parte do meu dia a dia. Nem mesmo os queijos, o que é bem triste, pois eles são deliciosos. Quero explicar essa mudança, que vai ter algum impacto nas receitas do blog. E erguer aqui essa bandeira da compaixão com relação à todos os animais.

Pra quem quiser ouvir, algumas entrevistas e TED Talks que ouvi e achei importante divulgar [todas em inglês]:

»Nathan Runkle and The Power of Compassion ⭐️

»The Power of Our Food Choices: Lauren Ornelas

»Olympic Level Compassion | Dotsie Bausch

»Paul Shapiro On The Future Of Food

»Why I’m A Vegan | Moby

»Toward Rational, Authentic Food Choices | Melanie Joy

»Cowspiracy: How Animal Agriculture Is Destroying The Planet & What You Can Do About It

»Matthew Kenney – Crafting the Future of Food

sopa marroquina de cenoura e abacate [com relish de uva passa]

Comprei três livros do chef Matthew Kenney e fiquei encantada. Na verdade comprei um, depois adquiri os outros dois. Nesses livros ele faz comida vegana e crua. Essa sopa está no livro Everyday Raw Express. Ficou extremamente delicada e deliciosa. O relish de passas já usei pra acompanhar outros pratos e já modifiquei adicionando uma maçã.

para a sopa:
1 e 1/2 xícara de cenouras
1 xícara de leite vegetal [usei de castanhas]
1 abacate pequeno
1/4 xícara de suco de limão
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de gengibre fresco picado
1/8 colher de chá de pimenta da jamaica [allspice]
2 colheres de sopa de azeitonas verdes picadinhas
1/4 xícara do relish de uva passa

Bata todos os ingredientes no liquidificador, menos as azeitonas e o relish, que serão usados só na hora de servir.

para o relish:
3/4 de xícara de uva passa branca [quanto maior, melhor]
1 colher de sopa de gengibre fresco picado
1 colher de chá de xarope de agave
1/4 de colher de chá de sementes de mostarda
1/4 de colher de chá de pimenta caiena
1/4 de colher de chá de sal
1/4 de xícara de vinagre de maçã [orgânico e não filtrado é preferido]

Coloque todos os ingredientes num processador de alimentos e pulse algumas vezes até obter um molho pedaçudo. Coloque num vidro e guarde na geladeira até a hora de servir.

pilaf de trigo [do Itamar]

Uma foi uma receita facílima que fiz num sábado usando o livro Plenty do Yotam Ottolenghi. Estou revisitando esses livros que fazia muito tempo que não abria. Engraçado que dependendo da época do ano ou da fase que estamos vivendo, abrimos o mesmo livro e somos atraídos por receitas totalmente diferentes. Essa me atraiu nã somente por ser fácil, mas porque tinha na geladeira uns pimentões vermelhos maravilhosos que tinha comprado no farmers market.

6 colheres de sopa de azeite
4 cebolas pequenas picadinhas
3 pimentões vermelhos picados
2 e 1/2 colheres de sopa de extrato de tomate
1 colher de sobremesa de açúcar
2 colher de sobremesa de grãos de pimenta-de-rosa [pode ser a do reino]
2 colheres de sopa de sementes de coentro
2/3 xícara de passas currants
1 xícara de trigo bulgur
1 e 3/4 xícara de água
sal a gosto
um punhado de cebolinha picada

Em uma panela grande coloque o azeite e refogue as cebolas e os pimentões em fogo médio alto por cerca de 12 minutos. Adicione o extrato de tomate, o açúcar, especiarias e as passas. Refogue por 2 minutos, mexendo constantemente. Adicione o bulgur, a água e o sal. Mexa bem para misturar e deixe ferver. Assim que ferver desligue o fogo e tampe a panela. Deixe descansar por 20 minutos. Remova a tampa, mexa bem com um garfo para afofar os grãos, polvilhe com a cebolinha picada e sirva.

brownie de chocolate & banana

Fui ao supermercado e comprei banana. Voltei no supermercado uns dias depois e esqueci que já tinha comprado banana e comprei mais banana. Quem nunca, né? Nem fiquei irritada comigo mesma, porque já tinha essa receita linda separada pra fazer. Nem sei como descrever o quanto que isso ficou bom, uma mistura de bolo e brownie, cheia de ingredientes bons e pouquíssimo doce, boa pra comer como sobremesa ou no café da manhã ou da tarde. Delicioso!

2 colheres de sopa de óleo de coco derretido, mais pra untar
2 xícaras de farinha de amêndoa
1 colher de chá de fermento em pó
1 e 1/2 colher de chá de sal kosher
1/3 xícara de cacau em pó sem açúcar
3/4 xícara de manteiga de amêndoa sem açúcar [*misturei de amêndoa e de amendoim porque não tinha o suficiente só da amêndoa. mas pode usar somente a de amendoim]
1/2 xícara de xarope de bordo [maple]
1 e 3/4 xícaras de banana amassada [cerca de 4 bananas]
1 banana inteira para decorar
1 pitada de sal em flocos
Nibs de cacau

Pré-aqueça o forno a 350°F/176°C. Forre uma forma redonda de fundo removível com papel manteiga e unte o fundo e as laterais com um pouco óleo de coco derretido. Em uma tigela média misture a farinha de amêndoa, o fermento, o sal kosher e o cacau em pó. Em uma batedeira ou à mão com um batedor misture bem a manteiga de amêndoas, o óleo de coco derretido, o xarope de bordo e a metade das bananas amassadas. Adicione cerca de um quarto dos ingredientes secos e misture bem. Adicione os ingredientes secos, metade de cada vez, misturando bem e adicionando a outra metade das bananas amassadas, sempre misturando bem. Coloque a massa na forma untada. Fatie a banana restante em três tiras no sentido do comprimento e decore no topo da massa [eu usei 2 bananas cortadas ao meio]. Delicadamente regue as fatias de banana com xarope de bordo [omiti essa parte] e polvilhe com uma pitada de sal. Eu adicionei um pouquinho de nibs de cacau. Leve ao forno e asse por 1 hora e 30 minutos. Remova do forno e deixe esfriar completamente antes de servir.

salada defumada de jaca verde

Esta foi a segunda receita que fiz usando a jaca verde como substituto da carne. Na primeira fiz um refogado com tomate, que agradou público e crítica e com as sobras fiz um escondidinho com batata, que desapareceu num minuto. Tenho olhado muitas receitas veganas e crudívoras por aí e tudo tem me encantado. Já tinha decidido fazer essa receita quando a namorada do meu filho pediu para passar o final de semana com a gente [ele tá viajando]. Ela vive dizendo que *tem* que comer carne, que *precisa* da proteína animal diária e todo aquilo e tal. Fiquei meio preocupada de servir uma salada *imitação* de frango e ela detestar, desmaiar, sei lá. Mas o contrário aconteceu. Ela repetiu e repetiu. Todos nós adoramos. Vou refazer com outros sabores. Essa jaca verde é um negócio incrível. Aqui eu compro a jaca verde em lata na salmoura, só preciso picar fininho ou desfiar. Nunca procurei pra comprar a jaca verde de outro jeito, mas ouvi que vende nos mercadinhos asiáticos.

1 lata [398 ml] jaca verde em salmoura
2 talos de salsão picados
3 ramas de cebolinha verde picadinhas
1/2 xícara de pimentão vermelho picado em cubos
3 colheres se sopa de maionese vegana [usei essa de amêndoa feita em casa]
1 dente de alho picado
2 colheres de chá de endro fresco picado
3 colheres de chá de suco de limão fresco
1/2 colher de chá de páprica defumada
1/4 colher de chá de sal marinho
Pimenta do reino moída na hora a gosto

Escorra e pique a jaca ou desfie com as mãos. Descarte as partes duras. Meça 1 e 1/2 xícaras da jaca picada. Coloque numa vasilha e junte o salsão, a cebolinha, o pimentão, a maionese e o alho. Misture bem e junte o endro. Tempere com o suco de limão, a páprica defumada, sal e pimenta. Coloque numa travessa e leve à geladeira até a hora de servir. Eu servi com folhas verdes. Mas pode servir como recheio de sanduíche.