American Market Café

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Outro dia voltaremos para almoçar ou jantar no Julia’s Kitchen, pois essa será a visita principal. Mas ontem comemos no American Market Café ao lado do restaurante, onde se pode pedir pratos mais simples preparados no Julia’s Kitchen, sanduiches, sopas ou fazer uma comprinha básica de queijos, pães, quitutes e preparar um picnic para se devorar sentado na grama dos jardins do Copia. Nós escolhemos pratos do restaurante e sentamos nas mesinhas do jardim. Eu quis tentar o mini hamburguer, que era mini mesmo! Três mordidas – gone! Veio num mini pãozinho de batata, acompanhado por fritas com limão e tomilho e um molho chipotle. A salada era de espinafre, três tipos de vagens e amêndoas. Eu gostei, apesar de não ser super fã das vagens. O Uriel sempre prevenildo pediu um fettucini com legumes. Tudo vem da horta e pomar orgânicos mantido lá mesmo no Copia—o edible gardens.

quem não arrisca não petisca

Cansada e esgotada, fui à Sacramento depois do trabalho para uma shopping therapy. Nada exagerado, mas eu queria ir à uma loja especifica comprar umas roupitchas. Eu vou rarissimamente à malls, porque não temos nenhum aqui em Davis. Tenho que ir até Sacramento e não gosto muito do ambiente dos malls. Faço minhas compras em outlets, lojas de fábrica, pontas de estoque e lojinhas da cidade. Sou super thrifty com roupas, porque enjôo delas facinho, além de ser uma desastrada e manchar tudo, rasgar tudo. E gosto de ter MUITA roupa, então não pago preço regular. Mas ontem fui no de downtown Sacramento, que é o mais próximo pra mim. Ele é um típico mall californiano, todo aberto, até que bonito. Mas por que, perguntam-se vocês, eu estaria escrevendo sobre isso? Outra vez um post off topic? Nãnanina! É que eu preciso dizer o quanto eu ABOMINO comida de shopping. Eu tenho nojo, asco, revolta. Não consigo comer aquelas porcarias fast-food, simplesmente. Então camelei onde queria, comprei o que queria e dirigi correndo, faminta, de volta para Davis.

Atrás da minha casa tem uma pequena área de comércio, com algumas lojas, alguns restaurantes com mesinhas na área externa, um imenso gramado onde as crianças correm, os adultos se esparramam deitados, e um jardim de plantas típicas da região, que faz parte do Arboretum da UC Davis, com mesinhas, cadeiras e bancos para o pessoal se aconchegar. Nem preciso fazer a comparação desse shoppingzinho vizinho com um mall qualquer em outro lugar… Mil vezes aqui! Então voltei decidida que iria jantar – sozinha mesmo – num dos restaurantes dali. É só atravessar a rua, super tranquilo.

Fui ao Fuzio um franchise que abunda aqui na Califórnia. Uma mistura de cozinha italiana com oriental. É esquisito mesmo… O ambiente é modernex, o serviço é simpático e atencioso, mas a comida deixa um tanto a desejar. Sentei no bar, porque assim não me sinto tão deslocada por estar sozinha. Pedi um ravioli recheado com tomate seco e queijo, com molho de cogumelos grelhados, que não estava totalmente ruim, só a massa que estava um pouquinho dura. E bebi uma taça de Chardonnay [sempre californianos] que supostamente teria um leve sabor de melão. Não estava mau, mas também não impressionou. Se o Fuzio fosse um bom restaurante, com um menu mais variado, eu seria uma frequentadora mais assídua nos meus dias solitários de final de verão. Mas nem tudo pode ser perfeito….

uma boa e honesta salada

Eu gosto de ir à um restaurante grego aqui em Davis, o Symposium quase que somente por causa das saladas que eles servem. Não é nada especial, não tem ingredientes sofisticados, são saladas super simples, mas com um tempero honesto, que eu valorizo muito.

Pra mim o que estraga as saladas servidas na maioria dos restaurantes aqui nos EUA é o molho. Eu DETESTO molho pronto, molho de vidro, desses cheios de coisas dentro e preservativos. Sou adepta da simples e eficiente mistura de azeite, vinagre e sal. Gosto de usar vinagres diferentes, ervas, detalhes interessantes para deixar o molho mais caprichado. Uso muito mostarda em pó ou preparada nos meus molhos. Ou iogurte. Ou sour cream. Mas eu gosto de misturar, não gosto de usar molhos preparados.

Então você vai a um restaurante mediano e pede uma salada. Ela vem encharcada, inundada, afogada num molho pronto. Eles listam pra você – italian, ranch, balsamic, honey mustard, thousand island, vinagrete… Muito raro um desses molhos enriquecerem a salada. Normalmente eles destroem tudo… Eu aprendi a pedir sem molho ou com o molho separado, assim uso só um pouquinho.

Mas no Symposium, não tenho problemas com salada. Geralmente peço uma com alface picadinha, batata cozida, ovos cozidos, tomates, azeitonas kalamata, alcaparras, cebolinha verde. E o molho – só pode ser vinagre de vinho, azeite, sal e pimenta. Tudo na medida certa – 1/3 de vinagre ou suco de limão, ou os dois misturados e 2/3 de azeite.

Meus molhos são os mais variados. Mas aprendi a fazer um molho coringa com uma amiga suíça – uma perfeccionista, que também me ensinou um truque que eu uso até hoje para levar saladas em potluck parties: colocar os ingredientes para o molho no fundo de uma saladeira. Bater bem com o batedor manual. Colocar os ingredientes da salada por cima do molho. Não misturar. Cobrir com filme plástico e guardar. Na hora de servir, misturar bem o molho com a salada. É uma técnica perfeita, especialmente se você quiser levar uma salada de folhas, que certamente vai murchar se for misturada com o molho com antecedência. Isso evita que você tenha que levar o molho numa vasilha separada e que faça sujeirada na hora de misturar.

Este é o molho clássico para saladas da Annemarie:
Misture bem:
Vinagre de maçã
Azeite de oliva extra-virgem
sal/pimenta moída na hora
mostarda preparada
ervas frescas ou desidratadas [* eu uso muito o dill e as chives]
Esse molho dura muitos dias guardado na geladeira.

Tommaso’s

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Pra compensar o nosso almoço meia-boca com visão panorâmica, e outros quiprocós chatos que se passaram durante o dia, sugeri que fossemos jantar no Tommaso’s em North Beach. Este é sem dúvida e nosso restaurante italiano favorito em San Francisco. Encontramos ele por acaso, num dia que procurávamos um lugar para jantar na cidade. Sei lá como fomos parar naquela quase esquina da Broadway com a Kearny Street, que é uma região meio suspeita, cheia de strip clubs e lojas de filmes x-rated. O Tommaso’s é apenas uma portinha verde, que só abre para o jantar. O que nos atraiu foi a placa dizendo que ali estava o primeiro forno a lenha da cidade, ainda funcionando. Forno a lenha – a palavra mágica! Nossa primeira experiência no restaurante foi meio bizzara, não por culpa do lugar, mas sim de um casal sem noção. O Tommaso’s tem os booths aconchegantes dos lados e uma fileira única de mesas no centro. As mesas são juntas, então não há muita privacidade. Mas quando se vai em dois, um casal, é bem raro de se sentar num booth. Já ficamos na longa mesa inúmeras vezes, mas até isso faz a atmosfera do Tommaso’s interessante.
Eu que reclamo o tempo todo da péssima qualidade da comida italiana aqui na Califórnia, calo totalmente a minha boca quando vou ao Tommaso’s, e só abro pra comer e dizer hmmmmmmmmmm! Tudo lá é bom. Tudo simples, ainda no mesmo estilo que se fazia na década de 30, quando o restaurante abriu. Eu adoro o meat antipasto, com três tipos de frios cortados finíssimo e uma cumbuca de alcachofras temperadas. O pão é bom, a pizza é ótima, as pastas são feitas lá. Amo o manicotti com molho marinara. E a berinjela a parmegiana. Vinho, água, salada caprese e de alface, nunca pedimos sobremesa, porque não cabe. Espresso com uma lasquinha de laranja e a conta!
O único problema do Tommaso’s é que está sempre lotado e tem-se sempre que esperar um tanto pra sentar. Enquanto esperamos bebemos vinho e lemos as muitas reviews pregadas nas paredes, algumas bem antigas. Com elas ficamos sabendo que o Tommaso que deu o nome ao restaurante não era um italiano, mas o cozinheiro chinês chamado Tommy. Também ficamos sabendo que na década de 70 o cineasta Francis Coppola costumava fechar o restaurante, convidar os amigos e ir pra cozinha, fazer ele mesmo as pizzas. Eu adoro o ambiente anos 30 do Tommaso’s, que pelo jeito só foi ganhando camadas de tinta, mas nunca foi reformado ou adaptado. A clientela que se adapta ao lugar pequeno, porque por aquela comida maravilhosa, se faz qualquer sacrifício!

The Beach Chalet

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A vista para a Ocean Beach era bonita no The Beach Chalet em San Francisco, mas a comida deixou bastante a desejar. O restaurante, lotado de famïliazinhas para o dia dos pais, era muito barulhento e tinha preços acima da qualidade do menu. Comemos um sanduiche de black forest ham com queijo gruyere, molho de mustard-honey, no pão acme dark rye, acompanhado de french fries, uma coleslaw murcha e uma metade de um pickles ressecado. Nunca mais voltaremos lá, nem mesmo pela vista.

Kathmandu Kitchen

Mal humorada e cansada, nada me apetecia. Os restaurantes do centro da cidade lotados na sexta-feira à noite, todo mundo sentado nas mesinhas das calçadas, nos patios dos restaurantes legais. Eu azeda, olhos ardendo. Decidimos ir à um tailandês inédito, onde nunca tínhamos ido antes – são muitos deles aqui em Davis. Mas estava acontecendo um show na praça exatamente em frente ao restaurante, uma muvuca total, então desistimos de ir lá. Acabamos por acaso no Kathmandu Kitchen, que é um restaurante nepalês. Já comi bem e mal lá. Acho que o truque é não pedir carne. Eles têm muitos pratos com carneiro, que é onde eu geralmente me dou mal. Decidi pedir um prato vegetariano, o vegan thali. Foi uma boa decisão.
Como pedimos o thali [dinner], eles retiraram os pratos da mesa. A refeição veio numa bandeja enorme de metal, tudo arrumadinho de forma assimétrica:
Uma porção generosa de arroz basmati alojada no meio;
Duas samosas, super crocantes rodeando o arroz;
Cinco momos, bolinhos recheados de legumes e cozidos no vapor que lembram um pouco os dumplings chineses;
Um naan [pão frito] bem largo, macio e saboroso, deitado em cima do arroz;
Três cumbuquinhas com molhos: um vermelho muito apimentado, outro adocicado e um chutney;
Um potinho com chana masala – um refogado de grão-de-bico que eu adoro;
Um potinho com um curry de ervilha.
Na bandeja do Uriel veio arroz e naan, curry de legumes, sopa de lentilha amarela, um molho de iogurte e palak paneer, um creme de espinafre com queijo paneer.
Ele bebeu um mango lassi e eu uma Himalayan Blue, uma cerveja indiana bem light, mas que vem numa garrafona de 650 ml e que eu simplesmente não consegui terminar. Foi uma refeição leve e farta, que infelizmente não ajudou a melhorar o meu humor, e me deixou um pouco mais cansada. Mas mesmo assim foi bom!

bem acompanhada

Meu marido estava voltando de uma viagem de trabalho ao sul da Califórnia e eu fui camelar em downtown pois precisava comprar um presente pra uma amiga. Lá pelas tantas, me deu aquela tonteira de fome. Eu não gosto de comer sozinha em lugares públicos. É uma bobeira e eu sempre acabo comendo sozinha de qualquer maneira, mas faço minhas tentativas para evitar. Entrei num lugar onde poderia rapidamente pegar uma salada com picanha grelhada para levar para casa. Mas o lugar estava lotado, com uma filona pra pegar o pedido, ah, não tive paciência. Atravessei a rua e fui ao Seasons, um restaurante refinadinho que tem uma comida interessante. Entrei e disse pra hostess – sou só eu! Ela ofereceu o balcão do bar, que era o que eu planejava. Nada de mesa, esperando solitariamente pela comida.

Como nunca tinha comido sozinha sentada no bar de um restaurante, me surpreendi. O serviço foi impecável, rápido e gentilíssimo. Comi exatamente como se estivesse sentada na mesa, só que com mais discrição e atenção. O bartender cuidou de mim como se eu fosse uma princesa. Não deixou o meu copo vazio nem um minuto e me desejou bom apetite, logo depois veio perguntar como estava a comida, não deixou eu me sentir uma coitada sentada num bar de um restaurante cheio de gente numa sexta-feira à noite.

Comi um Gnocchi fortíssimo, com pancetta, asparagus, mushrooms, parmesan cream e truffle oil, acompanhado de pão italiano quentinho e água Pellegrino.

gosto não se discute

Fomos à um pequeno restaurante aqui em Davis, que tinha sido altamente recomendado pelo meu vizinho blogueiro culinário. Nunca tínhamos ido lá, pois o lugar nunca realmente nos chamou a atenção. É um lugar pequeno, ligado à uma loja de produtos naturais, com mesinhas cobertas de toalhas coloridas com vasinhos com flores naturais. O menu é todo orgânico, escrito com palavras muito bem escolhidas, fazendo tudo parecer muito apetitoso. O problema é que o lugar é super low profile, e não combina com o preços, que são de restaurante um nível acima do que experienciamos ali. Resumindo, comida simples, preço sofisticado. O atendimenrto foi ótimo, afinal num sábado na hora do almoço só tínhamos nós dentro do lugar. A cozinha é logo atrás do balção de atendimento e ficamos ouvindo a conversinha da atendente americana com o casal de cozinheiros mexicanos, num espanhol sofrível. E ouvimos e cheiramos a comida ser preparada, o que resultou num cheiro de fritura impregnado na minha roupa e cabelo. A comida era boa, nem ótima, nem ruim. A conta foi alta. E enquanto vestíamos os casacos para ir embora, eu vi uma BARATA saindo de trás de um quadro na parede. Nem preciso dizer que NUNCA mais voltaremos, né?
Fazia muito tempo que queríamos ir à um restaurante italiano em Sacramento, que tem pizza feita em forno à lenha. Quando queremos comer boa comida italiana temos que ir à San Francisco, porque essa região aqui, do Sacramento Valley, não deve ter recebido uma boa imigração italiana. Os restaurantes são péssimos, e eu, como neta de italianos, sempre comi a melhor pizza e pasta feita em casa pela minha mãe, que realmente faz o melhor molho e massa. Então sou exigente, percebo na hora se o molho é de lata e odeio, ODEIO, o molho de pizza que eles usam aqui, muito grosso, com cebola, uma coisa enojante. Ouvi dizer que esse restaurante em Sac tinha uma pizza boa, mas que tinha um ambiente cafona e presunçoso. Fomos, finalmente. Que surpresa boa! O lugar tem um ambiente simpatícissimo, instalado num prédio antigo na Capitol Avenue, entre Old Sacramento e o Palácio do Governo, o Capitol. Nos lembrou os restaurantes antigões de São Paulo, com os garçons de paletó branco e gravatinha preta, um estilo europeu, com pé direiro alto, super diferente e aconchegante. Fomos muito bem atendidos pelo garçon Louis e comemos muito bem, eu uma pizza muitíssimo bem servida, com mussarella, parmesão em fatias, cogumelos, rúcula e prosciutto, regada com azeite de trufas. O Uriel comeu um ravioli verde, com massa feita no local e molho apimentado de lingüiça italiana. Louis nos disse que todas as massas e os pães e crostines [deliciosos] eram feitos lá. Bebi um chardonnay do nosso quintal, segundo o Louis, uma vinícola perto de Davis. Nos sentimos tão confortáveis, que até pedimos sobremesa, o Uriel um tiramisu e eu um creme de fennel com crosta de chocolate. Saímos de lá incrívelmente felizes com a nossa experiência italiana em Sacramento e já decidimos que voltaremos em breve!

all you can eat at jusco

Se na minha cidade falta bons restaurantes italianos, certamente tem uma abundância de restaurantes asiáticos. Só pra se ter uma idéia da demanda, a cidade tem sessenta mil habitantes e quase quarenta por cento da população de estudante na UC Davis é asiática. Então é um restaurante em cada esquina para servir a clientela faminta e já à postos segurando chopsticks ou hashis. Lembrando de cabeça são pelo menos dois vietnamitas, uns três coreanos, uns cinco tailandeses, uns sete japoneses e incontáveis chineses, fora os indianos, nepalianos e alfaganistaneses que não sei se dá pra contar como asiático, e os lugares que só vendem suco ou chá com bolotas de tapioca, mas que também são bem populares. Então quando saimos pra comer fora, opções para comida oriental não faltam. O Uriel sempre sugere os tailandeses, dos quais eu ando meio enjoada. Fazia muito tempo que não íamos à um japonês. Em downtown, perto da minha casa, tem uns três. Um deles abre às onze da manhã e às dez já tem fila na porta. Não sei o que eles servem lá, mas o restaurante tem uma fila enorme na calçada todo-santo-dia. Resolvemos ir num outro logo a frente, que nos foi recomendado pelo Gabriel e Marianne, o Jusco.

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O lugar é pequeno e bem antigo, no velho e bom estilo ‘sujinho’, que à primeira vista nem anima. Mas como eu e o Uriel temos um histórico de indecisões em porta de restaurante, quase caímos fora no último segundo. A família inteira trabalha no restaurante, cozinham, servem, limpam. Não sabíamos que eles faziam o ‘all you can eat’ e nunca tínhamos ido à um ‘all you can eat’ japonês. Ficamos meio perdidos no inicio, mas recebemos as intruções para marcar o que queríamos numa fichinha com os nomes dos sushis, rolos e comida quente. Fui marcando tudo o que não tinha peixe cru. Marquei muita coisa, naquele entusiasmo de quem está com fome. A comida começou a chegar em pequenos pratinhos e não parava mais… Comemos muito e estava tudo delicioso. Só uma coisa nos deixou um pouco estressados: pra não haver desperdício, eles avisaram num cartaz na parede e no menu que CADA SUSHI NÃO COMIDO E DEIXADO NO PRATO CUSTARIA 0,50 CENTS EXTRA! Raspamos os pratos e abandonamos pra trás somente os rabinhos do camarão…