cooking matters

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We will always make time for things that MATTER. Cooking matters.

A artista Maira Kalman ilustrou a edição especial do livro Food Rules: An Eater’s Manual do Michael Pollan. Essa ilustração, que peguei no website dela, sumariza quase tudo o que penso sobre a importância de cozinhar. Administro assim o tempo que preciso para alimentar minha família [onde estou incluída]. Depois disso estar feito, eu vejo séries, leio revistas, navego pela internet.

Dinner with Jackson Pollock

Dinner with Jackson Pollock Dinner with Jackson Pollock
Dinner with Jackson Pollock Dinner with Jackson Pollock
Dinner with Jackson Pollock Dinner with Jackson Pollock
Dinner with Jackson Pollock Dinner with Jackson Pollock
Dinner with Jackson Pollock Dinner with Jackson Pollock

Fazia um tempinho que não investia em livros e comprei esse do Pollock e outro do Monet. O pacote foi entregue na porta da minha casa quando eu estava viajando a trabalho e quando voltei ele não estava mais lá. Foi a primeira vez que tive algo roubado da minha porta, fiquei imensamente chateada. Liguei pra Amazon e eles me perguntaram se eu queria o dinheiro de volta ou que os livros fossem reenviados. Optei pelo reenvio e dois dias depois eles chegaram. O do Monet—bonito, mas com as fotos de sempre, as receitas de sempre. O do Pollock—lindo, criativo, estimulante, muitas histórias sobre ele e a mulher, Lee Krasner, receitas de família, compiladas de recortes e anotações escritas a mão, tudo isso lindamente encadernado em espiral, com fotos históricas, fiquei encantada, não larguei do livro por algumas semanas e fiz algumas das receitas. Com a atual abundância de livros de culinária, onde tudo parece ser feito no mesmo formato, com o mesmo estilo de fotos e layout, esse foi uma exceção muito auspiciosa que me deixou muito feliz!

salada de tomate & romã

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Lá vou eu toda contentona mergulhar numa nova aventura culinária com a chegada auspiciosa do novo livro do Yotam Ottolenghi—Plenty More. Eu fiz a pré-encomenda antes do livro ser lançado aqui nos EUA e esperei pacientemente por meses. No dia 15 de outubro ele chegou, juntamente com o autor que está numa turnê pelo país. Essa é mais uma empreitada vegetariana, uma sequência do livro Plenty lançado em 2011. Depois do furacão que foi Jerusalem, eu realmente não esperava que o Plenty More fosse trazer tantas surpresas boas. Fiquei novamente encantada. Ottolenghi é um mestre nas misturas inusitadas de ingredientes e sabores. Quando que eu imaginaria misturar tomates com romãs? Acho que nunca. No final de outubro ainda estava recebendo alguns tomates na cesta orgânica e as romãs já estão abundantes. Simplifiquei a salada usando apenas um tipo de tomate, por razões óbvias. Essa salada é perfeita para o finalzinho do verão, quando ainda podemos ostentar tomates em variedades. Eu preparei a receita um pouco tarde, mas mesmo assim achei que valeu a pena.

400gr de tomates maduros [variados, se tiver]
1 pimentão vermelho cortado em cubos
1 cebola roxa pequena picadinha
2 dentes de alho esmagados [*omiti]
1/2 colher de chá de pimenta da Jamaica
2 colheres de chá de vinagre de vinho branco
1 e 1/2 colher de sopa de melaço de romã
60 ml de azeite
Sementes removidas de 1 romã
1 colher de sopa de folhas pequenas de orégano fresco para decorar
Sal e pimenta do reino moída na hora

Numa tigela grande, misture o tomate, pimentão e cebola e reserve. Numa tigela pequena misture o alho, a pimenta da Jamaica, o vinagre, o melaço de romã, o azeite e 1/3 colher de chá de sal e mexa bem até ficar bem combinado. Despeje esse molho sobre os tomates e misture suavemente. Coloque tudo numa travessa. Adicione as sementes de romã e as folhas de orégano, tempere com pimenta do reino moída na hora e regue com um fiozinho de azeite. Sirva em seguida.

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lombo de porco assado
com leite e sálvia

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Essa foi a primeira receita que vi assim que abri o novo livro da Alice Waters—The Art of Simple Food II. E foi a primeira que preparei. Essa não é uma receita inédita, nunca vista, mas foi a primeira vez que fiz e gostei imensamente do resultado. A carne fica muito macia, até eu que não sou a maior fanzoca da carne de porco achei muito gostoso. Servi com polenta, como a autora sugere. Fiz uma polenta taragna misturada com mascarpone que ficou bem cremosa e fez um par perfeito com a carne macia.
No dia anterior tempere mais ou menos 1 quilo de carne de lombo de porco com sal e pimenta do reino moída na hora. Coloque num recipiente fechado na geladeira. Remova o lombo temperado da geladeira pelo memos uma hora antes de começar a preparar a receita. Coloque 2 colheres de sopa de azeite ou manteiga numa panela robusta. Frite o lombo dos dois lados e remova para um prato. Reserve. Na mesma panela adicione 1 colher de sopa de manteiga, 5 dentes de alho e 5 folhas grandes de sálvia fresca. Cozinhe por uns minutos até o alho ficar macio. Coloque o lombo já frito de volta na panela com o alho e sálvia e adicione 4 xícaras de leite integral e 2 tiras da casca de u limão removida [sem a parte branca] com uma faca afiada ou descascador de legumes. O leite deve cobrir apenas 2/3 do porco. Quando o leite começar a ferver abaixe o fogo no mínimo e deixe cozinhar por umas 2 horas. Cheque de vez em quando para ver se não precisa adicionar mai leite. Esse molho de leite vai coalhar, não entre em pânico! Quando a carne estiver pronta, remova da panela e deixe o molho reduzir mas um pouco. Corte o porco em fatias e siva com o molho por cima. Decore com folhas de sálvia se quiser.

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the vegetarian epícure [I & II]

vegetarian epicure
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vegetarian epicure vegetarian epicure
vegetarian epicure vegetarian epicure
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Anos atrás eu escrevi sobre o The New Vegetarian Epícure—a versão mais modernizada desses livros da Anna Thomas. Sempre quis ter as primeiras edições e até consegui o segundo livro em versão paperback. Quando comprei, a vendedora da loja me disse que o primeiro era bem difícil de conseguir e eu até pedi pra ela ficar de olho pra mim. Ficou por isso mesmo. Passou muito tempo, nunca mais pensei no assunto, até parei um pouco de comprar livros usados e antigos, porque eles são realmente só para se colecionar. As receitas normalmente já estão datadas, precisam de uma revisão para se adaptar aos nossos tempos. Mas quando entrei na lojinha de antiguidades no centro de Healdsburg na manhã gelada de primeiro de janeiro de 2013 e vi os dois volumes do The Vegetarian Epícure em versão capa dura, agarrei os livros num pulo da Dona Onça e encaroçei pela imensa loja com um sorriso de felicidade congelado na cara. Depois de tantos anos tinha finalmente conseguido as versões originais dos anos 70 dos livros pioneiros da fofíssima Anna Thomas!
Apesar das receitas estarem realmente um pouco datadas, as ilustrações são um primor e os textos dela são uma viagem. Como esse, que finaliza o capítulo com dicas para entreter os amigos com um jantar em casa:
“So, the two-hours-later course came to be. This may consist of a great bowl of strawberries and a pot of cream, or maybe hot chocolate on a cold night, accompanied by thin slices of the torte that couldn’t be finished earlier, or a platter of nuts and dried fruits with mulled wine. This two-hours-later course is especially recommended if grass is smoked socially at your house. If you have passed a joint around before dinner to sharpen gustatory perceptions, you most likely will pass another one after dinner, and everyone knows what that will do—the blind munchies can strike at any time.”

[ inspiração ]

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Fazia um tempão que eu não comprava livros de receita. Por meses adicionei novidades na minha lista de desejos, mas não tomei a decisão de comprar nenhum. Até que li a notícia de que finalmente a Amazon começaria a cobrar taxas dos residentes da Califórnia depois de uma longa batalha legal. Essa encomenda foi o último uso dessa nossa regalia, minha despedida da alegria que era não ter despesas extras adicionadas no fechamento da compra. Foi um bom motivo. E os livros são uma verdadeira fonte de ideias e inspiração. O Sweet Cream da Bi-Rite é praticamente um must have, pois essa sorveteria tem sempre filas absurdas na porta, que nunca tive coragem de enfrentar. Um dia terei. Mas até lá já terminarei de ler todas as receitas do livro. O das paletas mexicanas era outro imprescindível, pois sempre tive impressão que as paletas deles são tão boas e criativas quanto os nossos picolés brasileiros. O Pop’s é cheio de ideias funkys e o People’s Pops de misturas coloridas e diferentes. Oficialmente ainda é verão, não é? Então ainda está valendo!