salada de tomate com limão em conserva

Ainda estou colhendo muitos tomates, então resolvi fazer uma receita que vi num livro bonito que eu tenho de culinária do Marrocos. Gostei da idéia de misturar o tomate com o limão em conserva. É uma salada simples e fácil de fazer, mas tem um sabor bem especial. Foi aprovada!
Tire as sementes e corte uns quatro tomates grandes em fatias finas. Corte um limão em conserva no meio, tire a polpa e jogue fora, corte a casca em fatias finas. Misture com os tomates e acrescente um punhado de salsinha e outro de coentro picadinhos. Prepare o molho com o suco de meio limão, uma pitada de sal, uma colherzinha de chá de páprica doce e azeite. Misture bem e tempere a salada.
O limão em conserva é um ingrediente típico da cozinha marroquina e pode ser encontrado pronto em vidros. Mas pra quem não conseguir achar, há a opção de fazer em casa numa receita facílima que me foi passada pela Gisa:
confit de citron – preserved lemon – limão em conserva – Coloque o limão lavado e cortado em quatro no sentido longitudinal sem separar (fica como uma flor de 4 pétalas). Coloque num pote de conserva com tampa hermética e coloque um colher de chá de sal pra cada limão que couber no pote. Preencha com água fervente e feche. Leve o pote para uma panela grande cheia de água e deixe ferver 5 minutos. Depois de frio guarde o pote em local fresco e escuro. Depois de aberto deve ser conservado em geladeira.

Bolo rápido de polenta com limão e tomilho

Estava com essa receita engatilhada desde que recebi a edição de setembro da revista Martha Stewart Living. De hoje não podia passar, então me meti a assar um bolo, mesmo estando meio cansada e pensando em ir logo pra cama ver filmes e [tentar] ler um pouquinho da minha pilha de livros. O título da receita em inglês diz pão, mas o resultado é um bolo bem compacto com uma textura bem leve e úmida. O sabor dominante é de limão e o cornmeal contribui com a crocância. Está difícil parar de comer!

bolopolentalimao.JPG

Polenta quick bread with lemon and thyme
3/4 xícara [1 1/2 tabletes] de manteiga sem sal amolecida
1/3 xícara de farinha de trigo
3/4 xícara de açúcar
1 colher de sopa de raspas de limão [amarelo]
2 colheres de sopa do suco de um limão [amarelo]
3 ovos grandes
1 colher de sopa da tomilho fresco
1 xícara de cornmeal [um fubá um pouco mais grosso – mas acho que fubá funciona bem]
1 colher de chá de fermento em pó
3/4 colher de chá de sal grosso
1/4 xícara de pine nuts [pinoles] tostados

Pré-aqueça o forno em 325ºF/165ºC. Unte buma forma de pão com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Na batedeira coloque a manteiga e o açücar e bata em velocidade média por 3 minutos, até formar um creme bem claro. Acrescente as raspas do limão e misture por mais um minuto. Vá adicionando os ovos um a um e batendo. Adicione o suco de limão e o tomilho. Adicione a farinha, o cornmeal, o fermento e o sal e misture bem. Coloque 2/3 das pine nuts. Coloque a massa na forma untada, salpique com o resto das pine nuts e asse por 50 minutos. Deixe esfriar numa grade.

os limões que ninguém quer

limaoamarelo1.jpg

Eu sempre chamei esses limões cor-de-laranja de limão vinagre e ele tem outros nomes em português, como limão bravo, rosa, cravo ou china. O Urso que é o entendido em frutas daqui de casa me disse que em inglês eles são chamados de rangpur lime, que eles podem ser um hibrido, uma mistura do limão amarelo com a tangerina e que crescem em pouquissimas áreas aqui nos EUA.
O nome muda, mas o sabor é o mesmo, que lembra a minha infância e minhas visitas à Querência Echaporã da minha Tia Anah e Tio Gimenez. Eles tinham uma árvore desses limões ao lado da casa. Esses limoeiros parecem que nascem e crescem como se fossem mato, e toda vez que eu ia lá, eu procurava pelo limões e fazia jarras de limonada.
Aqui eu nunca tinha visto desse limão pra vender, até mudar pro Aggie Village e encontrar duas árvores baixinhas, meio arbusto, na divisão entre a vila e o Arboretum. As árvores não pertecem à ninguém e, melhor, parece que essa variedade de limão é detestada e desprezada pela galera cítrica da cidade. Então sobra tudo pra mim, que adoro e não deixo por menos – todo inverno vou até a esquina com a minha cesta, minha tesoura de horta, luvas de pano e cato um monte!! Cato limão até dizer chega, até a árvore ficar vazia, até o inverno acabar. E faço jarras de limonada, como fazia anos atrás no sítio dos meus tios.