smoothie verde [com matcha]

supergreenjuice
Não sou uma pessoa de fazer grandes sucos. Gosto de comer muitas frutas e de beber água e vinho. Mas de vez em quando algo assim liquido chama a minha atenção e geralmente é por causa de um ou de uma combinação interessante de ingredientes. Por isso me aventurei nessa bebida vitaminada, que é bem gostosa. Pode adoçar ou não. Eu fiz das duas maneiras. Também fiz sem e com o abacaxi. De todas as maneiras fica muito bom, pois o sabor predominante é o do matcha. E eu estou num momento de extrema simpatia com esse chá.
faz dois copos
1 banana congelada
1 xícara de pedaços de abacaxi congelados
1 xícara de folhas verdes [salsinha, espinafre, couve]
1 xícara de leite de amêndoas sem açúcar
2 colheres de sopa de manteiga de amêndoas
1 colher de chá de néctar de agave [opcional]
1 colher de chá de matcha—chá verde em pó
1/2 colher de chá de gengibre fresco ralado bem fino
No liquidificador coloque todos os ingrediente e bata bem até virar um creme nem muito denso, nem muito aguado. Sirva.
Roux

[estamos todos bem]

mistyroux1.jpg

mistyroux2.jpg

Roux & Misty — circa 2008

Sempre foi difícil pegar uma pose assim dos dois gatos juntos, porque o Misty nunca conseguiu suportar o Roux, apesar do grande esforço que o pobre gatonildinho fazia para conquistar a amizade do gatonildão. Foi assim por quase dez anos de convivência.

Meu gato Misty era o meu companheiro de cozinha. Meus gatos nunca gostaram de ser carregados, nem de ficar em colo, mas o Misty gostava da proximidade. Assistia tevê com o Uriel e ficava comigo na cozinha. Era um gato educado nas melhores escolas inglesas, tinha maneiras aristocratas, estava sempre aprumado, sempre zen, sempre asseadíssimo e gostava de comer. Gostava não, ADORAVA! Comida era tudo pra ele. A vida dele girava em torno da comida. Talvez por isso ele curtisse tanto ficar na cozinha.

Com o passar dos anos ele foi ficando mais isolado e menos ativo. Passava mais horas dormindo e não participava mais dos rituais de esperar o rango da manhã na porta do meu quarto ou de esperar o snack da tarde no cantinho da cozinha. Ficou surdo, rabugento e foi gradualmente perdendo peso—estava ficando velhinho. Em junho deste ano ele desabou. Ficamos cuidando dele com todo o carinho, dando as medicações, comida extra pra ele ganhar peso, escovando e limpando o pelo que ele não conseguia mais cuidar, armando esquemas pra separar ele do Roux, que nunca deu trégua na perseguição. Não foram meses fáceis vendo o meu gato ficar cada vez mais frágil e limitado. Mas por outro lado aprendi uma lição de vida com um animal que não desistia, não jogava a toalha. Magrinho e sem muita força muscular ele caminhava zigzagueando atrás de mim na hora de ganhar comida e continuava me fazendo companhia na cozinha, sempre no tapete, às vezes dormindo em pé no meio do caminho.

A situação não estava perfeita, mas para um gato de dezoito anos o quadro estava razoavelmente estável. Foi muito de repente, em três dias ele já não estava mais andando, nem comendo ou reagindo. Eu sabia que quando o Misty perdesse o interesse pela comida e parasse de comer seria o fim. E assim foi. Ele partiu na manhã de segunda-feira, depois de ser muito abraçado e beijado, cercado pelos humanos que tanto o amaram e que tiveram o privilégio e a sorte de poder conviver com ele por quase treze anos. Me despedi agradecendo, pois ele foi o animalzinho mais companheiro que eu já tive. O gato Roux ainda está confuso, sem saber realmente o que aconteceu. Vamos sentir muito a falta do nosso Misty, mas apesar da grande tristeza estamos todos bem.