sopa de feijão branco

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Essa foi mais uma receita inventada. E nem foi por pimponice ou porque sou boa fazendo isso, mas por pura necessidade. Passamos a manhã de sábado fazendo compras e queríamos pegar uma sessão de cinema vespertina, portanto eu não quis perder muito tempo na cozinha. Já tinha o feijão branco cozido—que eu sempre deixo de molho por 24 horas e depois só cozinho rapidamente numa panela de terracota com bastante água e duas folhas de louro. Depois é só bater o feijão e a água no liquidificador e passar pela peneira. Refogar uns dois dentes de alho no azeite e jogar na sopa. Temperar com sal e pimenta do reino moída na hora e deixar ferver e engrossar um pouco. Enquanto isso refogar um radicchio cortado em fatias no azeite. Quando as folhas estiverem bem murchas e não estiver mais formando água, pingar um pouco de vinagre balsãmico. E uma pitada de sal. No mini processador ou pilão colocar um punhado de azeitonas pretas sem caroço e folhinhas de salsinha fresca. Juntar um fio de azeite e transformar numa pasta. Servir a sopa com uma porção do radicchio refogado e uma colherzinha da pasta de azeitona. Torradas para acompanhar, se quiser. Eu quis.

feijão branco com abóbora

Inspirada neste post sobre a abóbora no Come-se da Neide Rigo, fui dar cabo da primeira butternut squash que chegou na cesta orgânica neste inicio de outono. Quis também usar uns feijões brancos que estavam na minha despensa. Procuro não deixar os feijões guardados por muito tempo, feijao-aboborapois acho que feijão velho não cozinha muito bem. Deixei os feijões de molho de um dia para o outro, troquei a água e cozinhei em fogo baixo numa panela de terracotta com um raminho de alecrim dentro. Faço feijão sempre assim, deixando de molho antes e cozinhando na panela de terracotta. Tem uns que ficam macios com apenas trinta minutos de fogo. Não precisa de panela de pressão. Geralmente cozinho num dia para usar no outro, não tenho pressa. Pode colocar na água de cozimento, um raminho de alecrim, ou folhinhas de sálvia, ou uma folha de louro, ou um raminho de tomilho, ou um dente de alho, se quiser acrescentar um sabor extra ao feijão.

Com o feijão já cozido, refogue umas fatias de bacon [da melhor qualidade, s’il vous plaît—eu uso os do Niman Ranch] numa panela de ferro ou outra similar, mas bem robusta. Quando o bacon fritar, jogue cubinhos de abóbora [usei a butternut squash] e refogue até ficarem cozidas. Jogue então o feijão já cozido e tempere com sal e pimenta do reino moída na hora. Deixa cozinhar até o caldo engrossar, não deixe secar muito. Sirva.

salada de feijão e atum

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Neste preciso momento da minha vida, meu mantra tem sido um suspiro seguido da frase—que cansaço! Portanto minhas peripécias na cozinha não têm sido muito ousadas. Um jantar foi somente essa salada de feijão Spana [conhecido também por Butter beans] que tinha sido cozido na noite anterior na panela de terracota [onde eu sempre cozinho meus feijões] e temperados um pouco antes de servir com flor de sal, vinagre de vinho branco, bastante [bastante mesmo!] azeite, um punhado generoso de ciboulettes picadinhas, outro punhado generoso de salsinha picadinha, algumas azeitonas pretas descaroçadas e uma lata do melhor atum preservado em azeite que seu dinheiro puder comprar. Misturar bem e servir com fatias de pão francês.