Pizza Party

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Participamos de uma pizza party na casa do meu cunhado Beto, irmão do Uriel. O Gabriel fez a massa da pizza e trabalhou a noite inteira como pizzaiolo. Foram feitas umas doze pizzas e todas ficaram ótimas. Teve até uma pizza sobremesa de banana, mas essa eu não comi – tudo tem limites! O Gabriel seguiu a receita da massa já definida no esquema organizacional da pizza do Beto. Minha cunhada fez o molho da maneira mais simples e surpreendentemente gostosa. Claro que o segredo de tudo é o forno à lenha. Já estamos bolando um jeito de fazer um forno semelhante lá em Davis!
Massa da pizza
6 colheres de sopa de óleo
1 tablete [15gr] de fermento biológico Fleischman
2 colheres de sopa de sal – acho que pode usar menos, achei a massa um pouco salgada
1 colher de sopa de açúcar
2 copos de requeijão de água
Misturar a água com o fermento, acrescentar o óleo, sal, açucar e ir colocando farinha até dar o ponto. Sovar bem, deixar descansar e abrir a massa em discos. Essa receita dá para mais ou menos 6 discos de pizza.
Molho da pizza
Bater no liquidificador tomates sem sementes, folhas de manjericão, alho, cebola, sal e azeite. Usar. Fiquei chocada com essa receita de molho. Primeiro porque vai cebola e não vai orégano. Segundo porque não cozinha. Mas fica ótimo, eu aprovei!

the best cupcake, and a wonderful party!

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A receita do delicioso Earl Grey & Murcott Cupcakes do Garret.

Nem preciso dizer que fiquei desde ontem em função do potluck dos food bloggers de Sacramento organizado pelo Garrett. Corri para o supermercado atrás do bacalhau. Só achei uma caixinha de meio quilo, o que agora eu acho que até teria dado para todo mundo ter um taste da receita de Bacalhoada a Gomes de Sá. Mas a exagerilda não ficou convencida que daria e comprou então uma tonelada de salmão selvagem, e decidiu preparar a tal Moqueca da Paula que sempre agrada gringos e troianos. Comprado o salmão, nem preciso dizer que sonhei com panelas e que acordei cedo e passei a manhã voando com a capa da wonder woman, fazendo mil coisas como uma enlouquecida. Fui até ao Farmers Market no último minuto, porque na minha opinião de excessivilda acho que nunca tenho ingredientes suficientes, fico sempre encucada que não vai dar para todos, essas coisas de gente obcecada. Fiz um panelão de moqueca e outro de arroz, ainda levei limões, vinho e um liquidificador pro Garrett, pois ele disse que não tinha um. Uns minutos antes de sair de casa me deu um pequeno pânico, pois na verdade eu não conhecia ninguém, só o Garrett e o Brendon, mas também só conhecia de ler os blogs. Daí fico com aquela paura nerviosa de não conseguir me enturmar, de só falar besteira, de ficar purfa dos assuntos, das pessoas não irem com a minha cara, de me sentir um peixão fora d’água, de tropeçar bem na entrada e derrubar o panelão de moqueca no carpete, ou de salgar muito, ou de esquecer de por sal, ou de ninguém comer minha comida, ou de alguém achar um cabelão boiando no molho, ou da moqueca dar caganeira nos convivas, tudo isso, ou nada, deu pra dar uma abalada geral e até passar pela cabeça – por um segundo – de me fingir de morta e não ir. Mas fui, porque disse que iria e porque queria muito conhecer o Garrett, que eu acho um cara super legal e divertido.
Cheguei lá carregando os panelões, tentando não suar, nem descabelar, e fui tão bem recebida, conversei com quase todo mundo, falei pelos cotovelos, fiz mil perguntas, falei altão na frente de todo mundo – coisa raríssima de alguém me ver fazer calmamente, sem quase desmaiar de nervoso – falei do Chucrute com Salsicha, dei os ingredientes da moqueca, que todo mundo comeu e gostou. Eu também comi muito, e bebi um tantinho além do que devia, fui fotografada rindo com todos os meus dentões à mostra – forçada pela Elise, que é uma simpatia, muito diferente da figura séria que eu achava que ela era. Mike Dunne, o crítico de vinhos do jornal de Sacramento também estava no nosso potluck, e eu adorei a esposa dele com quem conversei muito, e a salada de agrião com pêra que eles levaram, que apesar deles avisarem que tinha alho, eu comi. Ouvi algumas histórias legais, como a da Madeline que escreve sobre a Rachel Ray, da Jennifer e seu Sacotomato e da fethiye e seu Yogurt Land. Acho que eu não peguei o nome de todo mundo, minhas fotos ficaram uma droga porque eu bebi e a bateria acabou antes da comilança começar – isso sempre acontece comigo! Acho que vamos ter um encontro desses duas vezes por ano, no outono e na primavera. Eu adorei participar desse, mesmo sendo o único blog numa lingua estrangeira, que quase ninguém lê, embora alguns desejem ler. Eu me desculpei e expliquei que sou lazy, sou teimosa, e só consigo chucrutar em português, I just can’t help it!

um concurso de chili

Ontem tivemos duas festas para ir. Uma foi um Chili Cookoff with Bluegrass, na casa de um professor da UC Davis. Ele é o guitarrista da banda de bluegrass que tocou durante a festa. Mas o evento – além do encontro de amigos – era um concurso de chili. Os contestantes teriam que levar uma receita especial que seria provada e votada, a mais criativa, a mais saborosa, a mais apimentada! Haveriam prêmios. Nós ficamos para ouvir o bluegrass, que eu adoro. Provei dois dos chilis também. Eu não sou muito fanzoca dessa comida, mas conversei com o autor de uma das receitas e achei que ele foi muito inovador usando limão e laranja nos temperos. Perguntei se a receita era dele, e ele respondeu – que nada, eu sou um tipo de cozinheiro do Joy [of Cooking]. Ele usou uma receita básica do livro Joy of Cooking, e acrescentou o toque pessoal. Era um chili vegetariano. Hoje fui correndo procurar a receita!

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A banda Chicken Tractor tocou no evento do chili. Essa foto é de uma outra festa, pois ontem eu não levei a minha câmera. Eles ainda têm um baixista e um bandolinista.
A receita básica de Chili con Carne do Joy of Cooking:
Derreta 2 ou 3 colheres de sopa de gordura de bacon ou manteiga. Acrescente 1/2 xícara de cebola picada e/ ou 1/2 dente de alho picado. Refogue. Adicione 1 quilo de carne moiída [vaca ou carneiro]. Refogue até a carne ficar cozida. Adicione 1 1/2 xícara de tomates em lata, 4 xícaras de feijão cozido – Kidney é o mais comum, mas qualquer feijão funciona – no cookoff de ontem, uma das receitas levava feijão branco, 3/4 colher de chá de sal, 1/2 folha de louro, 1 colher de chá de açücar, 1/4 xícara de vinho tinto sêco, 2 colheres de chá ou de sopa – conforme a resistência e o gosto – de pimenta em pó – chili powder – aqui também o céu é o limite, pois o chili powder pode [e deve] ser substituído por pimenta fresca, as jalapeños, por exemplo. Cubra e cozinhe por no mínimo uma hora. Quando mais cozinhar, mais grosso e saboroso o chili vai ficar. Pode preparar um dia antes. Servir com tortilas ou pão de milho, sour cream, queijo amarelo ralado, azeitonas pretas picadas, coentro, cebola picada.
Muitos contestantes trouxeram o seu chili na panela elétrica – slow cooker. Alguns tinham carne, outros eram vegetarianos – que que fez muito o meu gosto! O chili do rapaz que usou essa receita básica do Joy of Cooking não tinha carne e ele temperou com o suco e as raspas de uma laranja e um limão. Usou as jalapeño peppers. Ficou bem picante, mas com um sabor de cítricos acentuado que eu gostei muito!

salada com Dianne Reeves

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Fiz uma saladona para levar no show da Dianne Reeves no Quad da UC Davis. Esse faz parte dos concertos de verão na universidade, onde além de ouvir música ao vivo, os atendentes podem picnicar. Hoje o show está imperdível, pois essa cantora de jazz é o fino da bossa. Já trabalhei num show dela no teatro da universidade, onde eu sou voluntária, e posso afirmar que ela é classuda! Quem viu o filme do George Clooney – Good Night, and Good Luck, viu e ouviu a Dianne. Ela é a que canta em várias cenas do filme.
Eu adoro montar saladas, porque dá pra usar a criatividade bem a vontade e as chances de errar são mínimas. Claro que tem que ter um pouquinho de bom senso e misturar somente ingredientes que vão combinar entre si e não ficar tentado a ir jogando na saladeira tudo o que tiver na geladeira.
Pra essa salada eu usei:
Uma lata de grão de bico
Um pimentão vermelho
Meia abobrinha amarela
Um punhado de tomates cereja
Uma cenoura pequena cortada em pedacinhos
Uma maçã em cubinhos
Um punhado de azeitonas kalamata
Um punhado de basilicão
Um pedaço de queijo Blue [queria mesmo era usar o Feta, mas como só tinha o Blue, foi o Blue mesmo!]
Temperei com o suco de um limão amarelo [e raspei a casca e joguei no tempero], uma colher de sopa de vinagre balsâmico branco, bastante azeite de oliva, sal grosso e uma pitadinha de pimenta do reino.