CIA at Copia

Visitamos o antigo Copia— The American Center for Wine, Food & The Arts algumas vezes de 2002 à 2008, quando o local foi fechado por causa da crise econômica. Fiquei super triste e algumas vezes visitando o Ox Bowl Market em Napa, paramos no prédio do Copia para olhar como tudo estava. Por anos o prédio ficou fechado, com tudo intacto lá dentro. Até o mês passado, quando foi reaberto, agora incorporado pela CIA, o Culinary Institute of America.

O CIA at Copia vai ser um pouco diferente, pois vai oferecer aulas de culinária em cozinhas auditórios, mais ou menos no esquema da escola de culinária e usando os seus próprios recursos. No final de semana da abertura pudemos assistir a uma das classes e vimos que mais duas cozinhas estão sendo construídas. As aulas começam no final do verão. Fiquei extremamente feliz em ver esse espaço reaberto. O jardim que eles tinham, com uma horta e um pomar que abasteciam o restaurante Julia’s Kitchen, já não é tão prolífico. O restaurante mudou, o jardim também, mas o Copia está de volta e é isso o que mais importa.

thanksgiving dinner

Esse foi um thanksgiving onde eu tive muito o que agradecer. Um agradecimento ultra especial pela saúde de todos na minha família. Não foi um jantar super planejado, porque ando muito atolada de trabalho. Felizmente abri a edição da revista Bon Appétit no iPad a tempo e foi lá que encontrei todas as receitas que fiz para esse jantar. Fui ao supermercado antes de escolher as receitas e acabei tendo que voltar mais uma vez. O supermercado onde sou freguesa fecha no dia de Thanksgiving [coisa rara por aqui], então tive que pensar em todas as possibilidades com antecedência. No final tudo deu certo, fiz a sobremesa e um chutney de cranberries na quarta à noite e o resto na quinta. Troquei o peru pelo frango caipira, porque fomos apenas três comensais no jantar. Três humanos, dois gatos e uma cachorra. Comemos muito, estava tudo delicioso, as receitas virão em seguida.

o n z e !

Onze anos, hein? Quem diria. Passei o marco da década e comemorarei o décimo primeiro ano do Chucrute já de cara nova, o que eu sempre achei que nunca iria acontecer. Mas é necessário mudar. E como teve mudança nestes últimos onze anos. Como eu mudei desde este primeiro post onde quase tudo que eu dizia já não é mais tão real. Hoje gasto muito mais tempo cozinhando do que precisaria, mas gosto tanto de cozinhar e de ficar praticando minha meditação preparando, descascando e picando ingredientes, que até aboli outros hobbies. Nestes onze anos posso dizer que evoluí e que fiz muito mais comidas gostosas do que gororobas. Mudou cidade, mudou casa, mudou gato na cozinha, mudou panelas, mudou louça, mudou objetivos, mudou rotina, mudou tanta coisa, mudou, evoluiu e melhorou, não concorda? Então, acho que onze é um excelente número pra se comemorar!

as melhores festas

Nós nos conhecemos nesta festa e fizemos uma conexão imediata. Desde então as vizinhas que vivem a duas casas da nossa, na Elm Street, se tornaram nossas grandes amigas. Elas são um casal da nossa idade, uma americana e a outra espanhola, e são altamente simpáticas, calorosas e gregárias. Convidamos as duas para uma noite da pizza na nossa casa e um tempo depois elas nos convidaram para uma open house na casa delas, um pequeno chalé construído na década de 20. Achei que iria ser uma coisa mais intima, mas elas convidaram TODA a vizinhança. Fomos os primeiros a chegar e os últimos a sair. Nós adoramos vocês, elas nos diziam o tempo todo. Da minha cozinha posso ver as árvores de laranja delas, num quintal super fofo onde ficamos sentados papeando ou jogando ping-pong. Uma delas é enóloga e trabalha meio-periodo numa vinícola que faz vinhos muito bons aqui na nossa região. Obviamente que na festa delas tinha muito vinho gostosos e MUITA comida boa, tudo preparado por elas, Como o guacamole feito no pilão de pedra, a tortilla de batata e até fatias finíssimas de jamon iberico—bom, mas nada comparado com o fatiado na hora, esclareceu-nos a anfitriã. Comemos muito, conversamos muito, até em catalão, que eu consegui entender razoávelmente bem, rimos muito, foi um encontro extremamente auspicioso. Eu levei um bolo de aniversário, porque era o dia do Uriel. E outras vizinhas levaram sorvete de pêssego e creme feito em casa, com frutas locais. Gosto muito de todos os meus vizinhos, mas adoro essas vizinhas particularmente.