azeitonas secas

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Pra mim elas não substítuem as azeitonas comuns, na salmora. Mas são bem interessantes, realmente secas, com um sabor bem mais concentrado e até um pouco áspero. Acompanham aperitivos, combinam com saladas, ainda não usei elas em nada cozido, mas tenho certeza que dariam um toque especial à um frango ou carne de panela. Logo irei testar.

até tu, trufus!

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Um vidrinho de trufas negras à venda por dez patacas? Barbas de molho, minhas senhoras e meus senhores. Essas trufas baratotais, que geralmente o rótulo diz serem francesas, mas umas letrinhas miúdas denunciam—tuber indicum, são na verdade as trufas chinesas, cultivadas massivamente na China. E onde mais? Nem o Paraguai conseguiu essa façanha. Há muitos tipos de trufas. As chinesas se parecem muito com as francesas, mas não têm nem de perto o mesmo sabor. E a trufa francesa custa dez vezes mais. Essas trufas servem pra enganar trouxas, como o azeite trufado que se compra em qualquer supermercado e que não tem nem um pingo de trufa nele. As trufas chinesas são trufas, sem dúvida, mas não são o Real McCoy.
*comprei o vidrinho, provei o gosto borrachudo das ditas cujas chinesas e agora, o que faço com elas? um stir fry?

vanilla beans

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Além de ter a delicadeza de dividir com os outros bloggers as centenas de favas de baunilha que recebeu do beanilla para serem testadas, ele ainda fez a gentileza de trazê-las aqui em casa. Special delivery! Que amoreco!
Agora tenho essas favas vindas do Tahiti, Madagascar e Tonga. Preciso de receitas urgente. A primeira coisa que me veio à cabeça foi um creme brulée, ou mais óbvio, um leite ou açúcar infusos com as baunilhas. Idéias? Idéias?
*acho que vou comprar uma geringonça de fazer sorvete…

três coisinhas boas

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Uma coisinha boa é um chazinho de gengibre: põe água numa panela, joga muitos pedacinhos de gengibre ralado bem fininho, uns cravos da índia e o suco de um limão. Ferve por uns minutos, coa na xícara, adoça com mel e glup, glup, glup, hmmmmmm….
Outra coisinha boa é o sal de limão, feito com a casca do limão que foi usado no chá. Raspa ele todinho com o raspador/ralador, mistura as raspas no pilão [óia tô usando!] com sal marinho e põe numa vasilha pra secar. Secando, coloque num container com tampa e use como quiser.
A última coisinha boa é essa pimentinha perdida, que eu achei no fundo da minha cesta orgânica. Tirei foto dela, porque agora só vou ver outra assim no meio do verão.

para adoçar o dia

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Eu tenho uma obsessão por geléias. Não tenho uma explicação lógica, mas acredito que deve ser pelo fato delas serem feitas com frutas, e de terem infinitas possibilidades de variações e misturas. Eu compro vidros compulsivamente! Minha despensa e geladeira abrigam inúmeros vidros de geléias inglesas, francesas, dinamarquesas, turcas, suecas, havaianas, além das feitas localmente, por algum amigo ou comprada no Farmers Market. Algumas encalham, pois são muito doces, ou não fazem a minha cabeça – ou seria estômago? Gosto particularmente das marmelades inglesas feitas de diferente tipos de laranja, quase sempre com casca. Gosto do amarguinho. Também gosto de um bom lemon curd, que não é bem uma geléia, mas eu uso como se fosse. Mas tem que ter mais limão do que açúcar e tem que ter uma cor bem cremosa, e não ser transparente. Vou testando e acumulando – todos os tipos de berries, figo, goiaba, laranja, limão, maçã, ameixa, pêssego….
Uma das melhores que já comprei e provei é essa de figo, que uma moça de Winters faz e vende no Farmers Market. Essa geléia é perfeita: feita de uma fruta que eu adoro, sem preservantes e com pouco açúcar – realçando o sabor da fruta. Ela ainda dá um toque especial, usando açafrão na receita. Gostei tanto que comprei um estoque, pois não sei por quanto tempo ainda esse produto estará disponível no mercado. Gosto de misturar a geléia com iogurte comum ou grego. Fica delicioso!
Uma curiosidade:
Jam – é a geléia feita com a fruta, polpa e casca.
Jelly – é a geléia feita somente com o suco da fruta.

couscous com canela

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Achei essa receita quando procurava saber mais sobre o vinho Gewurztraminer muito gostosinho no qual ando viciada, no site da Fetzer. Fiz então, mas vou falar sinceramente, fica bem ‘rich”, com um sabor bem acentuado, por causa de todas as especiarias. Não é um couscous pra se comer regularmente, mas fica bem interessante. Servi acompanhando umas pernocas de frango grelhadas na churrasqueira. Meu marido não gostou muito, então tenho muitas sobras. Oh, well…

Couscous com Canela
I xícara de um bom e grosso caldo de galinha ou legumes
1/4 colher de chá de açafrão
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de chá de alho assado [roasted garlic]*
1/4 colher de chá de cominho em pó
1/4 colher de chá de coentro em pó
1/2 colher de chá de canela em pó
1/4 colher de chá de nos moscada ralada na hora
1 xícara de couscous [semolina]
Sal e pimenta moída na hora a gosto
1/4 xícara de cebolinha picadinha
1/4 xícara de pine nuts [pinoles] tostadas

Numa panela pequena misture o caldo de galinha/legumes com o açafrão e ponha no fogo até ferver. Desligue o fogo e deixe o líquido descansar por 15 minutos. Acrescente o alho assado e as especiarias e ferva novamente. Coloque o couscous numa vasilha com tampa. Jogue o líquido fervendo sobre o couscous, mexa com uma colher rapidamente, tampe e deixe descansar por 5 minutos. Acrescente a cebolinha e as pine nuts e mexa bem com um garfo. Sirva quente ou morno.

Eu usei amendoas torradas no lugar dos pinoles.

*para assar o alho: corte a parte superior de uma cabeça de alho, coloque no centro de um quadrado de papel alumínio, tempere com sal, pimenta do reino moída e azeite. Feche num pacorinho e asse num forno médio por 30 minutos. Eu faço os meus na churrasqueira e guardo na geladeira, num container com tampa.

Ras El Hanout Spice

Estava encaroçando no World Market e procurando maneiras interessantes de gastar o meu dinheirinho, quando vi uns vidrinhos de temperos numa das seções de comida internacional da loja. Eram temperos libaneses e marroquinos. Um deles me fisgou a atenção e comprei, claro. Era o Ras El Hanout Spice, uma mistura especial de grãos aromáticos e pétalas de rosas típica do Marrocos, que dizem ter propriedades afrodisíacas. Hoje usei o Ras El Hanout numa receita com filé de frango. Só esfreguei o pó nos bifes, deixei descansar uns minutos e fritei no azeite numa panela grande e com tampa. Quando os filezinhos ficaram cozidos, virei e acrescentei couve de bruxelas, aspargo, cenoura e cebola roxa em fatias. Deixei fritar por mais uns minutos com a panela tampada e desliguei. Ficou delicioso. Eu servi apenas com uma salada de alface, mas deve ficar uma combinação perfeita com arroz basmati. Li que esse tempero fica excelente com o couscous marroquino. Vou testar em breve!

Para quem não achar o Ras El Hanout para comprar e quiser arriscar fazer em casa, é só moer bem fininho os seguintes ingredientes*:

galangal, rose petals, black peppercorns, ginger, cardamom, nigella, cayenne, allspice, lavender, cinnamon, cassia, coriander seeds, mace, nutmeg, cloves.

* em inglês, porque tô com pregui de traduzir…