limão rosa conservado no sal

limão rosa no sal

Com a enxurrada de limão rosa deste ano, pude testar receitas que nunca tinha feito antes. Uma delas é a do “preserved lemon”, uma iguaria da culinária do oriente médio e que sempre me pareceu super fácil de fazer. E é! Olhei várias receitas aqui e ali e fiz do meu jeito. Leve bem e seque os limões, corte em quatro, com uma faca afiada, mas sem ir até o final. O limão vai ficar como uma flor, com as quatro partes cortadas ainda unidas pela base. Abra o limão, salpique sal no meio, feche e coloque num vidro esterilizado com um pouquinho de sal no fundo. Vá colocando os limões, salpicados com sal por dentro, um em cima do outro no vidro. Pode dar uma pressionada de leve com os dedos. Pode colocar folhas de louro e grãos de pimentas se quiser. No final, se todos os limões ainda não estiverem imersos em suco, esprema um limão extra, até que todos estejam submersos em líquido. Salpique um pouco de sal por cima, feche os vidros e deixe em temperatura ambiente por uns 10 dias. Depois refrigere. Para usar esses limões, remova um limão do vidro, remova a polpa e pique a casca para colocar em saladas, molhos, couscous, quinoa, eteceterá. Eu usei o meu primeiro limão em conserva numa salada de batata. Deu um toque especial. Os limões rosas são maravilhosos e abundantes, gostei de fazer essa conserva para poder usá-los no resto do ano.

geléia de limão rosa

Uma coisa é você crescer vendo todo mundo ao seu redor fazer algo na cozinha. Outra coisa é você tentar fazer algo sem nunca ter visto ninguém fazer. Minha amiga, uma budista nascida e criada numa fazenda no Idaho, me deu um vidro de geléia de limão feita por ela. Quando eu pedi a receita, ela disse, ah é muito fácil! É só cortar os limões, remover as sementes, deixar tudo misturado na geladeira de um dia pro outro, depois cozinhar até o termómetro chegar em 220ºF e tchan dan! Ela me mandou o link para uma receita similar, depois me trouxe o livro de onde ela tirou a receita que fez. Eu comprei uma versão pra mim, e como tinha uma sacola cheia de limões rosa doados por um colega, decidi que faria a marmalade. Não foi tão simples assim. Primeiro fiquei mais de 1 hora em pé na cozinha cortando os limões, separando as membranas e as sementes. Depois rodei  cidade debaixo de chuva pra achar um termômetro. Comprei um que não era o ideal. Daí inventei de fazer a geléia enquanto fazia o almoço de domingo. Cozinhar pode ser estressante se você não tiver certeza do que está fazendo. Como a minha amiga do Idaho, que cresceu vendo a mãe, a avó, as tias, as vizinhas fazendo geléia, eu cresci vendo a minha mãe fazer macarrão. Na massa de macarrão sou craque, porque sei todos os passos e como tudo deve se comportar.  Mas geléia, só mesmo aquelas improvisadas de cozinhar a banana ou o morango com qualquer quantidade de açúcar ou inventar moda. Nunca fiz nada do jeito certo, nunca fiz o processo de esterilizar e  vedar os vidros. Sei que tem uma técnica, só não sei qual é.  No domingo fiz malabarismos com várias tarefas, preparei o almoço, fiz macarrão. E fiz a geléia, que cozinhou, cozinhou e,  naquele minuto em que me distraí, passou do ponto. Achei que tinha dado tudo errado, chorei pitangas me achando um fracasso, reclamei muito, me dei chicotadas morais, mas quando fui olhar, tinha ficado mais ou menos como deveria ficar. A geléia ficou um pouco escura, queimou um pouco no fundo, cozinhou uns minutos além da conta, mas solidificou e até que ficou gostosa. Farei de novo? Sim. Mas desta vez, com a experiência de quem aprendeu algumas lições com os erros. A licão mais importante é que não se deve fazer geléia ao mesmo tempo em que prepara o frango, faz o molho de tomate, faz a massa pro macarrão, faz a salada, assobia e chupa cana.

Adaptado da receita de Meyer Lemon Marmalade do livro Food in Jars da Marisa McClellan. Essa receita é bacana porque usa a pectina natural do limão, contida nas membranas e sementes, para engrossar a geléia. E ela fica bem firme, parece até que se usou gelatina. E só tem realmente limão! Como toda marmalade, o resultado fica um pouquinho amarguinho. O limão rosa é muito mais acido que o meyer, mas eu mantive a mesma quantidade de açúcar. Achei que ficou perfeito.

1 e 1/2 quilos de limões orgânicos [*usei o limão rosa]
860 gr de açúcar

Lave bem os limões e seque. Com uma faca afiada corte as extremidades de cada limão. Corte ao meio e em gomos, remova a medula interna e as sementes e reserve numa tigela. Corte cada gomo de limão em fatias finas. Eu segui o conselho da minha amiga Amanda e coloquei os gomos com a lâmina de fatiar do processador de alimentos. Se quiser fatias maiores, faça a mão com a faca. Em uma tigela grande combine as fatias de limão e 400 gr de açúcar. Mexa bem. Faça um “pacote de pectina” usando um pedaço de gaze ou cheese cloth. Coloque no centro as membranas brancas, partes cortadas das pontas e as sementes que foram removidas dos limões. Amarre as pontas para fazer um saquinho. Adicione este pacote de pectina na tigela com as fatias de limão e o açúcar. Leve à geladeira por um período mínimo de 6 horas ou até 48 horas.

Remova a tigela da geladeira e coloque em uma panela grande, juntamente com o pacote de pectina. Adicione os 460 gr de açúcar restante e junte  1 litro de água.  Leve para ferver em fogo alto, mexendo sempre com uma espátula antiaderente. Deixe ferver por 30 a 50 minutos e use um termômetro para verificar quando a geléia atingir 220ºF/105ºC. Quando a geléia chegar a essa temperatura e se mantiver assim por um minuto, mesmo se for mexida, desligue o fogo. Coloque a geléia nos vidros, fazendo a esterilização de acordo. Eu não fiz. Usei algumas jarras Weck, que são boas pra manter conservas na geladeira, e congelei outros dois vidros. Da próxima vez vou tentar aprender a vedar os vidros da maneira certa. Será minha meta pra 2017!

sopa indiana de milho

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Na sexta-feira, ante-véspera do Natal, ficamos em casa e eu ainda estava resolvendo o cardápio da ceia, sem vontade nenhuma de cozinhar nada, mas com fome, então fiz a receita dessa sopa do David Tanis. Usei milho extra da cesta orgânica que eu tinha congelado no final do verão. Ficou substanciosa e confortante. O Uriel comeu uma tortinha de tapenade comprada pronta, mas eu me contentei somente com um prato dessa sopa.

4 colheres de sopa de manteiga
1 cebola média cortada em cubos
2 dentes de alhos picados
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
1/2 colher de chá de açafrão da terra [cúrcuma]
1/2 colher de chá de sementes de cominho
1/2 colher de chá de sementes de mostarda preta
1 pitada grande de pimenta caiena
3 xícaras de grãos de milho
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
Iogurte integral para servir
Folhinhas de coentro fresco para servir
Fatias de limão para servir

Coloque a manteiga em uma panela robusta e aqueça em fogo médio. Adicione a cebola e cozinhe até ficar macia, cerca de 10 minutos. Adicione o alho, o gengibre, a cúrcuma, as sementes de cominho, as sementes de mostarda e pimenta caiena e deixe cozinhar por um minuto ou assim. Adicione o milho e tempere generosamente com sal e pimenta do reino. Cozinhe, mexendo, durante 2 minutos. Adicione 4 xícaras de água ou caldo de legumes e deixe ferver. Tampe e deixe cozinhar em fogo baixo durante 10 minutos. Bata a sopa no liquidificador [com cuidado!] ou use o mixer de mão. Coloque a sopa em tigelas ou pratos fundos. Decore cada um com 2 colheres de sopa de iogurte e salpique o coentro. Esprema um pouco de limão por cima e sirva.

macarrão de arroz integral com curry verde fresco

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Enlouqueci quando vi essa receita e quis fazê-la na mesma hora. Só não fiz porque faltaram alguns ingredientes, que fui comprar especialmente. Adorei o sabor do curry verde fresco, sem falar que pude gastar parte de um estoque de coentro fresco que não parava de chegar na cesta orgânica e que estava acumulando na geladeira. Eu usei o macarrão de arroz integral, mas não precisa ser exatamente esse. Qualquer macarrão de arroz serve.

4 cebolinhas picadas grosseiramente
4 dentes de alho esmagados
3 pimentas verdes picadas grosseiramente
1 pedaço de 5cm de gengibre fresco picado grosseiramente
2 colheres de chá de pimenta verde em conserva [*se não achar omita, ou use alcaparras]
1/2 colher de chá de cúrcuma em pó
2 xícaras de coentro fresco [*pode adicionar com o caule]
1/3 xícara de folhas de hortelã fresco
1/4 xícara óleo de coco virgem derretido
2 latas de leite de coco
1 colher de sopa de suco de limão fresco
1 talo de raiz de erva-cidreira [capim-santo, lemongrass] as camadas duras removidas, amassado com as costas de uma faca
4 xícaras de folhas verdes [*usei lacinato kale, couve toscana]
1 colher de sopa de açúcar de coco ou mel
Sal Kosher a gosto
250 gr de macarrão de arroz
Fatias de limão para servir

No processador de alimentos pulse a cebolinha, alho, pimentas, gengibre, pimenta verde em conserva, a cúrcuma, 2 xícaras de coentro, ⅓ xícara de hortelã, e 2 colheres de sopa de água. Com o motor ligado, adicione o óleo de coco e processe até ficar uma pasta homogênea. Raspe a pasta com uma espátula para uma panela e cozinhe em fogo médio, mexendo ocasionalmente, até a pasta escurecer ligeiramente e ficar perfumada, cerca de 5 minutos. Adicione o leite de coco, o suco de limão e 2 xícaras de água e leve para ferver. Adicione a raiz de erva-cidreira. Reduza o fogo e deixe cozinhar até o liquido reduzir pela metade, por uns 25 – 30 minutos. Misture as folhas verdes cortadas em tiras. Cozinhe até murchar, cerca de 2 minutos. Misture o açúcar de coco e tempere com sal a gosto. Enquanto isso cozinhe o macarrão de arroz de acordo com as instruções da embalagem. Escorra e dividir entre os pratos. Adicione o curry sobre o macarrão e decore com folhas de coentro e hortelã. Sirva imediatamente acompanhado de fatias de limão.

bolo de cenoura e gengibre
[com sementes de gergelim]

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Fiquei louca quando vi a receita desse bolo, tive que fazer. Fui até comprar umas cenourinhas orgânicas especialmente para isso. Não vou dizer que não ficou gostoso, mas achei um pouco úmido e molenga pro meu gosto. Mesmo assim comemos tudo. Adoro sementes de gergelim, mas preferi essa receita aqui, de bolo de banana.

1/2 xícara de óleo vegetal
2 xícaras de farinha de trigo
1 e 1/2 colheres de chá de fermento em pó
2 colheres de chá de canela em pó
1 xícara açúcar mascavo
1/2 xícara de purê de maçã [não-adoçado]
1/3 xícara de leite de amêndoa [ou outro leite]
Um pedaço de 5cm de gengibre descascado e ralado fino
1 colher de chá de extrato de baunilha
3/4 colher de chá de sal
2 cenouras grandes [200gr] raladas no grosso
2 colheres de sopa de sementes de gergelim preto

Pré-aqueça o forno a 350°F/ 176°C. Pincele o interior de uma forma de pão com um pouco de óleo. Polvilhe com a farinha de trigo, batendo bem para remover qualquer excesso. Em uma tigela pequena misture a farinha de trigo, o fermento em pó e a canela. Em uma tigela grande misture o açúcar, o purê de maçã, o leite de amêndoas, o gengibre, a baunilha e o sal. Usando uma espátula coloque a mistura de farinha sobre a mistura liquida, seguida das cenouras e finalmente o óleo. Despejar a massa na forma preparada e polvilhe a superfície do bolo com as sementes de gergelim. Cubra completamente, se precisar ponha um pouco mais de sementes. Leve ao forno e asse por cerca de 1 hora e 10 minutos. Remova do forno e deixe esfriar completamente dentro da forma antes de cortar.

frango com abóbora [e bolinhos de arroz]

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Semanas atrás fui a um evento no centro da cidade com uma amiga e entramos numa lojinha de antiguidades para encaroçar. Eu vi um display lindo com muitas abóboras e tava olhando com aquela cara de encantada, quando a dona da loja falou—essas são da minha horta e estou dando pra quem quiser levar. Nem preciso dizer que sai carregando uma delas, a mais diferentona, chamada de Turk’s Cap ou Turban Squash, de origem francesa e que tem um formato de um acorn gigante. Ela ficou enfeitando a minha cozinha até eu achar esta receita. Não foi fácil cortar e descascar essa abóbora, que tem uma casca bem dura. Agora que já sei, assarei ela inteira da próxima vez que tiver uma dessas nas mãos. A receita fica mais ou menos como uma sopa, com o frango, a abóbora, leite de coco, cúrcuma e uns dumplings feitos com farinha de arroz. Uma receita de uma indiana do sul da India, que foi morar no sul dos Estados Unidos. O resultado fica bem interessante e eu gostei muito, apesar da textura mais gelatinosa dos bolinhos de farinha de arroz, que não são a minha favorita. Como a receita faz um panelão, vou ter muitas sobras e vou poder preparar com elas muitas (( M A R M I T A S !! ))

para o frango:
2 colheres de sopa de azeite
1 frango pequeno cortadas em 8 pedaços [*usei dois peitos cortados em cubos]
1/4 xícara de farinha de trigo integral
3 chalotas cortadas em fatias finas
1 pedaço de 3 cm de gengibre fresco cortado em fatias finas
2 xícaras de abóbora crua, como kabocha, Jarrahdale ou kuri descascadas e cortadas em pedaços [* eu usei a Turban Squash, foto lá embaixo]
2 talos de aipo cortados em pedaços grandes
2 folhas de louro frescas
2 raminhos de tomilho fresco
1 colher de chá de cúrcuma em pó
1 e 1/2 colheres de chá de sal
4 xícaras de caldo de galinha [*usei água]
2 xícaras de leite de coco
15 folhas de manjericão tailandês para enfeitar [*usei o comum]
para os bolinhos
2 xícaras de farinha de arroz
1 colher de chá de sementes de cominho
1/2 colher de chá de sal kosher

Faça o frango: coloque o azeite numa panela grande e robusta Numa tigela misture os pedaços de frango na farinha de trigo. Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora. Fritar o frango no óleo quente aos poucos, não encha a panela, deixe dourar, cerca de 2 minutos de cada lado.

Retire o frango da panela e reserve. Adicione a chalota e o gengibre e cozinhe, mexendo, durante 2 minutos. Adicione a abóbora, o aipo, as folhas de louro, o tomilho, a cúrcuma e o sal. Cozinhe, mexendo, durante 1 minuto; Misture o caldo ou água. Coloque o frango de volta na panela. Cubra com uma tampa, reduza o fogo para médio-baixo e cozinhe por 15 minutos. Adicione o leite de coco e mexa delicadamente.

Faça os bolinhos: em uma tigela de tamanho médio misture a farinha de arroz, as sementes de cominho e o sal. Aos poucos, acrescente 2 xícaras de água morna na mistura de farinha de arroz para fazer uma massa macia mas que não seja pegajosa; a massa terá uma textura arenosa, um pouco frágil. Forme pequenas bolas de massa com as mãos. Rende uns 24 bolinhos pequenos.

Coloque uma cesta de vapor sobre uma panela com um pouco de água. Coloque os bolinhos na cesta. Leve ao fogo para a água para ferver, em fogo médio-alto. Deixe os bolinhos cozinharem no vapor por 8 a 10 minutos, ate eles incharem um pouco e ficarem cozidos. Eles ficam um pouco grudentos.

Coloque os bolinhos na mistura de frango, mexa delicadamente, tampe a panela novamente e cozinhe por 12 minutos. Retire do fogo. Corte o manjericão em chiffonade ou fitas finas. Sirva decorado com o manjericão.

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geléia de tomate [a moda marroquina]

No meu trabalho a conversa gira na maioria do tempo em volta do assunto comida. Acabei adquirindo uma falsa reputação que me recuso a aceitar—a de que sou uma foodie, uma gourmet. Tem gente que até diz que sou uma chef, quero desintegrar no ar de tanta vergonha. Tudo isso por causa das minhas marmitas. Noutro dia decidiram ressuscitar um evento dos tempos antigos, uma competição de geléias feitas com as ameixas da árvore abundante do quintal de alguém. A organizadora, que é diretora de um setor de comunicação, veio correndo falar comigo. Eu me recusei a fazer geléia pras pessoas julgarem, porque não tenho esse espirito competitivo, nem tenho experiência suficiente fazendo conservas. Mesmo assim ela não largou do meu pé e eu então me ofereci pra ser juíza. No meio tempo ela apareceu na minha frente com essa geléia de tomate estilo marroquino que ela faz há anos e queria que eu experimentasse e desse a minha opinião. Me deu um vidrinho e eu fui pra casa com aquela infeliz missão, me sentindo um tantinho pressionada. E se eu não gostar? Pior, e se o negócio for uma bomba incomível? Sou dessas criaturas pessimistas. Acabei levando uma rasteira bem dada quando abri o vidro incrivelmente bem selado e espalhei um pouquinho da geléia numa bolacha. Que coisa maravilhosa! Adorei as especiarias e o limão, que eu consegui morder pedacinhos! Voltei pra falar com ela:

—então, o que vai ser? você vai me dar a receita ou me vender mais desses vidros?

Ela se recusou a me passar a receita, fazendo um charme, como se fosse dona do segredo do túmulo do rei Tutankamon. Minha reação foi bem simples—FINE! a internet existe pra isso mesmo, vou achar uma receita parecida e fazer eu mesma!

Coincidentemente apareceram uns tomates heirlooms na cozinha do meu trabalho e eu [obviamente] peguei um montão. A moça da geléia me olhou com ceticismo quando eu disse que iria usar aqueles tomatões. Ela disse, tem que ser com os cerejas, mas eu não quis ouvir. Eu e mais dois colegas fizemos a geléia naquele final de semana. Quando eu coloquei todos os ingredientes na panela entrei meio em pânico, porque os tomatões soltaram MUITA água. Minha geléia cozinhou por muito mais tempo do que o esperado, mas atingiu o ponto. Eu recomendo fortemente que se use o tomate cereja. As geléias dos meus colegas não vingaram. A minha ficou bem parecida com a da moça que não quis passar a receita. Ficou deliciosa! Usei muitos tomates, dobrei a receita. Já comemos dois vidros, congelei outros dois. Ainda não aprendi como selar as conservas do jeito que eles fazem aqui, pra poder guardar fora da geladeira. Um dia chegarei lá.

Essa geléia é picante e doce, com um toque meio acido e vai muito bem com queijos. Comi com diversos tipos, dos cremosos como o de cabra, até os mais duros e fortes como o manchego. Faz um tostex maravilhoso, acompanha lentilha, couscous, frango, o que a imaginação mandar.

120 gr de gengibre fresco descascado
1/2 xícara de vinagre de maçã
1 quilo de tomate cereja
1 xícara de açúcar mascavo
1 limão cortado em fatias finíssimas, depois picado
1 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de cravo em pó
1 colher de chá de cominho em pó
1 colher de chá de sal kosher
½ colher de chá de pimenta do reino moída na hora

Coloque o gengibre e vinagre no processador de alimentos e triture bem. Transfira para uma panela robusta. Adicione os tomates, o açúcar e os limões fatiados. Ligue o fogo alto e cozinhe por 15 minutos. Adicione as especiarias, reduza o fogo e deixe cozinhar, mexendo sempre, até a mistura reduzir e engrossar. Quando a geléia estiver pronta, coloque em potes esterilizados e guarde bem fechado na geladeira ou congele.