bolinhos de carne com hortelã e alho [e salada shirazi]

Beef Kofte and Shirazi Salad

Adoro achar receitas que são uma refeição completa. Esses bolinhos com a salada são. Foi uma refeição leve para um dia um tanto pesado. E teve muitas sobras, o que significou M A R M I T A !

beef-kofte—bolinhos de carne
1/2 xícara de arroz basmati, deixado de molho em água fria por 1 hora
4 dentes de alho esmagados
3 colheres de sopa de hortelã fresca
1 cebola grande
1/2 quilo de carne moída
1 ovo caipira batido
2 colheres de chá de sal
1 colher de chá de pimenta do reino moída na hora
Óleo de semente de uva [ou outro óleo vegetal] para fritar
1/2 xícara de extrato de tomate
1 colher de chá de endro seco
1/2 colher de chá canela em pó
1/2 colher de chá de cúrcuma
3 xícaras de água quente
1/4 xícara de suco de limão

Lave o arroz em água fria até que a água saia totalmente limpa e deixe escorrer bem numa peneira. Num processador de alimentos coloque o arroz, o alho, a hortelã e 1/2 cebola cortada em cubos e pulse até formar uma mistura grossa. Transfira tudo para uma tigela grande e adicione a carne, o ovo, sal e pimenta. Misture bem. A mistura deve ficar flexível e fácil de moldar. Faça pequenos bolinhos. Aqueça uma frigideira grande em fogo médio e adicione óleo suficiente para forrar o fundo. Frite os bolinhos até dourar dos dois lados, remova da frigideira e coloque num prato. Na mesma frigideira adicione a outra meia cebola picada. Cozinhe em fogo médio por cerca de 15 minutos, até que a cebola doure. Misture o extrato de tomate, o endro seco, a canela, a cúrcuma e água. Deixe ferver e em seguida abaixe o fogo . Delicadamente coloque os bolinhos no molho. Cubra e cozinhe lentamente por 30 minutos, até que os bolinhos estejam totalmente cozidos. Misture o suco de limão e sirva quente.

shirazi salada—salada de pepino e tomate
3 pepinos picados
2 tomates grandes picados
2 colheres de sopa de hortelã seco
1/2 xícara de suco de limão espremido na hora
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto

Misturar os pepinos com os tomates. Esfregue o hortelã seco entre as palmas da mãos para ativar o sabor. Jogue sobre a salada. Adicione o suco de limão, tempere com sal e pimenta e mexa delicadamente para misturar. Sirva imediatamente com os bolinhos de carne.

lombo de porco assado
com relish de tâmaras & coentro

porco-tamaras-coentro

Essa receita da revista Bon Appetit é muito simples e rápida de fazer e fica diferente e deliciosa. E as sobras podem ser comidas frias ou como recheio de sanduíche.

3 colheres de sopa de azeite de oliva
1 lombo de porco com cerca de 700gr
Sal kosher sal e pimenta do reino moída na hora
2/3 xícara de tâmaras Medjool cortadas em pedaços pequenos
2 colheres de sopa de suco de laranja fresco
3 colheres de sopa de coentro fresco

Preaqueça o forno a 425°F/ 220ºC . Aqueça 1 colher de sopa de azeite em uma panela grande e robusta em fogo médio- alto. Tempere o lombo de porco com sal e pimenta e coloque na panela, frite virando até dourar de todos os lados por uns 6-8 minutos. Transfira a panela para o forno e deixe assar por uns 15-20 minutos. Transfira o lombo para uma tábua e deixe descansar pelo menos 5 minutos antes de fatiar.

Numa vasilha misture as tâmaras, o suco de laranja, o liquido que sobrou da carne na panela e as 3 colheres de sopa de coentro picado. Junte as 2 colheres de sopa de azeite restantes e tempere com sal e pimenta do reino. Coloque essa mistura sobre a carne de porco fatiada e sirva.

lombo de porco assado
com leite e sálvia

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Essa foi a primeira receita que vi assim que abri o novo livro da Alice Waters—The Art of Simple Food II. E foi a primeira que preparei. Essa não é uma receita inédita, nunca vista, mas foi a primeira vez que fiz e gostei imensamente do resultado. A carne fica muito macia, até eu que não sou a maior fanzoca da carne de porco achei muito gostoso. Servi com polenta, como a autora sugere. Fiz uma polenta taragna misturada com mascarpone que ficou bem cremosa e fez um par perfeito com a carne macia.

No dia anterior tempere mais ou menos 1 quilo de carne de lombo de porco com sal e pimenta do reino moída na hora. Coloque num recipiente fechado na geladeira. Remova o lombo temperado da geladeira pelo memos uma hora antes de começar a preparar a receita. Coloque 2 colheres de sopa de azeite ou manteiga numa panela robusta. Frite o lombo dos dois lados e remova para um prato. Reserve. Na mesma panela adicione 1 colher de sopa de manteiga, 5 dentes de alho e 5 folhas grandes de sálvia fresca. Cozinhe por uns minutos até o alho ficar macio. Coloque o lombo já frito de volta na panela com o alho e sálvia e adicione 4 xícaras de leite integral e 2 tiras da casca de um limão removida [sem a parte branca] com uma faca afiada ou descascador de legumes. O leite deve cobrir apenas 2/3 do porco. Quando o leite começar a ferver abaixe o fogo no mínimo e deixe cozinhar por umas 2 horas. Cheque de vez em quando para ver se não precisa adicionar mai leite. Esse molho de leite vai coalhar, não entre em pânico! Quando a carne estiver pronta, remova da panela e deixe o molho reduzir mas um pouco. Corte o porco em fatias e siva com o molho por cima. Decore com folhas de sálvia se quiser.

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quirera de milho
com costelinha de porco

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Quando recebi aquela caixa cheia de pinhões enviada como presente por essa moça linda ganhei também barras de chocolate orgânico brasileiro da AMMA, mini-arroz do vale do Paraíba comercializado pelo Alex Atala e um pacote de quirera ou canjiquinha. Essa era ainda a única coisa que faltava para eu experimentar. E como nunca tinha preparado quirera na vida, ganhei também a receita enviada pela Ane. Fiz seguindo à risca. A minha quirera ficou mais seca. A Ane disse que a dela fica mais molhada. Neste caso é só colocar mais água na última fase. Preparei esse prato para um almoço de domingo e convidei meu filho e a namorada. Um vinho barbera do Shenandoah valley acompanhou essa comida robusta, que ficou incrivelmente deliciosa. A foto foi instagramada cinco segundos antes de sentarmos à mesa para a comilança. Segue a receita como foi enviada pela Ane.

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Deixo 1,5 kg de costelinha de porco marinando com 1 cebola picada, 10 dentes de alho, suco de 2 ou 3 limões e 3 folhas de louro, por três horas [*eu deixei durante a noite, na geladeira].

Depois desse tempo, escorro as costelinhas da marinada (e reservo a marinada), salgo e douro em azeite. Deixo bem douradas. Pode fazer essa parte no forno baixo também, elas ficam mais macias.
Numa panela (pode ser na mesma), refogo a cebola e o alho da marinada e um pimentão vermelho assado (eu gosto do pimentão assim, tostado na chama para tirar a pele) bem picado e mais ou menos 80 gr de bacon picado.

Volto as costelinhas para a panela e quando elas estiverem aquecidas adiciono uma dose de cachaça. Deixo evaporar o álcool e adiciono a marinada. Pingo água e cozinho até que a carne esteja bem macia.

Adiciono então 500g de quirera lavada e deixada de molho em água por pelo menos 30 minutos [*eu deixei durante a noite]. Cozinho a quirera por 30 minutos, até que fique al dente. Corrijo o sal se precisar e acrescento salsa e cebolinha [*eu coloquei coentro fresco].

Gosto de servir esse prato com couve (rasgada ou cortada fininha e refogada só uns segundos no azeite e alho) e pingar limão. Fica gostoso também colocar linguiça junto com a costelinha ou fazer só com a linguiça.

costelinha de porco com angu

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É fato que os blogs são o palco iluminado onde exibimos nossas lindamente fotografadas e caprichadamente descritas experiências culinárias. E é fato que os twitters são os bastidores, onde se comenta o antes e durante, as idéias, a execução e os detalhes, nem sempre lindos e brilhantes, quase sempre ilustradas com fotos de celular, sem tanto glamour, mas com o fator do aqui e agora, tudo acontece naquele momento, sem edição, sem brilhantismo e [quase] sem censura. Adoro observar o desenvolvimento de um post para um blog através de um twitter. Geralmente isso também acontece comigo, se bem que muitos dos meus twits nunca acabam no blog. Mas a sensação é basicamente essa—palco versus bastidores.

Foi assim que vi o desenrolar da produção da receita da costelinha com polenta da Maria Rê, que se iniciou informalmente no twitter e terminou brilhantemente bem acabada no blog. Como não ficar com as bichas, participando de todo o processo de execução de uma receita tentadora? Impossível! Portanto, acabei tendo que fazer também a minha versão.

Comprei as costelinhas de porco [baby back ribs] no Farmers Market, de um criador que não maltrata, tortura ou entucha os animais de antibióticos e tranqueiras do gênero. Pedi quantidade para duas pessoas com sobras e ele me deu duas peças. Temperei com suco e raspas de dois limões, três dentes de alho cortados em lâminas finas, 1 pimentinha vermelha seca picada, 2 colheres de sopa de mel e sal defumado. Deixei marinando durante a noite. No dia seguinte, bem cedinho, coloquei as duas peças de costela com a parte do osso virada para cima, em cima de uma grade, em cima de uma assadeira forrada com papel aluminio e coloquei em forno baixo a 200ºF/ 94ºC por três horas. Depois de três horas, subi a temperatura do forno para 350ºF/ 176ºC e assei as costelas por mais duas horas.

Para servir, queria preparar uma polenta molinha, mas na hora H não achei a farinha de polenta nos meus armários, que eu tinha certeza que ainda tinha. Muita raiva de mim mesma, mas desistir jamais. Fiz então um angu—ou o que eu chamei de angu, pois não sei se já comi, fiz ou sei exatamente o que é um angu. Mas fui na definição da palavra: massa espessa, geralmente feita de farinha de milho. Usei cornmeal moído em granulação média. Numa panela coloquei 4 xícaras de caldo de legumes, temperei com sal e um fio de azeite. Levei ao fogo e quando o liquido ferveu, adicionei 1 1/2 xícara de cornmeal e mexi, mexi, mexi com um batedor de arame, até a mistura engrossar e cozinhar. Servi o angu com as costelinhas, que depois de 5 horas de forno estavam se desfazendo.

espetinhos de bolinho de carne

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A idéia original para estes bolinhos estava na revista Food & Wine e eram mais como porpetas, tipo italiano, servidos com queijo parmesão ralado por cima. Eu decidi fazer de outra maneira, para poder servir com o molho tsatsiki. Temperei a carne com cebola picadinha, za’atar e um fio de azeite. Modelei as bolinhas e assei. Depois montei os espetinhos com dois bolinhos em cada, intercalados por meio tomatinho orgânico. Servi com o molho de iogurte & pepino.

Beef Stroganoff – take II

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Sempre pensei que eu deveria fazer essa versão classuda do monstruoso estrogonofe para poder fotografar. Na primeira vez que fiz essa receita, num jantar para os meus amigos Tatiana e Guilherme, não poderia imaginar o sucesso que ela faria. Esse estrogonofe não é aquele horrorendo feito com catchup e creme de leite de lata—bleargh!

A receita, que eu fiz naquele jantar e repeti muitas outras vezes, saiu da revista Everyday Food. É carninha refogada com cebolas e cogumelos frescos, temperada com uma mostarda Dijon fino da bossa, o melhor iogurte grego e servida sobre uma cama de delicados egg noodles. O modo de fazer está AQUI.

carne com vinho branco & alecrim

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Tenho me esforçado para incluir um pouco mais de carne no meu cardápio, depois que fiquei um pouco anêmica—efeito colateral da minha doencinha uterina. Pra mim hoje, comprar carne não é somente me prostrar em frente ao balcão do açougue e pedir qualquer coisa. Nem pode ser qualquer açougue, porque tenho parâmetros muito rígidos com relação ao tipo de animal que vou consumir. Portanto, me limito a comprar esses produtos no açougue do meu Co-op, onde tenho certeza da procedência de tudo que é vendido lá, animais criados e abatidos com dignidade e sem confinamento e tratamento cruel, alimentados com grama e ração sem produtos animais, antibióticos ou químicos.

Numa noite, comprei dois pedaços de sirloin steak, que não tinha a menor idéia de como iria prepará-los. Normalmente faço mais carne no verão, quando uso a churrasqueira. Mas pra minha sorte e conveniência, recebi naquele dia mesmo o meu exemplar de janeiro da revista Gourmet e logo nas primeiras páginas vi uma receita fácil e atraente, usando o corte de sirloin steak.

sautéed beef with white wine and rosemary
serve 4
800 gr de boneless sirloin steak
1 colher de sopa de farinha de trigo
4 colheres de sopa de azeite
4 dentes de alho fatiados bem fino
1 1/2 colher de sopa de alecrim picadinho
2/3 de xícara de vinho branco seco

Corte a carne em fatias bem finas e tempere numa mistura feita com a farinha de trigo temperada com sal e pimenta a gosto. Aqueça 1 1/2 colher do azeite numa frigideira e frite a carne. Faça em duas partes, porque frita mais uniformemente. Transfira a carne frita para uma travessa. Na mesma frigideira, adicione o resto do azeite, o alho e o alecrim e refogue até o alho começar a ficar dourado. Adicione o vinho, mais sal e pimenta a gosto se achar necessário, e raspe bem o fundo da frigideira com uma espátula ou o batedor de arame, para diluir bem. Deixe reduzir, junte os bifes fritos e sirva bem quente acompanhado de acini di pepe com limão [eu usei israeli couscous].

lemon pepper acini di pepe
serve 6 como acompanhamento
2 xícaras de acini di pepe *usei o israeli couscous
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de azeite
1/2 xícara de queijo Parmigiano-Reggiano ralado
1 colher de sopa de casca de limão ralado *usei o limão cravo
1 colher de chá de pimenta do reino branca moída

Cozinhe o acini di pepe ou o israeli couscous em bastante água com sal, até ficar al dente. Coe e reserve 1/2 xícara da água do cozimento. Derreta a manteiga junto com o azeite numa panela. Remova do fogo e junte a pasta/couscous, o queijo, raspas de limão, a pimenta moída e mais sal se necessário. Adicione um pouco da água do cozimento, se achar necessário. Sirva imediatamente, como acompanhamento da carne.

navarin de carneiro

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Esse é um prato típico da primavera, mas eu não quis nem saber e fiz para recepcionar o inverno, que está se instalando confortavelmente por aqui. Adaptei uma receita do Mastering the Art of French Cooking da Julia Child. Usei menos legumes—apenas cenouras, batatas e rutabagas. Na receita original vai também cebolas pequenas e ervilhas frescas.

1 quilo e meio de carne de carneiro
4 colheres de sopa de óleo

1 panela grande e funda que possa ir ao forno—embora eu tenha feito a receita no fogo, a Julia Child recomenda o forno, então fica ao critério do cozinheiro.

Corte o carneiro em cubinhos, seque bem com papel e frite bem no óleo até eles ficarem dourados. Salpique a carne com 1 colher de sopa de açúcar e mexa bem, sobre o fogo, até eles ficarem caramelizados. Tempere com 1 colher de chá de sal, 1/4 de colher de chá de pimenta do reino moída e três colheres de sopa de farinha de trigo. Refogue por uns minutos e então junte:

3 xícaras de caldo de carne * usei de legumes
350gr de molho de tomate puro ou 3 colheres de sopa de extrato de tomate
2 dentes de alho esmagados
1/4 colher de chá de tomilho ou alecrim
1 folha de louro

Se for colocar no forno, deixe ele pré-aquecido em 350ºF/ 176ºC. Eu fiz no fogo mesmo, deu certinho. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo de médio pra baixo por mais ou menos 1 hora. Depois disso acrescente os legumes:

De 6 a 12 batatas em pedaços
6 cenouras descascadas em pedaços
6 rutabagas descascados e cortados em pedaços
12 pequenas cebolas descascadas *omiti

Misture os legumes com o molho e a carne e continue cozinhando, no fogo ou forno, até os legumes ficarem cozidos e molinhos. Corrija o sal se necessário. Se for acrescentar as ervilhas frescas, faça no último minuto, dando uma fervida nelas antes. Eu não fiz. Sirva em seguida. Eu servi acompanhado de couscous, mas um pão rústico também seria uma ótima opção.