at the county fair

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No ano passado fizemos nossa primeira visita à uma county fair. Neste ano resolvemos voltar. Como tínhamos um outro compromisso no mesmo dia, fomos bem cedo logo depois do almoço e a feira estava bem vazia. O buxixo acontece à noite, quando uma multidão baixa nos fairgrounds da cidade para se divertir nos rides e jogos, ver shows, beber cerveja e comer porcariada frita. Foi mais um final de semana tórrido com temperaturas chegando a quase 40ºC e por isso não foi muito fácil caminhar pela feira. Mas mesmo assim aproveitamos. Tomamos apenas um sorvete de massa, bebemos litros de água e olhamos todas as exposições. Eu não curto roda gigante e quetais, nem me entusiasmo com jogos de argola ou pescaria pra ganhar bonecos de pelúcia. Gosto de ver a competição de legumes e caminhar pela feira só olhando e fotografando. Se não estivesse tão quente teríamos até ficado um pouco mais.

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Iria ser mais um final de semana com temperaturas acima dos 40ºC e decidimos sair de casa. A melhor pedida seria ir para o lado do litoral, mas ficamos um pouco apreensivos de pegar congestionamento na estrada. Afinal, não deveríamos ser os únicos querendo fugir do bafão. De manhã cedo nadei e depois fui ao Farmers Market, onde acontecia um festival do tomate. Como cheguei tarde e o calor já estava piorando, fiz rapidamente minhas compras da semana, adicionada do convercê que sempre tenho com alguns dos fazendeiros, dei um rolê pela festa tirando algumas fotos e casquei fora. Fiquei sabendo depois que o evento foi um sucesso, com muita gente prestigiando. Vi mesmo que estava animado, com música, dança, comida, até concurso de chef preparando pratos com tomates e tasting de um monte de variedades da frutinha verânica mais popular da região.

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Fomos para Sacramento almoçar por escolha do Uriel no Andy Nguyen, um restaurante vegano na Broadway que apesar de fazer aquelas tchonguices de carne, frango e até e peixe de soja, tem um cardápio super gostoso. Como nós sempre escolhemos tofu e cogumelos quando comemos em qualquer asiático, não mudamos nossa rotina. Esse restaurante tem um ambiente moderno, chão sem carpete [que eu abomino nos restaurantes asiáticos daqui] e serve uns sucos de frutas, legumes e gengibre simplesmente deliciosos. E a comida é delicada e gostosa, com alguns pratos bem criativos. Raramente pedimos sobremesas, mas eles oferecem umas opções interessantes, tipo a banana frita e o sorvete de coco.

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Já estava um bafão descomunal e saimos rumo à lugar nenhum—que é o passeio favorito do meu marido. Decidimos subir mais pro norte e a temperatura foi também subindo com os quilometros rodados. Saimos de Sacramento com 40ºC e quando chegamos ao nosso destino estava 43ºC—em Fahrenheit 104º e 109, que parece ainda pior. Aportamos na pequena cidadezinha de Auburn, que faz parte do circuito da corrida do ouro no norte da Califórnia. Eu adoro essa região que fica no pé da serra e tem toda uma atmosfera de velho oeste. Auburn tem uma downtown histórica bem bonitinha, como as outras cidades da região, mas tem também uma parte mais antiga chamada de Old Town. São basicamente duas ruas compridas com muitas lojinhas, galerias de arte, bares e restaurantes. Quando chegamos já estava quase tudo fechado porque o bafão não estava fácil. Só os bares e restaurantes estavam abertos e procurando por um lugar para tomarmos um sorvete entramos no Carpe Vino, um wine bar com um restaurante muito bacana. Sentamos para tomar uma taça de vinho branco gelado e pedimos para acompanhar um pan con chocolate temperado com flor de sal, raspas de laranja e azeite. Ficamos lá até criar coragem pra sair na rua novamente e dirigir de volta para Sacramento, onde decidimos parar novamente para jantarmos uma pizza margherita assada no forno a lenha, num lugar legal que conhecemos em downtown.

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No domingo saimos rapidamente só para almoçar num restaurante mexicano que gostamos aqui em Woodland. Não teve aqua fresca de hibisco suficiente para me hidratar. Bebi água mineral resto do dia, enquanto descansei, assisti alguns filmes e li um tanto de revistas, trancada seguramente dentro da casa climatizada.

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the dancing coyote

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Li no jornal que a vinícola que produz um delicioso Alvarinho aqui na Califórnia tinha agora um tasting room aberto para o público. No mesmo minuto mandei um e-mail com o endereço para o Uriel dizendo—quero ir lá! Desde que comprei uma garrafa desse Alvarinho da vinícola Dancing Coyote no inicio do ano passado, que nunca mais achei esse vinho pra vender em lugar nenhum. Voltei no supermercado, fiz mil perguntas, mas ninguém sabia de nada. Depois dessa visita entendi a razão. O pequeno tasting room deles fica no condado de San Joaquin bem próximo da cidade de Lodi, numa área com muitas vinícolas pequenas mas com uma cultura de vinho bem forte. É um pouco mais longe de Clarksburg, no condado de Yolo, onde ficam os vinhedos da Dancing Coyote e onde o vinho é produzido.
Logo que chegamos fomos recebidos por um cachorro que pertence a um artista morador do local. O prédio principal fica numa antiga destilaria de brandy e o tasting room é todo modernizado, você pode sentar nas mesas ou ficar no bar conversando com o bartender, que foi o que fizemos. O dono do cachorro, que é um artista hiponga que trabalha com metal reciclado, nos contou um pouco da história da vinícola, do local e do proprietário que não está interessado em fazer nenhum marketing dos vinhos nesse mercado altamente competitivo. Ele prefere que as pessoas comprem o vinho diretamente deles. Achei super justo. Eles também vendem online. Comprei o Alvarinho que já conhecia e provei o Verdelho, que achei muito bom, o Moscato, que não me entusiasmou e o Gruner Veltliner, que adorei e também comprei umas garrafas. O bartender me disse que esse último, feito com uma variedade de uva austríaca, é o favorito de um dos nossos ex-governadores—adivinha só quem? O Arnold Schwarzenegger.

San Francisco [express]

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No segundo dia do passeio com nossos primos, chegamos ainda mais tarde em San Francisco. Estando na minha companhia não é permitido fazer nada na cidade sem antes passar pelo Ferry Building Marketplace. Aproveitamos para fazer nosso almoço tardio ali mesmo, escolhendo comidas entre o il Cane Rosso e o Gott’s Roadside, lugar de hamburguer que sempre agrada aos mais jovens [e outros nem tanto]. Depois da sobremesa no Miette, atravessamos a rua para pegar o cable car na California Street, a linha que percorre o Financial District, Chinatown, Nob Hill até a Van Ness Avenue. Fomos e voltamos descendo em Chinatown, onde basicamente só caminhamos pelas ruas apinhadas de gente, entrando e saindo de lojinhas—atividade divertida que eu chamo desde sempre de “encaroçar”. De carro fizemos o doloroso e congestionado percurso dos piers até a marina e terminamos o passeio no caminho do Crissy Field, embaixo da Golden Gate bridge. O sol já estava se pondo, por isso decidimos achar um restaurante ali por perto. Os visitantes escolheram jantar comida indiana, então o Yelp me recomendou um lugar no Richmond District chamado India Clay Oven. Um indiano como outro qualquer, nada de cair o queixo, mas estava bom. Deixamos nossos primos num hotel perto do aeroporto de San Francisco e voltamos para casa. Apesar de curto e corrido, eles gostaram muito do nosso passeio expresso.

Napa Valley [express]

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Nossos primos de Atlanta estavam a caminho de férias no Havai e deram uma parada na Califórnia para passar dois dias conosco. Fazia uns três anos que não nos encontrávamos, então gastamos muito tempo conversando. Dividimos o grupo em dois, os adultos na nossa casa em Woodland e os adolescentes na casa do Gabriel em Davis. Na organização do tempo com todo mundo acordando tarde e estendendo a conversa na mesa do café da manhã, mais os banhos e agrupamentos saindo de uma única cidade, acabamos chegando tarde para os nossos dois passeios. O do primeiro dia no Napa Valley, chegamos à uma da tarde e tivemos que condensar a programação ao máximo porque as vinícolas fecham entre 5 e 6 pm. Decidimos visitar apenas duas—a Mondavi, por razões óbvias e a Beringer, porque é uma das mais bonitas e fica bem no centro do vale. Dois clássicos do Napa. Na Mondavi fizemos o tasting dos vinhos vintages e reserve. Na Beringer fizemos o tour com tasting. Para um almoço rápido entre as vinícolas pegamos sanduíches, bebidas e chocolates no Dean & Deluca e depois de visitar a cidadezinha de Calistoga, voltamos para St Helena onde jantamos no Tra Vigne. Fizemos esse passeio com a cachorra Boo que está hospedada neste mês de agosto na casa do meu filho. Na vinícola Mondavi ela teve que ficar no carro, mas na Beringer as moças da recepção ficaram alegremente cuidando dela e no Tra Vigne ela não somente foi bem-vinda como recebeu um pote com água pra se refrescar. Até ela aproveitou muito o nosso passeio expresso.

sunflower fields forever

girassois girassois
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Este ano eu estava estranhando não ter visto nenhum campo de girassóis no meu caminho. Mas quando fui buscar comida nepalesa para o jantar de uma sexta-feira, atravessei a ponte que passa por cima da estrada principal que corta a cidade e vi um campo enorme e todo florido dentro do perímetro urbano. Daí comecei a ver outros campos, mais próximos ou um pouco afastados da cidade. O negócio é que os campos mudam de lugar, ou melhor, os campos são os mesmos mas a lavoura é rotativa. Então onde estavam os girassóis no ano passado, neste ano estão os tomates ou o trigo. E onde estavam os tomates estão os girassóis ou o trigo ou o milho. Sou daquelas que acha todo esse cenário agrícola uma lindeza absoluta. Sou daquelas que encomprida o caminho pra casa só pra poder olhar os tomates já brilhando nos campos ou sentir o cheiro do feno recém colhido. Sou daquelas que para o carro no meio do poeirão e vai fotografar campo de tomate ou girassol até mesmo quando está fazendo quarenta graus. Sou daquelas que enfrenta as abelhas pra poder chegar mais perto das flores gigantes e laranjas. Sou daquelas que transpassa propriedade alheia pra poder tirar uma foto, mesmo que seja com o celular. Sou daquelas que comprimenta os trabalhadores do campo dando tchauzinho pro pessopal nos tratores. Na última foto da direita eu sou aquela bolhinha cor-de-rosa, que é como o google maps me identificou no dia em que parei no meio dos campos agrícolas para tirar essas fotos dos girassóis.

The Gibson house

the gibson house the gibson house
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Um dos melhores passeios pra mim é visitar casas antigas transformadas em museus. Na semana passada conhecemos a Gibson mansion que pertenceu a um fazendeiro que chegou em Woodland na metade do século 19. Ele chegou com uma mão na frente e outra atrás e foi progredindo. A casa, que inicialmente tinha apenas um cômodo, foi progredindo também até virar uma construção imponente de dois andares. Hoje ela fica praticamente no meio da cidade, mas no inicio aquela localização era considerada longe de tudo, no meio do campo. Na imensa propriedade o Sr Gibson criava gado, cavalos, cabras, ovelhas e veados [sim, veados, mas esse empreendimento não deu certo]. Hoje a casa foi transformada num museu daqueles que eu mais amo, porque você pode entrar em todos os comôdos, ver e tocar [com cuidado] todos os objetos, abrir gavetas, portas, tirar fotos. Como essa área teve uma grande imigração asiática durante o período da corrida do ouro, o museu recebeu muitas doações das famílias chinesas e tem muita coisa intertessante, desde porcelana até trajes típicos da época feitos de seda e bordados. Adorei visitar a casa da família Gibson e no dia em que fomos estava tendo uma festa da cidade e muitos voluntários estavam disponíveis e animados para contar histórias e responder perguntas. Essa casa em Woodland é bem parecida com essa pensão que visitamos no Colorado uns anos atrás. É realmente sensacional a maneira como o passado é cuidadosamente preservado, mesmo nos detalhes rotineiros e que parecem não ter muita importância histórica.