os jardins do Green Gulch

Assim que chegamos, eu e a Amanda fizemos um micro-picnic porque saímos muito cedo e precisávamos de um segundo café da manhã. Depois passeamos um pouco pela fazenda, matando tempo. Na saída, depois do workshop, fizemos outro passeio por toda a fazenda, fomos até a área das hortas e pegamos a trilha até a praia. Em abril a vegetação estava diferente do verão, quando estive lá pela primeira vez. As flores eram diferentes e as hortas estavam sendo preparadas. As macieiras estavam floridas, as normais e as em espalier, espalhadas sobre uma cerca de arame, todas lindas de ver. Esse lugar é simplesmente maravilhoso, e eu adoro estar lá.

a cozinha & o refeitório zen

a cozinha

o refeitório

Tive muita sorte de pegar a cozinha vazia logo antes do almoço e pude tirar essas fotos. É uma cozinha sem sofisticação. Quando entramos para começar a aula de pães, os cozinheiros estavam trabalhando à todo vapor. Depois esvaziou e eles só voltaram umas horas depois para preparar o jantar. Depois que almoçamos—sopa, salada e pão, cada um colocou sua louça suja na área da lavagem. O refeitório também é muito simples e austero, decorado com ilustrações da artista japonesa Mayumi Oda. Amei demais almoçar lá, dividindo a mesa com outros participantes dos workshops. Uma das mesas era para quem não quisesse conversar, mas todos quiseram.

fizemos pão com o zen master

No final de abril, eu e minha amiga Amanda fizemos um workshop de pão com Mick Sopko, o padeiro master do Green Gulch Farm Zen Center. Eu estava animadíssima com esse evento, não só porque iríamos aprender a fazer pão com um expert, mas porque iria voltar à fazenda do San Francisco Zen Center, no caminho para a Muir beach. Chegamos cedinho e passamos o dia lá, dentro da padaria, aprendendo os fundamentos dos pães. Não vou mentir que ainda não fiz pão nenhum, mas foi um aprendizado que acrescentei no meu currículo de vida. Éramos um grupo de 12 pessoas, ouvimos muitas dicas, colocamos as mãos na massa, almoçamos lá, depois assamos os pães, provamos todos eles e ainda levamos pães pra casa. Só de estar no ambiente dessa fazenda já é uma terapia pra mim, aprender a fazer pão foi um extra!

old school [in Coloma]

Adoramos visitar esses tipos de museu, que não é um museu típico, mas conta a história de uma maneira mais interativa e prática. Essa é a escola antiga da pequena cidade de Coloma, na região da corrida do ouro californiana. Cenário de filme, muito linda. Visitamos depois que fizemos a Monroe Ridge Trail. Merece mil coraçõezinhos! ♥︎

Monroe Ridge Trail––Coloma

Essa trilha na região da corrida do ouro foi super tranquila. Escolhemos a Monroe Ridge Trail em Coloma por ser mais ou menos perto, um pouco mais pro norte, numa região já mais próxima da serra. A caminhada foi fácil, subimos, descemos, fizemos um picnic e depois visitamos a cidadezinha histórica que preserva a história do Gold Rush, que facilitou a incorporação do território à união, transformado a Califórnia em estado.

Helen Putnam em Petaluma

O Helen Putnam Loop, em Petaluma foi super easy breeze, não teve muitas subidas, mas estava uma ventania e um frio, deu um cansaço. A trilha é bem cheia de gente e de cachorros e estava linda no inicio da primavera. Eu curti muito andar nela, achei até a minha Bo Tree. Mas consideramos o loop muito próximo da cidade, mais como um parque de caminhadas do que uma trilha. Marcamos ela como “feita” na nossa lista, e seguimos em frente com outras opções.

the remains [of may]

Acho que todos nós estamos sentindo a mesma coisa—que o ano está voando! Será um sentimento coletivo de tempo acelerado, filmado em time-lapse, ou sou só eu? Espero que não seja só eu, mas todo dia eu me espanto, já é junho? já é quase julho? O que aconteceu com maio? Se eu não tivesse uma quantidade ridícula de momentos registrados em fotografia, iria achar que não fiz nada nestes últimos meses. Mas está aqui a prova de que tenho feito muita coisa, receitas repetidas, receitas novas que não gostei ou não deram certo, receitas improvisadas, receitas que não tive tempo nem vontade de fotografar porque estava muito ocupada comendo. Meu filho nos visitou em muitos finais de semana e no dia das mães cozinhou [muito bem] pra mim. Tivemos muitas flores, muitas frutas, muitas manhãs ensolaradas, dias agradáveis, ventinho ao entardecer, almoços e jantares no quintal, ideias novas, rotinas novas, mais e mais mudanças nas minhas madrugadeiras manhãs. Gosto tanto de estar aqui, mas não tenho feito esta presença suficiente. Sem desculpas, espero que estejam todos bens e felizes. Fica aqui registrado que maio foi realmente um mês bonito e cheio de gostosuras e lindezas.

Mount Diablo

Faz um tempo que pegamos o hábito de fazer trilhas. São tantas delas aqui na Califórnia, nas montanhas, nos vales, com neve, áridas, próximas ao oceano, com pinheiros, com eucaliptos, com suculentas, samambaias, retas, íngremes, com riacho ou rio ladeando. Tem umas trilhas muito boas aqui por perto, mas elas não são apropriadas para os meses mais quentes, pois são muito abertas e áridas, além de serem classificadas como “difíceis”. Fizemos essas locais muitas vezes durante o outono e inverno e agora estamos nos aventurando para outras mais distantes. Viajamos uma hora e pouco e exploramos outros rincões. Eu preparo um farnel, saímos cedinho, subimos e descemos montanhas, olhamos as paisagens e a flora e fauna, e no final fazemos um picnic. É viciante!

Essa trilha em Mount Diablo me quebrou. A subida é considerada difícil e fiquei uns dois dias com a bunda e as pernas doendo.