chocolate quente parisiense

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Este chocolate quente é para ser bebido com alegria e prazer e sem nenhuma crise de consciência. David Lebovitz conta no seu livro The Sweet Life in Paris, que essa é a bebida que os turistas buscam quando visitam a cidade e nem sempre encontram a autêntica. Segundo ele, muitos lugares apenas misturam um pozinho no leite quente. Mas ele recomenda um bom lugar para se beber o melhor chocolate quente parisiense, denso e aromático—La Pâtisserie Viennoise. Ou então fazer em casa, usando essa receita super fácil.
faz duas porções americanas ou quatro parisienses
2 xícaras – 500 ml de leite integral
140 gr de chocolate meio amargo da melhor qualidade que puder encontrar e comprar—eu usei o semi-sweet da Scharffen Berger.
1 pitada de sal
Coloque o leite, o chocolate em pedaços e a pitada de sal numa panela e leve ao fogo, mexendo com um batedor de arame, até o leite ferver. Nisso, abaixe o fogo no mínimo e cozinhe, mexendo sempre, por três minutos. Sirva imediatamente. Pode decorar com chantily ou colocar açúcar, mas eu achei desnecessário. Esse chocolate pode ser preparado com até cinco dias de antecedência, guardado na geladeira e reaquecido na hora de servir.

refrigerante de vinho

O Uriel de vez em quando pede vinho sem álcool em restaurantes, porque ele parou de beber wine-sodajá faz alguns anos. Eu acho os tais vinhos de-alcoolizados gostosinhos, mas esse refrigerante de vinho da Vignette é muito melhor. Eles são feitos com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Eu provei os dois e gostei um pouco mais do de uva vermelha. Mas os dois refrigerantes são muito bons, com uma lista de ingredientes mínima, sem conservantes e porcarias mil. Uma opcão para quem gosta de bebidas borbulhantes, mas não quer consumir os refrigerantes comuns.

com aqueles limões

limao_limonada_2S.jpg fiz uma limonada Voltando de uma caminhada, passei pelos limoeiros de ninguém já carregados com os limões que ninguém quer. Apanhei alguns e corri fazer uma limonada. O sabor dessa limonada de limão cravo [rosa, vinagre, china, bravo, rangpur] é extremamente nostálgico pra mim, pois lembro das minhas visitas ao sítio da minha tia Anah, onde tinha um limoeiro desses, cujos limões sempre viravam uma deliciosa limonada.

mint sun tea

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Bebi o sun tea feito pela Elise com hortelã e verbena e achei uma delícia. Não fica com o sabor tão acentuado como no do chá comum, feito com água fervendo. Eu fiz só com hortelã—uma variedade chamada “chocolate” que se domina a minha horta há anos. Numa jarra ou garrafa transparente com tampa, coloque as ervas—use a mistura que quiser, adicione lascas de gengibre, casca de limão ou laranja, vale tudo! Encha de água filtrada, tampe bem. Como eu usei uma jarra, lacrei com filme plástico bem apertado. Deixe no sol por no mínimo duas horas. Ponha na geladeira e quando estiver bem fresquinho, beba. Esse chá feito no sol tem que ser consumido rapidamente, pois como não chegou a ser fervido, pode estragar fácil. *Não precisa tirar as ervas da garrafa ou jarra para servir. Elas fazem uma decoração linda dentro do vidro.

comida pé de cana

Eu vivo dizendo e repetindo brazilian vezes que amo, adoro, venero usar bebida alcoólica em receitas, sejam doces ou salgadas. Acho que o álcool confere um sabor especial à comida, ajuda a ressaltar os sabores. Sempre guardo sobras de vinho para esse uso. E apesar de quase não beber, tenho um bar invejável. Já tive meus momentos criativos, adicionando cerveja à tradicional sopa de carne e cevada.

Também ousei numa receita de ovos mexidos que fiz, lá pro final dos anos 80. Eu não suporto ovo, o cheiro, a textura, o sabor. Como as claras, mas as gemas só se for numa omelete ou mexidos muito bem temperados, pra esconder o sabor da eca amarela. Pois então num belo dia, estava eu na minha cozinha piracicabana preparando uns ovos mexidos pra matar a fome da família, porque provávelmente tinha sido um dia corrido e não tinha dado tempo de de pensar ou preparar nada mais complicado. A receita é simples: numa frigideira derrete-se manteiga, refoga um pouquinho de cebola picadinha, jogua uma lata de ervilhas [pode usar a congelada, mas ferva e escorra primeiro], jogue então os ovos e vá mexendo, como se faz ovos mexidos. Salgue. Um minuto antes de desligar o fogo, acrescente uma dose de pinga. Refogue rapidinho pra pinga evaporar, tempere com pimenta do reino moída e sirva com torradas e salada. Olha, parece brincadeira, mas pra mim a pinga tira o cheiro de ovo e ainda acrescenta um sabor especial ao mexido. Já fiz essa receita experimentando com outros destilados, mas a versão com a pinga continua sendo a melhor.

Também tenho o costume afogar penosas em álcool, seja o tipo que for. Outro dia li a receita do Frango na Cerveja Preta no Ratatouille da Lara e fiquei inspirada. O Gabriel me deu no ano passado uma caixa de cervejas de verão, que está lá no cantinho da cozinha desde então. Elas são cervejas leves e resolvi usar uma delas pra afogar o frango. E afoguei – literalmente. Usei uma garrafinha para três pedaços de penosa. Temperei com tomilho, sal, pimenta e a cerveja. Deixei vários dias marinando na geladeira. O frango ficou imerso. Retirei os pedaços da marinada, coloquei numa forma com tampa e assei por mais ou menos uma hora e meia. A carne desprendeu dos ossos, ficou macia e o sabor bem interessante.