a irmã do meio

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Sempre paro pra olhar as prateleiras dos vinhos em todo lugar que vou. Gosto de ver quais variedades são oferecidas, comparar os preços que podem variar muito e presto atenção também nas novidades e nos rótulos. E foi por causa dos rótulos que parei na seção dos vinhos da Target, porque esses da irmã do meio conquistaram o meu coração. Pudera, com esses rótulos fofíssimos, um para cada variedade e cada um engrandecendo uma caracteristica da referida moçoila. Parei pra fotografar enquanto dava muita risada sozinha no corredor da loja—acho que ninguém viu, abafa! Não comprei nem bebi nenhum desses vinhos, mas gostei da proposta divertida. Eu sou a irmã mais velha, mas tanto faz se somos a irmã do meio, a mais velha ou a mais nova, todas nós nos achamos criaturas especiais e queremos ser tratadas com tal distinção. A única dúvida que ficou no ar pra mim foi—será que a dona da vinícola é a própria [e exibida] irmã do meio ou são as irmãs [modestas] da irmã do meio?

pasta com alho & verdura

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Por meses e meses, toda segunda-feira, sem interrupção ou descanso, eu recebo na cesta orgânica: dino kale, red russian kale, green collards, carinata kale, swiss chard, espinafre e alface. Não vou mencionar os repolhões, porque eles não se encaixam cem por cento na categoria das folhas verdes. Mas dá pra ter uma idéia do que eu tenho nas minhas mãos semanalmente. Então chega uma hora em que eu só quero gastar as folhas e refogo um maço no alho e azeite e sirvo os verdes cozidos sobre uma fatia de pão torrado. Ou misturo no macarrão alho e óleo. Essa é uma maneira muito boa de gastar as folhas, porque elas “somem” no meio da massa. Só refogue bastante alho picado num bocado de azeite, junte sal e pimenta do reino moída na hora a gosto, misture as folhas verdes da sua preferência picada ou rasgada [remova o caule] e depois que a verdura murchar junte o macarrão cozido al dente. Eu gosto de usar um macarrão integral pra fazer esse prato, mas nesse dia desencalhei um espaguete feito de milho e ficou bem gostoso. Na hora de servir salpique com queijo parmesão ralado na hora.

frogurt de pétalas de rosas

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Eu compro muitos ingredientes por curiosidade. Alguns são irresistíveis, como a geléia armênia de pétalas de rosas, que usei para acompanhar esta receita de pudim e depois encalhou na geladeira. Até que tive um *plin* de usar a geléia num sorvete. Ou melhor, um frogurt. Porque eu também tinha na geladeira um iogurte de leite de cabra. Foi só misturar os dois ingredientes—2 xícaras de iogurte de leite de cabra com 1 xícara de geléia de pétalas de rosa, mas um splash de vodka e levar à sorveteira. Esse frogurt fica ultra cremoso e não endurece nem forma cristais de gelo depois de vários dias de congelador. Eu acho que esses sorvetes feitos com geléias, compradas ou feitas em casa, funcionam muito bem. Usei o iogurte de leite de cabra porque eu sou fancy, mas pode ser um iogurte comum, desde que seja de boa qualidade.

the sweetest [grapefruit]

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Outro dia minha colega me trouxe uma sacola cheia de laranjas. As frutas vieram de uma árvore na casa dela e eram suculentas e dulcíssimas. O Uriel levou metade e eu comi a outra metade, descascada e cortada em cubinhos, como snack da manhã no trabalho. Uns dias depois a mesma colega apareceu com outra sacola cheia de citrus de outra árvore na casa dela—desta vez eram grapefruits. E vou dizer que não sou a maior fã dos grapefruits, apesar de adorar todos os citrus. Eles ficam meio assim no final da fila pra mim. Mas esses mudaram um pouco a minha opinião. Eles estavam simplesmente deliciosos, num equilibrio perfeito entre a doçura e o leve amarguinho caracteristico dessa fruta. Refrescante e revigorante, comi muitos, simplesmente cortando em cubos e usando um garfo ou carvocando a polpa com essas colheres próprias para comer essa fruta. O Uriel diz que os citrus aqui da Califórnia são especialmente doces e deliciosos por causa do nosso clima de inverno, com frio e chuva, mas sem exageros. Condições perfeitas para essas frutas.

stir-fry de aspargos e tofu

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Como todas as receitas da Heidi Swanson, este stir fry ficou super delicioso e com aquela vibe de comida ultra saudável. Fiz usando os primeiros aspargos da temporada e também aproveitei para gastar um maço de verdura.

Óleo de gergelim tostado
250 gr de tofu extra firme cortado em cubos
4 ramos de cebolinha picadinha
1 colher de sopa de gengibre picadinho
1/2 colher de chá de pimenta vermelha em flocos
1/2 maço de aspargos picado
Sal marinho a gosto
3 dentes de alho picados
1 bpunhado de castanhas de caju
Folhas de espinafre ou couve ou chard [*usei chard]
Raspas da casca e suco de 1 limão
2 colheres de sopa de molho hoisin [*usei o teriyaki]
1 punhado de folhas de hortelã
1 punhado de folhas de manjericão [*não usei]

Prepare todos os ingredientes e deixe ao alcance das mãos ao lado do fogão. Numa panela grande coloque um pouco de óleo de gergelim e frite o tofu até os cubinhos ficarem dourados—vire para fritar dos dois lados. Remova o tofu da panela e reserve.

Na mesma panela coloque um pouco mais de óleo e adicione as cebolinhas, o gengibre, a pimenta, o aspargos e o sal. Refogue por uns minutos, junte o alho, as castanhas e as folhas verdes [eu usei chard] e refogue rapidamente, somente até a verdura murchar. Coloque o tofu de volta na panela, adicione o suco e as raspas da casca do limão, o molho hoisin [usei teriyaki]. Cozinhe por alguns segundos mexendo com uma colher de pau. Remova do fogo, junte o hortelã e o manjericão picados e sirva imediatamente.

leite de hemp

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Comprei porque estava curiosa e queria experimentar o leite de hemp, que se alinha com outros tantos leites vegan [non-dairy] nas prateleiras do meu Co-op. Comprei o original [tinha o adoçado, o de baunilha e chocolate] e achei o sabor bem sem graça. Desses leites alternativos há alguns muito gostosos, como o de avelã ou amêndoa e outros assim borocoxôs, como o de soja, o de arroz e este de hemp. Mas batido no liquidificador com um punhado de tâmaras ou adoçado com maple syrup ficou bem mais gostoso.

bolo de cranberries frescas

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Esse bolinho encalhou nos rascunhos do blog por motivos que nem eu lembro mais. Foi feito com as últimas cranberries frescas que encontrei no Co-op logo após o encerramento de todas as festividades de final de ano. Ficou bem gostoso, porque as cranberries frescas são bem ácidas e formam uma camadinha azedinha por cima, que são bem do nosso gosto para coisas não muito doces. Pesquei a receita no The Kitchen.

1 e 1/2 tabletes [170gr] de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 e 1/2 xícaras mais 2 colheres de sopa de farinha de trigo
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/4 colher de chá de sal
1/2 xícara de açúcar mascavo claro
1/2 xícara de açúcar comum
3 ovos grandes
1 colher de chá de extrato puro de baunilha
2 colheres de chá de raspas da casca de limão
1/4 xícara de sour cream
2 xícaras de cranberries frescas
Açúcar de confeiteiro pra decorar

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 200ºC. Unte uma forma de bolo de 22 cm com manteiga. Numa vasilha grande misture com um batedor de arame 1 e 1/2 xícaras de farinha de trigo, o bicarbonato de sódio e o sal.

Numa batedeira bata a manteiga e os açúcares até formar um creme claro e fofo. Abaixe o velocidade e adicione um ovo de cada vez, depois a baunilha e as raspas de limão. Junte a parte da mistura de farinha e depois o sour cream. Adicione o restante da farinha e bata bem até ficar bem incorporado.

Coloque a massa na forma untada e alise o topo com uma faca. Numa vasilha misture as cranberries frescas com as 2 colheres de farinha de trigo e combine bem. Jogue as cranberries sobre a massa na forma.

Leve ao forno e asse por 30 minutos ou até que o bolo esteja dourado. Cubra levemente com uma folha de papel aluminio e continue assando por mais 30 minutos. Remova do forno, deixe esfriar completamente e vire numa travessa. Salpique com açúcar de confeiteiro.