salada de grãos com limão e azeitonas

Desde que comprei meu instant pot, a panela de pressão elétrica que está enlouquecendo os americanos, não parei de fazer receitas com grãos. Essa salada fica deliciosa e guarda muito bem de um dia para o outro, mesmo com as ervas. A receita recomenda as azeitonas italianas castelvetrano, mas eu fiz com as verdes gregas comuns e achei que ficaram mais saborosas. Eu acho que as castelvetrano tem um sabor muito delicado, as gregas são mais agressivas, combinaram muito bem com todos os outros ingredientes.

2 xícaras de farro ou espelta
Sal e pimenta do reino moída na hora
2 xícaras de azeitonas verdes
1 limão inteiro, sementes removidas e picado
2 chalotas médios picadinhas
1/2 xícara de azeite
2 xícaras de folhas de hortelã picadas
2 xícaras de salsinha picada

Coloque os grãos de farro ou de espelta em uma panela grande e leve ao fogo, mexendo bem, até ficarem dourados e levemente torrados [vai cheirar como pipoca], cerca de 4 minutos. Remova a panela do fogo e despeje água fria até cobrir grãos; Salgue e deixe ferver. Assim que ferver reduza o fogo, tampe e cozinhe até os grãos ficarem macios, cerca de 25-35 minutos. Eu cozinhei na panela de pressão elétrica. Tranfira os grãos cozidos para uma tigela. Reserve.

Usando o lado da faca esmagar grosseiramente as azeitonas para quebrá-las, Descarte os caroços. Coloque as azeitonas numa tigela grande e acrescente o limão picado e as chalotas. Misture. Tempere com sal e pimenta. Deixe a mistura marinar por 5 minutos.

Aqueça o óleo em uma panela. Adicione a mistura de azeitona e cozinhe, mexendo ocasionalmente, até que os ingredientes fiquem aquecidos, cerca de 4 minutos. Colocar essa vinagrete quente na tigela com o farro ou espelta e misturar bem. Tempere com sal, pimenta do reino e um pouco de suco de limão, se quiser.

Minutos antes de servir adicione as ervas. Sirva.

the pioneer woman

Desde que a Amanda me ensinou a fazer a preservação correta, esterilizando e selando os vidros, que eu estava me preparando pra tentar fazer isso pela primeira vez, sozinha. Foi só chegar a temporada dos limões que ninguém quer [os limões rosa], que me animei a refazer a geléia de limão rosa e desta vez fazer pra valer, todo o processo para poder guardar os vidros fora da geladeira. Dobrei a receita e usei 3 quilos de limões. Deu bastante geléia e eu terminei com 12 vidros pequenos e 12 vidros médios. Todos os vidros selaram perfeitamente e os pequenos eu dei de presente de natal para colegas de trabalho e amigos. Ainda tenho 11 vidros guardados na minha despensa no basement. Segundo a Amanda [e as indicações da receita] esses vidros vão durar mais de um ano sem refrigeração. Yuruuuuu! Me senti uma mulher pioneira do Idaho. E cumpri a meta que projetei para 2017!

torta de iogurte

iogurt_tart

Pra ter ideia de como estou atrasada com receitas e histórias, essa foi a sobremesa que fiz para o jantar de Thanksgiving na casa dos nossos amigos. Fiquei um pouco tensa enquanto fazia a receita, porque me pareceu um pouco estranho assar em forno tão baixo e pelo que parecia ser pouco tempo, mas confie! Essa torta fica a epítome da delicadeza, leve e saborosa, não vai açúcar nenhum no recheio, por isso ela precisa ser servida com mel e as frutas. Neste caso foram as típicas do outono—tâmaras e romãs. Fez sucesso absoluto no jantar.

para a massa:
8 colheres de sopa de manteiga sem sal derretida e morna
2 colheres de sopa de açúcar
3/4 colher de chá de extrato de baunilha
1/4 colher de chá de sal
1/8 colher de chá de sementes de cardamomo esmagadas num pilão
1 laranja de tamanho médio, de preferência orgânica
1 xícara de farinha de trigo

para o recheio
3 ovos caipiras grandes
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 e 1/2 xícaras de iogurte grego integral
1 gema de ovo batida com uma pitada de sal
2 colheres de sopa de pistache picado grosseiramente
1 colher de sopa de pinoles torrados [ou mais pistaches ou amêndoas ou nozes picadas]
3 ou 4 tâmaras descaroçadas e cortadas em tiras
1 punhado de sementes de romã
2- ou 3 colheres de sopa de mel, ou a gosto
1 vara de canela para ralar [opcional]

Para fazer a massa posicione a grade do forno no meio e pré-aqueça a 350°F/176°C. Em uma tigela média misture a manteiga com o açúcar, a baunilha, o sal e o cardamomo. Use um microplane para ralar as raspas da casca da laranja diretamente na tigela. Adicione a farinha e misture apenas até estar bem incorporado. Se a massa parecer muito mole, deixe descansar por alguns minutos para firmar. Pressione a massa uniformemente sobre a parte inferior e dos lados de uma forma de torta com fundo removível. Faça uma camada bem finas. Parece que não vai ter massa suficiente, mas vá trabalhando bem com as mãos. Coloque a forma sobre uma assadeira e leve aio forno. Asse até que a massa fique dourada e totalmente cozida, de 20 a 25 minutos.

Enquanto a massa assa faça o recheio. Numa tigela bata os ovos e a baunilha. Coloque no iogurte. A ordem em que os ingredientes são misturados faz a diferença na leveza do recheio, por isso é iogurte nos ovos, em vez de ovos no iogurte. Quando a massa estiver pronta, remova do forno e baixe a temperatura 300°F/150°C. Pincele o fundo da massa com a mistura de gema de ovo batida com o sal para fazer uma impermeabilização. Leve a massa de volta para o forno por 1 minuto para secar a camada de gema. Retire a massa do forno novamente e despeje o recheio de iogurte na massa quente, espalhando uniformemente com uma espátula. Volte a torta para o forno e asse por 15 a 20 minutos, até que o centro da massa vibre como se fosse gelatina. Vá verificando sempre nos últimos minutos, porque se assar demais vai destruir a textura sedosa do recheio.

Deixe a torta esfriar completamente em cima de uma grade. Refrigere se não for servir dentro de 3 horas. Na hora de servir desenforme numa travessa, espalhe as tiras de tâmaras, os pistaches e sementes de romãs. Regue com mel. Se quiser pode ralar canela por cima, eu não lembro se fiz porque já tinha bebido muito vinho na hora da sobremesa!

sopa de batata doce
[com cúrcuma e missô]

sweet potato soup

Fiz essa sopa no final de 2017, quando recebi muitas batatas doces na cesta orgânica. Achei que ficou bem gostosa, mas um pouco adocicada demais pro meu gosto. Mas admito que essa receita explora uma combinação de sabores bem interessante.

1 batata doce pequena
1 pedaço pequeno de alga marinha kombu
1 e 1/2 xícara de flocos de peixe [bonito flakes—*omiti]
1 lata de leite de coco
1/4 de xícara de missô branco
1 colher de sopa de cúrcuma fresco
ou 1 colher de chá de cúrcuma em pó [*usei em pó]
1 colher de sopa de suco de limão
Flocos de coco torrados, amendoins torrados e óleo de pimenta [chili oil, compre em lojas asiáticas], para servir

Pré-aqueça o forno a 450°F/232°C. Fure a batata diversas vezes com uma faca afiada e coloque em uma assadeira. Leve ao forno e esse por 35-45 minutos. Remova do forno, deixe esfriar e remova a casca. Reserve.

Enquanto assa a batata coloque a alga kombu e 4 xícaras de água em uma panela grande e deixe descansar por 25-30 minutos. Ligue o fogo e deixe ferver. Desligue o fogo, remova as algas da água. Adicione flocos de bonito e misture bem [eu não tinha os flocos, deixei sem]. Volte a panela para o fogo baixo e cozinhe por de 5 minutos. Retire do fogo e deixe descansar por mais 15 minutos. Coe o caldo removendo todas as partes sólidas. Reserve.

Transfira o caldo para um liquidificador. Adicione a batata doce, leite de coco, o missô, e a cúrcuma. Bata até ficar um creme. Retorne a panela e aqueça em fogo baixo. Adicione o suco de limão, divida a sopa entre as tigelas, decore com flocos de coco e amendoins, e regue com óleo de pimenta. Sirva.

pudim de caqui

No outono passado eu colhi muito caqui e ganhei outros muitos de amigos. Ainda estou comendo caqui todo santo dia! Por isso achei que seria muito legal se eu achasse uma receita natalina com caquis. A primeira coisa que pensei foi naqueles pudins ingleses cozidos no vapor. Foi tudo muito auspicioso, pois não só achei duas receitas perfeitas, escolhi essa da Martha Steward, mas também calhou que eu tinha a forma de pudim perfeita, que tinha arrematado por meras patacas numa loja de segunda mão há muito tempo e nunca tinha usado. Minha forma alemã vintage era exatamente igual à da Martha Steward! Nunca tinha tido um alinhamento de circunstancias favoráveis tão perfeito como esse. Fiz o pudim pra ceia de Natal, gastei alguns caquis [que precisam estar maduríssimos] e arrasei Péris in Chammas com essa sobremesa linda e deliciosa. Gostei imensamente da textura e o creme chantilly com calvados é um complemento perfeito.

4 e 1/2 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida
2 xícaras de farinha de trigo
2 e 1/4 colheres de chá de canela em pó
3/4 colher de chá de noz-moscada ralada na hora
1/4 colher de chá de sal
1/4 de copo Calvados ou outro tipo de conhaque
1/4 xícara de sultanas [passas brancas]
3 a 4 caquis hachiya bem maduros
1 xícara de leite integral
1 e 1/2 xícaras de açúcar
3 ovos caipiras grandes
1 e 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha puro
1 colher de sopa de suco de limão
1 e 1/2 colheres de chá de bicarbonato de sódio, dissolvido em 1 e 1/2 colheres de sopa de água quente
1 xícara de nozes, torradas e picadas grosseiramente
1/4 de xícara de gengibre cristalizado finamente picado
Fatias de caqui secas para enfeitar
Creme de Calvados para servir

Unte bem com manteiga uma forma de pudim onde caibam 12 xícaras de liquido [meça com água]. Encha uma panela bem grande com água até a metade, coloque uma grade ou uma cesta de cozinhar no vapor dentro. A panela tem que ser grande o suficiente pra caber a forma de pudim dentro. Peneire a farinha, as especiarias e sal numa tigela e reserve. Coloque o calvados e as passas em uma panela pequena e leve ao fogo até ferver. Retire do fogo e deixe descansar por 15 minutos. Escorra as passas e reserve.

Descasque os caquis ou apenas corte a ponta e esprema a polpa numa tigela. Meça 1 e 1/2 xícara de purê de caqui. Bata no liquidificador com o leite e reserve.

Coloque manteiga e açúcar na batedeira. Misture em velocidade média até ficar um creme pálido e fofo. Adicione os ovos, a baunilha e o suco de limão. Adicione a mistura de caqui em 2 vezes. Junte a mistura de bicarbonato de sódio e água. Adicione a mistura de farinha e misture delicadamente apenas para combinar os ingredientes. Junte as nozes, as passas e o gengibre. Despeje na forma preparada, cubra com uma folha de papel vegetal untado com manteiga com manteiga.

Na panela preparada com água, ligue o fogo alto até a água ferver. Reduza para fogo baixo. Coloque a forma de pudim dentro da panela com água. A minha forma tem uma tampa, mas para as que não tem tampa, feche com papel alumínio, lacrando bem dos lados. Cozinhe em fogo baixo por 3 a 3 horas e meia, verificando ocasionalmente para se certificar que nível da água dentro da panela não baixe muito. Adicione mais água quente se achar necessário.

Abra a tampa e teste para verificar se o pudim está cozido. Remova a forma de dentro da panela e coloque sobre uma grade para esfriar. Retire a tampa [ou papel alumínio] e o papel vegetal. Deixe esfriar mais 15 minutos. Vire o pudim sobre uma travessa e decore com caquis secos. Sirva com um creme com Calvados.

Cozinhei o pudim numa forma antiga de metal com uma tampa. Mas uma outra forma de pudim coberta com o papel vegetal e com folha de papel alumínio também funcionará.

Os caquis secos eu já tinha feito, cortando as frutas em fatias bem fininhas e secando num desidratador. Mas isso pode ser feito no forno, temperatura 250ºF/ 122ºC por 2 horas.

Para fazer o creme com cavados, bata 1 xícara de creme de leite fresco com 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro até formar picos moles. Junte 2 colheres [ou menos, se preferir menos forte] de Calvados e sirva.