a verdadeira história da foto mais fantástica de todos os tempos

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Estávamos trabalhando, quietos e concentrados, quando o meteorologista entrou na sala todo esbaforido, pegou a câmera que ele sempre carrega na mochila e fez sinal para que o seguíssemos, pois aparentemente ele tinha visto algo absolutamente incrível do lado de fora do prédio.
Explicarei primeiro que tivemos semanas e mais semanas de uma ventania brutal, que arrancou árvores pelas raízes, forrou o chão de galhos, de folhas, de flores, desorientou os motoristas e ciclistas, levantou saias, derrubou pássaros no voo, descabelou penteados, mudou coisas de lugares e deixou as pessoas confusas.
Corremos atrás do moço com a câmera naquele dia de ventania. Ele parou bem em frente ao arbusto de feijoa e numa pose de paparazzi ajustava a lente para captar a imagem incrível daquela bolsa pendurada num dos galhos da planta. Ficamos todos com cara de ué olhando pra ele e pra bolsa, pra bolsa e pra ele, pra ele e pra bolsa, até que eu resolvi me pronunciar—essa é a minha bolsa de lanche que eu pendurei aí hoje pela manhã pra secar, porque vazou molho de salada e eu tive que lavá-la.
Fuén geral. Voltamos cada um pro seu cubo e pro trabalho, mas antes tive que ouvir o meteorologista e fotógrafo de imagens bizarras reclamar—você acabou de estragar a foto com a melhor história de todos os tempos: o vento trouxe a bolsa de longe e ela acabou aqui pendurada neste galho. [ SORRY! ]

10 comentários sobre “a verdadeira história da foto mais fantástica de todos os tempos”

  1. KKKKKKKKKKK
    Fer, eu ri muito, adorei a história do meteorologista empolgado! Como premio de consolação você pode dizer pra ele que o micão dele foi parar num dos blogs mais legais da blogosfera.
    Bjs
    hahahaha, Dricka, abafa! beijaooo

  2. Achei que era só que quem passava por isso. Não coloco em árvores, mas deixo minha bolsa de matula secando pela redação, rsrsrs.
    Braços,
    Rose
    R: beijo Rose ! \o/

  3. Oi Fer hahaha. Ainda bem que vc não pendurou um guarda-chuva aberto, senão ele pensaria que a Mary Popins estava passando por ai.
    Beijos!
    R: Valeria, tem te digo que este mesmo meteorologista me chamava de Mary Poppins quando em dia de chuva ele me via pedalando a bicicleta e segurando um guarda-chuvão. hahaha! beijo

  4. Ha ha Fezoca só você para estragar o barato dos outros 🙂 Que máximo seria a história da bolsa voadora que pousou tão lindamente no galho 😉
    Ela é linda! Bj
    R: hahaha, já pensou, neste caso a ventania teria que ser um furacão. beijo :-*

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