no meu Co-op

Peguei uma ricota fresca na prateleira dos queijos especiais, mas não consegui achar nenhuma referência ao preço, nem em plaquinhas, nem em etiquetas. Resolvi levar assim mesmo. Ricota artesanal e tal. Passando no caixa, ele não conseguia achar o preço nem o código. Já cogitei deixar a ricota pra trás, porque no meu Co-op não tem aqueles funcionários que correm pelo supermercado vestindo patins pra verificar preço, lá é tudo muito mais simples. O caixa olha meio frustrado pra ricota, olha pra mim com cara de help me, mas eu disse que sentia muito, também não tinha conseguido achar o preço.
—você acha que $3,99 é um preço justo?
—certamente!!
—plin-tchin, três e noventa e nove.
No páteo do supermercado um pessoal abordava os clientes com alguma petição pedindo assinaturas. Eu sempre assino quando acho o motivo relevante. Um deles se aproximou de mim com prancha e caneta.
—oi, você curte marijuana?
—ahn, tô meio apressada hoje, desculpa…
Era uma coleta de assinaturas para a campanha de legalização da maconha.

6 comentários sobre “no meu Co-op”

  1. Quem me dera que aqui no Texas estivessem pedindo assinaturas para legalização de maconha, que fosse pelo menos discriminização já estaria ótimo. Acho que legalização, além da vantagem do uso da grana dos impostos, resultaria em menos pessoas nas prisões e menos grana sendo usada pra isso também. Eu assinaria mesmo não sendo usuaria, como assinaria para casamento entre gays, mesmo não sendo gay.
    Vamos pra frente gente!
    kika sloan
    R: sim, vamos pra frente mas com um pouquinho de reflexão. não é pra sair assinando tudo que aparece pela frente no oba-oba. eu quero saber exatamente o que essa legalizacao vai significar e trazer de beneficios. nao tem comparacao com o direito universal de pessoas de qualquer sexo se casarem. uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

  2. Fer, eu nao curto a “mary” (nao gosto do cheiro, nao curto drogas, enfim….) e podia pouco me importar com o fato (tb nao me importo com o que cada faz, desde que nao interfira com quem “nao faca”). Mas assinei a peticao ha uns dois ou tres meses pois, se vao fumar por aih, que paguem taxes, oras bolas. Eu pago taxes pra tudo e, considerando o numero de adeptos a coisa, eh muita revenue. e lih um estudo sobre o tanto de revenue que a legalizacao pode trazer, alem de outros beneficios ( longa elaboracao..hehe).
    Fazendo estoria curta: boas news, mas sem tempo:):):)
    Happy Week!
    bjs
    R: é, Bri, estava pensando nisso tambem. legalizando paga imposto, vou acabar assinando, apesar de tambem nao ser usuaria. um beijooo! 🙂

  3. Menina, que caixa mais descomplicado, que maravilha!!! Quisera eu que o rapaz do caixa do Pao de Acucar atribuisse um “preco justo” a cada um dos itens do meu carrinho…
    By the way, acompanho seu blog sempre, adoro!!!
    beijinho, Carol

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