mais uma sopa de tomate

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Quando o Uriel viaja, minha vontade é sempre de não fazer absolutamente nada. Ou fazer coisas que nunca faço, como fritar bolinhos, devorar tudo com a boca aberta, beber litros de vinho e ficar dançando como um fantasma da Isadora Duncan pela casa. Mas normalmente eu me comporto. Janto pão com tomate ou faço alguma coisa simples, mas que me satisfaça. Neste dia foi uma outra versão de uma sopa de tomate. A idéia saiu de uma sopa um pouco mais elaborada, publicada naquela edição de Julho da Martha Stewart Living que teve uma reportagem especial só com sopas frias.
1 quilo de tomates maduros
1/2 colher de chá de coriander em pó [coentro]
1/4 colher chá cominho em pó
1/4 colher chá de sementes de caraway [alcaravia]
1/4 colher chá pimenta vermelha em flocos
azeite e sal
Coloquei os tomates cortados ao meio no broiler até eles começarem a amolecer e ficar coradinhos, por uns 10 minutos, sempre vigiando, porque no broiler o jogo é rápido. Depois joguei os tomates assados e o caldo que formou no liquidificador e bati bem, sem água. Usei tomates vermelhos e amarelos, todos heirlooms. Deveria ter passado tudo pela peneira, mas por preguiça não passei e me arrependi. Da próxima vez passarei, pois alguns dos tomates tinham uma casca mais grossinha que ficaram perceptíveis na sopa. Coloquei o suco de tomate numa sopeira e coloquei azeite numa frigideira de ferro e ali refoguei os temperos—cominho e coriander em pó, sementes de caraway e flocos de pimenta. Refoguei uns minutinhos e joguei esse azeite aromatizado na sopeira. Salguei a gosto e servi com torradas integrais e uma fatia de queijo gorgonzola. Ficou uma refeição leve, mas que me alimentou muitíssimo bem.
Tá difícil a coisa, mas eu ando num esquecimento absurdo. Esqueço se já lavei o cabelo com o shampoo, esqueço se tomei ou não o remédio e esqueci que tinha ASSADO os tomates pra fazer essa sopa. Me desculpem, já corrigi. Garçon, sai uma dose tripla de Ginko Biloba, s’il vous plaît!

11 comentários sobre “mais uma sopa de tomate”

  1. Ai, Fer, que ótimo! Eu me sinto exatamente assim qdo o marido viaja. Sabe o q eu sempre faço? Um panelão de pipoca, cheia de manteiga. Como ele só gosta de pipoca de microondas e reclama q as minhas de panela ficam “murchas”, aproveito a ausência dele e me esbaldo no baldão de popcorn! Com aquela panela igual de pipoqueiro de rua, com uma manivelinha q vai rodando e mexendo os milhinhos!
    1 beijo

  2. Não sou grande fã de sopa de tomate. Não me agrada, ainda mais sendo fria, rss… sou ainda da idéia de que sopa tem que ser quente, hehe.
    A única sopa fria que me agradou foi a que vi aqui, de ervilha e pesto. Hmm, essa deve ser boa 🙂
    Fer, fiz aquele seu bolo de cacau e vinho e ficou MUUUUITO BOM! Receita facílima e resultado ótimo!
    Ate postei no meu blog, com os devidos créditos 😉
    Dá uma passadinha por lá!
    Beijos!

  3. Fer, estou com a Re. Tudo muito legal, mas a parte dos “litros de vinho” (espero que não seja o de caixinha!! rsrs) foi espetaculosa !!
    Abs.
    PS – Você usou os tomatinhos da foto também ?
    R: Ha Ha Ha! Edu, com o vinho de caixinha [que ja ta quase acabando] tenho feito ” tinto de verano”. Usei os tomatinhos sim, parte deles. alias foram eles os cascudos que fizeram me arrepender de nao ter passado os tomates pela peneira. abracao! Fer

  4. Tomates…
    Assim como uma fruta: normalissimo.
    Assim como um suco, sem nada, nada mm.
    Nos sanduiches.
    Nos omeletes.
    Nos molhos.
    Nas bruschettas.
    Para temperar qq coisa.
    Enfim…
    Esta sua sopa vem para enriquecer ainda mais as suas possibilidades!
    Bjs!

  5. Estou apaixonada por esse blog. Agora sou seguidora, com a devida permissão. Estou procurando informações sobre um produto que meu marido comprou na estrada de Caxias do Sul. Está num vidro como o de palmito, é roxo, parece palmito moído. É azedo e amarguinho. Está escrito CREN no vidro. Vocês sabem o que é e o uso. Parabéns pelo blog. Beijos.

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