A evangelização segundo MP

Enquanto procurava por um itém da minha lista de compras pelas prateleiras de um dos corredores do Co-op, vi uma menina analisando uma dessas caixas tetrapak de leite de aveia ou arroz com grande concentração. Passei por ela e ainda na busca do que queria comprar, ouvi ela perguntar para um cara mais velho, que eu assumi ser o pai dela:
[garota]: o que você acha deste aqui?
[pai]: você não sabe que não devemos comprar nada que tenha componentes que você não entende o que é e nem consegue pronunciar na lista de ingredientes de um produto?
[garota]: mas eu conheço esses ingredientes e consigo pronunciar todos!
[pai]: bom, compre então só pra você, que eu não vou consumir isso.
[garota]: não parece nada mal.
[pai]: você não sabe que não deve comprar produtos que a sua avó não reconheceria como comida?
[garota]: mas minha avó com certeza reconheceria isso!
[pai]: você que sabe…
Não pude prolongar mais a minha parada ali com o ouvido esticadão. Segui em frente a contragosto e não vi o final da história—se a menina levou ou não o leite de caixinha que o pai criticava. Reconheci o discurso do pai, que não citou nenhuma fonte, mas que certamente saiu da leitura dos livros do Michael Pollan.

6 comentários sobre “A evangelização segundo MP”

  1. Também não consigo comprar sem ler validade, ingredientes e algumas vezes até de onde vem…se é de fora…
    Infelizmente não dá para ter horta e galinheiro no meu apartamento…então vamos tomar mais cuidado com o que a gente alimenta nosso corpo e mente!
    Beijos!

  2. Que ótima conversa, pena que não soubemos o fim…
    Aqui em casa procuramos não consumir produtos com ingredientes duvidosos, e tem gente que acha que é um exagero ler a composição dos produtos embalados, eu já penso em: como alguém pode comprar algo sem saber o que é.
    R: concordo com voce, Miti, pois tambem leio as embalagens de tudo o que compro. esse pequeno exercicio ajuda muito na hora de decidir comprar ou nao um produto. e as vezes temos surpresas–boas e ruins, com essa leitura educativa. 🙂

  3. Tem uma certa lógica he he
    Eu não reparo muito nisso. Hoje em dia qualquer produto tem algum componente estranho… Até os frescos têm coisas que nós nem sabemos. Infelizmente nem todos nós conseguimos comprar produtos biológicos 🙂

  4. Fer, vc me deixou curiosissima… rs
    Também queria saber se a garota acabou levando o leite de caixinha…
    Quando eu era pequena, o conservante era a alma do negócio (assim como os avós da Dri, meu pai era alto consumidor de sopa em pó, caldos em cubos, miojos, preparados prontos para bolos e tortas e salgadinhos)…. na adolescência tomei gosto pela cozinha e vivo pesquisando temperos, alimentos novos, etc… com isso, tenho uma alimentação mais saudável, e tenho procurado ensinar isso à minha filha tb… mas uma coisa ou outra, com conservante, a gente sempre acaba tendo em casa… não tem mto como fugir totalmente (ainda)!!!
    Bjão!!
    R: Mari, felizmente hoje estamos podendo fazer mais escolhas e virar as costas para produtos que nao nos interessam e que nao fazem parte da nossa filosofia de vida e do que acreditamos que comida deva ser. um beijo, Fer

  5. oh.. ainda estou na fase de comprar o que ainda não chegou na data de vencimento… e as vezes eu esqueço, aliás… essas datas todas não são um exagero? Costumo jogar fora apenas o que desenvolve cabelos.
    R: tambem acho essas datas um pouco exageradas. voce esta certo! 🙂

  6. ih, essa regra da vó ia falhar muito aqui em casa. meu avós são os maiores consumidores de sopa em pó, caldos em cubos, miojos, preparados prontos para bolos e tortas e salgadinhos estilo baconzitos. 🙂
    R: dje-zsuis! 🙂

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