correndo atrás do próprio rabo

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Somos uma civilização de bufões irresolutos e equivocados. Primeiro proclamou-se pelos quatro cantos do mundo que o açúcar feito da cana ou da beterraba era um VE-NE-NO. Veneno, ouviram? Foi um desembestar de criaturas desesperadas buscando uma solucão mais saudável, vinda de adoçantes naturais ou artificiais. O lado negro da força foi rápido no gatilho e desenvolveu e implementou um adoçante barato e poderoso feito de milho, batizado de high fructose corn syrup, que depois de estar sendo usado num número infinito de produtos foi proclamado também um VE-NE-NO, causador até de obesidade em crianças. Correria pra lá, gritaria pra cá, histeria geral que causou uma verdadeira explosão no consumo dos adoçantes artificiais, elevando os produtos diets à categoria de salva-vidas—um must mesmo custando o triplo. No final, num espasmo de espanto coletivo, descobre-se que os pózinhos doces seriam causadores do mal de Alzheimer e de câncer. Choque! Comoção! Rodamos feito baratas tontas e voltamos ao ponto em que estávamos quando começou toda essa história. E a maior ironia de tudo isso é ver que a opção saudável do momento são os refrigerantes naturebas adoçados com AÇÚCAR!

9 comentários sobre “correndo atrás do próprio rabo”

  1. Oi Fer:
    É por isso que já escreveu o filósofo:
    “A virtude está no meio.”
    Esse post me fez lembrar quando no Brasil começaram a usar o confrei. Era remédio pra tudo, até dor de cotovelo….Depois vieram novas informações e ele virou um vilão.

  2. Eu já fui gorda e vivia de dieta, mas evitava ao máximo adoçantes, pq sempre detestei o paladar.
    Aqui nos EUA descobri a Splenda e usei muito, mas agora parei, pois acho que estava me causando alergias.
    O melhor adoçante que eu conheço é a Stévia. O Agave ainda não provei, mas tenho curiosidade.
    Ultimamente tenho consumido um pouco de açúcar regularmente. Só que o consumo do açúcar, mesmo pouco, nunca passa em branco… A balança acusa diferença…
    No fim a gente nem sabe mais o que pensar, pois tudo causa isso ou aquilo. Dai eu vou de moderação que nunca deve ter matado ninguém.
    Bjs 🙂

  3. Adorei o post Fer! Eh bem assim mesmo, sai um buxixo por ai falando q algo faz mal e de repente tudo muda, ai descobrem q o outro faz mal e volta tudo ser feito com o elemento anterior…
    A mesma xaropada acontece em relacao a manteiga. Ate outro dia butter era o horror, o negocio era margarine, ai vem os trans-fats e tudo muda. Eis q butter nao eh la tao maus assim ne!
    Nossa sociedade eh mesmo totalmente equivocada e atrapalhada como vc falou.
    Eu cntinuo com minha butter q eu sempre adorei! hehe! Minha avo fazia manteiga em casa, no “muque” e era a melhor manteiga q ja comi. Agora na minha casa eu tbem sempre tenho manteiga gostosa, pois minha mae eh da geracao margarina eu nao acho margarina la tao gostoso assim.
    Beijos!
    Ana

  4. Fer, vivemos numa época de consumismo desenfreado em que o marketing tem uma força poderosa e manipuladora. Daí as modas que ciclicamente nos assolam que nos impingem os estudos “encomendados” que em minha opinião têm como único objectivo venderem os produtos que lhes interessam e não o princípio honesto que saúde do consumidor deve vir em primeiro lugar.
    Chamem-me retrógrada mas nunca embarco nessas “modas”!

  5. Uma época tbem aderi ao adoçante em pó por influencia de uma companheira de casa,e até acostumei,mas um dia parei e pensei…pra que eu tomo isso ?Nao sou gorda,nao sou diabetica,nem curto muito doce…na real 2 colheirinhas no cafe da manha é minha dose de açucar diaria,pra que trocar o prazer do açucar de cana por uma titica quimica que deeixa tudo com gosto de remedio(odeio tomar remedios).Assim que sigo linda leve solta e saudavel comendo açucar diariamente,mas claro que sem exagerar né???Excessos nunca fazem bem a ninguem….
    Beijin Fer e bom final de semana…

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