[meu] bolo de milho e coco

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Então estavam lá o milho e o coco que eu queria usar. E a receita já estava decidida na minha cabeça, mas eu sou insegura, preciso de medidas, de quantidades, graus exatos de aquecimento do forno, minutos exatos de assagem, não posso arriscar deixar nada solto, porque comigo as catástrofes culinárias estão sempre na iminência de se realizarem—não só podem acontecer, como geralmente acontecem.

Mas quem diz que encontrei a receita exatamente como eu queria? Até o limite do meu cansaço, fiz buscas online, folheei livros, até que gruni pra mim mesma, sabe de uma coisa, vou arriscar fazer do meu jeito, a minha própria receita. Roleta russa é isso meus camaradas. Só que ali eram cinco balas implicando tragédia, contra apenas um cartucho vazio—o salvador da pátria. Arrisquei jogar todos os excelentes ingredientes no lixo e ainda ter que lavar a tralha suja com muita tristeza e revolta no coração. Mas nem todo dia é um mau dia e meu bolo de milho e coco ficou lindo e delicioso! Segue a receita para quem também quiser arriscar, pois afinal o que é a vida sem uma boa dose de emoções fortes?

1 xícara de milho verde
1/2 xícara de coco ralado
1 ovo caipira
1/2 xícara de açúcar
1/4 xícara de óleo
1 xícara de CORNMEAL
1 xícara de kefir [ou iogurte] integral
1 colher de chá de fermento em pó
Bater tudo no liquidificador, colocar numa forma untada com margarina e salpicada com açúcar demerara, assar em forno pré-aquecido em 385ºF/196ºC por uns 30 minutos, ou até a massa ficar firme e dourada.

9 thoughts on “[meu] bolo de milho e coco”

  1. Olá Fernanda!
    Vou falar pouco.
    Só quero lhe dizer que moooorro de rir com seu blog.
    Adoro a maneira como você fala das suas “obcessões”.
    Me vejo muitas vêzes lendo você.
    É ótimo saber que existem outras pessoas com obcessões, ontem mesmo estava pensando sôbre isso.Quando estou num “tema”, vou também a exaustão, até secar totalmente o assunto.Mas é ótimo, não é?
    Como aprendemos….
    Viva a Obcessão!!!!!!
    Nem preciso dizer que amo as receitas e as fotos.
    Um beijão.

  2. Fer, este depoimento me fez lembrar do livro “o pedante na cozinha” de que lhe falei. Mas vejo que se saiu muito bem. Ainda bem que registrou. Uma vez, uma única vez, eu fiz um bolo de milho fresco sem nenhuma outra farinha e ficou maravilhoso. Quem diz que anotei? Nunca mais consegui repetir o feito. Este é castigo para quem faz as coisas a olho. Está lindo o bolo. bjs, n

  3. Oi, Fernanda! É isso aí: emoções fortes! Ontem tb me aventurei, mas num zucchini bread, que fiz do meu jeito: sem óleo nenhum, pouquíssimo açúcar, com buttermilk e tal. Queria uma coisinha mais simples, “pra dia de semana”, sabe?! Pois ficou uma delícia! Mas deu um friozinho na barriga…
    Seu bolinho está com uma cara ótima! E a receita é pra bolo pequeno, o que pra mim é fundamental – somos só 2 aqui também. Acabo não fazendo tanto bolo quanto gostaria por isso; ou comemos muito ou sobra demais. E meu freezer não tem espaço pra esses itens. Enfim, vou testar! Afinal, eu adoro fubá!!
    Beijos,
    Renata.

  4. Confio na sua criatividade e habilidade. O bolo é bem caseiro, simples, do jeito que gosto para acompanhar meu cafezinho da tarde.
    Não sou muito presa a medidas e tudo mais, mas também não pode ser tudo na “louca”.´Como em tudo na vida, é preciso equilíbrio.
    Bjs!

  5. Oi, bom dia !!!
    Vejo que vc já esta a todo vapor !! Quando eu fiz uma pequena cirurgia para a retirada da visícula, eu fiquei louca, ficar 15 dias em casa de molho não me fez muito bem não…. Bem, mas lá vou eu com minhas perguntas, espero não estar sempre te chateando com minhas perguntas, as vezes até obvias demais… O que seria açúcar demerara ?? Vou fazer esse bolo no final de semana. Abraços.

  6. Parabéns pela coragem! A única vez que fiz um bolo assim, receita minha, ficou impossível de comer. Era um bolo de aveia e côco e eu andei estoicamente a tentar comê-lo. Mas era horrível, embetumado, enfim, incomível.
    Já o teu está lindo! 🙂
    Beijo *

  7. Usando uma expressao que meu pai adorava: “Voce esta’ com tudo e nao esta’ prosa”
    sei la’ de onde vem essa expressao, nunca ouvi ninguem usar alem dele, paraense de Belem do Para’
    🙂
    enfim, estou impressionada – nem que alguem me desse 1 ano de preparacao psicologica eu poderia criar uma receita de bolo –
    parabens!!!!!

  8. Belissimo bolo este seu!
    Mas…nossa senhora!…
    Parece que vc estava descrevendo as minhas proprias agruras na cozinha… E na vida no geral,tb: hihihi!
    Em um fenomeno que me fez perder inumeras receitas boas sò pq, qdo queriam que eu aprendesse, me chamavam pra olhar fazer.
    E eu, virginiana em dobro àvida por listinhas dos mais variados tipos e com lapis e bloquinho na mao, escutava: “nao precisa nao, que é tudo a olho”…
    Boh…come mai…? Misterio…
    O universo do “tudo a olho” pra mim era uma coisa surreal, de outra dimensao, um absurdo.
    Mas, graças à Deua, hoje em dia sou mais solta com estas coisas!
    Maaaas… me jogo sò depois de fazer uma pesquiza do assunto. Algo que me permite, depois, de dizer que segui a minha “intuiçao”.
    Pq isto é a coisa mais proxima do improvisamento a que pode se permitir um verdadeiro virginiano.
    Bjs!

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