a mesma velha história

Eu gosto de ver como as pessoas não têm medo de começar de novo, como é o caso da K., uma mulher de mais de cinquenta anos iniciando uma nova carreira. Ela voltou a estudar, se formou e arrumou um emprego em outra cidade. Então tivemos que nos despedir dela, com uma daquelas festinhas básicas de ambiente de trabalho. Deve ter sido porque ela só iria trabalhar pela manhã que resolveram fazer um celebração diferente, com comes de breakfast. Eram dois tipos de muffins, um com açúcar, outro sem açúcar—o que geralmente significa que contém algum tipo de adoçante artificial; uma bandeja com fatias de frutas—maças e laranjas; e duas variedades de dips para as frutas, outra vez um calórico e com açúcar e o outro, bom sei lá, nem quero entrar nos detalhes de um dip para frutas cheio de coisas artificiais.

Fomos lá dar o presente que alguém que a conhecia melhor comprou, ouvir ela contar sobre o novo emprego, onde ela vai morar, como está sendo a mudança, já que só ela vai mudar, o marido e um dos filhos que ainda mora com eles vão ficar. Enquanto isso, enchiam-se os pratinhos com as comilanças. Todos menos eu e meu chefe. Todos sabem que trago uma lancheira com meus snacks saudáveis. Eu tento não ser arrogante com minha posição de não comedora de bolinhos e dips com adoçante e ingredientes artificiais. Mas comi sim uma fatia de maçã, que também foi o que o meu chefe comeu. Nos identificamos nas nossas preferências e entabulamos por uns minutos num convercê sobre comida, que nos divergiu momentaneamente do que se falava no resto da sala. Foi quando ele me passou uma boa idéia que ainda estou pra testar: um sanduiche aberto feito com uma fatia de pão rústico, coberto com uma camada de maçã cortada bem fininha e completado por uma bela fatia de queijo brie.

8 thoughts on “a mesma velha história”

  1. Oi Fer:
    Às vezes também me sinto a própria ET, chegando pra trabalhar com meu copinho de leite com banana e aveia,quando a maioria vai pra cantina ou chega com seus pacotinhos de bolacha recheada e latinha de refrigerante.
    Mas, o mais difícil mesmo é convencer minha filha a se achar normal levando no lanche pão integral com alguma pastinha ou uma banana nanica (daquelas enormes). No começo ela dizia que tinha vergonha porque os coleguinhas levavam achocolatado em caixinha, bolinhos do Pollan, daqueles que não estragam (hehe), e salgadinhos multicoloridos (aqueles que cheiram chulé).
    Persisti muito e não me rendi. Acho que sou uma mãe mesmo muito má. Mas estou super consciente de minha maldade. E ainda dou risada. Resta apenas um dozinho das demais crianças.
    Beijos, bom final de semana.

  2. Fer, eu adoro comer maca com queijo, acho uma combinacao deliciosa! (pena q aqui em casa seja so eu…)
    Outro dia fiz exatamente assim como voce mencionou mas usei fontina, ficou muito gostoso tbem.
    Ah, e tenho q comentar na ideia da Karla… brie quentinho com geleia de damascos eh uma deliiiiiicia, ja provou??
    Beijos!
    Ana

  3. Isso que eu chamo de perseverança! Também estou fazendo faculdade de administração e já estou no 5o. período. É muito bom para mente, corpo e principalmente em saber que somos capaz!! Mudando de assunto, vc já experimentou comer brie com uma geléia do seu gosto morninha por cima dele? Na torradinha é tudo de bom. Beijocas e bom final de semana! Karla

  4. Tenho uma amiga que amo, sou realmente apaixonada por ela, coisa de admiração mesmo.
    Ela se casou com 17 anos, grávida do primeiro filho, e foi qdo ela parou com os estudos. O Marido sempre intervindo, dizendo isso e aquilo.
    Qdo seu filho começou a fazer o 2º colegial, minha grande amiga retornou aos estudos, e começou a fazer o 2º ano de magistério, que foi qdo nos conhecemos.
    A garra desta mulher me impulsiona até hoje, nos momentos onde fraquejo um pouco.
    E ela não parou por ai, a alguns anos ( no dia do meu aniversário) ela me liga toda afoita dizendo que tirou 10 com louvor na apresentação da sua monografia, e que eu estava falando com a mais nova pedagoga da cidade!
    E agora, esta ela por ai, mesmo com os grunidos do marido, tirando sua carteira de habilitação e dirigindo por ai.
    Tiro o chapéu para minha querida Maria Ester, a mãe que eu não tive, amiga de todas as horas, minha grande conselheira!
    Com relação a alimentação, aqui no sul de MG nos alimentamos bem, eu acho! 😉
    Levanto as 6 da matina e vou a feira livre comprar frutas e verduras dos produtores locais, que não utilizam agrotóxico.
    Franguinho caipira sempre temos a mesa (aquele que é criado solto e feliz)
    E carne bovina, esta eu não sei, mas compramos no açougue que vende carne da região, não em grande escala, mas comprada dos produtores locais.
    Agora que vou mudar de casa, não vejo a hora de fazer a minha hortinha.
    Bjos,
    Monica

  5. O sanduiche do meu pai
    Você falou em sanduíche aberto e lembrei o do meu pai, que fez tanto sucesso que até abriu um bar aqui em Porto Alegre em 1951. O bar, chamado Luiz Alberto, funcionou até 1985, bem pertinho da cervejaria Brahma, da Cristóvão Colombo. Um bairro com uma cervejaria! A receita do sanduiche era bem simples mas com um segredo básico e fundamental: todos os ingredientes frescos, recém fatiados, assados ou cozidos (em forno a lenha). Nada de preparar antes: tudo feito na hora. Um delicioso pão de centeio, frios bem fininhos, quase translúcidos, um lombinho de porco assado em panela de ferro com gordura suína ( que tem um ponto de fumaça altíssimo), queijo gouda, azeitonas,cebolinhas, tomates e pepino em conserva caseira e ovos recém cozidos. Tudo com uma mostarda bem forte e um molho remoulade. Para acompanhar, um chope da Brahma, direto da fonte…Saudades!

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